quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A volta do Jackson 5


Será que também vem ao Brasil? Será o retorno triunfal de Michael? Será? Será?

O cantor Jermaine Jackson confirmou a reunião do Jackson 5 para uma turnê em 2008 e afirmou que Michael Jackson participará do projeto e que o polêmico astro pop teria participado de reuniões com o grupo para discussões sobre a empreitada. A última turnê do Jackson 5 foi realizada no ano de 1984.

(fonte: site da CidadeOitentona)

Metallica em vídeo-game

Metallica pode lançar single em vídeo game

Ainda não há nada confirmado, mas existem boatos de que o Metallica pode lançar novo single no jogo de vídeo game “Rock Band”. O próximo disco da banda, ainda sem nome, tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2008. O último disco de estúdio lançado pelo Metallica foi “St. Anger”, de 2003.

(fonte: site da CidadeWebMetal)

As "sub-rádios" da CidadeWebRock

Desde que deixou o dial do Rio de Janeiro em março de 2006 para operar somente na web, a Rádio Cidade, ainda vinculada ao rock, vinha mantendo um estilo e conteúdo de programação bem próxima à de quando operava no espectro radiofônico, antes de alugar a sua concessão no espectro para o grupo Oi.

Um ano depois, atentando para as facilidades oferecidas pelo formato de plataforma online, a rádio começou a testar algumas novidades. Nos últimos meses foram criadas as seguintes rádios vinculadas à Cidadewebrock: CidadeWebMetal (voltada para o metal e seus subgêneros), CidadeRockBrasil (apenas rock brasileiro - não sei se de todas as épocas...), CidadeClassicRock (rock dos anos 60, 70,80 e 90 e novidades de bandas clássicas) e CidadeOitentona (com músicas do pop e do rock dos anos 80 no geral). Algumas ainda funcionam em caráter experimental e outras já não mais.
Há um bom apuro quanto à arte visual no site de cada uma delas e as propostas parecem ser interessantes e bastante diversificadas em relação ao que se ouve por aí nas emissoras que transmitem em sinal de FM. Provavelmente deve servir como um teste para voltar ao dial quando o sinal das rádios for digitalizado e possibilitar transmitir transmissões simultâneas no mesmo canal. Ou não.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Interatividade- para quê?

Uma discussão que parece estar em segundo plano neste papo todo de TV Digital é a produção de conteúdo.
Em todas as matérias que leio na "Nídia" (como diz uma conhecida da minha irmã) os caras só estão preocupados em discutir quanto vai custar o aparelhinho conversor para as tvs que temos em casa.
Por conta disto, duas notícias me chamaram a atenção neste início de semana. Uma foi um e-mail do Lucas me repassando o endereço do "primeiro canal brasileiro para celular", da Oi TV Móvel o www.humanoides.com.br.
O segundo foi a matéria do Globo Informática sobre o Segundo Telemig Celular Arte.mov - Festival Internacional de Arte em mídias móveis - que premiou artistas que desenvolvem trabalhos artísticos não só para celulares, mas para mídias móveis em geral. Vale a pena conferir o site, que apresenta as obras premiadas.
O que me parece interessante, nos dois casos, é a preocupação com a criação e reflexão - no caso do festival - em torno do desenvolvimento de linguagens próprias para novas mídias e/ou ambientes.
Pode parecer óbvio, mas não e. Pelo contrário. É bem comum encontrarmos tentativas de transposição de conteúdos de uma mídia para a outra. Coisa que nunca deu certo.
E, como já comentei num outro post, me dá arrepios ouvir uma diretora da Globo dizer que a interatividade da TV digital vai servir para "vc comprar a bolsa que a Regina Duarte está usando na novela" diretamente do seu aparelho, em "real time", na hora da novela.
Ora, a noção Mcluhaniana de "gramática" de um meio de comunicação remete-se a esta reflexão: a de que cada meio potencializa certas possibilidades de expressão e criação; ao mesmo tempo que impede outras de se desenvolverem.
Assim, este é o momento de pesquisa em torno de linguagens específicas para o celular, para a tv digital, para games online, etc. Já sabemos que interatividade é uma palavra-chave para esta conversa.
Mas, entender que interatividade vai além "da compra da bolsa da novela" é fundamental. Aliás, neste momento, vai além também da relação homem-máquina.
Pois, o que chama a atenção nos projetos mais interessantes ligados ao digital é a possibilidade de criarmos redes sociais a partir da interatividade.
Orkuts, comunidades virtuais de todos os tipos, mundos virtuais ao estilo Second Life são alguns dos exemplos que confirmam esta impressão. Mas, muito mais está porvir e ainda há muito o que pesquisar.

