quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PÓ PARAR COM PÓ



Esse é o título do sucesso (que já conta com mais de 250 mil acessos no Youtube) da cantora Jake, uma católica fervorosa que se dedica a juntar micaretas e fé em sua pioneira cruzada pelo axé católico. A música composta por Jake é uma clara mensagem contra o vício em cocaína (engraçado que "Pó Parar com Pó", rima com "Ó Paí Ó!" - Alguém - Jefferson?!? - pode explicar os fundamentos dessa baianidade nagô do axé?rs). O sonho da moça é puxar uma micareta com o Padre Marcelo Rossi na Avenida Paulista, de acordo com essa matéria.

Encontrei o link do youtube, mas não consegui fazer o upload do vídeo!

Fórum Livre do Direito Autoral na UFRJ

A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Universidade Nômade.

De acordo com a assessoria, "o Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso à cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral. (...) A Cultura do compartilhamento e da cópia, o uso educacional e não-comercial de filmes, livros e música, o direito de acesso aos bens culturais, a criminalização dos consumidores, as novas formas de negócios "abertos", o domínio público, as novas formas de licenciamento e de remuneração do autor e os impasses e desafios para criadores, produtores e consumidores de cultura e seus agentes serão debatidos por teóricos, professores universitários, advogados, líderes de movimentos sociais e empresários, estudantes de Comunicação, Direito, Economia, criadores, etc".

Ao final do Fórum, as propostas discutidas ao longo de três dias serão encaminhadas para o Ministério da Cultura em carta aberta da sociedade civil propondo mudanças na legislação.

Inscrições e maiores informações no site: http://forumdireitoautoral.pontaodaeco.org/

Endereço:
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Auditório Pedro Calmon)
Avenida Pasteur 250 - Campus Praia Vermelha - Rio de Janeiro

Programação:
Segunda-feira 15 de dezembro
8h às 9h - Credenciamento e Café da Manhã
9h - Abertura: Ministério da Cultura (CGDA-MinC), Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e Rede Universidade Nômade

Mesa 1 (9h30) - A Constituição do Comum. Produção Intelectual no Capitalismo Cognitivo (com tradução)
Michael Hardt, co-autor de Império e Multidão (Universidade de Duke, Carolina do Norte)
Yann Moulier-Boutang (Université de Technologie de Compiègne, França)
Mediador: Tatiana Roque (IM/UFRJ)
Debatedor: Cesar Altamira (Universidad Nómada, Argentina)

Mesa 2 (14h-17h) - Proprietários e Piratas. A crise dos limites entre legalidade e ilegalidade: Mudanças na Lei
Pablo Ortellado (GPOPAI/USP)
Joaquín Herrera (Universidad Pablo Olavide-UPO, Espanha)
Henrique Antoun (ECO/UFRJ)
Guilherme Carboni (FAAP/Direito)
Mediador: Alexandre Mendes (Direito/UERJ)
Debatedor: Francisco de Guimaraens (PUC/Rio)

Mesa 3 (18h-21h) - Conferência de Abertura: Antonio Negri (com tradução)
Antonio Negri é autor de 'Império' e 'Multidão'. A mesa conta com aparticipação de Tarso Genro (Ministro da Justiça), Aloísio Teixeira (Reitorda UFRJ), Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade) e Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e Universidade Nômade)

Terça-feira 16 de dezembro
8h - Café da Manhã

Mesa 4 (9h) - O Consumidor-Produtor (com tradução)
Christian Marazzi (Scuola Universitaria della Svizzera Italiana)
Estela Waksberg Guerrini (Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC)
Fabio Malini (UFES)
Paulo Henrique de Almeida (UFBA)
Mediador: Gilvan Vilarim, Revista LUGAR COMUM
Debatedor: Allan Rocha de Souza (UERJ e INPI)

