terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Games, Esportes e TV
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Gravando!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Revista Cambiassu
A revista saiu em dois volumes e conta com artigos das mais diversas temáticas no campo da comunicação e também resenhas, relatos de pesquisa e ensaios, como o do nosso colega de UFF, Pedro Lapera, sobre rap e funk no documentário brasileiro.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Cartinha ao Pai Natal encontrada numa Caixa de Correio Azul em Alfama, Lisboa.
Querido Pai Natal,
Em 2009 comportei-me como um bom menino. Cumpri todas as minhas obrigações, fui generoso com os mais velhos – e até consegui emplacar algumas publicações Qualis B! Haja vista que apenas um mísero presentinho não faria jus a todo o meu esforço – e aproveitando que o frete da Lapônia para Lisboa decerto doerá menos no seu bolso do que se o Senhor tivesse que enviar os presentes para o Brasil – tomei a liberdade de elaborar uma breve listinha de prendas que gostava imenso de ganhar nesse Natal.
“
Virou!”, Diabo na Cruz: Os Diabo na Cruz são um super-grupo composto por Jorge Cruz, B Fachada, Bernardo Barata, João Gil e João Pinheiro, e “Virou!” é mais um artigo indispensável a brotar da usina criativa da editora Flor Caveira. Em pouco mais de 35 minutos, desdobra-se um coquetel sonoro que vai da música (dita) tradicional portuguesa mais castiça ao prog-punk-funk mais desavergonhado, tudo permeado com muito bom humor e uma alegria contagiante. É um álbum onde o Licor Beirão encontra a Gordon Stout, por assim dizer. Eu poderia passar horas abusando a vossa paciência em meio a tergiversações sobre o caráter híbrido de “Virou!”, o problema é que as minhas pernas, ainda sob o efeito de canções como “Os loucos estão certos”, “Corridinho de verão” e “Tão lindo”, não me permitem. Há ainda uma pequena jóia de dois minutos e pico chamada “Dona Ligeirinha”, séria candidata a canção pop do ano. Para ouvir dando graças aos céus.
“Nem lhe tocava”, Samuel Úria: Que Samuel Úria é um letrista extraordinário seus registros fonográficos anteriores (“O caminho ferroviár
io estreito”, “Em bruto” e “Samuel Úria e as Velhas Glórias”) já davam mostras mais do que suficientes. O que “Nem lhe tocava”, debut de Úria em CD de circulação nacional oferece de surpreendente, portanto (e nesse quesito, “Nem lhe tocava” está para a obra anterior de Úria como “New skin for the old ceremony” estava para a trilogia “Songs...” de Leonard Cohen), é o casamento sempre harmonioso de letras inteligentes e engenhosas com arranjos que vão do retro mais old fashioned (há um órgão Korg matador abrilhantando diversas faixas) ao universo de bandas como Racounters e trovadores como Johnny Cash, processados à portuguesa (ouça-se “Não arrastem o meu caixão” e sua sugestiva citação a Amália-via-Variações). “O diabo” conquista à primeira audição, enquanto a já clássica “Teimoso” aqui aparece numa versão banhada em falsetes e repleta de suingue, bastante diferente daquela que conhecíamos do EP “Em bruto”. Uma ode à autoconsciência pop que precisa ser ouvida. Por todos. Do lado de cá e de lá do Atlântico.
“Zoetrope”, Micro Audio Waves & Rui Horta: “Zoetrope” é um misto de espetáculo multimídia e assalto aos s
entidos concebido pelo trio eletropop Micro Audio Waves e o coreógrafo Rui Horta, a partir dos célebres estudos de movimento empreendidos por Edward Muybridge em meados do século XIX que, algum tempo mais tarde, desembocaram no cinema. Após uma apresentação arrebatadora no Grande Auditório da Culturgest em novembro, a edição ora nas lojas – CD+DVD+embalagem “zoetrópica” simulando o efeito de um cavalo e de uma pessoa correndo, leitmotiv do espetáculo como um todo, aliás, além de indiscutível mais-valia contra o simples download das faixas (ou pelo menos para mim, que adoro essas bossas) impõe-se como artigo indispensável na prateleira de todos aqueles que, como eu, sentem um arrepio na espinha diante de faixas como “Spider & I”, de Brian Eno. E se você consegue conceber a idéia de sair pela rua afora dançando catarticamente ao som de uma canção supostamente triste (pense, sei lá, em “Why does my heart feel so bad” do Moby a título de exemplo inocente), então “Long tongue” (última faixa do CD+DVD, na voz cristalina de Claudia Efe) tem imenso potencial para ser a sua melodia de boas vindas a 2010.