Trem do samba

Pedindo licença no mundo dos games, gostaria de divulgar um evento musical que acontece anualmente no Rio de Janeiro. No dia 2 de dezembro, os tradicionais redutos da gafieira carioca celebram o Dia Nacional do Samba. O ponto alto da festa são as rodas que acontecem no interior dos trens que partem da Central do Brasil. As composições param naMangueira, para embarcar a Velha Guarda de lá, depois o destino é Madureira, onde embarcam os sambistas de Império Serrano e Portela, estacionando em Osvaldo Cruz. Para os interassados em participar deste evento singular, segue a programação completa de todas as rodas de samba que acontecem no famoso Trem Parador.
RIMEIRO TREM
Saída às: 17h30Vagão 01 - Marquinhos de Oswaldo Cruz, Velha Guarda da Portela e Samba Social Clube.Vagão 02 - Velha Guarda do Império Serrano.Vagão 03 - Pagode da Tia Doca.Vagão 04 - Pagode do Negão da Abolição.Vagão 05 - Grupo Autonomia (Roda de Samba Imperial).Vagão 06 - Percussão Feminina.Vagão 07 - Bloco Cacique de Ramos.Vagão 08 - Grupo Parados na Ponte.
SEGUNDO TREM
Saída às 17h50Vagão 01 - Trem de Niterói – Grupo Nossa Arte.Vagão 02 - Velha Guarda do Salgueiro / Velha Guarda da Mangueira .Vagão 03 - Conjunto do Bar Bip Bip.Vagão 04 - Pagode do Nelsinho / Wilma.Vagão 05 - Mestre Faísca.Vagão 06 - Locomotivas do Samba (Luperce Miranda Filho).
TERCEIRO TREM
Saída às 18h30Vagão 01 - Quilombo.Vagão 02 - Clube do Samba.Vagão 03 - Grupo Baluarte de Turiaçu.Vagão 04 - Grupo da Analimar.Vagão 05 - Embaixadores da Folia.Vagão 06 - Grupo Povo do Estácio.
QUARTO TREM
Saída às 19h10Vagão 01 - Bloco Manga Preta.Vagão 02 - Velha Guarda de Vila Isabel.Vagão 03 - Voltar para Quê e Celsinho compositor.Vagão 04 - Pagode do Sambola.Vagão 05 - Democráticos de Guadalupe / vagão de São Paulo (Vila Madalena e Barsamba).Vagão 06 - Pagode da Tia Ciça.

domingo, 25 de novembro de 2007

Olha o perigo!

Folheando a Revista, do Globo de hoje, encontro a seguinte: Marcos Prado vai fazer um filme sobre os "paraisos artificiais" das raves e o tráfico de drogas sintéticas.
Tudo bem que as credenciais do cara sejam boas - diretor do Estamira; produtor de "Tropa...", "os carvoeiros" e "ônibus 174".
Mas, sei não...achei estranhos os seus comentários, ao justificar o interesse pelo tema com o qual vai estrear na ficção:
" Dois motivos, preocupação com meu filho de 15 anos, que vai passar por estas drogas, e entender se por trás das raves e da música eltrônica havia uma ideologia. Eu tinha uma visão preconceituosa, mas um lacaniano, Jorge Forbes, mostrou-me que existe uma essência nesse movimento, que faz o ser humano chegar mais próximo de si".
Depois ainda fala de "juventude que se reinventa contra o consumismo, a hipocrisia...existe uma revolução silenciosa acontecendo"

Posso estar sendo injusta, pois a matéria é de uma página - e ele fala pouco deste assunto. Mas, dá a impressão que a visão é um pouco idealizada, romântica demais... e autores como a Sarah Thornton (no Club Cultures) - ou mesmo o Simon Reynolds (Ecstasy Generation), já criticaram esta visão utópica das raves , muito ligada ao "mito de origem" londrino lá dos idos dos anos 80, cuja bandeira era o PLUR (peace, love, unity, respect).
Ainda bem que o filme está programado para ser filmado em 2009 - dá tempo de aprofundar a reflexão até lá, né!?

Música eletrônica na Semana Acadêmica da UFF

Amanhã, o Lucas Waltenberg, bolsista PIBIC do LabCult, apresenta trabalho sobre "A banda Klaxons e a new rave: como se constrói um novo gênero musical" dentro da Semana Acadêmica da UFF. Vai ser no prédio da Letras, as 10.15 da manhã, Bloco B - Sala 107.
Este trabalho faz parte do projeto que desenvolvo: " Cibercultura, gêneros e cenas na música eletrônica do Brasil", com o apoio do CNpq.

Como as crianças nao piraram?

Me permitam a licença poética para escrever um post que se afasta de meu objeto de pesquisa, a música eletrônica, e dos objetos dos meus colegas do grupo também. Entretanto, como esse blog fala sobre entretenimento, acho que possuo um abertura para falar de animação. Há alguns meses resolvi baixar os desenhos do Gato Felix mais antigos, já que quem é da minha geração só o conheceu em cores e falando. Posso dizer seguramente que perdemos muito na "evolução" do gato ao longo do tempo. Fiquei realmente perplexo com os desenho da década de 20 que mostram um gato totalmente cético numa paisagem construída com quase nenhum elemento de cenário. A criatividade de Otto Mesmer parecia não ter limites quando compôs um personagem que está a toda hora se descompondo e se metamorfoseando: seu rabo serve de manivela, taco de golfe e tudo mais o que você quiser. Tudo, absolutamente tudo, que está presente no cenário pode mudar sua forma e criar vida. A forma como ele trabalha com os pontos de exclamação e interrogação que surgem volta e meia na cabeça de nosso personagem é extremamente desconcertante: em um dos episódios ele pega os tais pontos e os encaixa formando uma hélice, que é acoplada a um pedaço de madeira fazendo num avião. Muito antes dos anos 70 parece que as viagens de LSD já tomavam corpo nos desenhos de felix. A narrativa é extremamente fragmentada e quebra todas as nossas expectativas sobre o que vai acontecer. É realmente intrigante a forma como ele produz um conteúdo tão rico com quase nenhum elemento. Nas versões posteriores, em cores, o gato agora pode falar e isso pareceu quebrar toda a regra de economia que permanecia na versão original, o que prejudicou todo o efeito narrativo. Confesso que meu relato parece um saudosismo de uma época que não vivi, mas não consigo pensar de outra forma. O que mais me intriga é como um desenho extremamente desconcertante chegou a fazer tanto sucesso. Como Mesmer fez isso eu não sei, a única coisa que sei é que merece ser aplaudido de pé.