Mesa 5 (11h30) - Interesse Público e Proteção Privada - Usos livres, educacionais e não-comerciais de Conteúdos Protegidos
Jorge Machado (GPOPAI-USP)
Leandro Mendonça (UFF)
Muniz Sodré (Biblioteca Nacional)
Flávia Goulart (Vice-presidente da Abeu e diretora da Editora da UFBA -EdUFBA)
Mediador: Alex Patez Galvão (ANCINE)
Debatedor: Mauricio Rocha (UERJ)

Mesa 6 (14h30-17h) - Redes Colaborativas, Pontos de Cultura e Mídia, Travas Tecnológicas
Sérgio Amadeu (Faculdade Cásper Libero)
Célio Turino (SPPC- MinC)
Ivana Bentes (ECO/UFRJ)
Barbara Szaniecki (Revista Global/Universidade Nômade)
Mediador: Leonora Corsini, LABTeC/UFRJ e Universidade Nômade
Debatedor: Sarita Albagli (IBICTS)

Quarta-feira 17 de dezembro
8h - Café da Manhã

Mesa 7 (9h) - Novas Formas de Licenciamentos
Bráulio Araújo - Intervozes
Claudio Prado - Laboratório Brasileiro de Cultural Digital
João Baptista Pimentel Neto (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros)
Oona Castro (Overmundo)
Mediador: Giuliano Djahjah (Pontão de Cultura Digital da ECO)
Debatedor: Antonio Martins (Le Monde Diplomatique)

Mesa 8 (13h) - Encerramento: Fórum Livre
Desconferências a partir da inscrição dos participantes e pré-inscritos (10min.) para sintetizar os 3 dias de debates e direcionar para a proposta do documento em relação às mudanças da lei.

ARGs marcam presença no Game_Cultura

No final de novembro, foi dada a partida na terceira edição do Game_Cultura, um dos principais eventos de games do Brasil, organizado pelo SESC. São quase dois meses de atividades relacionadas aos jogos eletrônicos –exposições, workshops, mostra de jogos, palestras, campeonatos, mesas temáticas e debates.
Hoje, às 19:30, irei ministrar a conferência “Pervasive Games & Marketing Viral. O papel do ARG em Meu Nome Não é Johnny”. A idéia é descrever como foi meu trabalho na criação e produção do Alternate Reality Game do principal sucesso de bilheteria do cinema nacional, em 2008. Além disso, pretendo contribuir para a popularização dos ARGs no cenário brasileiro.
Para quem quiser conferir, o evento será no SESC Pompéia, localizado na Rua Clélia, 93, Pompéia, São Paulo-SP. A palestra começa as 19:30 e a entrada é franca.

Jornalismo e games no III CONECO

Na semana passada, estive no Rio de Janeiro participando da terceira edição do CONECO – Congresso dos Estudantes de Pós-Graduação em Comunicação. Além do orgulho de ver crescer o evento do qual fui um dos idealizadores, em 2006, pude participar pela terceira vez em um grupo de trabalho diferente. Desta vez, o GT escolhido foi o de Jornalismo e a minha questão foi “espinhenta”: existe alguma relação entre os jogos eletrônicos e os blogs jornalísticos?

No artigo “Games em Pauta. A relação entre jogos eletrônicos, blogs e jornalismo online” trabalhei um formato novíssimo chamado Newsgames – jogos eletrônicos feitos a com base em fatos jornalísticos ou acontecimentos em curso. Fiz minha a pesquisa a partir de uma consistente revisão bibliográfica da teoria recente acerca dos estudos de jornalismo e Web 2.0, realizada durante a disciplina de Jornalismo Online aqui na UFBA. Em seguida, foram dois “longos” meses jogando games como Corra, Ronaldo, Corra!; o clássico Madrid, Bill Gates VS Steve Jobs; Super Obama World; Street Obama, dentre outros. Depois destas duas etapas, pude concluir que estes Newsgames, a exemplo dos Blogs jornalísticos, traduzem uma forma de jornalismo participativo. Além disso, o formato vai de encontro a algumas teorias da Cibercultura, traduzindo uma forma de remediação da notícia, contrariando quem chama estes jogos de emuladores de notícia. O que está em jogo é a alternativa de, em vez de ler a matéria em algum Jornal, assistir na televisão, ouvir no rádio ou acessá-la na internet eu posso jogar com o fato, em forma de videogame.

