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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Path - rede social para os mais chegados?

Em meio a tantas discussões sobre o excesso de visibilidade nos sites de redes sociais, foi criado um aplicativo chamado Path (valeu pela dica, Heitor! ;) ), que tem como principal função o compartilhamento de fotos e vídeos e a troca de mensagens somente entre pessoas que se conhecem e são realmente próximas umas das outras.

O app (que é gratuito, by the way, e pode ser baixado aqui, e serve tanto para celulares que usam o sistema Android quanto para Iphone) permite que cada usuário tenha até o máximo de 50 pessoas em sua lista de conexões, baseando-se na ideia de que é difícil uma pessoa ter mais de 50 amigos "de verdade", ou seja, pessoas com quem é capaz de manter laços fortes, que demandam esforço e disponibilidade.


É uma proposta até interessante, mas será que vai "pegar"? Fora questões de interface e usabilidade, a ideia mesmo da coisa me parece ir radicalmente contra a grande vantagem dos sites de redes sociais, que é a possibilidade de se manter contato com uma ampla rede (ok, não precisam ser 1.000 pessoas, mas segundo este blog aqui a média de contatos dos usuários do Facebook é de 130 pessoas).


E mais, com a possibilidade de se poder escolher para quais membros da sua lista você quer deixar fotos visíveis no Facebook e em quais fotos você quer ser "taggeado" (marcado) ou não e tendo ainda produtos como o Picasa, será que vai "bombar" esse Path? Eu tenho cá minhas dúvidas...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Casamento real britânico e sites de redes sociais

Conforme noticiado exaustivamente nas últimas semanas, no próximo dia 29 de abril o príncipe William, filho da lady Di e do príncipe Charles, irá se casar (na Inglaterra, é claro) com a até então plebeia Kate Middleton.

Enquanto o mundo se divide entre aqueles que acham um absurdo o valor e visibilidade que estão sendo dados a esse fato e aqueles que estão loucos para acompanhar este evento histórico, eu gostaria de chamar a atenção para o fato de como até a Família Real Britânica se rendeu aos "encantos" dos sites de redes sociais. Além de transmissão online em tempo real através do site oficial da família (pela emissora pública BBC), outros canais da realeza irão transmitir todo o casamento em uma série de plataformas diferentes como youtube, Twitter e blog oficial, certamente no intuito de fazer a popularidade da monarquia crescer um pouquinho, uma vez que se espera que milhões de pessoas do mundo inteiro acompanhem a cerimônia. Fotos oficiais do casório irão parar também até no flickr.



É interessante perceber ainda como eles estão buscando uma aproximação maior com o público através do vídeo oficial "Wedding Book" no YouTube, que convida os usuários "comuns" a enviarem seus próprios vídeos com votos de felicidade para os noivos. Há aí uma proposta de interação mediada e participação envolvendo público e realeza nunca dantes vista. Poder mandar um vídeo caseiro, feito por você mesmo, "diretamente" para William e Kate certamente dá uma sensação de que de alguma forma se está interagindo com o casal.

Mas é claaaaro que não podemos esquecer que toda a transmissão do casamento será controladíssima por agentes da família real. No caso da transmissão via site pela BBC, por exemplo, os comentários da emissora não estarão presentes. E só será postado conteúdo super selecionado do casamento nos sites de redes sociais, muito provavelmente sem deixar margem alguma para prováveis comentários maldosos dos usuários.

Ainda assim, com toda a velocidade da Internet, a dificuldade de se controlar as informações na rede e as gafes quase inevitáveis de qualquer transmissão ao vivo, acho que deixarão passar uma coisinha ou outra que a Família Real certamente não irá gostar. E imaginem quantas pessoas que estarão presentes na cerimônia não irão tirar suas próprias fotos do evento e postar seus próprios comentários, vídeos e imagens, com suas visões particulares, nem sempre favoráveis ao casal e à monarquia.