“Um mundo catita”, de Filipe Melo & João Leitão, com Manuel João Vieira e elenco: como quase tudo na minha vida, esbarrei com essa preciosidade zapeando acid
entalmente pela RTP2 durante uma noite de domingo algo tediosa. Duas horas e poucos minutos depois, tinha a certeza de ter testemunhado qualquer coisa de indescritível e epifânico, que para a minha felicidade acabou de ser lançada em DVD (duplo, coalhado de extras, incluindo uma hilariante aparição de Vieira no Programa do Aleixo). Aos não-iniciados, cabe uma breve apresentação: Manuel João Vieira é uma figura singularíssima no cenário artístico-midiático português, atuando como artista plástico, político, ator, dono de Cabaret (o Maxime, na Baixa Lisboeta), crooner de espetáculos de strip tease e vocalista de bandas que vão do chunga ao sublime num piscar de olhos. Homem de mil personalidades, Manuel João Vieira interpreta Manuel João Vieira neste alucinado conto de Natal (a sério!) em seis episódios sobre as desventuras existenciais e amorosas de um pobre diabo vivendo seu inferno astral. Em seus momentos mais felizes, lembra o melhor do cinema de avacalhação brasileiro dos anos 70: há sacanagem e palavrões a rodo, e ao mesmo tempo um profundo afeto pelos personagens. Em questão de segundos, as referências (muitas) vão de vaginas e “Comando Delta” a “O Sétimo Selo” e Salazar. Acenda uma vela a Bukowski e outra a Cláudio Cunha, e aperte o play.
***
Um Feliz Natal e uma excelente virada para 2010 a todos aqueles que fazem e lêem (e, por isso mesmo, indiscutivelmente também fazem) o LabCULT. Abraços, saudades (não dizem ser a saudade um sentimento tipicamente português?)... e até já!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Trilha para 2010

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Você já pediu devolução de algum disco?
Estou lendo uma monografia de graduação muito legal sobre o Clube da Esquina e sua música "híbrida". O autor, Alan Pessanha (Procult/UFF), que defende sua monografia quinta-feira, faz uma ampla (e ótima) análise sobre o surgimento e consolidação da MPB, com referências políticas e históricas. Uma das informações que não sabia é que em 1972 o Brasil viu ser lançado o disco que teria o maior número de devoluções da história da música brasileira: Araçá Azul, de Caetano Veloso.
O disco teve tanta devolução que rapidamente foi retirado de catálogo e só foi relançado em 1987. O motivo disso reside, segundo Alan, no excesso de experimentalismo que o álbum tinha. Ruídos, arranjos muito esquisitos e letras mais estranhas ainda não agradaram nem os fãs mais apaixonados.
Bem, aí na hora que eu li essas informações, um pensamento apenas me veio: gente, faz MUITO tempo que não se fala em devolução de discos. Por acaso você, leitor, pediu alguma devolução de um disco que não tenha gostado nos últimos 10 anos? Eu não... Nem penso nisso!
E essa mudança se deve, provavelmente, às novas maneiras de consumo musical a que assistimos já faz alguns anos. Enfim, essa mudança na forma como encaramos o disco é apenas um rearranjo cultural sutil que quase não notamos. Mas que está ali, presente, nos dizendo o tempo todo que os tempos são outros. Se Araçá Azul fosse lançado hoje, qual seria o seu destino?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ôôô-ô, ôôô-ô, ôôô Rock in Rio-oo... Lisboa!
A operadora de telefonia móvel portuguesa TMN está caminhando a passos largos para arrebatar o título de “dona das propagandas mais constrangedoras envolvendo personagens da cultura midiática brasileira”. Acabou de ser lançada por estas paragens uma nova campanha na qual um boneco de ventríloquo participa de uma audição estilo “Ídolos”, de cujo júri faz parte ninguém mais ninguém menos do que a Daniela Mercury. Após cometer uma versão daquela música que diz “o amor de Julieta e Romeu, igualzinho o meu e o seu” com uma voz de taquara rachada que mais parece a do Bruno Aleixo depois da Gripe A, o boneco começa a tentar provar que sabe “falar brasileiro”, enumerando uma série de palavras e expressões “nativas” tais como boitatá, chuchu beleza e... Niterói! A atual peça só não consegue ser pior – embora seja indubitavelmente mais irritante – do que a campanha de verão da mesma empresa, ambientada numa praia e protagonizada por Reynaldo Gianecchini e Luana Piovani (havia uma versão “para meninos” e outra “para meninas” da propaganda – o ápice dramático da primeira peça consistia no ator brasileiro esfregando o celular pelo corpo suado, sob o olhar embevecido da rapariga que havia encontrado o aparelho perdido na areia da praia, e ao som de uma cançoneta italiana daquelas que costumavam vencer o Festival de San Remo em Mil-Novecentos-e-Muito).
