quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

100 links para clicar antes de morrer

Na onda dos "100 filmes-músicas-livros-vinhos-etc." para consumir antes de morrer, o blog Bula Revista, auto-intitulado especializado em jornalismo cultural, publicou já tem um tempinho uma lista com "100 links para clicar antes de morrer". A lista seria uma espécie de inventário com o melhor conteúdo da web dos últimos três anos.

Claro que tem um monte de coisas super bacanas - como o site Open Library, que disponibiliza em torno de 750 mil livros pra download, e o projeto "O museu dos museus online" que reúne links de mais de 200 museus virtuais - mas algo que me chamou a atenção foi a grande ocorrência - de certa forma compreensível - de links sobre obras/gêneros culturais canônicos e/ou de alta cultura (os arquivos de Walt Whitman, grandes mestres da música clássica e por aí vai). Apesar de alguns voltados pra HQ e pro seriado Os Simpsons, por exemplo, que talvez ainda não estejam tão canonizados, a grande maioria preza por bens culturais de "alta" cultura.

Mas vale a pena dar um confere. Tem sites curiosos (como o The Brick Testament - a bíblia em Lego) e outros que podem ser super úteis pra pesquisa online (como o Mention Map, que permite checar todas as interações de um usuário no Twitter).


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

V Jornada da AIM - HOJE no Real Gabinete Português de Leitura (RJ)

Tá meio em cima da hora (eu diria muito em cima...), mas não custa nada divulgar...

V Jornadas da AIM
6 Dezembro 2011| 14h30
LCV - Laboratório de Cinema e Vídeo
Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Universidade Federal Fluminense

Local: Real Gabinete Português de Leitura [mapa]

Programa
. Mario Cascardo (UFRJ): "Persistências em Juventude em Marcha, filme de Pedro Costa."
. Mônica da Silva Pereira (PURO-UFF): "A Filmografia do CPC"
. Tiago José Lemos Monteiro (UFF): "Isto é uma canção de baile que foi feita pra dançar: formas tradicionais e quadros de modernidade na produção de videoclipes pop/rock portuguesa dos anos 2000"
. Marcela Amaral (UFF):l "Encenações e Jogos de Cena - Formas de dissolução e novas construções do personagem no cinema contemporâneo"

Na permanente procura e divulgação de investigações sobre "imagem em movimento", a AIM decidiu promover as suas V Jornadas no Rio de Janeiro, em colaboração com o LCV - Laboratório de Cinema e de Vídeo da UERJ/UFF. Como primeira iniciativa fora de Portugal, a AIM decidiu convidar três investigadores locais que mantém alguma relação com temática portuguesas e solicitou a colaboração do Real Gabinete Português de Leitura. Também para sublinhar a diversidade de estudos que actualmente se desenvolve no Brasil sobre "imagens em movimento", os investigadores convidados trabalham em instituições e frequentam cursos diferentes. Pretende-se que estas sejam apenas as primeiras de várias Jornadas a realizar fora de Portugal que ponha em contacto investigadores a trabalhar com "imagens em movimento" e que enriqueça o debate e a troca de ideias dentro da comunidade de investigadores da AIM.

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COMUNICAÇÕES (abstracts e mini-bios)

Mario Cascardo (UFRJ) "Persistências em Juventude em Marcha, filme de Pedro Costa."

A presente pesquisa observa as formas como persistem certos temas no filme Juventude em Marcha (2006). O longa-metragem, que conclui a “trilogia das Fontainhas”, retoma imagens tanto dos filmes anteriores de Pedro Costa quanto de obras de outros artistas. A nossa hipótese é de que, através da montagem, do tratamento plástico, da sonorização e da mise-en-scene, imagens de diversos tempos históricos e ficcionais persistem na duração de Juventude em Marcha.

A partir desse pressuposto e do contexto (método, momento, tecnologia) em que o filme foi feito, entenderemos, em primeiro lugar, as afinidades existentes entre suas imagens e as imagens que lhe foram referenciais. Em segundo lugar, pensaremos a noção de persistência como um motivo formal de Juventude em Marcha, a partir do qual vários aspectos fílmicos poderão ser apontados e relacionados entre si.