Aliás, recentemente conta-se que um Guarda Real do Palácio de Buckingham de 18 anos foi demitido por ter xingado Kate no Facebook, na página dele mesmo. Ou seja, a realeza está de olho nos sites de redes sociais... Mas é claro que quem não trabalha para eles pode usar da liberdade de expressão para dizer o que bem entender sobre eles. E isso não se pode controlar.


Fontes: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=258635 e http://newspressrelease.wordpress.com/2011/04/26/guarda-real-chama-kate-middleton-de-vaca-no-facebook/.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sobre o vício dos jogos sociais

Os MMOSGs (Massive Multiplayer On-line Social Games) ou jogos sociais são aqueles games que foram criados para serem jogados coletivamente, "dentro" de um determinado site de rede social, com sua própria rede de amigos. Exemplos de jogos sociais são o Farmville (foto abaixo), Vampire Wars, City Ville, Café World, Social City (todos desenvolvidos para o Facebook).



No Orkut o que mais pegou, à semelhança do Face, foi o MiniFazenda. Esses jogos tem feito um sucesso enorme, chegando a impressionantes 94 milhões de usuários ativos por mês (quem chegou a essa marca foi o City Ville do Facebook, ultrapassando o antes favorito Farmville), segundo o site AppData, que mostra métricas de jogos sociais e outros aplicativos.



Esses joguinhos - que são muito criticados por seus gráficos toscos e narrativas pouco interessantes - tem uma capacidade absurda de "viciar" os usuários, que passam horas e horas diárias montando suas fazendas, cidades, clubes noturnos etc. Mas por que?

Uma série de fatores torna esses joguinhos viciantes:
1) A sociabilidade - quanto mais amigos jogarem com você, melhor será o seu desempenho no jogo;
2) Os laços afetivos - nesses jogos você acaba se tornando em muitos casos mais próximo de pessoas com quem pouco interagia, passando a ter laços afetivos mais fortes com elas;
3) A publicidade - são várias as mensagens publicitárias nos sites de redes sociais convidando os usuários a participarem dos joguinhos.
4) O sistema de recompensa - esse fator é a base de praticamente qualquer jogo, e não é diferente com os jogos sociais.
5) A visibilidade - atualizações sobre o desempenho do indivíduo nos jogos podem ficar visíveis para a sua rede de contatos.

Claro que depois de um certo tempo os usuários tendem a "encher" o saco de alguns desses joguinhos, mas aí sempre aparece um novo para manter o vício...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os 100 mais do MySpace (Brasil)

Aproveitando o mote da lista dos mais mais no Youtube esse ano, fica aqui também um link para a lista das páginas mais acessadas no My Space em 2010, destacando a forte presença de artistas novos (que apareceram na grande mídia nos últimos anos) nas primeiras colocações (Maria Gadu, Justin Bibber, Strike) e a liderança absoluta do "happy rock" no "pódio", com ouro para Restart, prata para Cine e bronze para Hori. Os dez mais são: 1° Restart 2° Cine 3° Hori 4° Hevo 84 5° Replace 6° Justin Bieber 7° Strike 8° Maria Gadu 9° Fresno 10° Felguk
Resta saber quais estratégias utilizadas pelas bandas que bombam no myspace e se o sucesso nessa rede está realmente mais relacionado ao "bom" uso da plataforma ou às particularidades do perfil do público que a acessa, bem como qual a relação (e o impacto do MySpace) no sistema midiático contemporâneo. Enfim...Resta saber muita coisa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gestão colaborativa das marcas e web 2.0

Saindo um pouco do universo musical e indo para o mundo do consumo e ciberespaço, queria discutir hoje rapidamente o potencial da web 2.0 para a gestão colaborativa das marcas. Como muitos tem percebido, é cada vez mais notório o esforço de certas empresas para marcar sua presença no ciberespaço, principalmente nos sites de redes sociais. A maioria das grandes empresas já possui perfil no Twitter, Facebook, Orkut etc. Mas o ponto é: como elas tem se apropriado desses sites para se comunicar com seus consumidores e potenciais consumidores?