Li em outro blog que a versão móbile pode tornar estes jogos mais populares, um a vez que assim poderemos interagir com notícia em mobilidade no espaço urbano, pelo celular, da mesma maneira que leio um jornal.

Em breve o artigo estará disponível no site do CONECO e deixarei o link aqui no Blog.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"A tasca do Chico convida-o a cantar o fado às segundas e quartas-feiras. Aqui, a tradição ainda é o que era."

...talvez em contraposição às casas que cobram no mínimo 20 e no máximo 60 euros por pessoa para se jantar e assistir aos espetáculos da fado. Na Tasca do Chico, não se paga consumação e não se faz reserva. Fado vadio com data e hora marcada – algo, a princípio, contraditório com os próprios códigos do gênero. Há pôsteres na parede, fotos de revista e matérias de jornal envolvendo grandes nomes do fado, mas também cartazes do Cabaret Maxime, clube muderno lisboeta por excelência.

Às 21h30, terminado o jogo do F.C. Porto que estava sendo transmitido pela TV, reduzem-se as luzes e a cantoria começa. Eu, que cheguei cedo e consegui me acomodar confortavelmente no canto do salão, perto da janela e da porta de saída, agora estou imprensado contra a parede, por um casal que sentou-se ao meu lado. A Tasca do Chico enche consideravelmente durante a rodada de fados e depois esvazia de novo, antes que um novo time de fadistas comece a cantar. Rotatividade elevada. Por motivo de segurança (financeira) da casa, o pagamento pelos comes e bebes é feito no momento em que o pedido chega à mesa. E talvez em respeito à tradição do silêncio absoluto que pontua as apresentações de fado, durante a cantoria o atendimento é suspenso.
Os preços são salgados. Na platéia, predominam turistas. Fico me perguntando se a diferença entre a Tasca do Chico e as casas oficialmente turísticas, como o Faia e o Senhor Vinho, não seria a construção de uma idéia de espontaneidade que tornaria a experiência vivida no Chico mais autêntica do que nas demais, espécie de equivalente lusitano à diferença entre uma roda de samba no Estrela da Lapa e um show de mulatas no Plataforma.

A despeito da ausência de uma taxa de ingresso salgada, permanece o mesmo espírito ritualístico, materializado em gestos minimamente calculados, que caracteriza o fado as we know it. Mas que há uma maior abertura ao impoderável, lá isso há. Na segunda rodada de fados da noite, um velhinho muito velhinho se põe a cantar e, não se sabe se em virtude do ruído intermitente dentro e fora da Tasca, ou por obra e graça da idade, esquece a letra da canção (ok, prefiro não ser cínico ao ponto de pensar numa amnésia programada). O mestre de cerimônias da noite desloca o homem da guitarra portuguesa para assumir os vocais, e ele responde de bate pronto, tirando da cartola um punhado de melodias. É quando acontece a surpresa mais surpreendente da noite, uma versão fadista de “Veja bem meu bem”, dos Los Hermanos, que na Tasca do Chico virou “Veja lá meu bem”, o que me faz lembrar que eu preciso ser mais rápido no gatilho e ter sempre um gravador em mãos para registrar esse tipo de coisa. Ao reacenderem-se as luzes, atravesso o caminho do guitarrista-então-cantor para perguntar, inocentemente, de quem era aquela canção. “Da Maria Rita, a filha da Elis”, ele me garante, “de um disco que não é o último”, ao que eu imediatemente retruco, já depois de uns copitos de vinho e movido por um questionável impulso rock and roll brazuca, “Não é não. É de um camarada chamado Marcelo Camelo”. Quem diria que eu viria a Portugal para bancar o fã de Los Hermanos...