[Mario Cascardo é mestrando na linha de pesquisa Tecnologias da Comunicação e Estéticas, do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação Social da UFRJ. Graduou-se em Jornalismo na PUC-Rio, onde organizou os cineclubes CinePUC e CinePUC Brasil e participou da pesquisa de iniciação científica (Pibic/CNPQ) “Estéticas do Real no Cinema Brasileiro Contemporâneo”. Apresentou parte de sua pesquisa sobre o cinema de Pedro Costa no Socine de 2011. No mesmo ano, propôs ao Centro Cultural Banco do Brasil o projeto de mostra cinematográfica “Portugal Interior”, atualmente em fase de avaliação pelo instituto. É também músico e diretor de fotografia para vídeo e cinema, tendo realizado inúmeros curtas-metragens e trabalhos para televisão e internet.]

Mônica da Silva Pereira (PURO-UFF): "A Filmografia do CPC"

É recorrente a assertiva de que os anos Gulbenkian são de especial importância para o entendimento da história do cinema português. Por esta razão a presente pesquisa se propõe a listar, de forma não exaustiva, a produção do Centro Português de Cinema. A filmografia encontrada por mim até hoje do Centro Português de Cinema é muito variada, algumas fontes citam alguns filmes, outras fontes citam outros e alguns filmes são sempre citados, por isso para descrever a produção do CPC financiada pela Fundação Gulbenkian usarei como referência, algumas atas de reuniões entre a Fundação Gulbenkian e o CPC disponibilizadas pela Fundação equivalente ao período de 1968 a 1979. Além disso, analisaremos as diferentes fontes de financiamento e os valores para cada plano anual da produção do supracitado centro.

[Mônica da Silva Pereira é graduanda em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica- PIBIC no projeto “Passagem da Comédia aos Anos Gulbenkian”, sob a orientação do Professor Doutor Leandro José Luz Riodades de Mendonça no período de 2009 até o presente momento. Pelo currículo multidisciplinar, atua também como pesquisadora nos projetos: “A Cadeia Produtiva da Cultura na Região Baixada Litorânea” e “Memorial do Tropeiro”. O segundo resultará na constituição de um museu no município de Rio Grande-RS.]

Tiago José Lemos Monteiro (UFF) "Isto é uma canção de baile que foi feita pra dançar: formas tradicionais e quadros de modernidade na produção de videoclipes pop/rock portuguesa dos anos 2000"

A percepção hegemônica relacionada à música portuguesa, no Brasil, tende a se dar pela mediação de estereótipos relacionados a elementos da tradição musical lusa, nomeadamente no âmbito do fado e das manifestações rurais. O objetivo desta comunicação é investigar em que medida o pop/rock feito em Portugal a partir dos anos 2000 (cujo marco pode ser localizado no êxito midiático do Projeto Humanos) articula tais matrizes tradicionais a determinados quadros de modernidade, na consolidação de um imaginário híbrido e em sintonia com certos imperativos do universo pop global. A análise tomará por objeto alguns videoclipes representativos desta "nova vaga" pop, como "Dona Ligeirinha", do Diabo na Cruz, "A marcha dos Golpes", dos Golpes e "Um contra o outro", da Deolinda.

[Tiago José Lemos Monteiro é Doutorando em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), e Bacharel em Comunicação Social (Radialismo) pela mesma instituição (2004). Desde 2010, atua como Professor efetivo do Curso de Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, responsável pelo setor de Audiovisual. Participa, ainda, como membro do LabCULT - Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação na Universidade Federal Fluminense e encontra-se vinculado ao Núcleo de Pesquisa Comunicação e Culturas Urbanas do INTERCOM. Sua produção bibliográfica incluir artigos publicados nos periódicos E-Compós, Matrizes, Comunicação & Sociedade e ECO-Pós, bem como na Edição 2009 do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona e na coletânea Comunicação e Música Popular Massiva (2006).]

Marcela Amaral (UFF):l "Encenações e Jogos de Cena - Formas de dissolução e novas construções do personagem no cinema contemporâneo"

Este seminário visa apresentar uma breve discussão sobre a mise-en-scène no cinema contemporâneo, a partir de noções relevantes como a criação do personagem no filme narrativo, sua composição, a abordagem da câmera e a construção da cena através do posicionamento e movimentação de atores e do uso da montagem. Apoiando-nos no conceito de "dissolução do personagem", proposto pelo teatrólogo Patrice Pavis (2000), nos três diferentes gêneros da ficção -- o romance, o teatro e o cinema --, e intentando um diálogo deste com as noções sobre a mise-en-scène no cinema, defendidas pelos teóricos Jacques Aumont e David Bordwell, e secundariamente com outros autores; busca-se identificar e discutir os efeitos de uma possível desdramatização no cinema, e de um conseqüentemente afastamento da tradição da mise-en-scène -- dispositivo de origem teatral, que se consolidou no cinema como modelo de representação e considerado por muitos autores como a arte deste meio.