Vemos muitas empresas que entram nesses sites sem saber muito bem o que fazer. Às vezes parece que elas acham que basta ter um perfil no Twitter, por exemplo, para ganhar mais visibilidade. Como se fosse algo automático. Como se o Twitter da empresa fosse um cartão de visita mais informal dela. Mas, é claro, não é bem assim. Cada site de rede social tem sua própria dinâmica de funcionamento e seus próprios valores, pois cada um é apropriado de maneira distinta pelos sujeitos e também, não podemos esquecer, numa perspectiva mais micro, cada comunidade de usuários vai se apropriar desses ciberespaços de maneira diferente também.


Voltando ao Twitter, temos que perceber que sua dinâmica é bastante (ainda que não só) conversacional. Ou seja, as pessoas em geral usam o microblog para trocar ideais. E de maneira bem direta e simples (até porque ou justamente porque tem-se o limite dos 140 caracteres por mensagem). Ou seja, não adianta a empresa ter perfil no Twitter e ficar falando sozinha, enviando mensagens meramente institucionais, por exemplo. Não. Tem que conversar, tem que ouvir o cliente, tem que responder. Tem que ser realmente uma comunicação bidirecional.

E, mais ainda, tendo em vista que a web 2.0 é marcada por produções coletivas e pela participação ativa dos usuários - que, claro, nunca foram "passivos", mas agora contam com ferramentas que facilitam a expressão de suas opiniões e a criação de conteúdos próprios - chegou-se num momento em que as marcas devem prestar mais atenção que nunca às demandas dos consumidores e devem propor uma gestão colaborativa: empresa + consumidor pensando juntos. Afinal, um tem interesse no outro, então o ideal é que sua relação seja win-win, ou seja, ganham os dois lados.

Dambrós e Reis (2008) ressaltam em seu artigo que as empresas devem:

1. Valorizar esse movimento de troca na Internet e, mais do que isso, participar mesmo dele (comunicação de mão dupla e não de mão única);
2. Estar atenta ao que os clientes dizem, ouvi-los e responder-lhes;
3. Aproveitar e estimular sua participação na gestão da marca;
4. Criar uma relação de confiança e tornar a empresa cada vez mais relevante.

Um exemplo ótimo de empresa que tem buscado fazer tudo isso é a Fiat, que recentemente lançou o "primeiro carro colaborativo" da história: o Fiat Mio. Esse case já está super conhecido, mas pra quem ainda não conhece trata-se do seguinte: a Fiat criou um blog coletivo onde as pessoas podiam enviar suas ideias, opiniões, sugestões etc. para criar um carro junto com a Fiat. O resultado foi o Fiat Mio, lançado (mas infelizmente ainda não comercializável) agora em novembro no 26º Salão do Automóvel em SP. Creio que cada vez mais novas ações desse tipo vão surgir, mas sinceramente o que me preocupa ainda mais é a questão do atendimento ao cliente, que em geral ainda tem muuuuito a melhorar...




segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Prêmio Multishow



“Se fosse planejado não teria dado tão certo. Nenhum dos indicados ao Prêmio Multishow desde ano ganhou mais de um troféu. Como a votação é via internet, grupos que tem reduto dentro do computador saíram vencedores: NX Zero (clipe), Cine (grupo), o ultravaiado Restart (música), Rodrigo Tavares (baixista do Fresno, instrumentista) e Luan Santana (revelação). Só o Hori, banda do ídolo teen Fiuk, saiu de mãos vazias. O rapaz ainda foi zoado por Serguei, que definiu as músicas como “rock com letra de pagode”. – revista Billboard Brasil,p.75, Setembro de 2010


A primeira oração desta resenha me soa um tanto irônica: “Se fosse planejado...”, mas vamos deixar o questionamento sobre a integridade do prêmio para fóruns, twitter e afins, o que ela vem nos mostrar é a importância cada vez maior das redes sociais, e neste caso em especial das redes que possibilitam o compartilhamento de música, seja por download ou streaming. As bandas premiadas, super populares entre os jovens, declaram que as redes sociais são parte indispensável na manutenção de seu sucesso.