***
Após conferir “Morrer como um homem”, o mais recente longa-metragem do sempre necessário João Pedro Rodrigues, ambientado no universo travesti lisboeta e protagonizado pelo surpreendente Fernando Santos, fico me perguntando se haveria cineasta mais adequado para levar às telas a vida de António Variações, cuja cinebiografia vem sendo alvo de uma interminável disputa judicial em torno do roteiro do filme que promete atrasar – e muito – a realização da mesma. Ok que o estilo visceral e sem concessões de Rodrigues provavelmente afugentaria o “público médio”, mas o que uma cinebio de Variações menos precisa é do tratamento asséptico de um Carlos Coelho da Silva. Aliás, melhor dizendo, talvez Variações sequer precise de um longa-metragem sobre sua trajetória de vida: “Morrer como homem”, ainda que de forma indireta, cumpre perfeitamente esse papel. Se é possível falar de um espírito-Variações, ele está todo ali, em cada fotograma do filme, sobretudo na bela seqüência da floresta e na cena em que Tónia, a protagonista, durante uma viagem de carro, cantarola os versos de “Sempre ausente”.
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Já começam a aparecer, espalhados pelas paredes do metro de Lisboa e nas laterais das paragens de autocarros, alguns cartazes anunciando o próximo Rock in Rio Lisboa, a acontecer no já tradicional Parque da Bela Vista, em maio de 2010. Curioso pensar que o festival já vai para a sua quarta ocorrência Além-Mar, enquanto que a “matriz” brasileira estacionou pela terceira edição. “Voltei!”, anuncia o cartaz, no qual uma garota empunhando uma guitarra abre os braços sobre a cidade de Lisboa, tendo o Castelo de São Jorge à direita e a Ponte 25 de Abril ao fundo (pena que não há vestígio do Parque da Bela Vista, local onde de fato ocorrem os shows... Por que será?).
sábado, 5 de dezembro de 2009
grooveshark
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Games e aprendizado tangencial
Na próxima segunda-feira, 07/12, às 19h, o núcleo de Game Studies do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio e o Fórum Permanente de Cultura Digital da UFRJ promovem um debate internacional sobre o papel dos jogos eletrônicos na cultura e na educação. Será discutido o conceito de "aprendizado tangencial", segundo o qual os games podem estimular o aprendizado a partir do engajamento despertado pela experiência de jogo, desconstruindo a ideia de que eles precisam necessariamente ser educativos para trazerem benefícios aos jogadores. (O vídeo abaixo fala sobre o conceito.)
Os palestrantes são James Portnow, game designer norte-americano, ex-Activision (game Call of Duty) e mestre pela Universidade Carnegie Mellon; Volker Grassmuck, pesquisador de mídias digitais da Universidade Humboldt de Berlim e organizador do evento Wizard of OS; Guilherme Xavier, game designer e diretor de arte e design da Donsoft (game Capoeira Legends); e Arthur Protasio, coordenador do projeto Game Studies do CTS/FGV.
Mais informações sobre o conceito de aprendizado tangencial, sobre os participantes e o evento: http://direitorio.fgv.br/cts/games
Evento no facebook: http://migre.me/ddhT
Debate Games, Mídia e Aprendizado Tangencial:
entendendo o papel dos jogos na cultura e na educação
07 de dezembro (segunda-feira) às 19h
FGV RJ - Praia de Botafogo, 190 – 8º andar
Entrada franca
Não haverá tradução simultânea das falas em inglês
Atendendo às diretrizes da FGV, não será permitida a entrada de pessoas trajando bermudas e/ou chinelos
domingo, 29 de novembro de 2009
HBO Imagine

A partir de dois cubos, que permitem ao espectador conhecer quatro perspectivas diferentes de um mesmo acontecimento, tem início uma história composta de recortes de jornal, pequenas cenas filmadas, gravações telefônicas, fichas de suspeitos, entre outros formatos.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Foi bonita a festa, pá!
Ou “da péssima tendência de conhecermos as pessoas apenas no instante em que elas se vão deste mundo”
Até a semana passada, não fazia a menor idéia de quem seria João Aguardela. Aí, a propósito do espetáculo Megafone 5, que transcorreria no Centro Cultural de Belém dia 4 de novembro, fiquei sabendo que Aguardela, falecido em finais de janeiro último, era a figura por trás de alguns dos projetos mais interessantes no âmbito da recuperação da música portuguesa dita “tradicional” e sua posterior hibridização com elementos modernos, seja no âmbito do pop-rock (fase Sitiados), do fado (fase A Naifa) ou mesmo da eletrônica (a série Megafone, composta por quatro álbuns pouco notados à época de seu lançamento e oportunamente redescobertos nos tempos que correm).
Em vez de um show tributo ou de uma festa-homenagem tradicional, o evento reuniu artistas portugueses contemporâneos que, em alguma medida, possuem propostas em sintonia com o espírito do Megafone. O grupo de artistas de rua Artelier abriu os trabalhos instaurando uma atmosfera felliniana no Grande Auditório do CCB, sendo seguido no alinhamento pelos Gaiteiros de Lisboa, cujo ponto forte me pareceram ser as percussões e as ricas harmonias vocais. A primeira parte do espetáculo foi encerrada à altura pelo combo Oquestrada, cujo primeiro registro em disco, espertamente intitulado “Tasca beat – o sonho português”, vem fazendo uma bela carreira pelos tops nacionais. Se em disco o Oquestrada sempre me deixou com aquela sensação de estar ouvindo uma versão menos castiça dos Deolinda, ao vivo a trupe comandada pelo sorriso iluminado de Miranda garante o clima contagiante. Após um breve intervalo, vieram as guitarras diabólicas dos Dead Combo, preparando o terreno para a apresentação carregada de beleza d’A Naifa, grupo no qual Aguardela militava pouco antes de falecer.