Radiohead no Brasil



Então... sei que já ouvimos vários rumores sobre a vinda dos caras para o Brasil, mas dessa vez parece que vai mesmo rolar...

Durante um programa da Radio 1 pela BBC o guitarrista do Radiohead, Ed O'Brien afirmou que a banda deverá passar pela América do Sul em 2008 com a atual turnê Rainbows. Nas palavras de O'Brien; "Nós esperamos passar pelo Japão e também pela América do Sul, onde nunca fomos. Argentina e Brasil".

É aguardar pra ver e ouvir.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Minicom anuncia rádio digital para 2008



O Ministério das Comunicações (Minicom) informou nessa quinta-feira (22/11) que os brasileiros poderão ouvir a rádio digital a partir de 2008. Os testes finais devem ser realizados até o final do ano e consistem em avaliar os riscos de interferência entre as emissoras. Dois sistemas estão sendo testados; o norte-americano In Band – On Chanel (Iboc) e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM).
O sistema americano tem recebido críticas porque pode reduzir o espaço no espectro para a entrada de novas rádios. Funciona assim; se de um lado as emissoras contarão com diferentes programações simultaneamente, por outro, esse recurso congestiona o espaço eletromagnético impedindo a entrada de novas rádios, o que implica na concentração do espectro na mão das emissoras já existentes.
Outro tema bastante discutido gira em torno dos novos aparelhos. O consumidor que quiser se beneficiar de toda qualidade digital terá que substituir seu antigo aparelho por um novo modelo avaliado em R$ 70,00, segundo o ministro das comunicações Hélio Costa. O preço foi especulado pelos fabricantes Sansung e Sony. Mas o governo federal pretende baratear o custo dos aparelhos a partir de um acordo com as indústrias, no qual os empresários diminuam a margem de lucro e o governo reduza os impostos.
Vejamos algumas (possíveis) mudanças a partir do sitema de rádio digital:

- Qualidade de som melhor: A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.
- Maior abrangência: rádios poderão ter uma cobertura de amplitude nacional.
- Flexibilidade: com o sinal digital, alguns aparelhos receptores poderão pausar programação ao vivo ou ainda voltar o programa desejado ou música para o seu início.
- Novos conteúdos: ouvintes poderão receber junto com a programação normal, informações gráficas sobre clima ou trânsito, além de dados como nome do autor e intérprete da música.
- Multicanais: Uma mesma emissora pode veicular programações diferentes simultaneamente.

Curso de DJ no Senac-RJ

O Senac-Rio está oferecendo um curso de formação de DJ. Aí embaixo vão as informações. (Acho q esse post vai dar algum pano pra manga em termos de comentários - ao menos para os DJs do grupo...)

Objetivos: Propiciar condições para que o participante opere equipamentos de áudio para mixar músicas e montar seqüências musicais. Aprimorar sua capacidade de se comunicar com o público/cliente, criando repertórios adequados ao evento.
Descrição: Programa de Qualificação Básica com duração de 60 horas presenciais (2 meses), no qual o participante desenvolverá competências necessárias para atuar como disc jockey, utilizando equipamentos de áudio profissionais, técnicas de mixar e combinar músicas em diferentes mídias, com a finalidade de montar um repertório adequado para cada evento e público.Perfil do profissional. O profissional capaz de operar equipamentos de áudio, mixa músicas, monta seqüências musicais podendo atuar em casas noturnas e festas.
Para inscrição: Identidade, CPF, Comprovante de Escolaridade
Requisitos: Conclusão do ensino fundamental
Competências a serem desenvolvidas: Instalar equipamentos de áudio profissionais de DJ adequados aos ambientes e público;Mixar músicas gravadas em vinil, CD ou com controlador midi, utilizando técnicas adequadas;Elaborar uma seqüência musical ajustada ao ambiente e ao público/cliente, criando um estilo próprio e inovações no repertório musical;Criar seleções musicais específicas de acordo com os diferentes tempos e momentos do evento, em especial para "esquentar" a pista de dança;Realizar edições e montagens digitalmente.
Duração total: 60h
Onde acontece:
Senac Campo Grande
Rua Barcelos Domingos, 58 - Campo Grande - Rio de Janeiro/RJCEP: 23080-020 Tel.: 2415-9555 E-mail: campogrande@rj.senac.br

Data Prevista07/1/2008 a 19/3/2008

Horários2ª,4ª - 19:00/22:00

Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br

Data Prevista12/2/2008 a 17/4/2008

Horários3ª,5ª - 19:00/22:00

Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br

Data Prevista28/11/2007 a 25/2/2008

Horários2ª,4ª - 19:00/22:00

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Jupiter Research faz previsões sobre o mercado da música.



Um estudo da Jupiter Research aponta que mesmo com um faturamento estimado em 3,4 bilhões de dólares até 2012, a venda de música digital pela internet não será suficiente para fazer o mercado voltar a crescer. Enfrentando uma crise desde que a troca de arquivos digitais se popularizou, a pesquisa vem jogar mais um balde de água fria nas expectativas do setor em arrecadar tanto ou até mais com a comercialização de música digital e assim recuperar as perdas dos últimos anos na venda de discos. O relatório chamado “Previsão da Música nos EUA 2007 – 2012” apontou ainda que mesmo com as músicas digitais, muitos usuários ainda preferirão os CDs. “O negócio de fazer download de músicas é uma alternativa, não uma substituição aos CDs. Ainda existem consumidores que preferem um produto tangível” disse (sabiamente) David Schatsky, presidente da Jupiter Research.

