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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Campanha dos tênis All Star explora a produção de arte urbana

O blog tá bombando! Produção a mil por hora! Mas, depois de tantos posts longos e densos, que tal relaxar um pouquinho? Vamos ver se vocês se interessam por isso...
Esse feriadão prestei mais atenção na campanha da Converse, aquela marca dos tênis All Star. O comercial apresenta projetos artísticos desenvolvidos por jovens em várias capitais do mundo. Fiquei super interessado, afinal, os vídeos são super atraentes, espécie de mini-documentários em tom intimista: quase um diário audiovisual composto por belas imagens em baixa resolução, montagem ágil (estética de videoclipe?) e trilha sonora moderníssima.

Dando razão à Jenkins e suas idéias a respeito das estratégias transmidiáticas, corri para o site brasileiro da marca. Acabei descobrindo uma plataforma interessantíssima sobre arte urbana com destaque para agenda cultural, crítica sobre música, além dos trabalhos em arte gráfica e música experimental. Obviamente, a Converse está interessada em associar sua marca à cultura jovem, coisa que tem conseguido de forma bastante eficiente - basta observar como o seu multifacetado tênis é acessório facilmente encontrado no guarda-roupa da galera mais descolada.

A campanha "You're it" pode ser vista no site da Converse, mas também no YouTube. Aqui selecionei dois VTs que mostram o inglês Félix e o francês Louis falando um pouco sobre suas experimentações musicais, tem até prática de circuit bending. Vale a pena conferir.






quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jesus Luz: polêmicas na arte de ser DJ

Como todos já devem saber, o modelo brasileiro Jesus Luz se tornou DJ de música eletrônica após se tornar famoso por seu relacionamento com Madonna. Acontece que suas performances e produções musicais têm sido fortemente criticadas e polemizadas por vários sujeitos envolvidos com a cena.















As polêmicas estão relacionadas desde a sua competência para mixar e produzir músicas (Jesus teria lançado seu primeiro álbum autoral em agosto), suas performances enquanto toca – consideradas por muitos exageradas e “cafonas” –, à exploração de seu relacionamento com uma celebridade para conseguir visibilidade na mídia até a sua própria condição de “DJ superstar”, ou seja, de “DJ celebridade”, aquele que teria notoriedade simplesmente por ser alguém famoso, e não por sua boa seleção musical ou capacidade de tocar.

Há vídeos postados na Internet que mostram uma das apresentações de Jesus (no início de sua carreira como DJ, em 2009) em uma casa noturna no Brasil, na qual se vê outro homem mixando as músicas, enquanto Jesus estaria apenas fingindo que está tocando, fazendo poses para público e não utilizando o fone de ouvido, que é quase realmente indispensável para as mixagens. Essas imagens deram margem a uma série de textos postados em diversos sites, nos quais se afirma que Jesus seria um impostor, alguém que de fato não saber tocar como DJ.



Parece inclusive que o rapaz já admitiu que contou com o auxílio de DJs auxiliares em suas primeiras apresentações e parece também que ele está fazendo um curso para aprender a tocar / aprimorar sua técnica).

Polêmicas a parte, o que tenho observado com essa história do Jesus Luz é todo o jogo entre insiders e outsiders, “nós” e “eles”, quem está dentro “mesmo” da cena e quem não está. E isso me leva a pensar: quais são as características/critérios que fazem com que alguém seja considerado do meio? É a habilidade técnica? É a seleção musical? É o tempo de existência/permanência na cena? É carisma? É tudo isso junto? E, creio ser mais interessante ainda, pegando toda uma discussão que Simon Frith e Tia De Nora fazem muito bem, existiria alguma materialidade ou concretude nesses julgamentos de valor? Ou seja, de fato podemos simplificar um pouco a coisa e dizer que “tocar bem” não é algo tão simbólico assim?

Claro que não pretendo responder a essas perguntas aqui, mas acho válido o questionamento, que pode levar a discussões bem profundas no campo da música.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Rio Music Conference



Perdoem o post (a princípio) pouco acadêmico, mas esta é para aqueles que curtem música eletrônica e querem pular um carnaval diferente este ano!

Dos dias 10 a 16 de fevereiro ocorrerá, na Marina da Glória (RJ), o Rio Music Conference. Trata-se de um evento voltado totalmente para a música eletrônica, que conta com palestras gratuitas (dias 10 e 11/fev), workshops, painés e, claaaaaro, muita música (dias 12 a 16/fev).