[Marcela Amaral é mestranda do curso de Ciência da Arte, da Universidade Federal Fluminense, tendo atuado como professora nesta mesma instituição por quatro anos, ministrando as disciplinas de: edição, montagem, efeitos especiais, realização fílmica e direção cinematográfica. Atualmente ministra aulas como mestranda sobre os temas: cinema contemporâneo e mise-en-scène. É também orientadora e professora no Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea (LCICC), dirigido pela Profª. Draª. Martha de Mello Ribeiro, na UFF. Em trabalhos que já apresentou, destaca-se o artigo Alice Guy and the narrative cinema - Narrativity and pioneering in the early cinema, sobre a cineasta do período mudo, apresentado no 5º congresso Women and the Silent Screen e publicado em 2010. Atua também profissionalmente como assistente de direção em televisão e cinema, participando da realização de um longa-metragem, duas novelas, dois seriados e diversos curtas-metragens. Atua ainda como editora e finalizadora, especialmente em curtas-metragens e televisão.]

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mostra e debate sobre videoclipe no MAC-Niterói


Nesta quarta-feira, 23/11, o Festival Araribóia Cine promove a Sessão Som da UFF no auditório do Museu de Arte Moderna (MAC), em Niterói – RJ. Será uma grande mostra de clipes de diversos artistas do estado do Rio de Janeiro.
Logo após, haverá uma mesa de debates sobre videoclipes, com a presença de Thaiana Halfed, Secretária de Cultura do Estado do RJ, Marcos Sabino, da Fundação de Artes de Niterói (FAN) e Ariane Diniz, editora-chefe do Clipestesia e doutoranda em Comunicação Social pela UFF, onde desenvolve a pesquisa ”A Reconfiguração do Videoclipe Brasileiro na Contemporaneidade”.
O assunto em pauta na mesa de debates será:
Como os videoclipes tem influencia na divulgação das novas bandas? A mesa sobre a importância da produção do videoclipe tem como objetivo o debate sobre os mecanismos de legitimação e formação de público para esses artistas, com destaque para as novas tecnologias e as mídias sociais.
Participe! Sessão Som da UFF no festival Araribóia Cine, quarta-feira (23/11), às 19:30hs no auditório do Museu de Arte Moderna (MAC), Niterói, Rio de Janeiro.
Saiba mais aqui:
O ARARIBÓIA CINE – FESTIVAL DE NITERÓI é um evento de cinema brasileiro que tem como objetivo principal a reflexão e produção de conhecimento sobre o produto audiovisual brasileiro, exibindo uma parcela significativa desta produção, independente do seu ano de conclusão, apresentada e organizada de forma temática.
O festival, criado em 2002, teve como tema das edições anteriores a “Identidade Cultural”, “O Riso”, “Você tem fome de quê?”, “Cinema é Cachoeira” (metalinguagem/auto-reflexão), “Canta, canta, minha gente” (música), “Que país é esse?”, “Eu quero é botar meu bloco na rua” (sobre o ano de 1968) e Retratos (personagens anti-heróis).
Festival Som da UFF 5 é uma mostra competitiva destinada ao circuito independente de música do estado do Rio de Janeiro. Bandas com pelo menos um integrante vinculado à qualquer universidade podem participar.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Projeto Documentário “Espanke 90”, entrevista com Alex Dusky, diretor


Espanke 90 from Fabiano Silva on Vimeo.


O blog Rockalogy conversou com Alex Dusky, produtor, diretor, roteirista e ex-vocalista da banda Sex Noise, sobre o lançamento do projeto “Espanke 90”, que tem a idéia de funcionar como um documentário e um registro musical por meio da reunião de 14 bandas do cenário underground dos anos 90, são elas:
Funk Fuckers, Second Come, Dash, Zumbi Do Mato, Sex Noise, Gangrena Gasosa, Djangos, Piu Piu e sua Banda, Beach Lizards, Barneys, Cabeça, Anarchy Solid Sound, Poindexter e Soutien Xiita.