Programa Salto Para o Futuro na TVE

Dois professores do PPGCOM da UFF e do departamento de estudos de mídia participam do programa Salto para o Futuro da TVE. Hoje, Afonso de Albuquerque estará lá falando sobre TV Pública e, na quinta, é a vez da Professora Ana Lúcia Enne falar sobre TV Digital e Educação. O programa é ao vivo, às 19h.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Jogue para ouvir a nova do Mars Volta!


Depois do Radiohead, é hora do The Mars Volta inovar na divulgação/distribuição do seu mais novo trabalho. A Banda de rock americana disponibilizou em seu site oficial um quebra-cabeça de 15 peças. O prêmio pra quem conseguir montar a imagem é um single do quarto disco de estúdio do grupo "The Bedlam in Golliath" com lançamento previsto para o dia 29 de Janeiro.

Para jogar acesse www.marsvolta.com/puzzle/

Obs.: Não sei se a música é boa, pois ainda não consegui montar o bendito quebra-cabeça.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Vint Cerf no Infoetc

"A economia do mundo digital - seu processamento,armazenamento e distribuição - é tão diferente da economia física que os modelos que funcionam no mundo "real" podem não funcionar no mundo virtual.Como os modelos tradicionais no setor de direitos autorais dizem respeito à cópia, e como a cópia é muito fácil na Internet, como já disse, precisamos de modelos alternativos.De qualquer modo, o mundo corporativo é muito criativo quando se trata de ganhar dinheiro na internet. Deve haver espaço para experimentação, para deixar os criadores de conteúdo decidirem o que fazer com ele. Não se deve impor uma única filosofia à rede."

A citação faz parte da boa entrevista de Vint Cerf, um dos criadores (junto com Bob Kahn) dos protocolos de rede TCP/IP, um dos pilares da internet, na década de 70, ao André Machado na edição do Caderno de Informática do Globo de hoje. Confiram no impresso (ou versão digital para assinantes) Infelizmente, não saiu no globo online.

sábado, 17 de novembro de 2007

LCD!!

Não fui ver o LCD Soundsystem, que estava ontem no Rio. Tava morrendo de vontade, mas
achei carissimo, uma sacanagem pagar 200,00 por um show no Circo Voador.
Resisti, mas me deu uma dorzinha no coração - especialmente depois que li o post do Tom Leão comentando que o show foi ótimo, no blog dele.

Pra (meu) consolo, posto uma música dos caras - Get Innocuous - para embalar o sabadão.

Musica eletrônica e televisão

Para aqueles que se interessam pela relação entre música eletrônica e sua representação midiática, vale uma conferida na tese: "Dance, Culture, Television: an analysis of the politics of comtemporary dance culture and its televisual representations". O autor vai contra o senso comum que vê a cultura da música eletrônica como uma manifestação menor e apolítica. Com uma bibliografia atualizada, o autor se conecta a grande parte dos estudos sobre musica popular massiva hoje. Vale a pena conferir!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Um novo nome para o Ira! - Um caso legítimo do rock


Após a controvertida saída do cantor Nasi do grupo de rock paulistano Ira!, Edgar Scandurra vêm a público (leia-se comunidade da banda no Orkut) anunciar que ele e os outros membros remanescentes seguirão juntos, mas com um outro nome. Por enquanto, Scandurra, André Jung e Ricardo Gaspa atenderão por Trio, já que não vêem mais sentido em continuar usando o antigo nome.
Muitas bandas já passaram por situação parecida, mas tiveram atitudes diferentes. Humberto Gessinger, por exemplo ensaiou um insosso Gessinger Trio em 1996 quando seus outros dois companheiros decidiram abandonar os Engenheiros do Hawaii. O projeto fracassou e já no ano seguinte Gessinger reassumiu o nome da banda e segue ainda hoje como um verdadeiro exército de um homem só. Os Titãs ao que parece se quer pensaram na possibilidade de mudar de nome. Após a saída de Arnaldo Antunes o grupo emplacou um MTV Acústico e mesmo sem Marcelo Frommer e Nando Reis o grupo continua o mesmo, pelo menos no nome.
Talvez a diferença entre conservar ou não o antigo nome do grupo esteja relacionado a força legitimadora do cantor na música pop. Bandas seguem na maioria das vezes harmoniosamente sem um ou mais de seus integrantes originais quando estes são instrumentistas (caso do R.E.M., Manic Street Preaches e Red Hot Chili Peppers), mas tendem a se desfazer completamente quando perdem o seu vocalista principal (veja os extintos Queen, Nirvana e Audioslave).
Lógico que o tema merece uma análise mais aprofundada e que existem exceções, mas a cultura rock está cheia de exemplos nos quais bandas que perdem seu cantor tendem a assumir mais rápido a mudança e recomeçar a partir de um novo projeto, muitas vezes ambicionando novas sonoridades e para tanto, assumindo um novo nome. O caso do Ira! Deve ser acompanhado de perto pois apresenta uma situação diferenciada. Embora Nasi seja o cantor principal, é senso comum que o verdadeiro líder da banda é o Scandurra. Qual será a postura dos fãs?

