quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Bacalhau & rabanadas
Depois o projeto é transformar o [todagentetodaparte] num podcast independente do meu objeto de pesquisa, uma forma de compartilhar com vocês algumas músicas que a gente vai descobrindo pelo caminho e que, como sói acontece com as coisas bacanas, não merecem ficar guardadas na gaveta ou enclausuradas num personal music player.
Então é isso. Boas festas a todos, um 2009 pleno de realizações, defesas arrasadoras e fartíssimas bolsas-sanduíche [hehe], além de muita música poptuguesa nas idéias.
Até janeiro!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Kraftwerk volta ao Brasil
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
ARGs desempenham papel fundamental em LOST
A canção You Found Me, da banda The Fray foi escolhida como tema para o lançamento da quinta temporada. O vídeoclip da música, exibido na TV americana , já circula na internet e trás uma série de mensagens criptografadas. Em um primeiro olhar, podemos notar que alguns trechos do seriado, editados no clip, são inéditos - os outros foram extraídos daquarta temporada. De acordo com ações da produção de LOST nos anos anteriores, estes fragmentos podem ter importância fundamental para o entendimento da trama. No mesmo passo, o novo game vêm desempenhar o mesmo papel de seus antecessores: aquecer os fãs para mais uma temporada de LOST.
Ao final do clip, é possível ver rapidamente a logo de uma empresa área chama Ajira Airways, em meio as imagens do clip. Googleando este nome, somos direcionados a um site misterioso feito por esta “empresa”. Escolado em experiências como The Lost Experience, Find 815 e Octagon Recruiting - ARGs anteriores relacionados a LOST - posso afirmar com convicção que Ajira tem tudo para se transformar em mais um jogo de realidade alternada que carrega a tag Lost. Com isso, Daemon Lindelof e Calton Cuse nos dão outra lição sobre como criar entretenimento para a web, produzindo um conteúdo capaz de linkar diferentes tipos de formato - game, TV, música, etc. É jogar pra ver!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
"A arte de roubar" idéias e ver o público escorrer por "Entre os dedos"
Tanto em Portugal quanto no Brasil, há um dado bastante cruel no que diz respeito à permanência em cartaz dos filmes nacionais: chegando às telas um blockbuster made in USA, as já escassas salas exibindo produções portuguesas (e que além de poucas são concentradas, quase sempre, em Lisboa e no Porto – no interior ou em cidades menores praticamente não há cinemas; o que acontece vez por outra é alguma alma caridosa levar para o Salão de Festas da paróquia ou clube local algum lançamento embolorado, tipo “Wall-E” no Concelho de Nelas) subitamente mudam suas programações. Nessa brincadeira, perdi “Mal nascida”, de João Canijo, cineasta cuja trajetória desconheço, e vi meu muito querido “...Mês de agosto” ser varrido para o espaço. Restou-me o recém-lançado “Entre os dedos”, segundo longa da dupla Tiago Guedes e Frederico Serra, os mesmos realizadores do auspicioso thriller psicológico de terror familiar (ou seria o contrário?) “Coisa ruim”, já comentado neste blog.

Num registro radicalmente diferente, embora ainda tangenciando o universo dos conflitos afetivos de uma Lisboa contemporânea, “Entre os dedos” afasta-se do cinema de gênero e mergulha fundo na pesquisa de linguagem que caracteriza uma certa vertente (eu diria hegemônica) do cinema português: fotografia em preto e branco, altamente contrastada; câmera na mão, nervosa, com predomínio de closes sufocantes; interpretações viscerais e, como cenário, uma Lisboa sem vestígios de cartão postal, em que os bondes e o casario da Alfama dão lugar ao clima barra pesada dos guetos e bairros sociais da região de Amadora, na periferia da capital. É certamente menos acessível do que “Coisa ruim” (prova disso foi a meia dúzia de três gatos pingados compartilhando a sessão comigo), o que não deixa de ser um problema, pois ao fim e ao cabo, “Entre os dedos” acaba se tornando mais um filme português árido e de difícil comunicação com o público, que decerto será varrido das telas quando o próximo hit hollywoodiano estrear.