De onde surgiu a ideia de fazer o documentário? Por que “Espanke 90”?



A idéia surgiu após reunir o lançamento de dois livros: “Esporro” de Leonardo Panço e “Memórias não póstumas de um punk” de Larry Antha; Um de forma jornalística e outro meio autobiográfico contando esse mundo do rock carioca nos anos 90. Essa cena era efervescente, com dezenas de bandas surgindo pela cidade, dos mais diferentes estilos e quase todas tocando juntas. Você tinha no mesmo palco: Metal, alternativo, punk...

Mas, mesmo com discos gravados, não existem muitos registros ou gravações desses shows e encontros. Já havia uma conversa entre eu e o Leonardo Panço em transformar o livro dele em documentário, aí foi juntar as bandas e desenvolver o projeto. O mais legal é o inédito de conseguir juntar essas bandas, que marcaram o rock carioca, e saber que teremos pra sempre como assistir e ouvir o que todos tem pra dizer e em HD. As bandas são: Anarchy Solid Sound, Barneys, Beach Lizards, Cabeça, Dash, Djangos, Funk Fuckers, Gangrena Gasosa, Piu-Piu e Sua Banda, Poindexter, Second Come, Sex Noise, Soutien Xiita e Zumbi do Mato; Será um DVD com show ao vivo e entrevistas.

Por que o crowdfunding como forma de viabilização? Você poderia citar algum exemplo de projeto nessa linha que já tenha sido realizado?

O crowdfunding é uma ótima ferramenta para projetos culturais (quem dera existisse algo assim nos anos 90... quem dera existisse internet nos anos 90... marcávamos shows por telefone ou telegrama). No crowdfounding o fã pode ajudar diretamente seus artistas, sem passar por empresas, empresários, contribuindo com o valor que puder e recebendo uma contra partida. Você não doa dinheiro, você recebe algo por sua contribuição e ainda ajuda sua banda favorita.

O Mombojó financiou o projeto do show de 15 anos da banda em recife. Autoramas usou o crowdfounding para gravar seu mais novo CD.

Quem pode colaborar e como fazer isso? Há algum risco para os colaboradores caso o projeto não atinja a meta de realização?

Para colaborar é só entrar no site do projeto e escolher o valor e seguir as instruções do site, fazer cadastro e tal... (http://www.embolacha.com.br/projeto/130-espanke-90). A contribuição pode ser de qualquer valor. O projeto só vai pra frente se o valor total for arrecadado, se não bater a meta a grana de todo mundo que colaborou nem é descontada no cartão... Ninguém perde seu dinheiro. E no caso de alcançarmos a meta, 100% do valor, todos receberão as recompensas de acordo com a colaboração feita, isso a gente garante! Palavra de quem está na estrada desde 1990 fazendo música e agora cinema.

Valeu aí por apoiar essa empreitada para registrar uma cena do rock carioca que ficou com pouquíssimo material, principalmente audiovisual.

Agradeço a sua entrevista e aproveito o espaço para convidar a todos a fazerem  parte deste projeto, que uma vez realizado, servirá como registro histórico e documental da cena underground carioca e também nacional.

Parabéns pela iniciativa de vocês, estamos aqui na torcida. Obrigada.

Participe

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Novas formas de tocar velhos instrumentos

por Gustavo Alonso

Numa noite de insônia como a de hoje, resolvi ver o que é possível se fazer nos novos Tablets vendidos no mercado no quesito música, especialmente em relação aos instrumentos musicais.

Não foi sem espanto que me deparei com um interessante novo modo de tocar antigos instrumentos, como se uma serie de novos artistas e instrumentos estivessem surgindo. Fiquei pensando nas possibilidades destas novas formas de se torcar. Eu, apesar de tocar violão, já tentei tocar a versão do Ipad sem praticamente nenhum sucesso. De forma que não adianta se "iludir" com o apelo ao "violão" ou da "bateria"... Trata-se de novos instrumentos!

E como todo novo instrumento é preciso uma nova técnica, uma nova sintonia com esta materialidade. É natural que os músicos "de carteirinha" rejeitem essas novas formas de tocar e estes novos instrumentos. Nada de novo no front. Quando a guitarra veio introduzir novas formas de tocar, pensar, compor, se portar no palco, etc. também houve, e muita, resistência. Parecem ser apenas dores do parto diante do que pode vir aí...