Pirataria Legal

A banda sueca Lamont ganhou projeção internacional e shows esgotados até o final do ano sem ter vendido quase nenhum cd. Dá para acreditar? O pior é que dá.

Acontece que a banda foi "patrocinada" pelo site Pirate Bay (nome sugestivo, não?) de torrents para download e com isso, teve seu disco de estréia baixado mais de 100 mil vezes.

O esquema funcionou assim: a banda vendia um CD-R bem barato com uma capa arrumadinha, os fãs baixavam o single no site oficial e queimavam o cd com as músicas. O Pirate Bay gostou da idéia e resolveu promovê-la no site de downloads, colocando links para que as pessoas que freqüentam o Pirate Bay, pegassem o disco e conhecessem a banda. Bem, de qualquer jeito as músicas iriam parar lá. Melhor que fosse de uma maneira amigável.

Em entrevista ao G1, o vocalista Kristopher Åkesson diz: "não acreditamos que a renda de um artista em início de carreira na Suécia venha da venda de um número alto de discos. Pouquíssimos conseguem isso hoje em dia (...) É muito mais uma questão de fazer as pessoas conhecerem a banda, irem aos shows e comprarem coisas relacionadas ao Lamont. No final das contas, mais gente vai comprar o nosso disco. A partir do momento em que decidimos lançá-lo por contra própria, sem contrato com gravadora, é uma maneira ótima de conquistar fãs fora da Escandinávia"

Link para a matéria completa aqui.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Samba e Indústria cultural


Para a nossa alegria chega às prateleiras um novo livro sobre o samba, com vistas a combater a batida posição de que essa expressão cultural representa as puras raízes brasileiras. Para tanto afirma que o processo de elevação do samba a símbolo nacional é impensável se não notarmos o seu prestigio angariado junto às classes médias e sua promoção através da Indústria Cultural. Ainda não tive contato com o livro, soube de sua existência de resenhas. Entretanto, de cara uma questão me veio à mente: não é essa a tese de Hermano Vianna, no seu bem conhecido “Mistério do Samba”? Em todo o caso fiquei curioso, acho que vale a dica!

domingo, 11 de novembro de 2007

Encontro em Recife

I MOSTRA DE MÍDIA E MÚSICA

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de
Pernambuco - PPGCOM/UFPE realiza, no dia 18 de janeiro/2008, a I
Mostra de Mídia e Música.

Com o tema "mídia, música e mercado na contemporaneidade", o
PPGCOM/UFPE propõe um espaço em que sejam debatidos os diferentes
pensamentos sobre a música popular na atualidade, estimulando a
pesquisa sobre mídia e música, a fim de que se possa aprimorar
conhecimentos e fortalecer as práticas interdisciplinares que englobem
essa temática.

A partir de reflexões acerca do entrelaçamento da música enquanto
processo social e, sua respectiva inserção nos diferentes veículos
midiáticos, é perceptível no âmbito acadêmico, a necessidade de
aprofundamentos dos estudos que tratem do binômio música e
comunicação. Música aqui é tratada não somente como um material
estético concebido sob um conjunto de padrões, mas sim como prática
social; um fenômeno intimamente associado ao advento das diferentes
formas de circulação de produtos culturais na atualidade, amplamente
difundidos através de exibições em programas de todas as mídias (TV,
rádio, internet), resultando num processo bastante dinâmico.

- Data: 18 de janeiro de 2008
- Local: Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE. Avenida
Acadêmico Hélio Ramos, s/n - Cidade Universitária. 50670-901, Recife -
PE.
- Inscrições: de 19 de novembro/2007 a 15 de janeiro/2008
[A ficha de inscrição estará disponível no site: www.ufpe.br/ppgcom, a
partir de 10 de novembro.]
- Público-alvo: graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e
profissionais interessados.
-Chamada de trabalhos:
Serão aceitos para submissão, resultados de pesquisas concluídas ou em
andamento, trabalhos de conclusão de curso ou pesquisas desenvolvidas.

Resumo:
O resumo deve ser enviado para o e-mail: midiaemusica@gmail.com,
contendo no início: Nome do autor, titulação, Instituição e e-mail,
alinhados à direita. No título da mensagem colocar: GT_nome do autor
O corpo do resumo deve ser escrito entre 10 e 30 linhas (parágrafo
único), com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples, sem
recuo de parágrafo. Deve ser acompanhado de três a cinco
palavras-chave, separadas por vírgula.
- Submissão de resumos: de 10 a 30 de novembro/2007
- Resultado da submissão: 12 de dezembro/2007
[Autor com trabalho selecionado deve realizar sua inscrição até o dia
08 de janeiro/2008]

Texto completo:
O texto completo deve ser enviado para o e-mail:
midiaemusica@gmail.com, tendo como título da mensagem: GT_nome do
autor.
No início da página colocar o título do texto centralizado e o nome do
autor alinhado à direita. Como nota de rodapé, colocar a instituição e
um minicurriculum de até três linhas e e-mail.
O texto completo deve conter até 12 páginas (excetuando as referências
bibliográficas), fonte Times New Roman, espaço 1,5, justificado, com
margens superior, inferior, direita e esquerda a 2,5 cm e parágrafos a
1,5 cm da margem. As notas de explicativas devem vir imediatamente no
fim da página.
As citações devem ser escritas na forma: AUTOR, DATA, PÁG. No caso de
citações longas, com mais de três linhas, devem ser destacadas do
texto, com letra tamanho 10 e recuo de 4 cm da margem.
Envio de texto completo: Até 08 de janeiro de 2008
Só serão publicados nos Anais do evento (CD-Rom), os trabalhos que
forem enviados até o prazo final.

- Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso (MTC)
Espaço destinado à apresentação de monografias e trabalhos de
conclusão de cursos (qualquer habilitação) da UFPE e demais Escolas de
Comunicação do país, que tratam de temáticas relacionadas.

-Grupos temáticos (GTs):
Os grupos temáticos estão divididos em dois eixos principais: gêneros,
cenas e dinâmicas identitárias e mídia, música e mercado. Embora sejam
dois os GTs, pode haver a separação dos trabalhos por sessões de
proximidade de abordagens, que funcionarão durante o horário destinado
ao GT.

GT 1: Gêneros , cenas e dinâmicas identitárias
A proposta do GT é discutir as características e o panorama musical na
atualidade, destacando-se as hibridizações, os diferentes diálogos e
mediações proporcionados pela prática musical, bem como referências à
estética, ressignificações e roupagens nos diferentes gêneros, em
consonância com o entendimento de música como prática social que
contribui para consciência e produção simbólica. Este GT agrega
trabalhos que tratem de identidade, rearranjos, circuitos musicais
variados, análises de obras, enfim, as discussões sobre as comunidades
musicais contemporâneas.

GT 2: Mídia, música e mercado
A proposta do GT é discutir o processo de consolidação da música
enquanto produto mercadológico, os fatores e as conseqüências visíveis
e que ocasionam numa dinâmica de produção, circulação e consumo mais
instantânea e abrangente, tendo em vista o progresso dos dispositivos
tecnológicos contemporâneos, bem como a inserção na mídia de massa
mais consolidada por rádio e TV. Este GT agrega trabalhos que tratem
de circulação de música na Internet, produção independente, programas
e programações de rádio e TV e temáticas afins.

-Programação

08h às 09h: recepção e credenciamento

09h: Abertura

09:30h: Mesa de abertura: Mídia, identidades e ressignificações musicais
Local: Auditório do CAC

10:30h: Intervalo

10:40: Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso

10:40h: Seções de Grupos de Trabalho
GT 1: Gêneros, cenas e dinâmicas identitárias

12h: Intervalo para almoço

14h: Seções de Grupos de Trabalho

GT 2: Música e Mercado

15:20h: Intervalo

15:30h: Mesa redonda: Configurações mercadológicas da música
Local: Auditório do CAC

16:30h: Mesa redonda final: Perspectivas da Música Brasileira
Local: Auditório do CAC

17:30h: Encerramento
Lançamento de livros
Programação cultural
Local: Pátio do CAC

========================================

sábado, 10 de novembro de 2007

Eventos no Oi Futuro

Na terça, dentro do Projeto Multiplicidades, a dupla Carlos Casas e Sebastian Escofet se apresenta no Oi Futuro. Eles estiveram no importante festival de música e novas linguagens Sonar - que acontece todo ano em Barcelona e têm uns projetos de música/imagens interessantes, inclusive um vídeo sobre a Rocinha. (confiram nos sites http://www.carloscasas.net e http://sebastianescofet.asterisco.org.
Por falar em OiFuturo, que é um espaço queridinho do LabCult - até as reuniões do grupo acontecem lá no café - posto abaixo a crítica feita pela minha aluna de Estudos de Mídia Dally Schwarz sobre um outro evento.



PoiesisEntre_PIXEL_E_PROGRAMA

A exposição que está no OiFuturo até o dia 02/12, organizada por André Vallias( grande nome da poesia visual/digital, designer e idealizador de sites e projetos como o REFAZENDA, o ERRÁTICA, entre outros), Frederich W. Bloch (pesquisador,curador,artista alemão, envolvido em vários projetos renomados inclusive vinculados a Universidade de Kassel) e Adolfo Montejo Navas( poeta espanhol,crítico,curador,colaborador de diversas revistas culturais como a Cult, Lápiz, sites, ministrou diversos cursos em instituições culturais e escreveu muitos livros ) é uma boa instigação acerca da poesia, além da palavra.

A mostra traz um bom repertório para pensarmos a poesia num universo multimidiático,onde suportes, materiais, idéias convergem e provocam sensações tão vivas quanto o esperado por muitos.

Porém, os bate-papos que ocorreram nos dias 30/10 e 31/10 não me pareceram tão ousados e pretensiosos...

No primeiro dia, além de uma platéia quase vazia, o alemão Thomas Wohlfahrt passou por sérios constrangimentos devido a problemas técnicos da estrutura do Centro Cultural, inclusive problemas de conexão, em um local que exala tecnology.Mas mesmo com os probleminhas, sua fala foi muito bem articulada. E apresentou projetos muito interessantes, como o site lyrikline.org, que reúne, num ritmo crescente, diversos poetas e poesias para serem lidas,ouvidas (com a disponibilidade de tradução em muitas línguas ) e o Festival Zebra de video-poemas, que acontece em Berlim.Os vídeos que Thomas mostrou no encontro eram de estéticas e linguagens diversas, desde animação à vídeos irônicos que diríamos, facilmente, que saíram do youtube.(Esse material está disponível na exposição)

Achei bem legal também, a reflexão em torno da idéia de que as pessoas escutam e sentem a poesia mesmo sem entenderem a língua. o que faz com que esta expressão se aproxima mais do universo da música (linhas dos tons e dos ritmos) do que da prosa.