A boa notícia é que o projeto Megafone não se encerrou com o concerto do CCB. A idéia é que ele se transforme num prêmio anual, que celebre a produção de artistas multiplicadores do legado de João Aguardela. Há um site estalando de novo no qual é possível, além de conhecer a biografia do músico, fazer o download dos quatro primeiros discos do Megafone. Esta última parte, aliás, impõe-se como altamente recomendável: após adquirir (na Feira da Ladra!) um vinil de recolhas etnomusicológicas empreendidas por Michel Giacometti, Aguardela começou a viajar na possibilidade de fundir aqueles cantos e danças do Alentejo com elementos de jungle e drum & bass. O resultado é daquelas obras-primas que, de cara, a gente escuta e pensa, “péra lá, como é que ninguém nunca teve essa ideia ANTES?”, diante de um patrimônio musical tão rico e que sempre esteve ali, disponível. Porque, como dizia Gustav (o Mahler), a tradição não deve ser a adoração das cinzas, mas sim a transmissão do fogo. Transmitamos João Aguardela, pois.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
II Fórum Nacional de Mídia Livre
A Universidade Federal do Espírito Santo, através do Centro de Artes e em parceria com instituições públicas de ensino de Comunicação e Jornalismo de todo o Brasil irá organizar, nos dias 4 a 6 de dezembro, no Campus de Goiabeiras da UFES, o II Fórum Nacional de Mídia Livre, mobilizando Jornalistas, acadêmicos e ativistas pela democratização da comunicação no país.
O Fórum de Mídia Livre nasceu, em abril de 2008, do manifesto em defesa da diversidade informativa e da garantia de amplo direito à comunicação. O manifesto, resultado de reunião promovida em São Paulo no dia 08 de março, lançou as bases para a organização do I Fórum de Mídia Livre, como proposta de um espaço nacional de debates sobre os temas relativos à democratização da comunicação no país.
O I Fórum de Mídia Livre foi realizado na cidade do Rio de Janeiro, em junho de 2008 pela Escola de Comunicação da UFRJ, mobilizando cerca de 8000 pessoas por dia de evento. Suas discussões conduziram a um conjunto de propostas (anexo I) e manifestações, que se constituíram posteriormente em medidas concretas, como a participação na cobrança do Executivo para a realização da Conferência Nacional de Comunicação e a construção de Pontos de Mídia livre como política de governo, o que começou ser efetivada pelo Ministério da Cultura.
Agora, a segunda edição do Fórum Nacional de Mídia Livre ocorrerá em Vitória, entre os dias 3 e 6 de dezembro, na Ufes. A cidade foi escolhida pelas mudanças que pretendem protagonizar no setor de comunicação e cultura, com anúncios de investimento em comunicação para a cidadania, internet pública e ampliação do acesso à cultura.
PROGRAMAÇÃO FML
04 e 06 de dezembro
Vitória, UFES
- DESCONFERÊNCIA
- GT1 – Políticas de Fortalecimento da Mídia Livre
- GT2 – Fazedores de Mídia Colaborativa
- GT3 – Formação para Mídia Livre
- DESCONFERÊNCIA MÍDIA LIVRE NA CONFECOM NACIONAL
- Encontro O FUTURO DOS PONTOS DE MÍDIA LIVRE
- Juntando as Pontas dos Pontos de Mídia Livre
- Caminhos e perspectivas: mídias livres e políticas públicas
- POST LIVRE: CONSELHOS PARA UMA BLOGOSFERA POLÍTICA LIVRE
- Postar uma Informação Política: 3 Conselhos para Melhorar a cobertura política em blogs e mídias sociais no Brasil
- Postar com Participação do Usuário: 3 conselhos para dialogar com o usuário-eleitor
- Postar sendo ameaçado: 3 conselhos contra a auto-censura
- Como Postar Opinião: 3 conselhos para se Criar diálogos e debates na Internet
- MESAS DE DEBATE PANORAMA DO MIDIALIVRISMO NO BRASIL
- Plataformas Multimídia, Mídia Livre e Cultura Digital
- Perfil da Mídia Livre no Brasil: Contribuição do programa Onda Cidadã / Itaú Cultural
- Midialivrismo E o Direito Humano à Comunicação
- Radiodifusão Comunitária ea Democratização da Comunicação
- Universalização da Internet no Brasil e Políticas Públicas: Quais Direitos Alcançar?
- Comunicação Compartilhada na Pan-Amazônia
- OFICINAS FAÇAMOS NÓS MESMOS!