Seguem então alguns exemplos interessantes que encontrei...

http://www.youtube.com/watch?v=7ulUmFj9wmU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=xVACEWTsMjM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=9sFumUyJaII

http://www.youtube.com/watch?v=UtdDIJzX_J8

http://www.youtube.com/watch?v=ZOOJNOC_ZI8&feature=related

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Foco Portugal no Curta Cinema 2011

Melhor correr antes que seja tarde: o tradicionalíssimo festival Curta Cinema, em sua edição 2011 (iniciada no último dia 27 de outubro), tem em sua programação um ciclo inteiramente dedicado a curtas-metragens portugueses. A Foco Portugal subdivide-se em cinco programas bastante especiais: dois dedicados às obras de Miguel Gomes (diretor de "Aquele querido mês de agosto") e Sandro Aguillar, dois com o que de melhor integrou o cardápio dos festivais lusos de Vila do Conde e Indie Lisboa e um quinto, intitulado Onda Curta, que conta com a animação singela toda vida "História trágica com final feliz", de Regina Pessoa, em seu alinhamento.

As sessões - gratuitas! - distribuem-se pelo Odeon, Caixa Cultural e Ponto Cine de Guadalupe. Maiores informações no site do Curta Cinema.

Segue o serviço!

FOCO PORTUGAL 1 - AGUILAR + GOMES (REMAINS, VOODOO, SEM MOVIMENTO, CÂNTICO DAS CRIATURAS)

83 min . 12 anos


Ponto Cine
  • qui, 3 de nov 14h

Caixa Cultural 1

  • sab, 5 de nov 18h30

FOCO PORTUGAL 2 - MIGUEL GOMES (ENTRETANTO, KALKITOS, INVENTÁRIO DE NATAL, 31)

94 min . 12 anos


Odeon Petrobras
  • sab, 5 de nov 15h30

FOCO PORTUGAL 3 - VILA DO CONDE (RAPACE, NORTH ATLANTIC, NUVEM, O NOSSO HOMEM)

93 min . 12 anos


Odeon Petrobras
  • dom, 6 de nov 12h30


FOCO PORTUGAL 4 - ONDA CURTA (VIAGEM A CABO VERDE, PICKPOCKET, MINHA VIDA EM TUAS MÃOS, O ESTRANGEIRO, O VERÃO, HISTÓRIA TRÁGICA COM FINAL FELIZ)

89 min . 12 anos


Caixa Cultural 1
  • qui, 3 de nov 18h30
  • dom, 6 de nov 14h30


FOCO PORTUGAL 5 - INDIE LISBOA (PÁSSAROS, FORA DE QUADRO, CARNE, OUTSIDE, FIM DE SEMANA, ARENA, OF.BALANCE, A HISTORY OF MUTUAL RESPECT)

101 min . 14 anos


Caixa Cultural 1
  • sex, 4 de nov 18h30
  • dom, 6 de nov 16h30

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No Rio, a parada é o funk!



Domingo, 30 de outubro, é dia de festa para o funk no Rio de Janeiro. Comemorando dois anos da aprovação da lei Funk é Cultura, as batidas do pancadão carioca farão o Largo da Carioca tremer no evento Rio Parada Funk. Para acompanhar a apresentação de 10 equipes de som, 50 dj’s e 40 mc’s, o Labcult recomenda o uso de protetor auricular para os ouvidos mais sensíveis.


A iniciativa do evento tem por principais articuladores a APAFunk – Associação dos Profissionais e Amigos do Funk – e a produção do Eu Amo Baile Funk, festa que agita o Circo Voador e que já contou com presenças de figuras históricas do melody como Stevie B e Trinere, autores dos clássicos Spring Love e They’re playing our song.


Ultrapassando os limites territoriais dos bailes de comunidades e clubes, localizados principalmente nas zonas norte e oeste da capital carioca, o funk faz parte da paisagem sonora da cidade, seja através dos paredões de caixas das equipes nos bailes, ou dos auto-falantes de telefones celulares de muitos jovens que circulam por aqui.