Alguns dos DJs que vão tocar são: Armin Van Buuren (que também participará de debate no dia 10), Erick Morillo, Steve Angello, além dos brasileiros Renato Ratier, Leo Janeiro, Flow & Zeo, só para citar alguns nomes.

As palestras prometem ser bastante interessantes, tanto no quesito "temas" (Mundo Digital, Momento DJ, Direitos Autorais, Música Independente etc.), quanto no quesito "participantes e mediadores" (Joe Roberts da DJ Mag UK, DJ Magal, Gaía Passarelli do rraurl, entre muitos outros). Espero apenas que a organização dê espaço para o pessoal da plateia fazer perguntas...

O site do evento é: http://www.riomusicconference.com.br/

Parece que fazer pesquisa de campo em pleno carnaval não vai ser tão ruim... ;)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não vote em mim! DJ Mag e sua busca por legitimação

Muito tempo depois daquela postagem minha sobre a votação de melhor DJ do mundo realizada pela revista DJ Mag, tema que gerou uma produtiva discussão em nossos encontros e teve pesquisa aprofundada na dissertação do colega labcultiano Marcelo Garson, eis que o "concurso" volta a gerar polêmica. O DJ de Hong Kong Ricky Stone tem circulado na rede uma campanha contra a votação intitulada "Don't vote for me" - Não vote em mim. Ao afirmar "nós não acreditamos nessa lista, ela não significa nada", o DJ alega que o resultado da votação resume-se a uma campanha de marketing. O comentário deixou a editora-chefe da revista DJ Mag Lesley Wright incomodada. Veja o que ela disse ao site Rraul:

"Ele sugerir que a votação é apenas um espelho de quem tem um marketing forte é certamente engraçado. Eu nunca vi ninguém embarcar em campanhas tão fortes quanto Stone".

"É engraçado da parte dele chutar o Top 100 depois de ter se anunciado como 'o DJ número 1 da Asia' logo após sua primeira aparição na lista, continuou. "Não há dúvida de que ele ganhou mais fama e mais gigs por conta disso".

Como é possível notar, não são apenas os DJs que lutam para se legitimar, a própria DJ Mag busca sua legitimação. A Votação já está aberta e esse ano vai até 23 de Setembro. Vale a pena votar? Só fiquei na dúvida sobre a posição do site Rraul. Segue o link para o texto na íntegra. Tire suas próprias conclusões.

terça-feira, 30 de junho de 2009

superstar djs

Superstar Djs: Here we Go! é como se chama o livro de Dom Phillips, ex-editor da Mixmag, que hoje em dia mora no Brasil.

Em entrevista a Camilo Rocha para a Dj Mag, ele fala sobre a crítica de música em geral (usando o bom e velho jargão mainstream para designá-la) e também que existe uma intolerância forte por parte da dance music em relação a críticas negativas na mídia.

De qualquer maneira, o livro soa bem interessante: ele faz um panorama da Inglaterra pós-rave, e dá a sua versão de como o DJ passou a adquirir status de popstar.

Lembrei do trabalho do colega labcultiano Marcelo Garson, que comentou bastante esta questão e está nos preparativos para ser vizinho de Phillips em São Paulo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

abril e maio do electroclash

Abril e maio de 2009 foram meses produtivos para o (falecido?) electroclash. Não somente as duas principais figuras do gênero lançaram albuns novos, como muita gente das imediações musicais deles também têm novidades.

Larry Tee lançou no dia 21 de abril o disco Club Badd, que segue uma fórmula bem própria do produtor. Ele chamou colaboradores, músicos ou não, para incrementar as chances de venda e de alcance de público. Em conversa que tive com ele neste ano, ele ainda foi mais longe: disse que chamou gente sem o menor talento musical para contribuir no álbum (além de músicos ótimos, como Roxy Cottontail), e com o êxito de fazer boa música vencer um desafio profissional. Me pergunto de quem ele estava falando... seria de Perez Hilton, o blogueiro que escreve o neo-tablóide mais famoso da internet? Da club kid Amanda LePore, musa de David LaChapelle que se aventurou em fazer música justo na época do electroclash, em que talento também não era tão importante assim?