São formadas redes entre os fãs que criam fã clubes organizam encontros, vão aos shows juntos, essa possibilidade de manter um contato mais direto entre público e banda faz com as relações fiquem mais próximas, e por isso mais fortes e acaloradas. Mas ao contrário do que possa parecer num primeiro momento, administrar estrategicamente essas redes envolve uma série de questões que vai além da propaganda, do adicionar amigos, postar fotos, parece que tem algo a ver com estar conectado há seu tempo, falar com o público certo com a linguagem certa.

Neste sentido artistas consagrados, que ficaram “de fora” do prêmio injustamente, têm muito a aprender com essas bandas novas do “Happy Rock”, ou seja lá o que for.


 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Facebook: cadê o botão “não curtir”?

Quem usa o site de rede social Facebook sabe que existe aquele botão “curtir” que te permite mostrar que você gostou de determinado post, foto, vídeo, link etc. que foi publicado por alguém da sua rede de contatos. Exemplo: algum dos seus amigos escreve uma frase que você achou interessante ou com a qual você concordou, você vai lá e clica no botão “curtir” e aí vai aparecer sob a frase publicada: “Fulano(a) curtiu isso”, ao lado do desenho daquela mãozinha com o dedão pra cima.
Esse botão é bastante usado, até porque às vezes a pessoa não está com tempo ou paciência suficiente para escrever uma mensagem mostrando seu agrado ou fazendo qualquer comentário e daí basta clicar ali no botãozinho e pronto, conseguimos expressar nossa concordância ou contentamento em questão de segundos.

E o que acontece quando você NÃO gosta de algo que foi publicado? O botão "não curtir"no Facebook não está já lá, como o "curtir". Quem quiser o botão tem que baixá-lo e, ainda assim, não é sempre que funciona. E isso tem incomodado bastante várias pessoas. Tanto que circulou há pouco tempo atrás um add-on no site que prometia ser o tal do botão “não curtir”, mas não funcionava. Muita gente caiu nessa (inclusive eu) na tentativa de poder demonstrar rapidamente seu não c
ontentamento ou discordância com algo.
O que isso nos mostra é que o Facebook realmente não foi feito para as pessoas demonstrarem sentimentos tidos como negativos. Ele me parece seguir um pouco da lógica do Orkut onde todo mundo tem que parecer que está feliz o tempo todo. As fotos publicadas quase sempre mostram as pessoas felizes, super satisfeitas com suas vidas. Parecem vitrines do que há de melhor em nós. É o imperativo da felicidade.

E onde essas pessoas extravazam seus lados "sombrios"? No Twitter, por exemplo. Lá parece que todos nos sentimos mais à vontade para xingar, falar mal do que quer que seja ou quem seja, botar para fora angústias, arrependimentos, tristezas. Até quando as pessoas tem mais ou menos a mesma rede de contatos no Facebook, Orkut e Twitter, percebemos que
é no último que elas ficam mais à vontade para falar (quase) o que quiserem.

Com isso quero dizer duas coisas: uma é que mesmo não acreditando em determinismo tecnológico, sigo aqueles que acreditam que os artefatos tecnológicos são criados com certas intencionalidades. Neste caso específico o fato de o Facebook não ter o botão “não curtir” mostra claramente que o site foi desenvolvido para que as pessoas se sociabilizem amigavelmente, sem muitas discordâncias e discussões quanto a gostos, opiniões, posicionamentos etc.

A segunda coisa é que para entendermos as dinâmicas das redes sociais online temos realmente que ver como as pessoas estão se apropriando dos diferentes sites. Isto é, temos que pensar em quais são as especificidades de cada site de rede social. E também em como as redes de contato se cruzam nesses diferentes
ciberespaços, assuntos que eu estou começando a investigar.