- Imersão 1 – Corpo-interface
- Imersão 2 – Transcinema
- Imersão 3 – Corpo-som
- Imersão 4 – Jornalismo e Literatura
- Imersão 5 – Revista Eletrônica com Software Livre
- Seminário A MORTE DO POP-STAR
- FESTIVAL DE MÚSICA LIVRE
PARA SABER MAIS ACESSE: http://www.forumdemidialivre.org/
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Direitos autorais livres dos intermediários?
Enquanto isso, no mercado da música brasileiro, artistas já se aproveitam das brechas existentes nos contratos que assinaram com as editoras e gravadoras, pré-internet e celular, para retomar os direitos sobre seus fonogramas, e nos Estados Unidos os artistas que venderam suas obras a partir de 1º de janeiro de 1978 se preparam para retomá-las, como mostra matéria publicada na revista Digital do Globo de ontem:
Lei americana permitirá a artistas e escritores retomar direitos autorais em 2013
André Machado - 23/11/2009
RIO - No que diz respeito ao delicado terreno do entretenimento digital, podemos apostar que o fim do mundo não será em 2012, como quer o filme de Roland Emmerich, mas em 2013. A partir de então, as últimas três décadas da indústria cultural como a conhecemos poderão ir pelos ares graças à letra fria da lei - pelo menos a dos EUA. Isso porque, em 1976, o Congresso americano aprovou o Copyright Act, especificando que, se um compositor ou escritor vendeu os direitos de suas obras a uma gravadora ou editora antes de 1978, tem o direito de retomá-los 56 anos depois da venda (o que já permite a retomada, este ano, de quem gravou ou escreveu algo e cedeu os direitos até 1953, lá).
Pode ser um golpe duro para a indústria musical, que tem recorrido a tudo para se manter em pé - de ringtones de celulares a investimentos em turnês e shows, sem falar dos jogos do tipo Guitar Hero e Rock Band. E as editoras não ficam atrás, a vingar a onda iniciada pelo e-reader Kindle, que já tem como concorrentes Sony Reader, Nook (da Barnes & Noble) e, recentemente, até o Intel Reader, capaz de converter textos impressos em forma digital. E sem falar de redes P2P, blogs e torrents com toneladas de ofertas de downloads, projetos como Google Editions e assim por diante.
Tudo isso está registrado na seção 304 da lei (www.copyright.gov/title17/92chap3.html#304). Já na seção 203 está escrito que essa mesma retomada de direitos pode ser levada a cabo 35 anos depois da venda, se ela ocorreu depois de 1º de janeiro de 1978 (www.copyright.gov/title17/92chap2.html#203).
Esses 35 anos da última provisão citada vencem exatamente a partir de 2013, quando os artistas podem requerer de volta seu copyright e revendê-lo diretamente - pela internet... - sem a necessidade de intermediários.
Ainda há muito ranger de dentes, mas o desfecho da história pode não ser negativo. Pelo contrário, afirma Renato Opice Blum, advogado brasileiro especializado em direito digital.
- A retomada dos direitos autorais certamente vai mexer com o mercado, gerar novas negociações e contratos e levar a um melhor aproveitamento das novas tecnologias - diz ele.
Existe um outro aspecto dessa "bomba-relógio" jurídica, que se aplica também ao Brasil, segundo o advogado e presidente do iCommons Ronaldo Lemos.
Nos contratos de artistas e autores brasileiros com as empresas, a questão é diferente da que está acontecendo lá fora.
- Nossa bomba-relógio é outra. Ela consiste no fato de que sempre que um artistas cede suas músicas para a editora, ele autoriza apenas o uso nas tecnologias existentes no momento da cessão - explica o presidente do iCommons. - Em outras palavras, muitos artistas que fizeram contratos nos anos 80 e até nos anos 90 não podem ter suas obras exploradas em ringtones de celular, internet e outras formas de utilização inexistentes até então.
Nos últimos tempos, encarniçadas batalhas judiciais pelos direitos autorais têm sido travadas nos EUA. Os herdeiros do escritor John Steinbeck (dos clássicos "As vinhas da ira", "Sobre ratos e homens"), por exemplo, ganharam em 2006 e perderam em 2008 os direitos sobre seus livros, que ficaram com a Penguin Books. Já em agosto deste ano, os herdeiros de Jerry Siegel, um dos criadores do Super-Homem, ganharam os direitos sobre as primeiras histórias publicadas do herói, numa disputa com a Warner Brothers e a DC Comics.
Segundo o site Law.com, especializado em Direito, esses processos vão ficar ainda mais beligerantes a partir de 2013. De acordo com o site, advogados a serviço de artistas e grupos como Eagles, Journey, Barbra Streisand e outros já estão em campo pesquisando o estado de contratos antigos de seus clientes.