O outro grande produtor do electroclash, Dj Hell, também está de álbum novo desde o dia 27 de abril - e também contou com colaboradores. Dentre os amigos do Hell que aparecem no album Teufelswerk, estão Antony Rother, P. Diddy e Brian Ferry (!). Sim, DJ Hell sentiu o gosto de fazer música com o ex-vocalista do Roxy Music. Em entrevista ao DJ britânico Jonty Skrufff, Hell disse que já conhecia pessoalmente Ferry há algum tempo, quando foi requisitado por ele para trabalhar numa faixa que estava interminada chamada 'U Can Dance'. Energia gasta na aprimoração da música, Hell conquistou o gosto do perfeccionista Brian Ferry e orgulhosamente a ostenta dentre as outras faixas de seu álbum novo.



Temos também disco novo da escrachada Peaches, com um título igualmente escrachado: I Feel Cream, lançado no dia 4 de maio. É o ano das inter-colaborações do electroclash, minha gente! Digitalism, Soulwax e Simian Mobile Disco produziram algumas faixas da escatológica punk canadense. Outro canadense do electroclash que teve ajuda do Soulwax é o Tiga, que lançou dia 20 de abril seu segundo album, chamado Ciao! . Miss Kittin não é exceção (em relação a album e parceria) : trabalho novo dela (chamado Two) lançado em abril ao lado de um amigo de tempos atrás, The Hacker.

domingo, 25 de maio de 2008

A Tribo das sete cores


Domingo, 25 de Maio de 2008. Dia de Parada Gay em São Paulo. Infelizmente não vou estar presente esse ano, mas acho que a data merece um post aqui no blog, afinal esse é um evento embalado ao som de pura música eletrônica. E é justamente sobre o som que a comunidade gay houve que eu quero falar; o house tribal.
O rítmo marcado por sons latinos e vocais de cantoras poderosas chamadas divas dão o tom do subgênero eletrônico que é o preferido pela cena e que por isso mesmo gera polêmica. Há quem assuma o tribal como a música da cena gay por excelência e há quem não admita estar vinculado ao som, ou pelo menos somente a ele.

O house tribal virou um rótulo para a noite gay. Em matéria do RRaul sobre a parada gay de Sampa, o blogueiro Marcos Carioca, com quem compartilho várias opiniões fez uma breve crítica ao gênero, associando sua preferência a uma suposta alienação e mau gosto dos gays. Tenho que discordar. Verdade seja dita; em se tratando de cena gay o tribal é hegemônico. Todos os djs da cena reverenciam o ritmo e ele domina a pista. Entre os principais nomes do gênero estão o israelense Offer Nissim e o americano Peter Rauhofer, os djs oficiais para remixar os singles da Madonna, além da "novidade" Freemasons que injetou uma sonoridade nova ao rítmo com a adoção de instrumentos de cordas. Aqui no Brasil já temos nossos grandes djs também; Ana Paula toca nas principais festas GLS espalhadas pelo mundo, Patrícia Tribal como o próprio nome denuncia revela sua preferência e o som dela possui vários adeptos (eu sou um deles) e sem falar nos tradicionalíssimos M-vee e Robix e tantos outros da cena carioca que seria impossível dizer aqui nesse breve post de reconhecimento.

Sim, pois o que estou tentando fazer nesse post é reconhecer o house tribal como o som da comunidade gay e dizer que não há mal nenhum nisso. O fato de o Brasil ser o único país onde os gays se identificam tanto com um subgênero eletrônico é bastante significativo e revela como o house tribal funciona como porta-voz da comunidade legitimando sua presença dentro de uma cena mais ampla que é a da ME. Que temos vontade de ouvir outros sons, beleza, temos sim. Mas acho que o house tribal tem garantido uma identificação na cena gay eletrônica e isso tem que ser reconhecido.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dj Magal


E prá quem ainda acredita na máxima do Pierre Lévy que diz que a arte na era digital é democrática permitindo a qualquer um ser produtor de seus próprios conteúdos, extrapolando assim a comunicação unidirecional dos meios massivos, eis que nos deparamos com um texto assim:


Na onda dos DJs-bizarros, Sidney Magal assume o som

PARECE que esse negócio de DJ está meio fora de controle. Nesta terça, quem assume o som da festa semanal Musique, que rola no Boox (rua Barão da Torre 368 - Ipanema. Tel: 2522-3730) é o cigano de plantão Sidney Magal. Sabe Deus o que ele vai tocar e o que o povo vai dançar, porque o material de divulgação informa que uma escola de yoga e os atores de uma peça de teatro estarão comemorando inaugurações, estréias e afins na pista. Reza e vai. De preferência com uma máquina fotográfica.