Se você não gostou desse post ou não concorda com o que foi dito, fique à vontade para não curtir, viu? =P

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ping, a rede social musical da Apple

A Apple lançou recentemente mais um serviço que promete alavancar as vendas de música da iTunes Store. Trata-se doPing, uma rede social voltada para a música, onde é possível comprar músicas com um clique, já que a rede está atrelada à iTunes Store. O lançamento ocorreu junto com a nova versão do iTunes, o software reprodutor de música oficial da Apple (que pode ser baixado de graça aqui). Na minha opinião, trata-se de uma junção dos serviços prestados pela Last.fm, pelo MySpace - ambos já começando a apresentar sinais de desgaste - e pelo Twitter, porém dentro da loja virtual, o que dá toda uma outra dimensão às práticas de venda de música online.

A Last.fm está no mercado há alguns anos e, resumindo muito toda a complexidade do site, trata-se de um site de rede social onde nós compartilhamos com nossos contatos, gostos e preferências musicais que estão acoplados ao nosso perfil de usuário. O mecanismo funciona por causa do "scrobbler", um plug-in que instalamos no computador e associamos ao player de música - inclusive o iPod - que capta o que estamos ouvindo e joga no nosso perfil. A partir disso, podemos, por exemplo, medir nosso nível de compatibilidade musical com o de outros amigos. Além disso, o site também conta com perfis das bandas e artistas que são atualizados, muitas vezes, pelos próprios usuários da página, que contribuem com informações de biografia, agenda e comentários críticos de shows, entre outros. Outro atrativo são as formas de recomendação de música que funcionam de forma "automática" - onde o programa indica músicas que você gostaria, baseado no padrão que você constrói à medida que ouve música no computador e estas vão para o perfil - e "manual" - onde usuários indicam músicas para você.

Com um pouco mais de idade que a Last.fm, o MySpace entrou de sola nos outros sites de redes sociais, ficando muito popular e, inclusive atraindo a atenção de músicos, tanto “independentes” quanto “estabelecidos” no cenário musical contemporâneo. Para isso, foi criado um braço musical, o MySpace Music. O perfil de usuário feito no MySpace Music é ligeiramente diferente do perfil de usuário comum. Enquanto uma banda, você pode uploadear faixas de sua autoria/ interpretação para streaming ou para download, compartilhar letras de música e informar ao público sobre suas influências musicais, gêneros aos quais sua música pertence, que tipo de vínculo você tem com a indústria fonográfica (sem contrato, indie, major, qual gravadora etc.). O interessante, no entanto, é a possibilidade de nós, enquanto usuários comuns, podermos ser “amigos” - com todas as ressalvas que o termo pede - tanto de usuários comuns, quanto de bandas, de gravadoras etc.

Referências levantadas, de volta ao que importa. No Ping, você pode “seguir” (follow, em termos twitterianos) seus artistas preferidos e seus amigos. A partir do perfil dos seus artistas preferidos, você recebe as suas atualizações de status (ao molde do Facebook ou do Twitter) e recebe recomendações para compra de música a partir do que o artista está ouvindo e de suas referências e gostos musicais.

E, como dito no parágrafo acima, a sua lista de contatos também é composta de “amigos”, com suas preferências, recomendações, “o que está ouvindo”, últimas compras etc. A ideia é que a compra de música efetuada no iTunes crie padrões de relacionamento / conexões entre usuários e entre artistas, ou seja, uma rede social que se organiza a partir da música adquirida pela iTunes Store.

Tudo certo. Até aí não há muita novidade. Já vimos isso antes em outras empreitadas. A diferença é que toda essa experiência de consumo musical na internet é transferida para dentro de uma loja virtual, no caso, a iTunes Store. Com um clique, podemos comprar a música que um amigo nosso está ouvindo, por exemplo.