Lá pelas tantas, sobe ao “palco” a primeira fadista da noite. Daniela aparenta ter seus 20 e menos anos e usa um vestido amarelo com flor de tricô na lapela que autorizaria fácil fácil sua entrada numa Casa da Matriz da vida. Esqueçam os xales negros: indie toda a vida, Daniela toma o último gole de sua taça de vinho, dá uma pigarreada e começa a cantar. O barulho que tanto havia incomodado os performers anteriores desaparece de súbito. Há um crescer de expectativas quando uma mulher se põe a cantar o fado. Grandes fadistas homens sempre houve e sempre haverá, basta lembrarmos de Alfredo Marceneiro, da lenda viva Carlos do Carmo e do jovem Camané, cada qual com seu estilo particular, mas a performance destes tende a estar muito mais alinhada com a tradição da chanson européia, da estirpe de um Jacques Brel, por exemplo, do que com aquilo que se consagrou como fado no imaginário coletivo. Este é, com certeza, percebido como um gênero “feminino por excelência”. Do improviso descompromissado de uma Daniela, sempre pode despontar uma nova Mariza, uma nova Dulce, uma nova Amália, se calhar mesmo uma nova Severa, cuja lenda reza ter sido a primeira fadista a romper a barreira de classe que separava os salões da elite e os baixos estratos da sociedade (marinheiros, prostitutas, criminosos arraia-miúda) em cujo o seio o fado, de certa forma, “nasceu”, após chegar do Brasil na bagagem dos escravos, numa configuração bastante distinta.

“Canta bem, mas falta-lhe presença”, foi o comentário sobre a apresentação de Daniela que ouvi ao deixar a Tasca do Chico. Pode até ser. Mas o fado de o repertório da moça não ter incluído os (óbvios) hits fadistas “Foi Deus” ou “Estranha forma de vida” já fez a noite valer a pena.

domingo, 30 de novembro de 2008

Games independentes na mídia

Essa semana foi liberada a lista dos inscritos no 11o Festival Anual de Games Independentes. Dentre os 226 inscritos, alguns interessantes que vêm sendo comentados na mídia:

Between, do mesmo autor de Passage, Jason Rohrer, considerado pela Esquire como um dos "Best and Brightest" de 2008. Rohrer é conhecido como um autor-artista, criando games a partir de emoções e transferindo essas emoções para os jogadores. Between é sobre "consciência e isolamento";

um comentado entre os "serious games" é Hurricane Katrina: Tempest in Crescent City, no qual Vivica, a personagem principal, percorre as ruas de Nova Orleans logo após o furacão procurando a mãe e ajudando aqueles que encontra pelo caminho. O jogo foi desenvolvido com a ajuda de estudantes do segundo grau, como parte do programa "Global Kids Playing 4 Keeps";

I wish I were the moon, de Daniel Benmergui, inspirado em um livro de Italo Calvino, é simples e romântico; e

The Graveyard
, de Auriea Harvey and Michaël Samyn do Tale of Tales, é um jogo "artístico" sobre a morte. Essa semana o Gamasutra publicou um postmortem do jogo escrito pelo próprio Michaël Samyn, que vale a pena conferir.

Esses são só alguns dos 226 jogos concorrendo na categoria principal. A lista completa pode ser acessada em http://www.igf.com/php-bin/entries2009.php.

Link

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

III Coneco

Assistimos, hoje, à abertura do o 3o Coneco, Congresso Nacional de Estudantes de Comunicação. Amanhã e sexta teremos às apresentações dos trabalhos. O nível do debate das duas edições anteriores foi bastante elevado e, pela programação desse ano, seguiremos no mesmo rumo. É uma pena que o site do Congresso não apresente a listagem das papers de cada GT. Sendo assim, disponibilizo aqui a programação do grupo de trabalho do qual participo, o Gt 2 - Comunicação e Culturas Juvenis. Espero todos vocês lá:

Mesa 1 - 27 de novembro, quinta-feira – 08h30 às 12h.