O super baile começa às 10h da manhã e segue até as 20h. Entre os destaques teremos as figuras de Mr. Catra, Mc Galo, Mc Sabrina – acompanhada de um dos percussores do Funk, o dj Grand Master Raphael; Junior e Leonardo, Os Avassaladores (do hit Sou foda, cantado por Erasmo Carlos numa brincadeira) , os dj’s Rafael Pitbull e Léo Santos. Sempre bebendo na fonte do Miami Bass - vertente do hip hop que serviu de base para o surgimento do funk em sua versão carioca -, o coletivo Apavoramento Sound System leva quatro Cars-Systems, aumentando os graves ainda mais e dando um toque hype no evento. Equipes de grande destaque na história do funk dão a estrutura necessária à dimensão do evento; entre elas temos a Cash Box, com seu som acima do normal; Furacão 2000, A Coisona, Espião e CurtSom Rio.


Não podemos deixar de destacar que conseguir promover tal empreitada não foi uma tarefa fácil. Primeiro, o evento foi adiado de meados de setembro para o fim de outubro. Em seguida, o Iphan, que antes havia autorizado a ocupação da Avenida Rio Branco e o entorno da Cinelândia, alegou que o som poderia afetar a estrutura de construções antigas e atrapalhar a programação do Teatro Municipal e do Museu Nacional de Belas Artes. Mas quem disse que fazer baile funk é fácil? Frequentemente enfretando problemas com o poder público, a galera do funk superou as restrições e finalmente encontrou no Largo da Carioca o local para ter sua Parada.


De acordo com o jornal O Dia, a programação será a seguinte:


PALCO 1
EQUIPE SOUL GRAND PRIX
13h DJ Caçador
15h30 MC Dourado
16h30 Sinistro e Mião

PALCO 2
EQUIPE CASH BOX
14h DJ Léo Santos
16h30 MC Bob Run
17h Danda e Taffarel
17h30 MC Galo

PALCO 3
EQUIPE DUDA'S SOUND
15h30 MC Davi
17h MC Crazy
17h30 Garrincha e Julinho

PALCO 4
EQUIPE PIPO'S
12h DJ Fabinho Las Vegas
16h MC Xacal
16h30 MC Tuzinho
16h45 Marcelo e Padilha
17h MC Pixote
17h30 MC Sabrina

PALCO 5
ESPIÃO VIDA LOKA
14h DJ Buchecha
14h30 Mano Kacau
15h Lu di Paula
16h Andrezinho Shock
17h Mano Teko
17h30 MC Martinho

PALCO 6
EQUIPE PITBULL
12h DJ Rafael Pitbull
14h30 DJ Napô
15h30 MC Fornalha
17h Só Talento
17h15 As Pretas
17h30 Coyote e Raposão

PALCO 7
EQUIPE CURTSOM RIO
12h DJ Ulisses
14h30 MC Indira
15h MC Mulato
15h30 MC Dollores
16h Junior e Leonardo
17h Gorila e Preto

PALCO 8
EQUIPE A COISONA
13h DJ Caverna
14h30 DJ Marcinho
15h As Malcriadas
15h30 Os Avassaladores
16h30 MC Juliane
17h MC Créu

PALCO 9
EQUIPE BIG MIX
13h DJ Queiroz
13h30 DJ Bráulio
15h30 MC Romário
16h50 MC Lany
17h MC Tchully
17h15 MC Romeu

PALCO 10
EQUIPE
FURACÃO 2000
12h DJs Mancha e Douglas
13h MC Pivete
14h MC Lança e Nego
14h30 MC Maysa
15h Mulher Filé
15h30 Kadu e Gatinhas
16h30 MC Bruninha
17h30 Bó do Catarina

PALCO PRINCIPAL
DESTAQUES
18h20 Mr. Catra
18h50 MC Marcinho
19h15 Márcio G
19h30 Os Ousados
20h Gorila e Preto

EXTRA
OFICINAS E PALESTRAS
Serão realizadas antes dos shows, a partir das 10h

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mais auto tune e Gregory Brothers

E continuando a série de músicas feitas a base de apropriações de matérias jornalísticas veiculadas na TV + personagens marcantes + histórias dramáticas que viram cômicas + auto tune + uma boa dose de criatividade seguem abaixo dois novos "hits" atribuídos à banda Gregory Brothers (a segunda certamente é deles): "Backing up" e "Reality Hits You Hard Bro" (primeiro a matéria original e depois a música). Os caras estouraram quando fizeram a música "Bed Intruder", que foi comentada e discutida aqui no blog ano passado.