E eis que no mesmo final de semana em que o novo 007 entra de sola nos cinemas de todo o mundo, “A arte de roubar”, novo filme de Leonel Vieira, é atirado às feras. As referências, vocês hão de concordar comigo, não são das mais animadoras: Vieira é o realizador do mal-ajambrado “O julgamento”, cartaz do último Festival do Rio; o trio de atores principais de seu último longa – Ivo Canelas, Soraia Chaves e Nicolau Breyner – são os mesmos do me-do-nho “Call girl”. E como se já não fosse o bastante, o filme ainda é falado em inglês (!!), embora seja uma co-produção luso-espanhola, sobre dois bandidos de meia-tigela que resolvem aplicar um golpe envolvendo o roubo de um Van Gogh e se metem num sarilho capaz de sorver Tarantino e Robert Rodriguez até a última gota.
Com tantas credenciais negativas, chega a ser uma surpresa que “A arte de roubar”, embora esteja longe de ser bom, até se configure como um bom passatempo. A piada de português contada em inglês perde a graça na primeira meia-hora, e aí vale pro filme de Leonel Vieira o mesmo que se aplica às bandas lusas que cantam na língua de Barack Obama: quem há de preferir a versão à portuguesa de um gênero – a comédia de erros hiper-violenta - que Hollywood sabe fazer (e vender) muito melhor (haja vista o último dos irmãos Coen, uma bobagem tão inócua quanto “A arte de roubar”, e no entanto...)?
A despeito de ser tecnicamente bem feitinho e menos televisivo (nos enquadramentos, na fotografia e nas atuações, propositadamente caricatas, aliás) do que a média do atual cinema português de entretenimento, ainda falta ao roteiro se decidir entre a ilusão de coerência e o total descacetamento, que parece funcionar muito melhor dentro da proposta do filme (sei que “A arte de roubar” jamais deve estrear por estas bandas, então vou poupá-los de descrições exaustivas “daquela cena bacana”, mas há uma seqüência envolvendo um pseudo-zumbi que consegue ser genuinamente engraçada).
No final das contas, ainda prefiro “A arte de roubar” a produções de época empoladas como “O mistério da Estrada de Sintra”, de Jorge Paixão da Costa, que estreou nos cinemas cariocas (ou melhor dizendo, em um único cinema carioca – a sala 9 do UCI New York City Center – e já saiu de cartaz depois de duas semanas) pouco tempo depois do meu retorno. Estão ali, em série, todos os problemas do cinema português contemporâneo: excesso de fidelidade à matriz literária (no caso, o livro-folhetim homônimo de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão), total inabilidade para filmar cenas eróticas (a ponto de fazer Neville d’Almeida e seus colegas de pornochanchada parecerem gênios da arte) e... Ivo Canelas no elenco. Não à toa, fui o único ser humano que se dispôs a pagar ingresso naquela sessão. Na “Arte de roubar”, pelo menos, haviam três espectadores...
PS.: Dando prosseguimento à minha obsessão de conhecer todos os cinemas de Lisboa, fui assistir ao filme de Leonel Vieira no Multiplex Lusomundo do Shopping Colombo, distante uns 20 minutos de metrô do centro velho da capital. Minha mãe costumava me contar que os cinemas em Portugal faziam intervalos no meio dos filmes, e eu a chamava de velha pra baixo. E não é que lá pela metade de “A arte de roubar” (que com seus aceitáveis 108 minutos nem era assim um “Era uma vez na América” em termos de duração) rolou uma interrupção? Julgava que essas coisas não acontecessem mais... Imagina se a moda pega no Brasil?
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Sarah Thornton ataca novamente!
Assim como eu, você também deve estar entrando na Amazon. Calma! No site da autora , descobrimos que uma tradução pela Ediouro já está agendada para 2009. Esperamos ansiosos.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Poética da música underground
“Manuela quer ver o filho morto!”
A vida é um telecomandoE eu sou o quinto canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
(Pedro Abrunhosa, “O que vai ser de mim”)
Conforme já mencionado num dos primeiros posts sobre a minha jornada lisboeta, o quarto de 15 euros que aluguei numa pensão do Bairro Alto não tinha televisão. Mas sempre que era possível, num café ou numa tasca qualquer, eu procurava ficar em dia com os (des)caminhos da TV aberta portuguesa.
Em Portugal, há apenas quatro canais, e até 1993 eram apenas dois, a RTP 1 e a RTP 2, que são públicos. Pós 93, os canais privados SIC e TVI entraram na briga: a SIC liderou a audiência até a virada do milênio, amparada, em grande parte, pela retransmissão das novelas globais, que ocupavam o horário nobre da programação. A febre dos reality shows e o fenômeno Big Brother, contudo, levaram a TVI ao posto de atual preferida dos portugueses.
