quarta-feira, 25 de maio de 2011

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL CULTURA DA MÚSICA: SOM+IMAGEM

Dando sequência ao Seminário Internacional Rumos da Cultura da Música que ocorreu no ano passado, organizado pela prof. Dr. Simone de Sá, coordenadora do LabCult, vem aí o II Seminário Internacional Cultura da Música: Som + Imagem!

Objetivos: Desde o pioneirismo do cinema, passando pela televisão e pelas novas mídias, a atualidade é marcada muito fortemente pela centralidade da cultura audio-visual. Entretanto, pouco se problematiza o lugar e a contribuição específica do som e da música para a construção deste imaginário. Um exemplo é a noção muito difundida e naturalizada de que é possível assistir a um produto audio-visual sem áudio mas não sem imagens.

Estudos recentes oriundos do campo dos Sound Studies – Estudos de Som – têm colaborado decisivamente para desnaturalizar a relação som-imagem, analisando em profundidade o papel das tecnologias sonoras dentro da cultura áudio-visual. Da mesma forma, no campo específico dos estudos de cinema, idéias anteriores sobre a preponderância das imagens sobre os sons vêm sendo substituídas por um entendimento mais claro sobre os papéis do som nos filmes.

O II Seminário Internacional Cultura da Música: som + imagem pretende introduzir entre nós esta temática ainda pouco abordada no Brasil, a partir do ponto de vista de pesquisadores internacionais e nacionais reunidos para discutir as diversas formas de articulação do universo da cultura sonora e musical com o universo das imagens.

Como programa complementar ao evento, a Cinemateca do MAM organizou uma mostra de filmes que ilustram, refletem e problematizam as questões que serão debatidas no Seminário.

Seminário:

Dias 02 e 03 de junho de 2011, das 14 às 19 horas.

Auditório da Cinemateca do MAM - Museu de Arte Moderna

Aterro do Flamengo s/n– Rio de Janeiro

Informações e inscrições (gratuitas, sujeitas à capacidade de 120 pessoas do auditório): http://seminarioculturamus.blogspot.com

Twitter: @culturadamusica

Programação:

02 de junho

14.00 - 15.30h - Mesa I: Videoclipe e performances musicais

Palestrantes: Thiago Soares (UFPB); Fernando Gonçalves (UERJ); moderação Ariane Holzbach (Gama Filho/UFF)

15.30 - 17.00h – Mesa II: Filmes musicais

Palestrantes: João Luiz Vieira (UFF); Ângela Prysthon (UFPE) – moderação Simone Pereira de Sá (UFF)

17.00-17.30h - coffee-break

17.30h : Palestra de Will Straw (Mc Gill University):

Palavras, canções e carros: Músicas de abertura e as sequências de créditos nos filmes

Words, Songs and Cars: Title songs and movie credit sequences

03 de junho- sexta-feira

14.00 - 16.30h

Mesa III

O som no cinema – Ney Carrasco (Unicamp); Susana Reck Miranda (UFSCar); Eduardo Santos Mendes (USP) – moderação Fernando Morais da Costa (UFF)

16.30-17.00h

Coffee-break

17-18.30h -Mesa IV

Paisagens sonoras para além do cinema: games, televisão; espaço urbano – André Pase (PUC-RS); Ricardo Ottoboni (TV Globo); Leandro Araujo (projeto: Reações Musicais-BH) – moderação José Claudio Castanheira (UFSC)

Concepção e organização:

Coordenação geral - Simone Pereira de Sá – Professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense.

Fernando Morais da Costa. Professor do Departamento de Cinema e Vídeo e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. É autor de O som no cinema brasileiro (Rio de Janeiro: 7Letras, 2008)

Equipe organizadora:

Simone Pereira de Sá (UFF) - Fernando Morais da Costa(UFF) - José Claudio Castanheira (UFSC) - Ariane Holzbach (UFF/Gama Filho) - Roberto Robalinho (UFF) - Carlos Eduardo Pereira (MAM/UFF)

Arte gráfica e produção de conteúdo: Enio Graeff e Natalia Ribeiro – alunos do Curso de Mídia UFF

Apoio: CAPES; LabCult (Laboratório de Pesquisas em Culturas Urbanas e Tecnologias); ECIN- curso de Mídia-UFF; Cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna); LCC-UFF (Laboratório de Livre Criação)

Realização:

Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF) e Globo Universidade

sábado, 21 de maio de 2011

Quando o som está na moda

Muito já foi falado a respeito de Gisele Bundchen. Mas dessa vez vou falar não exatamente dela, mas do papel da música nos desfiles de moda.