Ricardo Valadão Siqueira Matos (Mestrando - PUC-Rio): Baile funk, drogas, armas e morte: imagens dos funkeiros no Cinema Nacional Contemporâneo.

Marcelo Garson (Mestrando - UFF): Quem é o melhor DJ do mundo? - Disputas de valor na cena de música eletrônica brasileira.

Lydia Barros (Doutoranda - UFPE): Tecnobrega, entre o apagamento e o culto.

Jefferson Mickselly Silva Chagas (Mestrando - UFF): Programação radiofônica: Sintonizando identidades juvenis.


Mesa 2 - 27 de novembro, quinta-feira - 14h30 às 17h30.

Carla Marques (Mestranda - UFRJ): O leilão midiático da juventude de 68: Representações da rebeldia 40 anos depois.

Tatiana V. B. Galvão (Mestranda - UFRJ): As possibilidades e os limites na formação de comunidade e na produção de uma mídia radical alternativa pelo hip hop.

Taiane Cristine Linhares Pinto (Graduanda - UFRJ): Pelo fim da exploração animal: a adoção do veganismo por jovens do movimento punk e suas relações de consumo.

Rodrigo de Oliveira Morais (Doutorando - UFRJ): Problemas da cibercultura: reprodutibilidade digital, consumo e resistências.


Mesa 3 - 28 de novembro, sexta-feira – 8h30 às 12h.

Thiago Falcão (Mestrando - UFBA): Reflexões sobre a relação entre trabalho e lazer nos mundos sintéticos.

Georgia Natal (Mestranda - UTP-PR) e Lucina Viana (UTP – PR): Economia da reputação: as práticas de produção e consumo participativos através da ciber-representação juvenil.

Candice Campos Habeyche (Especialista - UCPEL): Cultura digital juvenil – o consumo do videolog YouTube.

Rachel Rimas da Silva Guedes (Graduanda - UFRJ) e Tatiane Cruz Leal (Graduanda - UFRJ): Uma escolha de vida: construções da sexualidade juvenil nas séries televisivas Gossip Girl e Skins.


Mesa 4 - 28 de novembro, sexta-feira – 14h30 às 17h30.

Alex Cabistani (Mestrando - UFF): Clique aqui para comprar uma pele identitária: o upgrade tecnológico da camiseta como expressão juvenil geek.

Patrícia Matos dos Santos (Graduanda - UFRJ): Performance, investimento afetivo e disputa simbólica no interior da comunidade de fãs do grupo Backstreet Boys.

Pedro Curi (Mestrando - UFF): Made in Brasil: Fan cinema brasileiro para gringo ver?


SERTANEJO UNIVERSITÁRIO



Depois do forró, no final dos anos noventa e início deste novo século, agora é a vez do sertanejo receber o rótulo de universitário.
De acordo com uma matéria do Portal Globo, neste novo subgênero do sertanejo, "abusa-se dos violões e guitarras e até mistura percussão de axé. As letras e composições costumam ser 'fáceis', e a roupagem não é nada parecida com duplas como Zezé di Camargo e Luciano muito menos com Chitãozinho e Xororó. E o público também é outro. Os jovens que curtem o sertanejo universitário não são necessariamente adeptos de chapéus e fivelas de cinto". É o sertanejo da "night", da "balada".
A emergência de um novo movimento de produção e consumo musical como este aponta não somente para as transformações sociais que os gêneros musicais constantemente sofrem, como também para o fato de que estas transformações ocorrem dentro de características da cartografia musical do local de onde surgem (não por acaso que as boates citadas na matéria do Globo.com sejam todas de São Paulo, um dos lugares mais privilegiados para a emergência da música sertaneja moderna no final dos anos oitenta e noventa).

Segue o link para a matéria que fala sobre a emergência do tal sertanejo universitário.