No que tange às telenovelas, atualmente há mais produções próprias do que retransmissões brazucas: “Ciranda de pedra”, “O cravo e a rosa”, “Beleza pura” e “A favorita” entravam ao ar, sempre na SIC, respectivamente às 4h30 (da manhã!!), 14h15, 15h e 23h30 (há também a co-produção luso-brasileira “Paixões proibidas”, que aqui foi ao ar pela Rede Bandeirantes e lá é exibida pela RTP), em horários que não exatamente podem ser considerados nobres. Em contrapartida, na SIC e na TVI, este é ocupado pelas produções nacionais “Podia acabar o mundo”, “Olhos nos olhos”, “A outra”, “Feitiço de amor” e as teen “Rebelde way” (sim, é isso mesmo, a versão lusitana do fenômeno RBD) e “Morangos com açúcar”, espécie de “Malhação” portuguesa, há dez anos em cartaz e responsável por uma enxurrada de produtos conexos, de mochilas escolares a boy bands, ao que parece muito populares Além-Mar. São todas, em geral, meio toscas, mais próximas do estilo melodramático espanhol do que da proposta realista brasileira. Numa dessas novelas cujo nome me escapa, havia um personagem que se disfarçava usando bigode e costeletas que mais parecia saído de um esquete do Gato Fedorento.
Enquanto isso, a RTP 1 investe em noticiários e game shows de qualidade duvidosa (mas que jamais barram os produtos da TV italiana no quesito bizarrice) e a RTP 2 em seriados de Holywood, documentários importados estilo Discovery e alguns programas próprios bastante interessantes, embora por vezes com um incômodo sabor de midcult (caso do “Câmera clara”, que passa todo domingo à noite). Mas curioso mesmo é perceber como em determinadas faixas da programação, RTP 1, TVI e SIC veiculam atrações rigorosamente iguais entre si, mudando apenas o corte de cabelo do apresentador.
Desconsiderando o horário reservado aos telejornais do almoço, é como se das 10h
às 16h a TV portuguesa fosse um grande programa de auditório, misturando em doses menos ou mais equilibradas, sorteios de prêmios, números musicais cançonetistas e muito, mas muito sensacionalismo. “As tardes da Júlia”, da TVI, adota a linha trágico-esperançosa, levando ao palco histórias de pessoas ferradas e mal pagas que conseguem superar todos os obstáculos e alcançar a felicidade, como a do sujeito que acidentalmente dormiu na linha férrea (?), teve as pernas e o braço esquerdo amputados pelo trem e a despeito disso virou campeão de natação. No matinal “Você na TV”, da mesma emissora, o clima é mais hardcore. No mesmo programa, houve o caso de uma menina que fingiu ser abusada sexualmente pelo avô e do filho que espancava a mãe, o pai e quem mais da família aparecesse pela frente. A mãe resolveu ir à TV para denunciar o filho e confessou que se ele morresse num acidente de carro, ficaria feliz. Lá pelas tantas, Dona Manuela se levantou, desabotoou a calça, deu aquela afastada básica na cinta e revelou à platéia, estupefata, uma das lesões provocadas pelo filho. O horror, o horror. Não me parece coincidência que o mestre supremo desse tipo de entretenimento, João Kléber, tenha buscado exílio na TV portuguesa ao ser defenestrado da nossa grade de programação. A gente exporta cada coisa...segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Reflexões natalinas sobre um pós-doc de inverno
Tenho postado pouco aqui no blog. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, nesta reta final da minha estada por aqui. na McGill.
Fico até janeiro.Mas, já estou sentindo o gosto de reta final porque fechamos o curso do Sterne, na semana passada. Com direito a chopp e almoço festivo.( E mais uma festa final que ainda vai acontecer no dia 13...oba! )
E, após participar de uma banca de doutorado, na última sexta, me senti, de certa maneira, concluindo os compromissos acadêmicos "oficiais".
Pois, dezembro, aqui como aí, é mês de celebrações.
Mas, porque este papo todo meio "nariz de cera"? Porque as pessoas têm me perguntado se estou gostando a experiência. E, do início até este finalzinho de temporada, minha sensação é de enorme satisfação pessoal e profissional.
