sábado, 22 de janeiro de 2011

mãe na flip

Aproveitando a (boa) matéria de capa do caderno Prosa & Verso (jornal O Globo) de hoje anunciando a vinda do poeta, romancista, músico (o único deslize da reportagem de Guilherme Freitas é ter omitido a existência da ótima banda Governo) e artista plástico português valter hugo mãe (escrito assim mesmo, com letras minúsculas) na próxima FLIP, bem como o lançamento de dois de seus últimos livros pelas editoras 34 e Cosac & Naify, deixo-vos na tarde deste sábado quente com a ensolarada composição "(Diz) a verdade", de vhm e Paulo Praça, para o álbum "Disco de cabeceira", deste último.

Quem quiser ouvir apenas a canção pode clicar aqui. Mas eu recomendo efusivamente a visualização do videoclipe, logo abaixo. É pop made in Portugal com a bênção de António Variações em seu melhor. Porque felizes são aqueles que têm senso de humor.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Banco de dados de matérias de jornais sobre televisão

Gostaria de compartilhar o que, pra mim, foi um achado recente. Para quem pesquisa qualquer assunto sobre televisão na forma de matérias de jornais, existe um site da PUC-Rio que possui um excelente banco de dados ao alcance de um clique nesse link.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O underground


Parece que quem escreveu esse artigo aí no Wikipédia está atrasado pelo menos uns 20 anos. Isso só prova a completa ignorância por parte do senso comum sobre o assunto “underground”. Primeiro que hoje música alternativa não é a mesma coisa que música underground, botar Cachorro Grande no mesmo saco que o Gangrena Gasosa é a mesma coisa que dizer que cachaça é água, olhando até parece igual, mas se experimentar vai ver que é uma coisa completamente diferente.
 “Esse tipo de música de um modo geral possui pouco ou nenhum apelo de massa”, segundo erro grave. O grunge era um estilo underground, e o Nirvana revolucionou a parada vendendo 400 mil cópias do seu disco Nevermind em apenas uma semana, isso em 1991, ou seja, o underground pode ter apelo de massa, mas isso não depende dele, depende da mídia, da indústria e de uma série de coisas.
Terceiro erro grave: “o underground não tem presença comercial”, quem pensa assim nunca ouviu falar da tal da cauda longa.
Analisar o underground apenas do ponto de vista comercial e musical é deixar de lado todo o resto, toda a questão social, cultural e espacial de onde a cena se desenvolve. É justamente aí que está o diferencial da música underground, nessas especificidades, nas milhares de cenas espalhadas por aí, cada uma com uma história uma característica.
Link para: "Se Deus é 10, Satanás é 666" do Gagrena