quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Século McLuhan


Em 2011, comemora-se os 100 anos de um dos mais importantes teóricos da comunicação, Herbert Marshall McLuhan. No mundo todo estão sendo realizados eventos rediscutindo a atualidade de suas ideias. A nossa proposta é contribuir com as discussões internacionais, trazendo à tona a particularidade da recepção brasileira à obra de McLuhan.

O evento é gratuito e reunirá pesquisadores nacionais e internacionais que estudam a obra de McLuhan em mesas temáticas e de debate.

Data de realização: 02 e 03 de maio de 2011
Local: Teatro Vivo - Rua Dr. Chucri Zaidan, 860 – Morumbi.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Fraude e Ecad

O Ministério da Cultura (Minc) finalmente admitiu a necessidade de supervisionar o Ecad, após denúncia de fraude divulgada no jornal O Globo de segunda (25/04). A matéria alerta sobre o pagamento indevido de R$ 127, 8 mil a Milton Coitinho dos Santos, um desconhecido que, por mais de dois anos, registrou como suas muitas trilhas do cinema nacional.

Este é um ótimo momento de discussão sobre o papel do Ecad no recolhimento e pagamento de direitos autorais a vários músicos brasileiros...


Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/25/apos-denuncia-de-fraude-minc-admite-necessidade-de-supervisionar-ecad-mas-evita-falar-em-fiscalizacao-924314339.asp

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pai e filho



     Morreu há poucos dias o ex-presidente da Sony, considerado o pai do CD. Abaixo a notícia publicada no site da BBC.
     
     O ex-presidente da Sony, Norio Ohga, apelidado de “pai do CD” por ser creditado como o responsável pelo desenvolvimento e a popularização do disco digital, morreu neste sábado aos 81 na capital do Japão, Tóquio, de acordo com a empresa.
     Ohga, que presidiu a Sony entre 1982 e 95, morreu de falência múltipla dos órgãos. Ele ainda atuava como conselheiro da empresa.
     Em 1953, ele foi recrutado pelos fundadores da Sony enquanto estudava para se tornar cantor lírico. Na época, os empresários ficaram impressionados com o conhecimento de Ohga em termos de som e engenharia elétrica.
     Ele se tornou um dos poucos japoneses executivos antes dos 40 anos de idade e assumiu o cargo de presidente da CBS Sony Records (agora Sony Music Entertainment) na década de 70.

Beethoven
     Ohga reconheceu logo o potencial do CD e liderou as iniciativas para o seu desenvolvimento.
Ele pressionou pelo estabelecimento de um disco de 12 cm de diâmetro que pudesse acomodar 75 de música, para que contivesse toda a Nona Sinfonia de Beethoven.
     A Sony começou a comercializar CDs em 1982 e, cinco anos depois, o formato batia o LP em vendas no Japão. Suas especificações moldaram outros formatos como o mini-disc e o DVD. Ele também levou a Sony ao ramo de games, com o desenvolvimento da Playstation.Ele acumulava ainda o cargo de diretor da Orquestra Filarmônica de Tóquio e regia os músicos uma vez ao ano.


     Deve ter sido duro para Norio Ohga acompanhar a morte lenta de seu mais ilustre filho. Podemos esperar por uma ressureição das bolachas digitais, assim como aconteceu com seu avô de vinil?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Instrumentos Musicais Invisíveis


Tem um iPhone e um Wiimote dando bobeira por aí? Então se prepare, pois em breve poderá utilizá-los para realizar seu sonho de “tocar” air guitars de verdade – entre outros instrumentos “de mentira”.
Essa extraordinária ideia pode tornar-se realidade graças ao promissor projeto musical “TheInvisible Instrument”, do estudante asiático Tim Soo.
Como você deve imaginar, o projeto faz uso do smartphone da Apple e do controle do Wii. Graças a um software inteligente, os aparelhos “conversam” entre si via Bluetooth para identificar seus gestos para tocá-los. Assim, você pode ter vários instrumentos virtuais/invisíveis em suas mãos.
Curtiu? A lista de instrumentos “invisíveis” atuais inclui guitarra, bateria, violino, baixo, entre outros.
O “The Invisible Instrument” parece já estar em desenvolvimento há algum tempo e Tim espera arrecadar a bagatela de 10 mil dólares por meio do site Kickstarter (plataforma para projetos criativos) para continuar desenvolvendo seu programa e um dia lançá-lo na App Store, fazendo assim essa revolução musical móvel chegar ao seu alcance.


Pra que instrumentos "de verdade"?
Assim é muito mais fácil de carregar e  mais fácil de aprender.

Já estou imaginando uma banda apenas com pessoas com seus iPhones e controles de Wii, incrível. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Casamento real britânico e sites de redes sociais

Conforme noticiado exaustivamente nas últimas semanas, no próximo dia 29 de abril o príncipe William, filho da lady Di e do príncipe Charles, irá se casar (na Inglaterra, é claro) com a até então plebeia Kate Middleton.