O texto tá no Globo Online por Ronald Villardo e revela que para além da utopia de Lévy, a arte/ cultura ainda está apoiada sobre as distinções. Ainda existem vozes clamando pelo direito de legitimação. Quem pode ser dj? Quem não pode? A palavra "controle" me saltou os olhos... E o pior é que a festa já rolou! Agora é torcer por uma reedição... rs

domingo, 18 de maio de 2008

É Proibido Fumar

Antes de deixar o cargo, o prefeito carioca César Maia lança a partir do dia 31 de Maio uma nova e polêmica lei. Estou falando da proibição de fumar em lugares fechados. Bem, pode parecer estranho o tema do meu post, mas se pararmos pra pensar um pouquinho mais, perceberemos que isso pode (se a lei pegar) alterar muito a cena de música eletrônica (entre outras) carioca.
Uma vez que as boates são espaços quase claustrofóbicos e que seu público em grande parte é adepta da nicotina, a fumaça já faz parte da rotina de quem vive a noite. A atitude promete acabar de vez com o cheiro desagradável no cabelo, ardência nos olhos, queimaduras na pele ou buracos nas roupas depois do contato com as brasas do cigarro (acabaram com uma camiseta minha na última Sexta) e claro, todo o mal a saúde causado pela inalação da fumaça que é a principal justificativa da radical lei. E lógico, já tem gente protestando, já tem gente agradecendo a iniciativa. Eu (que não fumo) sinceramente fiquei com uma boa expectativa.
O interessante é que a proibição prevê uma reestruturação dos clubes que passarão a ter (caso queiram manter a freqüência dos fumantes) fumódromos devidamente vedados, ou espaços abertos como terraços e varandas que também deverão ser vedados evitando a passagem de fumaça para as outras áreas. Em matéria do RRaul.com, um dj fumante ficou preocupado em como deixar de fumar pode alterar sua performance enquanto toca. Eu já penso que futuramente podemos ter talvez duas pistas... uma só prá fumantes. Mas o mais importante é que a boate, que muitas vezes deixa de ser um programa possível para quem não suporta o ambiente enfumaçado, passa a ser acessível e permite vislumbrar noites de sexta ao som da ME.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A banda The Whip quer dançar

O título não é uma metáfora, a tradução veio literalmente da página do MySpace da banda The Whip, "I Just Want To Dance".

Está começando a ficar difícil ouvir uma banda e saber se ela é new rave ou não. Quer dizer, você assiste aos vídeos, olha o site, analisa as músicas, o material gráfico e vê claras referências ao ideal de new rave que a NME defende. Mas quem disse que o The Whip faz qualquer referência explícita ao gênero (??).



Partindo de cara para a música, a primeira do disco X Marks Destination, Trash (a do vídeo aí em cima), isso é o que tenho pra falar: pegada roqueira, samples, vocais repetitivos, mas bastante gritados - uma atitude meio punk farofa anos 00 - e feita para dançar. Já segunda música, Frustration, já acalma um pouco com os sintetizadores bem new wave e o X Marks Destination segue até o fim alternando momentos roqueiros com ou outros mais dançantes e alaçando a banda à categoria de uma das maiores promessas para 2008. Não duvido que a banda de Manchester/UK não seja uma boa aposta para festivais brasileiros com o Tim Festival, Skol Beats, Nokia, Motorola etc... É esperar o segundo semestre pra ver. Aqui embaixo, o vídeo de Sister Siam.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Música em Evolução


Falta pouco pra ter início o maior festival independente de música eletrônica do país. Estou falando do Chemical Music Festival que na sua quarta edição arma mais uma vez as lonas no Rio Centro no dia 1º de Março. O evento realizado numa parceria entre as produtoras Directa e No Limits trás esse ano mais de 30 atrações nacionais e internacionais distribuídas em quatro espaços: o Palco Mercúrio _ focado no trance e no progressive; o Club Platina _ trás o electro, techno e minimal-tech; a Arena Ouro _ voltada à house music e o Lounge Oxigênio _ dedicado a sons vanguardistas e tendências, passando pelo minimal e o space-disco. Curioso como o evento assume o discurso da celebração de todas as tribos e faz a classificação dessas tribos a partir dos gêneros musicais da cena eletrônica. Assim, o line-up de cada espaço revelaria a identidade de seu público. Segue o link para o site bacana do chemical que trás todas as informações de como achar sua turma.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Pop com new rave, new rave com pop, é tudo uma zona...