- Algo parecido está acontecendo aqui no Brasil. Artistas como Gilberto Gil, Zé Ramalho e Chico Buarque estão pleiteando nos tribunais interpretações para retomar os direitos que cederam às editoras - lembra Ronaldo. - O fundamento é diferente dos EUA, não por conta de tempo, mas de outras peculiaridades da lei brasileira. A decisão do Gil saiu há alguns anos e ele conseguiu reaver na Justiça todos os seus direitos. O Chico e o Zé Ramalho ainda não têm decisões finais.
Richard Stallman, pai do movimento do software livre e um dos ativistas mais ferrenhos contra o estado atual do copyright, diz num ensaio que a própria concepção dos direitos autorais levou a distorções.
- O sistema de copyright provê privilégios e benefícios a autores e editores, para incentivá-los a escrever mais e publicar mais, em benefício do progresso e do público - diz Stallman, que aponta o erro de dar poder excessivo aos editores por longos períodos. - Mas, se o copyright é uma barganha feita em nome do público, deveria servir ao interesse deste acima de tudo. Eu jamais comprarei um desses e-books encriptados e restritos [leia-se Kindle, por exemplo], e espero que vocês os rejeitem também.
É o caso de esperar para ver o que os artistas farão quando lhes couberem a faca e o queijo na mão. Se a indústria deixar. Em 1999, tentou-se uma emenda ao Ato de 1976, que não vingou. Uma alternativa, ao menos para a indústria musical, seria gravar novas versões de velhas músicas, para criar novos prazos de direitos autorais, e deixar os antigos com os artistas.
Por ora, fica um bom exemplo do grande mestre Ray Charles, que negociou seu contrato com a ABC Records e pediu que os masters de suas gravações pertençam a ele. A reação do dono da gravadora foi algo como "Mas ninguém faz isso...". Entretanto, o cantor conseguiu: o acordo, de novembro de 1959, deu-lhe o direito de reter todos os seus masters após a conclusão do contrato, garantindo-lhe segurança financeira. Um acordo mais liberal do que muitos artistas pop tinham então - e ainda hoje!.
Axé music: livro e documentário investigam o gênero musical
sábado, 21 de novembro de 2009
Festa das pós-graduações em comunicação do Rio de Janeiro - evento de encerramento do IV CONECO

UFF, UFRJ, UERJ e PUC-Rio
Produzida pelos alunos e professores.
Dia 27/11
No Antiqua Sapore - Rua Gomes Freire, 217 - centro
A partir das 22h.
Entrada: 10,00 mais 8,00 de consumação
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Direitos Humanos e Novas Tecnologias
Beautiful People
Fórum da Cultura Digital

Hoje, em São Paulo, termina o III Simpósio Nacional da ABCiber e começa o Fórum da Cultura Digital Brasileira, que reunirá pesquisadores e artistas do Brasil e do exterior para debater as mudanças na cultura provocadas pelas novas tecnologias.
O seminário continua o debate que está acontecendo na rede social http://culturadigital.br, criada pelo Ministério da Cultura para integrar cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado no debate e elaboração de políticas públicas.
São cinco eixos de discussão: Memória Digital (acervo, história e futuro); Economia da Cultura Digital (compartilhamento, interesse público e mercado); Infraestrutura para a Cultura Digital (infovia, acesso e inclusão); Arte Digital (linguagem, democratização e remix); Comunicação Digital (língua, mídia e convergência).
O Fórum da Cultura Digital acontece até o dia 21/11, na Cinemateca Brasileira, e a programação completa pode ser vista aqui.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
arteiro

III Simpósio da ABCiber
O LabCult vai marcar presença em vários painéis.Eu coordeno amanhã o painel sobre Reconfigurações da indústria da música na cibercultura, com trabalhos também dos labcultianos Beatriz Polivanov e Lucas Waltenberg, mais a Tatiana Lima da UFBa. Jefferson Mickselly. José Claudio Castanheira e Luiz Adolfo de Andrade também estarão apresentando trabalhos em outras mesas.
Confiram aqui a Programação completa. E estarei no twitter, comentando o evento (@sibonei).
sábado, 14 de novembro de 2009
III MOSTRA DO CINEMA PORTUGUÊS – O NOVO CINEMA PORTUGUÊS (1960-1970) no MAM (RJ)

O Laboratório de Cinema e Vídeo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense e a Cinemateca do MAM apresentam a III Mostra do Cinema Português – O Novo Cinema Português (1960-1970), entre 24 e 29 de novembro.
O evento contará com uma mostra de 07 longas-metragens e 06 curtas, que foram seminais para a cinematografia lusitana do período, em cópias oriundas da Cinemateca Portuguesa. Paralelo à retrospectiva haverá o curso de extensão “O Cinema Português e os seus filmes”, no período da manhã, e o I Simpósio “O Cinema dos Países Lusófonos: O Novo Cinema Português”, que ocorrerá à tarde no auditório da Cinemateca.