Primeiro, pelo lado acadêmico da história. Ao invés de ficar "solta" como fazem muitos colegas, escolhi me vincular e me dedicar efetivamente ao grupo de pesquisa e ao curso de pós do Jonathan Sterne. Isto resultou não só numa possibilidade de reflexão e discussão muito produtiva em torno do tema dos "Sound Studies", como em conversas muito legais.
Confesso que nos primeiros encontros eu me sentia numa posição meio incômoda. Devo falar ou não, o que é que eu faço na sala de aula? Afinal, há uns dez anos que só sento na cadeira de professora e aqui eu não sou nem professora nem aluna."Visitor Professor" é a minha posição.Um pouco professor, mas um tanto "visitor".
Mas, depois de umas aulas, relaxei. E aí foi bem legal participar das discussões, apresentar a minha pesquisa para os alunos e entrar em contato com a cultura universitária daqui. Muitas idéias, um calhamaço de leituras e inspiração pra discussões que pretendo compartilhar com os alunos no Brasil já no primeiro semestre, no curso que vou ministrar na pós utilizando a bibliografia pesquisada .(em breve divulgo as informações sobre o curso).
E, junto com isto, a alegria de confirmar minha expectativas de interlocução com o Sterne para o meu trabalho - a quem eu só conhecia da obra Audible Past. Arguto, delicado, irônico, um tanto workholic como nós, com um humor delicioso e comentários acadêmicos precisos, o cara é ainda melhor ao vivo do que no livro - se é que isto é possível. Pra vcs terem uma idéia - eu fui comentar que tinha vontade de conhecer os subúrbios da cidade e ele inventou um passeio pelos arredores cujo ápice foi um restaurante indiano suburbano, cafona e delicioso, neste sábado passado, dizendo que ele também adora estas incursões mas nunca tem companhia pra ir.
Tem também o Will Straw - meu colega e vizinho de "office" do andar de baixo da McGill- nossas salas ficam perto uma da outra e a gente volta e meia se esbarra na escada, toma um café e troca boas idéias acadêmicas.Uma das figuras mais encantadoras, gentis, delicadas, sensíveis e inteligentes...cuja amizade, por sinal, herdei de outro querido, que é o Jeder Janotti, da UFBa.
Participei de uma banca a convite dele, Will, na sexta. Sobre a indústria da música no Canadá de 1970 a 1998. (a referência completa é "Making Canadian Music Industry Policy 1970-1998." Autor - Richard Sutherland). 350 páginas de informação detalhada e documentada, que valeu o esforço da leitura, pois a discussão foi ótima, sem falar no papo e no vinho depois da defesa.
E acho que o conjunto destas experiências é muito legal, pois envolve afetos e experiências que se estendem para além do estritamente profissional.
Mas, junto com isto, tem outras coisas bacanas que o pós-doutorado permite. Em primeiro lugar, tempo - para ler, pensar, parar, fazer nada de vez em quando, processar as reflexões.
Segundo, lidar com a diferença cultural e tudo que isto implica - desde a "etiqueta acadêmica", ao cotidiano de outra língua (no caso, DUAS), os hábitos culturais e tudo mais.
E ainda tem a mudança cultural mais ampla - descobrir uma cidade adorável como Montreal, explorar os bares, as livrarias, os museus;voltar aos lugares que a gente gostou, tomar um café, andar de bicicleta, ir ao Jardim Botânico, ficar amiga do casal que aluga o apartamento pra gente e que acaba de ter um baby chamado Stella, que mora no andar de cima. Descobrir que o frio pode ser razoável quando se tem uma boa bota e um casaco de pena de ganso, ver a primeira neve cair, encontrar uma echarpe linda que custa 3 dõlares no brechó da esquina de casa, mais uma bota italiana espetacular por dez dólares.
E ainda ir pra acadenia de ginástica com a temperatura a menos 10, e achar que se está na Jamaica - pois toca reggae, tem céu azul e sol do lado de fora e o lugar está superaquecido, com todo mundo de camiseta, suando. E à noite, quanto mais frio, mais os bares enchem, mais se bebe e se enlouquece por aqui. Pequenos prazeres que valem a vida, né!
Por conta disto tudo, adoro esta cidade.Pois ela não é grandiosa, mas é absurdamente cosmpolita e charmosa. Me sinto à vontade, em casa, tanto quanto no Rio.Mesmo quando os termômetros lá fora marcam menos doze graus, como hoje, dá pra ser feliz em Montreal. E, sim, "contra dor, moléstia, crime", todo professor merece um pós-doc num lugar legal. No mínimo seis meses, que ninguém é de ferro!!