Sabe aquela música pop que gruda na cabeça, é martelada no rádio, nas festas e mesmo assim você não consegue parar de ouvir? Preciso confessar que Umbrella da Rihanna é meu guilty pleasure.

Surpresa minha foi ouvir ontem no Brit Awards uma versão new rave pra música, onde a cantora foi acompanhada da banda Klaxons, precursores da onda rock-e-eletrônica-se-encontram-mais-uma-vez, por mais que eles venham tentando negar o posto de uns tempos pra cá.

É pop com muitos barulhinhos estranhos, oooohs, aaaahs e lasers. Embaixo, a salada musical (e mais uma vez grudenta) da música que, arrisco dizer, mais ouvimos em 2007, obrigados ou não.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Campus Party 2008

Terminou no último domingo, dia 17 de fevereiro, uma das maiores feiras de entretenimento digital do mundo, a Campus Party – 2008. Realizada no pavilhão Cecílio Matarazzo, no parque do Ibirapuera em São Paulo, o evento contou com 3.000 participantes, lotação máxima permitida no local. Durante seis dias, os inscritos puderam experimentar a principais novidades do mundo das novas tecnologias digitais, divididos em dez eixos temáticos de atividades - Astronomia, Criação, Desenvolvimento, Simulação, Robótica, Games, Modding, Software Livre, CampusBlog e Música. Munidos de seus computadores, os brasileiros que compareceram à Campus Party 2008 puderam participar de conferências, workshops, além jogar games como Crysis, call for Duty 4, Need for Speed conectados pela internet à jogadores de todas as partes do mundo.
Um fato curioso é que os inscritos podiam acampar nas dependências do pavilhão durante os seis dias do evento, além de poder curtir festas que tocam desde Axé Music às trilhas mais famosas do universo dos games.
Os 3.000 brasileiros que compareceram à edição 2008 da Campus Party tiveram a chance de participar de um evento singular, considerado uma da maiores experiências de entretenimento digital em rede do mundo. Uma pena que a data escolhida para o start – 11 de fevereiro, logo depois do carnaval – pegou de surpresa alguns gamers foliões e desprevenidos, como eu. Outro lamento é que o período de credenciamento, em janeiro, tenha passado despercebido diante dos meus olhos, afinal eu estava completamente envolvido com outro trabalho. Além disso, as 3.000 vagas oferecidas para participantes esgotaram-se rapidamente, um número muito pequeno em se tratando de um país com as dimensões do Brasil. Mas quem sabe não seremos contemplados com outra oportunidade destas, em breve? Para quem quiser saber mais detalhes o que de melhor aconteceu na Campus Party 2008 , basta clicar aqui.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Funk Carioca - Uhu!


A ressaca só permitiu que eu postasse hoje. Mas, não queria deixar passar: é com alegria que li a manchete do Globo de ontem: "bailão da paz abre 2008" - com a sublegenda "no ritmo do funk e sem incidentes graves, dois milhões festejam o ano novo em Copacabana."

"Foi um grande orgulho pra mim e um grande desafio.... foi um fato inédito. E logo com o funk. Ninguém tocou para tanta gente. Foi a redenção do funk" - declarou Marlboro hoje, no mesmo jornal (pg 11). e também no O Dia online
Na entrevista, ele comenta ainda que: " Agora, depois de tantos anos de luta contra o preconceito, posso dizer que o funk faz parte da Música Popular Brasileira".

Esta afirmação é polêmica e interessante; e eu mesma discuti o assunto no artigo que apresentei no último Congresso da Compós, e que tem, não por coincidência, justamente este título ("Funk: música popular eletrônica brasileira!?).

Naquele trabalho, defendo o argumento de que, a partir dos hibridismos e apropriações, nas quais Marlboro é um personagem fundamental, o funk carioca pode ( e deve!) ser reconhecido com um dos sub-gêneros da música eletrônica atual - e o único "genuinamente brasileiro" (ainda que este genuinamente já necessite de uma outra discussão).