Inspirado na nouvelle vague francesa e no neo-realismo italiano, com o título fazendo referência ao cinema novo brasileiro, o novo cinema português se constituiu de um conjunto de filmes autorais e de vanguarda que representou uma mudança de rumos estéticos na história do cinema de Portugal.
ter 24
16h – O novo cinema português – Os verdes anos de Paulo Rocha. Portugal, 1962. Com Rui Gomes, Isabel Ruth, Ruy Furtado. 102’. Complemento – Jaime de Antônio Reis. Portugal, 1973. 37’. >> Rapaz de dezenove anos vem tentar a sorte como sapateiro em Lisboa. No dia de sua chegada, um incidente leva-o a conhecer uma jovem empregada doméstica, da mesma idade. Premiado no Festival de Locarno.
Classificação etária – 14 anos
18h30 – O novo cinema português – Dom Roberto de Ernesto de Souza. Portugal, 1962. Com Raul Solnado, Glicínia Quartin, Luís Cerqueira. 102’. Complemento – Quem espera por sapatos de defunto morre descalço de João César Monteiro. Portugal, 1971. 33’. >> Juntamente com “Os verdes anos”, é uma das obras fundadoras do novo cinema português. A vida miserável de um vagabundo sonhador, a quem as crianças chamam de Dom Roberto. Classificação etária - 14 anos.
qua 25
16h – O novo cinema português – Belarmino de Fernando Lopes. Portugal, 1964. Com Belarmino Fragoso, Jean Pierre Gleber, Albano Martins. 72’. Complemento – As pedras e o tempo de Fernando Lopes. Portugal, 1961. 16’. >> A câmera acompanha a rotina diária do campeão de boxe Belarmino Fragoso. Classificação etária – 14 anos.
18h30 – O novo cinema português – O cerco de Cunha Teles. Portugal, 1970. Com Maria Cabral, Miguel Franco, Ruy de Carvalho. 115’. Complemento - Pousada das chagas de Paulo Rocha. Portugal, 1971. 20’. >> Um olhar sobre a sociedade urbana portuguesa dos anos 1970. A história de uma garota que abandona o marido para encontrar sua verdadeira identidade. Classificação etária – 14 anos.
qui 26
16h – O novo cinema português – Domingo à tarde de Antônio Macedo. Portugal, 1965. Isabel de Castro, Ruy de Carvalho, Isabel Ruth. 97’. Complemento – 27 minutos com Fernando Lopes Graça de Antônio Pedro Vasconcelos. Portugal, 1969. 27’. >> Reflexões de um médico sobre a vida e a morte diante da angústia de uma jovem paciente terminal. Classificação etária -16 anos.
18h30 – O novo cinema português – Brandos costumes de Alberto S. Santos. Portugal, 1974. Com Luís Santos, Dalila Rocha, Isabel de Castro. 72’. Complemento – Almadraba atuneira de Antônio Campos. Portugal, 1961. 27’. >> Um retrato da vida cotidiana de uma típica família classe média em paralelo à queda do “Estado Novo”, os 48 anos da ditadura Salazar. Classificação etária – 14 anos.
sex 27
16h – O novo cinema português – O recado de José Fonseca e Costa. Portugal, 1971. Com Maria Cabral, Francisco Nieto, Luís Filipe Rocha. 110’. Complemento – Velhos amigos de Michele Salles. Brasil, 2009. 52’. >> Lúcia é cortejada por António, da mesma classe social que ela, mas nutre uma memória afetiva por Francisco, um marginal meio aventureiro. “Velhos amigos” é um documentário sobre o cinema português. Classificação etária – 16 anos.
sab 28
16h - O novo cinema português – Belarmino de Fernando Lopes. Portugal, 1964. 72’. Complemento – As pedras e o tempo de Fernando Lopes. Portugal, 1961. 16’. >> Ver programação do dia 25.
18h - O novo cinema português – Os verdes anos de Paulo Rocha. Portugal, 1962, 102’. Complemento – Jaime de Antônio Reis. Portugal, 1973. 37’. >> Ver programação do dia 24.
dom 29
16h - O novo cinema português – Brandos costumes de Alberto S. Santos. Portugal, 1974. 72’. Complemento – Almadraba atuneira de Antônio Campos. Portugal, 1961. 27’. >> Ver programação do dia 26.
18h – O novo cinema português - O novo cinema português – O cerco de Cunha Teles. Portugal, 1970. 115’. >> Ver programação do dia 25.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
8bit game people - imperdível!

Jeff Donaldson começou a trabalhar com consoles NES preparados em 2001, com a intenção de criar animação totalmente com seus hacks de hardware. Não há novos códigos envolvidos, somente a crua lógica mecânica. Este trabalho levou ao reconhecimento internacional em arte de novas mídias e uma constante busca pelo potencial de reformular produtos eletrônicos de consumo para criar novas obras. Além disso, noteNdo começou recentemente a experimentar com LSDJ, escrevendo sua própria espécie de /4bit dance crunch/ para o Nintendo Game Boy.