PS - A foto é da estátua do Mr Mcgill, lá no campus, todo branquinho da primeira neve que caiu em Montreal.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
De frente pro crime?



"Tira o PÓ do chão"
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
PÓ PARAR COM PÓ
Fórum Livre do Direito Autoral na UFRJ
De acordo com a assessoria, "o Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso à cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral. (...) A Cultura do compartilhamento e da cópia, o uso educacional e não-comercial de filmes, livros e música, o direito de acesso aos bens culturais, a criminalização dos consumidores, as novas formas de negócios "abertos", o domínio público, as novas formas de licenciamento e de remuneração do autor e os impasses e desafios para criadores, produtores e consumidores de cultura e seus agentes serão debatidos por teóricos, professores universitários, advogados, líderes de movimentos sociais e empresários, estudantes de Comunicação, Direito, Economia, criadores, etc".
Ao final do Fórum, as propostas discutidas ao longo de três dias serão encaminhadas para o Ministério da Cultura em carta aberta da sociedade civil propondo mudanças na legislação.
Inscrições e maiores informações no site: http://forumdireitoautoral.pontaodaeco.org/
Endereço:
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Auditório Pedro Calmon)
Avenida Pasteur 250 - Campus Praia Vermelha - Rio de Janeiro
Programação:
Segunda-feira 15 de dezembro
8h às 9h - Credenciamento e Café da Manhã
9h - Abertura: Ministério da Cultura (CGDA-MinC), Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e Rede Universidade Nômade
Mesa 1 (9h30) - A Constituição do Comum. Produção Intelectual no Capitalismo Cognitivo (com tradução)
Michael Hardt, co-autor de Império e Multidão (Universidade de Duke, Carolina do Norte)
Yann Moulier-Boutang (Université de Technologie de Compiègne, França)
Mediador: Tatiana Roque (IM/UFRJ)
Debatedor: Cesar Altamira (Universidad Nómada, Argentina)
Mesa 2 (14h-17h) - Proprietários e Piratas. A crise dos limites entre legalidade e ilegalidade: Mudanças na Lei
Pablo Ortellado (GPOPAI/USP)
Joaquín Herrera (Universidad Pablo Olavide-UPO, Espanha)
Henrique Antoun (ECO/UFRJ)
Guilherme Carboni (FAAP/Direito)
Mediador: Alexandre Mendes (Direito/UERJ)
Debatedor: Francisco de Guimaraens (PUC/Rio)
Mesa 3 (18h-21h) - Conferência de Abertura: Antonio Negri (com tradução)
Antonio Negri é autor de 'Império' e 'Multidão'. A mesa conta com aparticipação de Tarso Genro (Ministro da Justiça), Aloísio Teixeira (Reitorda UFRJ), Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade) e Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e Universidade Nômade)
Terça-feira 16 de dezembro
8h - Café da Manhã
Mesa 4 (9h) - O Consumidor-Produtor (com tradução)
Christian Marazzi (Scuola Universitaria della Svizzera Italiana)
Estela Waksberg Guerrini (Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC)
Fabio Malini (UFES)
Paulo Henrique de Almeida (UFBA)
Mediador: Gilvan Vilarim, Revista LUGAR COMUM
Debatedor: Allan Rocha de Souza (UERJ e INPI)
Mesa 5 (11h30) - Interesse Público e Proteção Privada - Usos livres, educacionais e não-comerciais de Conteúdos Protegidos
Jorge Machado (GPOPAI-USP)
Leandro Mendonça (UFF)
Muniz Sodré (Biblioteca Nacional)
Flávia Goulart (Vice-presidente da Abeu e diretora da Editora da UFBA -EdUFBA)
Mediador: Alex Patez Galvão (ANCINE)
Debatedor: Mauricio Rocha (UERJ)
Mesa 6 (14h30-17h) - Redes Colaborativas, Pontos de Cultura e Mídia, Travas Tecnológicas
Sérgio Amadeu (Faculdade Cásper Libero)
Célio Turino (SPPC- MinC)
Ivana Bentes (ECO/UFRJ)
Barbara Szaniecki (Revista Global/Universidade Nômade)
Mediador: Leonora Corsini, LABTeC/UFRJ e Universidade Nômade
Debatedor: Sarita Albagli (IBICTS)
Quarta-feira 17 de dezembro
8h - Café da Manhã
Mesa 7 (9h) - Novas Formas de Licenciamentos
Bráulio Araújo - Intervozes
Claudio Prado - Laboratório Brasileiro de Cultural Digital
João Baptista Pimentel Neto (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros)
Oona Castro (Overmundo)
Mediador: Giuliano Djahjah (Pontão de Cultura Digital da ECO)
Debatedor: Antonio Martins (Le Monde Diplomatique)
Mesa 8 (13h) - Encerramento: Fórum Livre
Desconferências a partir da inscrição dos participantes e pré-inscritos (10min.) para sintetizar os 3 dias de debates e direcionar para a proposta do documento em relação às mudanças da lei.