Mas, polêmicas á parte, um ano que se inicia com o DJ Marlboro comandando a massa no Reveillon de Copacabana, no horário nobre da festa, já dá indícios de que será um ótimo ano novo.

E, como este é meu primeiro post de 2008, desejo para todos os alunos e leitores do LabCult um Feliz Ano Novo!
Que este ano que se inicia acolha e realize nossos melhores desejos, projetos e invenções.
Ao som de "Eu só quero é ser feliz, viver tranquilamente na favela onde eu nasci."

(ou, na variante do poeta Ferreira Gullar: "É melhor ser feliz do que ter razão"!)

PS - Minha foto foi tirada da janela da festa onde eu estava, no Flamengo.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Reveillon Eletrônico


E o Rio está na contagem regressiva para entrar 2008 com o pé direito e nas pistas... porque aqui prá nós, a música eletrônica domina nas festas espalhadas pela cidade. Foi se o tempo em que ME estava restrita ao movimento clubber. Hoje o gênero se diversificou e popularizou. House, trance, tribal, eletro... Tem música eletrônica para todas as tribos. Se na festa o Dj não for a atração principal, pelo menos entre os intervalos dos shows ou no fim da noite tem uma pick-up botando a galera pra dançar. Sendo assim, resolvi dar umas dicas com algumas baladas que rolam no fim de ano.
Só prá começar, no dia da virada tem evento aberto na praia de Ipanema, trata-se da já tradicional Stereo Beach promovida pelo guaraná Antarctica. A jogação começa as 18h e de uma em uma hora os djs se revezam num panorama bem bacana de todas as vertentes musicais que rolam na cena eletrônica carioca com direito a Léo Janeiro, Patrícia Tribal, Jonas Rocha e mais. E lá na Barra também tem batida. Até as 24h o som fica por conta do samba carioca, mas depois da virada a dupla de dance music Above & Beyond e a atração do trance, Astrix, assumem as pick-ups no Posto 2 da praia do Pepê.
E tem festa em todo canto da cidade; o MAM abre as portas para o som de Marcelinho da Lua e o funk de Malboro. No Jockey Club a virada também é eletrônica, assim como no Pão de Açúcar, na Lagoa, no Forte Barão do Rio Branco em Niterói, todos com vários djs nacionais e internacionais.
Mas se a intenção é estender a festança de final de ano para além do dia 31, rola alguns circuitos já na próxima semana. Dia 28 uma das label-parties mais famosas desembarca no Rio; a Alegria acontece no Armazém 5 com o long-set do dj Abel. Dia 29 a Escola de Remo do Flamengo cede espaço pra a R:evolution Open Air (Vai ter até escola de samba, mas a atração fica por conta dos djs Fist e Twisted Dee ), Dia 30 a tradicional X-Demente toma conta do caldeirão da Fundição Progresso. No line-up temos o dj nova-iorquino Mike Cruz e o Frank Pelegrinno, além da prata da casa. Na The Week, uma das mais recentes (e luxuosas) boates da cidade tem festa durante todo o período de feriado inclusive no reveillon. É isso... e muito mais, pois não dá pra falar de tudo que acontece. Mas os links estão aí e quem se interessar pode buscar mais informações. Será que vou encontrar alguém do LabCULT numa dessas pistas? Feliz Ano Novo e vamos às pesquisas de campo... rs

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

iPodj - o novo som das pistas


Indo contra a idéia (careta a meu ver) de que dj é aquele que faz suas mixagens em vinil, muitos músicos têm adotado as facilidades da era digital para fazer a pista bombar. E olha que nem estou falando do criticado hábito de "discotecar" com CDs e notebooks. A tendência agora parece apontar para a utilização de aparelhos de mp3, iPods e até mesmo celulares na produção de sets. Se a prática vai “pegar” entre os profissionais da música não se sabe, mas a novidade levanta a velha questão de legitimação que tanto nos interessa e nos faz lembrar de que música (não só a eletrônica) e tecnologia são indissociáveis. A equipe do “Olhar Digital” realizou uma matéria em vídeo sobre o assunto e vale a pena conferir.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pick-ups no Cine Palácio