Já no segundo dia, a sala estava mais cheia, e foi a vez do André Vallias falar e o fez muito bem,conseguindo traçar uma "história" não linear da idéia da poesia, de poiesis e da entrada do digital na conversa.A platéia também se animou mais e possibilitou um embate de falas misturando esses lugares.

Entretanto, foi um pouco incomôdo perceber que a mediadora ( Bia Correa do Lago ) e algumas vezes uns palestrantes (Adolfo Montejo Navas e Guilherme Kujawski) se mostraram um tanto quanto " se vira nos 30", apresentando muitos pensamentos soltos e que acabavam em uma divagação, como a própria Bia observou; e em algumas pérolas como o conceito de policontextualidade, que seria segundo Guilherme Kujawski mais aplicável que hibridismo e intertextualidade...

Tá bom, eu não posso só meter pau...Muitas questões levantadas foram importantes, tais como a resistência às novas maneiras de se fazer poema no contexto multimídia, onde a procura pelo tecnológico de ponta é grande; a questão nada nova acerca das possibilidades de todos serem artistas devido a internet ( questionável, ainda mais por ser esse o momento em que a Arte se denuncia em olhares puristas mesmo nos mais inovadores), a questão da imagem na sociedade contemporânea e sua força, assim como a palavra escrita que aprisiona...

Enfim, num vai e vem de pensamentos... Sempre caímos no: "Mas será que precisamos de TANTA tecnologia para fazer poemas?”... E daí deslizamos por um caminho, que para mim, desvia da intenção principal da exposição, que é nos permitirmos experimentar essas poesias em suas características. Infelizmente foi nesse deslize, e na fala de uma das pessoas da platéia que cheguei à conclusão de que percorremos todos os degraus do prédio cheio de luzes e estímulos sensoriais que nos vitalizou, para chegarmos ao terraço e nos jogarmos de cabeça.

"Para mim esse foi o momento mais vivo, mais significativo da mostra, onde se concretizou a performance, aqui foi o melhor da POIESIS_ENTRE_PIXEL_E_PROGRAMA"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Em terras canadenses...

Quatro alunos da Universidade Federal Fluminense partem esta semana para o Canadá, onde integrarão o Projeto Universidade de Verão. Entre os dias 17 e 25 deste mês, Diego Dacal ( 1º período do curso de Estudos de Mídia), Tânia Pinta, Pedro Perazzo e Julia Vanini ( todos do 5º periodo do curso de Cinema) participarão de atividades relacionadas à produção de jogos eletrônicos na Université du Quebéc en Abitibi-Témiscamingue. Todos estes estudantes fazem parte da minha equipe de roteiristas do França – Antártica, game educativo desenvolvido em conjunto pelos Departamentos de Estudos de Mídia, Cinema e Ciência da Computação da UFF. A escola canadense compõe o Projeto Université Internationale du Multimídia – UIM – e a Universidade Federal Fluminense é a primeira instituição sulamericana a integrar este grupo.
Desejo votos de boa sorte ao time, com certeza estão diante de uma excelente oportunidade para aprimorar suas qualidades, diante de um mercado que cresce consideravelmente!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

II CONECO - Abertura dia 14/11

Convidamos todos os leitores do blog do Labcult para a abertura oficial do II Congresso de Estudantes de Pós-graduação em Comunicação Social, que será realizada no dia
- 14 de novembro, às 14h.

Com participação do cineasta Silvio Tendler (diretor do filme Encontro com Milton Santos - ou o mundo global visto do lado de cá, de 2007) e de José Marcelo Zacchi (do site Overmundo), que discutirão sobre o tema do congresso deste ano: Novas tecnologias e cultura livre.
- Local: sala K102, do Edificio Kennedy. PUC-Rio (Rua Marques de São Vicente, Gávea)

Após a mesa de abertura haverá uma recepção aos participantes e convidados

domingo, 4 de novembro de 2007

ARGs, marketing de guerrilha e...Adolfo

Na matéria sobre as estratégias do "marketing de guerrilha" para o cinema nacional, hoje, no Globo, a repórter menciona o ARG - Alternate Reality Game - que está sendo desenvolvido para o filme "Meu nome não é Johnny" - que entrará em cartaz em janeiro de 2008.
Lembra ela que a tática é inédita no lançamento de filmes no Brasil e - claro, cita a ilustre iniciativa do Spielberg em 2001 para lançar o filme "AI - Inteligência artificial".

Bem, mas e daí?
Daí que o que faltou mencionar é que este projeto foi proposto, concebido e está sendo desenvolvido pelo Luiz Adolfo de Andrade, pesquisador aqui do LabCult - que, sem dúvida, tem uma das reflexões pioneiras sobre o assunto dos games em geral e dos ARGS, que já apareceu várias vezes nos posts.

A gente achou que o assunto ainda estava "off", mas uma vez tornado público, não custa dar o crédito da idéia... e parabenizar o pesquisador.

PS - Não encontrei o link para a matéria. Li no Globo papel - Revista, de hoje - 4 de novembro, pg 12, Matéria "Lutando pela bilheteria", de Marcella Sobral.

Imperdível: De Kerkhove na BN amanhã!!