ARGs marcam presença no Game_Cultura
Hoje, às 19:30, irei ministrar a conferência “Pervasive Games & Marketing Viral. O papel do ARG em Meu Nome Não é Johnny”. A idéia é descrever como foi meu trabalho na criação e produção do Alternate Reality Game do principal sucesso de bilheteria do cinema nacional, em 2008. Além disso, pretendo contribuir para a popularização dos ARGs no cenário brasileiro.
Para quem quiser conferir, o evento será no SESC Pompéia, localizado na Rua Clélia, 93, Pompéia, São Paulo-SP. A palestra começa as 19:30 e a entrada é franca.
Jornalismo e games no III CONECO
Na semana passada, estive no Rio de Janeiro participando da terceira edição do CONECO – Congresso dos Estudantes de Pós-Graduação em Comunicação. Além do orgulho de ver crescer o evento do qual fui um dos idealizadores, em 2006, pude participar pela terceira vez em um grupo de trabalho diferente. Desta vez, o GT escolhido foi o de Jornalismo e a minha questão foi “espinhenta”: existe alguma relação entre os jogos eletrônicos e os blogs jornalísticos?
No artigo “Games em Pauta. A relação entre jogos eletrônicos, blogs e jornalismo online” trabalhei um formato novíssimo chamado Newsgames – jogos eletrônicos feitos a com base em fatos jornalísticos ou acontecimentos em curso. Fiz minha a pesquisa a partir de uma consistente revisão bibliográfica da teoria recente acerca dos estudos de jornalismo e Web 2.0, realizada durante a disciplina de Jornalismo Online aqui na UFBA. Em seguida, foram dois “longos” meses jogando games como Corra, Ronaldo, Corra!; o clássico Madrid, Bill Gates VS Steve Jobs; Super Obama World; Street Obama, dentre outros. Depois destas duas etapas, pude concluir que estes Newsgames, a exemplo dos Blogs jornalísticos, traduzem uma forma de jornalismo participativo. Além disso, o formato vai de encontro a algumas teorias da Cibercultura, traduzindo uma forma de remediação da notícia, contrariando quem chama estes jogos de emuladores de notícia. O que está em jogo é a alternativa de, em vez de ler a matéria em algum Jornal, assistir na televisão, ouvir no rádio ou acessá-la na internet eu posso jogar com o fato, em forma de videogame.
Li em outro blog que a versão móbile pode tornar estes jogos mais populares, um a vez que assim poderemos interagir com notícia em mobilidade no espaço urbano, pelo celular, da mesma maneira que leio um jornal.
Em breve o artigo estará disponível no site do CONECO e deixarei o link aqui no Blog.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
"A tasca do Chico convida-o a cantar o fado às segundas e quartas-feiras. Aqui, a tradição ainda é o que era."
Às 21h30, terminado o jogo do F.C. Porto que estava sendo transmitido pela TV, reduzem-se as luzes e a cantoria começa. Eu, que cheguei cedo e consegui me acomodar confortavelmente no canto do salão, perto da janela e da porta de saída, agora estou imprensado contra a parede, por um casal que sentou-se ao meu lado. A Tasca do Chico enche consideravelmente durante a rodada de fados e depois esvazia de novo, antes que um novo time de fadistas comece a cantar. Rotatividade elevada. Por motivo de segurança (financeira) da casa, o pagamento pelos comes e bebes é feito no momento em que o pedido chega à mesa. E talvez em respeito à tradição do silêncio absoluto que pontua as apresentações de fado, durante a cantoria o atendimento é suspenso.