Não estou aqui defendendo de que o Ping será a salvação da indústria fonográfica no meio de toda essa confusão com a venda de música, no entanto, precisamos reconhecer que o que parece importante nessa história toda seja não mais oferecer somente música e, sim, experiência. Em tempos de reconfiguração dos modelos de negócio da indústria fonográfica, precisamos pensar também sobre o que mais está mudando. Nessa direção, me parece que a jogada do Ping é justamente explorar essas mudanças no ambiente digital ao dar espaço para que se construa laços através da música, borrar fronteiras entre artistas e fãs e mediar relações interpessoais através da música gravada. Claro que a iniciativa precisa de alguns anos para que a eficiência seja provada. Enquanto isso, observemos que, num cenário adverso onde a venda de música está em franca decadência, a Apple faz mais uma aposta para alavancar a rentabilidade de sua loja virtual incluindo num software a experiência de rede social presente em outros modelos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

TJ, o pós-VJ?

Li essa notícia sobre a invenção da MTV americana do Twitter-Jockey (TJ) e estou trazendo pra cá. Incrível como as tais mídias sociais (o twiiter em especial)seguem bombando e pautando reconfigurações na mídia de massas tradiconal. Segue a notícia:


Depois de 20 anos de VJs, MTV americana agora procura 'TJs'
Canal vai contratar apresentador que saiba trabalhar com redes sociais.
Papel do 'Twitter Jockey' será criar ponte entre emissora e audiência.
(Fonte: G1, com informações da AP)

A MTV americana, que há duas décadas inventou o conceito de VJ (Video Jockey), anunciou nesta segunda-feira (14) que irá contratar o seu primeiro "TJ", o "Twitter Jockey".

O canal está atrás de um novo apresentador, com grande conhecimento sobre mídias sociais, para fazer a ponte entre o público a e a emissora. Segundo Stephen Friedman, diretor geral da MTV, o TJ será uma evolução natural da maneira como a MTV se conecta com a audiência.

“O Twitter e o Facebook nos permite tomar decisões mais espertas”, declarou.

O canal já teria 18 candidatos para a vaga e está atrás de mais duas pessoas. Eles serão submetidas a uma série de desafios online, cujo objetivo é descobrir suas personalidades e como se relacionam com seus seguidores do Twitter.

Os cinco melhores irão competir em um programa ao vivo, em 8 de agosto. O público irá escolher o vencedor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Beautiful People

Essa é para quem estuda redes sociais e exclusão no ambiente "essencialmente democrático" (ainda dizem alguns...) da internet: alguém já ouviu falar de "Beautiful People"? Criado em 2002 na Dinamarca, essa rede social chegou aqui recentemente apostando em um diferencial claro: só entra quem é considerado bonito, pela maioria dos membros efetivos, em uma votação que dura 48 horas. Para quem quiser entender melhor as ferramentas e o funcionamento da exclusão, há uma matéria da Revista Época em que uma repórter se candidatou a entrar. Em uma rede com quase 2 milhões de excluídos e 540 mil membros aprovados, um problema para o pesquisador de uma eventual netnografia nessa rede social é ser excluído logo de cara...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Redes Sociais

Recebi esta dica através da querida colega Raquel Recuero. Trata-se de uma publicação acadêmica sobre ambientes e redes sociais. Já faz uns dias, mas só fui conferir agora e achei a publicação muito boa. Vale a pena conferir a dica, aqui.
Abaixo, a lista dos artigos:

JCMC Special Theme Issue on "Social Network Sites"
Guest Editors: danah boyd and Nicole Ellison

- "Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship" by
danah boyd and Nicole Ellison
- "Signals in Social Supernets" by Judith Donath
- "Social Network Profiles as Taste Performances" by Hugo Liu
- "Whose Space? Differences Among Users and Non-Users of Social
Network Sites" by Eszter Hargittai
- "Cying for Me, Cying for Us: Relational Dialectics in a Korean
Social Network Site" by Kyung-Hee Kim and Haejin Yun
- "Public Discourse, Community Concerns, and Civic Engagement:
Exploring Black Social Networking Traditions on BlackPlanet.com" by Dara Byrne

- "Mobile Social Networks and Social Practice: A Case Study of
Dodgeball" by Lee Humphreys
- "Publicly Private and Privately Public: Social Networking on
YouTube" by Patricia Lange