Ambas estão no youtube, já têm centenas de versões, paródias e outros tipos de reapropriações e já podem ser compradas no iTunes. O Gregory Brothers realmente parece ter se consolidado como a grande referência desse tipo de produção musical, trazendo à tona questões sobre autoria, (i)materialidade e distribuição musical.

sábado, 8 de outubro de 2011

Longas portugueses no Festival do Rio 2011

Como já virou tradição aqui neste espaço, é chegada a hora de arranjar um tempinho na agenda para conferir a programação de longas portugueses no Festival do Rio - misto de ritual anual e compensação conformada por me considerar incapaz de dar conta do restante da mostra. A boa notícia - para alguém de agenda apertada como eu, sobretudo - é que em 2011 o cardápio se resume a meros quatro filmes, então com um bocadinho de esforço talvez dê para assistir a tudo. Por outro lado, a escassa quantidade de filmes - mesmo se levando em conta as reduzidas dimensões do mercado luso - parece indicar que a tal da crise europeia talvez esteja afetando o setor cinematográfico do país (houve edições passadas da Mostra em que o cardápio made in Portugal batia a casa das dezenas).

Até o momento em que escrevo estas linhas, "Viagem a Portugal" é o único liberado para venda (com sessões hoje, segunda e quarta, respectivamente na Gávea, no antigo Espaço Unibanco de Botafogo e na Barra). O longa é a primeira ficção dirigida pelo luso-brasileiro de ampla vivência no âmbito do documentário Sergio Treffaut, o mesmo realizador do poema sobre a imigração "Lisboetas". Ao que a sinopse parece indicar, o filme parece uma variação ficcional sobre o mesmo tema de sua obra mais conhecida, rodado em preto e branco e estrelado por Maria de Medeiros. Promissor.

Quem só tiver a chance de ver um filme deve optar por "Sangue do meu sangue", última realização do já veterano João Canijo, raro caso de cineasta português contemporâneo em que é possível apostar sem receios. Seus filmes costumam ser contundentes na medida, e a obsessão do diretor com atualizações de tramas da mitologia clássica no contexto português - rural ou urbano - atual quase sempre gera resultados instigantes (veja-se "Filha da mãe", "Noite escura" ou "Mal nascida"). A ambientação da história num bairro periférico de Lisboa deve estabelecer algumas interfaces com o longa de Treffaut. Sessões segunda (17), terça (18) e quarta (19), respectivamente no Estação Botafogo, na Barra e na Gávea.

"Quinze pontos na alma" é o longa de estreia do roteirista Vicente Alves do Ó. Sua recepção pela crítica lusa não foi das mais entusiasmadas (nem entusiasmantes), então não sei dizer se o filme pode ser uma grande surpresa ou uma tremenda furada. Em vingando a segunda possibilidade, como conforto sempre é possível contar com belos planos da cidade de Lisboa e um bom desempenho de Rita Loureiro.

O cardápio se encerra com "Por aqui tudo bem", co-produção luso-angolana dirigida por Pocas Pascoal. O recente desejo de exumação do passado colonial português pela via da Sétima Arte vem rendendo resultados bastante desiguais - ora sublimes como "Terra sonâmbula", ora medonhos como "O último voo do flamingo", ambos baseados em romances de Mia Couto. É o tipo de experiência, contudo, que por vezes vale mais pela temática do que pela realização propriamente dita. E de mais a mais, qual foi a última vez em que você teve a chance de assistir a um filme angolano em tela grande?

O serviço completo dos filmes (sinopse, horários e códigos de compra) segue logo abaixo. E que venha 2012 - com tese defendida mas ainda às voltas com Portugal. As sessões assinaladas em amarelo são aquelas nas quais vocês talvez me encontrem na fila.

POR AQUI TUDO BEM

(Por Aqui Tudo bem)

de Pocas Pascoal. Com Ciomara Morais, Cheila Lima,

Willion Brandão, Vera Cruz, Catarina Avelar. Portugal /

Angola, 2011. 94min.

No fim do verão de 1980, Maria e Alda, duas irmãs

de 16 e 17 anos, chegam a Lisboa fugindo da

guerra civil em Angola. Entregues à própria sorte,

elas precisarão aprender a sobreviver sem dinheiro

numa cidade estrangeira. Muitas vezes no limite da

delinquência, as duas devem crescer e se tornar

mulheres. Quando os problemas se tornam quase

insuperáveis, uma notícia chega para abatê-las

ainda mais. Esse baque, porém, é o que lhes dará

força para decidir de vez seus destinos: Alda vai

para a França e Maria volta para Angola, à procura

de suas raízes.