Eu já havia postado o convite, mas reforço a chamada - especialmente para meus alunos do curso de "Apropriações e Convergências Tecnológicas", além, é claro, de nossos labcultianos e geral interessado na discussão sobre Novas Mídias.
Amanhã, as 15 horas, Derrick de Kerkhove estará ministrando uma palestra no auditório da Biblioteca Nacional sobre as "formas de ler" no contexto das tecnologias digitais. Ele está no Rio a convite da ESPM, UERJ e Biblioteca Nacional, a partir da mediação de Vinicius Andrade Pereira - que esteve no McLUhan Program em 2001 e taí na foto com ele.
De Kerckhove é o Diretor do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia, na Universidade de Toronto, há mais de 20 anos. Trabalhou com Mc Luhan e leva as idéias do pesquisador adiante, na sua própria obra.
Derrick está no Rio desde sexta-feira. Tive oportunidade de encontrá-lo e fiquei não só encantada com seu brilho, curiosidade, simpatia e energia para conhecer a cidade, como também pelas conversas em torno do tema das novas mídias e afins.
Por tudo isto, recomendo muitissimo a palestra de amanhã - que, para além do que o tema sugere, vai tratar das novas formas de conhecimento, cognição e pensamento na cultura digital.
Ah! Como já informei no outro post, a entrada é gratuita. E como sempre nos eventos da BN, tem transmissão pela internet pra quem não puder ir - o link também tá no post anterior (checa lá - também tem o endereço da BN!)

PS - Na foto aí em cima, tirada por mim hoje, estão Derrick (de chapéu) e Vinicius, em visita ao belo Museu do Açude - no Alto da Boa Vista.

26 anos de listas de discussão abertas para todos

Minha relação com a internet e afins já data de muito tempo. Conheço pouquíssima gente que chegou a acessar os antecessores da rede, as BBSs (Bulletin Board System). Através de programas especiais você digitava o número de um telefone e era lançado para uma interface incrivelmente rudimentar através da qual você podia baixar arquivos e participar dos fóruns de mensagens. Era tudo muito lerdo: se fosse tentar baixar um filme hoje naquela velocidade, ficaria 5 dias recebendo dados ininterruptamente. Todo o conteúdo de uma BBS era armazenado no HD de seu dono sem qualquer ligação com servidores externo. Entretanto, com o desenvolvimento da internet, as BBSs mais sofisticadas começaram a assinar os newsgroups, as primeiras listas de discussão da rede, armazenadas no servidor Usenet. Foi através daí que o Brasil começou a participar dos fóruns de discussão que agregavam pessoas do mundo inteiro ao redor de milhares de tópicos. Um acesso que era incrivelmente exclusivo e um tanto complicado acabou de ser indexado e democratizado. Para nossa alegria o Google comprou uma grande parte do acervo da Usenet e agora qualquer um pode consultar e postar nas listas cujo arquivo data de 1981 e totalizam mais de 700 milhões de posts. A diversidade é absurda: lá você pode encontrar desde paranóicos discutindo a morte de Kennedy (alt.assassination.jfk), até grupos racistas que pregam supremacia branca (alt.politics.nationalism.white). Para mim, especialmente, encontrei um grande acervo sobre o desenvolvimento da cena eletrônica dos anos 90 no grupo alt.rave. Já fiz grandes achados, aguardem os próximos posts!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Levando tiros


A TNGames lança nesse mês uma novidade para os jogadores de plantão: um colete simulador de impactos.
Baseado em tecnologia criada para atendimento médico remoto em um projeto, ainda em desenvolvimento, da Universidade de Texas Tech, esse colete dá mais um passo na aproximação entre jogador e personagem.
Se o controle do Wii ou os antigos tapetes e armas da Nintendo permitem a inserção do jogador no mundo do jogo a partir movimentos análogos aos do mundo real, esse novo produto possibilita essa interação na direção contrária – que os acontecimentos do jogo sejam sentidos fisicamente – em menor escala, é claro – pelo jogador.
Ainda que a idéia de instrumentos de feedback para jogos não seja nova – controles que vibram, volantes que resistem aos movimentos do jogador e cadeiras que simulam movimentos, por exemplo –, o 3rd space vest é especialmente interessante por envolver o corpo do jogador, possibilitando que o impacto de tiros tomados nos jogos em primeira pessoa (FPS), por exemplo, sejam sentidos por meio de oito pontos de impacto pneumáticos, quatro na frente e quatro atrás.
“Get pounded with body slams, crushed with G-forces, and blasted with bullet fire”, sugerem os vendedores. Se isso parece um pouco assustador, Mark Ombrellaro, o cirurgião responsável pela invenção que aguarda aprovação da FDA americana, garante que os sensores são suficientes para tornar o jogo divertido e interessante, sem machucar as pessoas. Ombrellaro aposta ainda que seu colete levará aos jogadores a mensagem de que há conseqüências por atirar nas pessoas. Será?
Mais do que a transdiciplinaridade ou a diversão dos jogadores, o que me pareceu interessante nesse colete – assim como nos outros instrumentos mais diretos de feedback – é o teste dos limites entre o mundo do jogo e o mundo real.
Será que esses impactos fossem mais fortes, causando algum tipo de dor física – hematomas etc. – os jogadores ainda teriam interesse? Em que ponto se quebra o “contrato” entre o jogador e o jogo que garante que aquilo é “só ficção”?
Mais ainda, ao invés de supor que esses “impactos” dariam aos jogadores a idéia de que atirar tem conseqüências – suposição que partiria do pressuposto tão discutido de que os jogos banalizam a experiência da violência –, não seria mais interessante pensar em como promover jogos que atuem transmitindo uma mensagem pacífica (o que de longe significaria que eles mesmos não envolvessem a violência, vide o September 12th do Frasca)?
Enfim, quem tiver a chance de conferir o colete ao vivo (U$ 169.99 no site da TNGames), por favor, dê notícias!!!

Via networked-performance.