E o Rio abriga mais um festival de cinema. Estou falando do Mix Brasil – Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual que acontece até o próximo dia 06 de Dezembro. O evento conta com dois locais de exibição; a Caixa Cultural e o Cine Palácio na Cinelândia com mostras competitivas que reúnem filmes de diversas partes do globo, mas que destaca esse ano a produção asiática. “Briga de espada como você nunca viu” é a chamada do festival que faz referência ao estilo mangá. Então vamos ao que interessa... música! Sim, porque não existe evento gay sem ela.
Estive ontem no Cine Palácio e pude assistir a uma combinação interessante de música eletrônica e cinema. Após exibição do filme “A de Amor”, comédia romântica bem “típica” e divertida, a produção do festival preparou um esquenta ali mesmo no hall de entrada com uma das melhores djs da cena carioca; Patrícia Tribal. O local ajudou; banheiros na cor roxa, espelhos por toda parte, fumaça e luz estroboscópica deixaram o Cine Palácio com cara de boate. E quem quiser ver como funciona a combinação pode comparecer nas próximas sessões que também contarão com “pocket-parties”.
Ah tá... excepcionalmente hoje não haverá a participação de djs, pois a noite é do “Show do Gongo”, mostra competitiva das mais aguardadas que reúne vídeos amadores e hilários de até 5 minutos de duração. Mas amanhã a música volta a dominar a sessão de cinema e a festa de encerramento do festival rola no Barman Club com a Alelux de Johnny Luxo e Alexandre Herchcovitch. Segue o link para a programação completa.

domingo, 25 de novembro de 2007

Olha o perigo!

Folheando a Revista, do Globo de hoje, encontro a seguinte: Marcos Prado vai fazer um filme sobre os "paraisos artificiais" das raves e o tráfico de drogas sintéticas.
Tudo bem que as credenciais do cara sejam boas - diretor do Estamira; produtor de "Tropa...", "os carvoeiros" e "ônibus 174".
Mas, sei não...achei estranhos os seus comentários, ao justificar o interesse pelo tema com o qual vai estrear na ficção:
" Dois motivos, preocupação com meu filho de 15 anos, que vai passar por estas drogas, e entender se por trás das raves e da música eltrônica havia uma ideologia. Eu tinha uma visão preconceituosa, mas um lacaniano, Jorge Forbes, mostrou-me que existe uma essência nesse movimento, que faz o ser humano chegar mais próximo de si".
Depois ainda fala de "juventude que se reinventa contra o consumismo, a hipocrisia...existe uma revolução silenciosa acontecendo"

Posso estar sendo injusta, pois a matéria é de uma página - e ele fala pouco deste assunto. Mas, dá a impressão que a visão é um pouco idealizada, romântica demais... e autores como a Sarah Thornton (no Club Cultures) - ou mesmo o Simon Reynolds (Ecstasy Generation), já criticaram esta visão utópica das raves , muito ligada ao "mito de origem" londrino lá dos idos dos anos 80, cuja bandeira era o PLUR (peace, love, unity, respect).
Ainda bem que o filme está programado para ser filmado em 2009 - dá tempo de aprofundar a reflexão até lá, né!?

sábado, 17 de novembro de 2007

LCD!!

Não fui ver o LCD Soundsystem, que estava ontem no Rio. Tava morrendo de vontade, mas
achei carissimo, uma sacanagem pagar 200,00 por um show no Circo Voador.
Resisti, mas me deu uma dorzinha no coração - especialmente depois que li o post do Tom Leão comentando que o show foi ótimo, no blog dele.

Pra (meu) consolo, posto uma música dos caras - Get Innocuous - para embalar o sabadão.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Os instrumentos de Björk

Antes de continuarmos a escrever sobre os shows do Tim, eu PRECISO fazer uma pausa pra comentar sobre a reacTable, um dos "instrumentos" usados pela cantora em sua apresentação. Instrumentos entre aspas porque pouco se assemelha aos instrumentos que estamos acostumados a ver, mas nem por isso deixa de produzir sons - maravilhosos, por sinal. Se não me engano, quem estava controlando a reacTable no show era o Mark Bell e a estréia dela nos shows de Björk aconteceu em 27 de Abril desse ano, no festival de Coachella. Aqui embaixo, o vídeo de Declare Independence, tocada no Coachella, música usada para terminar os shows da turnê atual.



A reacTable é invenção de estudantes espanhóis, que pertecencem ao Music Technology Group da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.

Eu juro que eu queria explicar como funciona, mas está difícil até de traduzir o texto da wikipedia. O melhor é ver o vídeo aqui embaixo que, mesmo em inglês, dá uma idéia bem boa sobre a potencialidade do aparelho.