Expectativa 2011 - (LEP) - 10 anos

SEX (14/10) 12:00 Est Sesc Rio 3 [ER351]

SEX (14/10) 17:45 Est Sesc Rio 3 [ER354]

DOM (16/10) 16:00 Est Vivo Gávea 1 [GV147]

QUINZE PONTOS NA ALMA

(Quinze Pontos na Alma)

de Vicente Alves do Ó. Com Rita Loureiro, João Reis,

Marcelo Urgeghe, Dalila Carmo, Carmen Santos. Portugal,

2011. 92min.

Em uma noite, em Lisboa, Simone sai do trabalho

atrasada para uma festa. Ela tem vinte minutos

para chegar ao seu destino, mas quando cruza um

viaduto, percebe a presença de Guilherme, um homem

que está prestes a pular. Ela sai do carro para

tentar ajudá-lo. Os dois se aproximam e se beijam.

Mas assim que ela abre os olhos novamente, ele

já não está mais lá. Agora, ela só pensa em descobrir

quem foi o homem que a beijou. O mistério,

no entanto, se transforma numa obsessão que fará

Simone deixar para trás sua casa, seu marido e sua

vida perfeita em busca de um sonho.

Expectativa 2011 - (LEP) - 12 anos

QUI (13/10) 13:45 Est Sesc Rio 3 [ER345]

QUI (13/10) 20:15 Est Sesc Rio 3 [ER348]

SEX (14/10) 17:20 Est Sesc BarraPoint 1 [BP138]

DOM (16/10) 15:30 Est Vivo Gávea 4 [GV447]

DOM (16/10) 22:00 Est Vivo Gávea 4 [GV450]

SANGUE DO MEU SANGUE

(Sangue do meu Sangue)

de João Canijo. Com Rita Blanco, Anabela Moreira,

Cleia Almeida, Rafael Morais, Marcello Urgeghe . Portugal,

2011. 139min.

Na periferia de Lisboa, Márcia trabalha como cozinheira

e vive um cotidiano simples com sua irmã e

seus dois filhos. A filha, Cláudia, estuda enfermagem

e trabalha como caixa em um supermercado,

enquanto o filho, Joca, já esteve preso e vive no

tráfico. Apesar dos problemas com a lei, Joca ainda

é protegido por Ivete, irmã de Márcia, uma cabeleireira

que arriscaria a própria vida para salvar a do

sobrinho. Mas as preocupações de Márcia mudam

completamente quando Cláudia confessa seu amor

por um professor mais velho e casado, fazendo a

mãe relembrar fantasmas de seu próprio passado.

Panorama do Cinema Mundial - (LEP) - 16 anos

SEG (17/10) 14:30 Est Sesc Botafogo 3 [BT363]

SEG (17/10) 19:15 Est Sesc Botafogo 3 [BT365]

TER (18/10) 17:40 Est Sesc BarraPoint 2 [BP258]

QUA (19/10) 15:00 Est Vivo Gávea 4 [GV462]

QUA (19/10) 22:00 Est Vivo Gávea 4 [GV465]

VIAGEM A PORTUGAL

(Viagem a Portugal)

de Sérgio Tréfaut. Com Maria de Medeiros, Isabel Ruth,

Makena Diop, Rebeca Close, João Pedro Bénard. Portugal,

2011. 75min.

Maria é uma médica ucraniana em viagem para

Portugal. Apesar de ter um visto de turismo, ela é

a única de seu vôo a ser detida ao chegar ao aeroporto

de Faro. Interrogada pela polícia de imigração,

sua situação se complica quando os policiais descobrem

que o homem que espera por ela do lado de fora é um senegalês. Os agentes tem de seguir regras

rígidas de controle de entrada de estrangeiros,

tendo que investigar se o caso se trata de imigração

ilegal, tráfico humano ou uma simples viagem a turismo.

Baseado numa história real.

Expectativa 2011 - (LEP) - 10 anos

SAB (8/10) 13:50 Est Vivo Gávea 1 [GV106]

SAB (8/10) 18:10 Est Vivo Gávea 1 [GV108]

SEG (10/10) 13:45 Est Sesc Rio 3 [ER324]

SEG (10/10) 20:15 Est Sesc Rio 3 [ER327]

QUA (12/10) 17:20 Est Sesc BarraPoint 1 [BP128]