Pulselooper ( myspace )
André ZP (aka PULSELOOPER) produz música eletrônica desde o início de 2000. Inspirado pela cena mundial de chipmusic, que já vinha acompanhando há alguns anos, criou no final de 2008 o projeto Pulselooper, no qual une timbres de 8-bit e 16-bit a influências diversas, de electronica a rock, de pop a breakbeats, utilizando rigorosamente os videogames portáteis da Nintendo: Game Boy e NDS
Random ( myspace )
William Rickman, começou a fazer música com o Nintendo Game Boy em 2004, rapidamente obtendo o reconhecimento global por suas composições musicais melódicas e emotivas, expressas com mínimo aparato técnico e eletrônico.
Covox ( myspace )
Covox é Thomas Söderlund, que vive em Estocolmo, Suécia. Thomas começou a fazer música em meados dos anos 90, usando um computador doméstico defeituoso equipado com uma fita de sampler alemã feita em casa. Ele se apaixonou por produções trash e por energia crua, canalizando sua mistura original de techno e pop através de eletrônica /low-tech /readaptada.
Bubblyfish ( myspace )
Haeyoung é uma artista sonora e compositora. Bubblyfish explora o território dos sons na música eletrônica. Recentemente ela tem criado obras sonoras em 8 bits e experimentais.
Henry Homesweet ( myspace )
Henry Homesweet é um projeto de música que trabalha com muitos estilos diferentes, experimentando todo tipo de consoles de videogames retrô para criar som. O músico produziu muito com o Nintendo Gameboy, mas mais recentemente tem composto com NES e Commodore64. Esse tipo de música é conhecido como Chiptune
Sabrepulse ( myspace )
Sabrepulse é Ash, um jovem músico de laptop/chip. Ele escreve música eletrônica usando computadores e Nintendo Gameboys e se apresenta regularmente ao vivo em todo o mundo. Desde muito jovem ele foi influenciado pelas visões e os sons da era dos videogames de 8/16bits, e começou a sequenciar música no final de 2001. Como produtor, organiza a 'Chiptune Alliance' anual, que apresenta artistas internacionais da comunidade 8bit/chip/gamemusic em uma turnê de uma semana pelo Reino Unido.
Bit Shifter ( myspace )
Bit Shifter explora música de alta energia e com baixo teor de bits composta e apresentada em um Nintendo Game Boy comum. Possibilitada por Oliver Wittchow e Johan Kotlinski em seus respectivos programas caseiros de composição musical, Nanoloop e Little Sound DJ, a música de Bit Shifter explora a estética da economia e tenta forçar ao máximo um hardware mínimo.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
IASPM - Venezuela 2010
A dica é pra quem pesquisa música. O próximo congresso da IASPM – Latino Americana (intitulado ¿Popular, pop, populachera? El dilema de las músicas populares en América Latina e que irá ocorrer em junho, na cidade de Caracas), está recebendo resumos de artigos até o dia 15 de novembro pelo seguinte e-mail: comitedelectura@gmail.com. São quatro as áreas temáticas do encontro:
I Estudios de música popular en América Latina: genealogías, trayectorias y contextos. Interesa abordar los presupuestos intelectuales, epistemológicos y culturales que subyacen en El desarrollo de los estudios sobre la música popular en América Latina desde de una diversidad de enfoques disciplinarios, como la historia, la antropología y la musicología, y sus relaciones con formaciones discursivas derivadas Del nacionalismo, americanismo, colonialismo, indigenismo, etc. Se busca con ello indagar históricamente en torno a la definición de los campos de lo popular y masivo en relación a la música en la región, ya sea definiéndolos desde La oposición o integración a los conceptos de patrimonio, cultura local, pertenencia e identidad.
II Música popular, estética y posmodernidad en América Latina. El complejo universo musical en el que se encuentra sumergida la música popular en Latinoamérica, ha devenido en una multiplicidad de lenguajes y formas de producción, distribución, consumo y oferta, generándose así límites cada vez más imperceptibles de categorización como una forma de clasificar y definir lo que es género y estilo, en el continente. Todo esto ha trastocado la conceptualización que los músicos e investigadores poseen sobre la producción de géneros y estilos en la región, llevándolos a vivir y crear más allá de los mismos, rebasando así las fronteras de la fusión y las músicas del mundo como una nueva forma de definir lo que es identidad.
III Cover y versión El uso de conceptos anglosajones en los estudios de música popular, ha ayudado a establecer una lengua franca en el campo de La investigación en música popular. Sin embargo, también han dificultado El tratamiento de las particularidades de nuestras propias músicas, cuyos procesos han debido ser adaptados a los conceptos en boga. ¿Cuáles son las particularidades del cover y la versión en la música popular latinoamericana? ¿Qué fricciones ofrecen nuestras músicas a estos conceptos?
IV Formación del músico popular. Considerando tanto ámbitos formales como informales de formación musical, interesa estimular la reflexión sobre las prácticas de transferencia de conocimientos, habilidades, teorías y estéticas explícitas o no en instancias como escuelas de música popular; ensayos y performances; estudios de grabación; internet o producción intelectual en América Latina.