Enquanto o mundo se divide entre aqueles que acham um absurdo o valor e visibilidade que estão sendo dados a esse fato e aqueles que estão loucos para acompanhar este evento histórico, eu gostaria de chamar a atenção para o fato de como até a Família Real Britânica se rendeu aos "encantos" dos sites de redes sociais. Além de transmissão online em tempo real através do site oficial da família (pela emissora pública BBC), outros canais da realeza irão transmitir todo o casamento em uma série de plataformas diferentes como youtube, Twitter e blog oficial, certamente no intuito de fazer a popularidade da monarquia crescer um pouquinho, uma vez que se espera que milhões de pessoas do mundo inteiro acompanhem a cerimônia. Fotos oficiais do casório irão parar também até no flickr.



É interessante perceber ainda como eles estão buscando uma aproximação maior com o público através do vídeo oficial "Wedding Book" no YouTube, que convida os usuários "comuns" a enviarem seus próprios vídeos com votos de felicidade para os noivos. Há aí uma proposta de interação mediada e participação envolvendo público e realeza nunca dantes vista. Poder mandar um vídeo caseiro, feito por você mesmo, "diretamente" para William e Kate certamente dá uma sensação de que de alguma forma se está interagindo com o casal.

Mas é claaaaro que não podemos esquecer que toda a transmissão do casamento será controladíssima por agentes da família real. No caso da transmissão via site pela BBC, por exemplo, os comentários da emissora não estarão presentes. E só será postado conteúdo super selecionado do casamento nos sites de redes sociais, muito provavelmente sem deixar margem alguma para prováveis comentários maldosos dos usuários.

Ainda assim, com toda a velocidade da Internet, a dificuldade de se controlar as informações na rede e as gafes quase inevitáveis de qualquer transmissão ao vivo, acho que deixarão passar uma coisinha ou outra que a Família Real certamente não irá gostar. E imaginem quantas pessoas que estarão presentes na cerimônia não irão tirar suas próprias fotos do evento e postar seus próprios comentários, vídeos e imagens, com suas visões particulares, nem sempre favoráveis ao casal e à monarquia.

Aliás, recentemente conta-se que um Guarda Real do Palácio de Buckingham de 18 anos foi demitido por ter xingado Kate no Facebook, na página dele mesmo. Ou seja, a realeza está de olho nos sites de redes sociais... Mas é claro que quem não trabalha para eles pode usar da liberdade de expressão para dizer o que bem entender sobre eles. E isso não se pode controlar.


Fontes: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=258635 e http://newspressrelease.wordpress.com/2011/04/26/guarda-real-chama-kate-middleton-de-vaca-no-facebook/.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Empregos dos sonhos – Parte I


  Algumas pessoas realmente não têm do que reclamar quando o assunto é trabalho. Isso porque elas têm o trabalho dos sonhos de muitos marmanjos de plantão. Cheguei a esta conclusão ao assistir a determinados programas sobre gêneros musicais em canais a cabo. Um deles é o That Metal Show (TMS), apresentado pelo radialista Eddie Trunk e seus dois amigos, Don Jamieson e Jim Florentine.


 O que mais me chamou atenção neste talk show underground foi o enquadramento deste estereótipo cultural num programa televisivo. Como fazer um programa em que os fãs de heavy metal se identifiquem? No caso do TMS, eles fizeram o seguinte: a grande sacada foi colocar pessoas (sejam malas ou não) que entendam do que estão falando. A pior coisa do mundo para um headbanger é perceber que alguém, quando fala de heavy metal, está tratando o estilo com desrespeito. Junte o cenário com baixa iluminação, móveis antigos, a predominância de roupas escuras e demais adereços de culto ao metal. Adicione entrevistas com ídolos; disputas  de conhecimentos sobre bandas...uma ação para distinguir os verdadeiros amantes de metal dos, então, “posers”. Querendo ou não, as pessoas que possuem mais informações sobre determinadas bandas e foram a maior quantidade de shows possível, adquirem um certo status no grupo.

  Por isso, para saber até quanto cada um conhece sobre o universo do heavy metal, existe o quadro “Detone o Trunk”. Neste momento, participantes da plateia testam os conhecimentos musicais de Eddie através de perguntas complicadas. Quando o apresentador erra a resposta, o “vencedor” escolhe um prêmio da “Caixa de Lixo do Eddie Trunk” (que de lixo não tem nada). A surpresa é trazida por Jennifer, uma loira dentro de padrões estéticos que encarna a personagem “Senhorita Caixa de Lixo”. Jennifer é o próprio estereótipo da “groupie” (mulheres que ganharam fama, nas décadas de 60 e 70, por se relacionarem com os membros de bandas).

  O programa é ácido, recheado de ironia e muito sarcasmo, tanto dos apresentadores quanto dos convidados. Palavrões e brincadeiras de cunho sexual nunca são descartados. O clima do TMS já é revelado em sua abertura, com máximas do tipo:
“O heavy metal é nossa religião e o That Metal Show é sua igreja”; 
“Este programa foi gravado como se fosse uma grelha automática. Nós ligamos e esquecemos”;

“O TMS foi gravado em um longo plano de sequência. Não temos a menor ideia de como editar isso”;

“O heavy metal está em nosso DNA!”; 
“O That Metal Show foi gravado porque vocês não estavam lá. Sim, realmente nos importamos com vocês!”; 
“Este é o seu lar quando se trata de hard rock e heavy metal”;

  É neste ambiente que os entrevistados contam curiosidades sobre bastidores das turnês, das gravações dos álbuns, das festas de arromba, de suas tentativas frustradas ou não de se livrar das drogas, de como destruíam hoteis....No final das entrevistas, os três apresentadores acabam se gabando de que são amigos dos ídolos, e de como isso é surreal para eles até hoje.

  Durante estes “trinta minutos de puro heavy metal na sua televisão”, um dos quadros mais esperados é o “Throwdown”. Nele, apresentadores e convidados têm dois minutos para discutirem sobre formações de bandas; álbuns; turnês; histórias bizarras etc. Quando o tempo termina, eles escolhem qual banda é a melhor de acordo com a categoria escolhida. Enfim, o programa faz tanto sucesso entre os ídolos do metal, que Kirk Windstein,  guitarrista do Down, tatuou o símbolo do TMS no peito. Situação explorada em uma das matérias especiais do programa.

  Bem, forçando ou não esta atitude rock'n roll na televisão, acredito que este seja um daqueles fortes exemplos que se encaixam muito bem na categoria “empregos dos sonhos”. Se eu tivesse a oportunidade de trabalhar num programa desses, iria correndo. (Desde que não fosse como a Senhorita Caixa de Lixo). Mas, enquanto esta oportunidade não chega, continuo acompanhando os episódios do “That Metal Show” na VH1, às segundas, às 21hs.





quarta-feira, 13 de abril de 2011

Novo livro do Daniel Miller: "Tales from Facebook"


Daniel Miller, professor de Antropologida na University College London e escritor do ótimo A Theory of Shopping, vai lançar agora em abril seu mais novo livro chamado: Tales from Facebook.

No livro - que by the way eu já comprei por um preço super razoável na Amazon - o autor investiga como o Facebook tem transformado a vida de algo em torno de 500 milhões de usuários, expandindo nossas relações sociais, mas também, por outro lado, colocando-nos em delicadas situações de exposição de privacidade, entre outros aspectos.

O próprio autor lançou um vídeo no youtube para falar sobre seu livro:



Segue abaixo a descrição do livro, em Inglês:

"Facebook is now used by nearly 500 million people throughout the world, many of whom spend several hours a day on this site. Once the preserve of youth, the largest increase in usage today is amongst the older sections of the population. Yet until now there has been no major study of the impact of these social networking sites upon the lives of their users. This book demonstrates that it can be profound. The tales in this book reveal how Facebook can become the means by which people find and cultivate relationships, but can also be instrumental in breaking up marriage. They reveal how Facebook can bring back the lives of people isolated in their homes by illness or age, by shyness or failure, but equally Facebook can devastate privacy and create scandal. We discover why some people believe that the truth of another person lies more in what you see online than face-to-face. We also see how Facebook has become a vehicle for business, the church, sex and memorialisation.

After a century in which we have assumed social networking and community to be in decline, Facebook has suddenly hugely expanded our social relationships, challenging the central assumptions of social science. It demonstrates one of the main tenets of anthropology - that individuals have always been social networking sites. This book examines in detail how Facebook transforms the lives of particular individuals, but it also presents a general theory of Facebook as culture and considers the likely consequences of social networking in the future."

Tô louca pro meu chegar logo! ;)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Entrevista sobre videoclipe

Peço licença para um momento assessoria de imprensa de mim mesma...

Semana passada um produtor da Revista do Cinema Brasilero, programa da TV Brasil, fez uma entrevista comigo para compor a matéria que ele está fazendo sobre linguagens audiovisuais que influenciam o cinema contemporâneo. Conversamos sobre a relação entre a linguagem de videoclipe e o cinema e ele me fez várias perguntas sobre o Clipestesia. Captou imagens do site e tudo. Claro que não tenho muita noção de como isso vai ser usado na matéria, mas independentemente do peso que vai ter, adorei!

Para quem puder/quiser assistir, o programa deve ir ao ar neste sábado, dia 9 de abril, às 20h30, com reprise na terça-feira, à 1h da manhã.

TV Brasil: canal 2 / 18 net / 116 Sky

Esse link aqui mostra a chamada do programa que já está indo ao ar no canal: http://www.youtube.com/user/revistadocinemabr

terça-feira, 5 de abril de 2011

Propaganda e tecnologia

Para quem curte peças publicitárias recheadas de tecnologia de ponta, segue vídeo da empresa Batelco intitulado "Infinity":



O mais legal é que eles disponibilizaram também o making of:



A ideia, me parece, é mostrar um mundo de infinitas possibilidades segundo diferentes perspectivas (relacionadas a crianças, mulheres, homens, no campo dos esportes, entretenimento, desejos etc.). E, claro, subjaz latente a noção de que a tecnologia está aí para dar asas à imaginação do ser humano e deixar sua vida mais divertida e amigável.