Digo, há algumas semanas Gisele lançou a própria linha de lingerie em parceria com a Hope. E, é claro, fez um desfile para propagandear a novidade.


O que me chamou muito a atenção foi o papel especial que a música desempenhou nesse desfile. Repara:





A trilha sonora reforçou um ambiente onírico bastante forte, praticamente dando o ritmo das passadas da modelo. Fiquei prestando mais atenção na música e na "interpretação" musical da modelo do que nas peças em si...rs. Do ponto de vista do marketing, acho que isso não é legal, hehehe.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O sertanejo vai à universidade...

por Gustavo Alonso


Discussões sobre a atual música sertaneja frequentemente questionam o apodo "universitário" atribuído ao gênero nos dias de hoje. Alguns dizem que o sertanejo continua a mesma coisa, duplas melodramáticas, letras exageradas, participação acentuada na indústria cultural, popularidade em alta. Não haveria nada de novo. De forma que não haveria razão para tal apodo, que seria simplesmente uma reformulação "do mesmo", uma artimanha da indústria e dos próprios artistas para vender mais.

Alguns chegam a dizer que o atual sertanejo universitário é uma moda passageira, uma bolha que estourará em poucos anos, deixando orfãos artistas de quinze minutos de fama. É frequente a comparação com o chamado Forró Universitário, que no início do milênio fez sucesso com grupos como Falamansa, Rastapé, Trio Virgulino, dentre outros. De forma que, para aqueles que comparam os dois gêneros, assim como o Forró Universitário, o Sertanejo Universitário não durará muito tempo.

No entanto há algumas diferenças sensíveis entre os dois "movimentos". O Forró Universitário era um apodo para qualificar determinados grupos que se baseavam na "boa" tradição do forró, desde Luiz Gonzaga, e faziam um som que era bem aceito pelo público mais elitizado das universidades. Era uma forma de legitimar um produto musical e de distinguir determinado consumo deste bem, que se diferenciava do tecnobrega/tecnoforró, que desde meados dos anos 90 vinha tomando o cenário cultural do forró. O tecnoforró incomodava (e ainda incomoda) os mais tradicionais pois tinha pouco apego à tradição e buscava fundir novas práticas culturais e tecnológicas ao legado do forró com uma certa "irresponsabilidade".

De forma que o Forró Universitário era uma reação (reacionária?) a um determinado tipo de som muito popular, visto pelo público mais elitizado como banal e comercial e pouco apegado "às raízes". Assim, associar o termo "universitário" ao forró era, ao mesmo tempo, resguardá-lo na "boa" tradição e distinguir-se do povão.

No entanto, o forró já é "univesitário" há pelo menos 40 anos. Desde a incorporação de Luiz Gonzaga à "boa" tradição da MPB. Mas nem sempre foi assim. Cabe lembrar que a imagem que ficou associada durante muito tempo ao baião, xotes e forrós de Luiz Gonzaga foi a imagem do mau-gosto, das brigas de faca e da música maliciosa. De meados dos anos 1950 até o final dos anos 1960, Luiz Gonzaga ficou praticamente recluso e afastado das grandes mídias, sendo considerado figura cujo auge já havia terminado. Depois da Bossa Nova, só com muita dificuldade Gonzagão fazia shows nas capitais do Sudeste (apesar de na época morar na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro). Não obstante o desprezo de uma determinada intelectualidade, os shows pelo interior do Brasil continuavam. Apesar da carreira intensa pelo resto do Brasil, até o próprio Gonzagão considerava, em meados dos anos 1960, que seu período áureo já havia passado. Em 1966 ele aceitou ser biografado. Quando parecia que sua carreira estava decaindo de vez, Gonzagão foi louvado pela MPB: primeiro por Vandré e depois pelos tropicalistas Gil e Caetano, que o colocaram no mesmo panteão de João Gilberto e Dorival Caymmi.

De forma que através do aval de Vandré e, sobretudo, dos tropicalistas na virada dos anos 70, Luiz Gonzaga pode se tornar um dos pais da tradição, aceitável e consumível entre os universitários e o público mais elitizado. Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira chegaram a agradecer nominalmente a Caetano Veloso na canção "Bicho, eu vou voltar" do LP O Canto Jovem de Luiz Gonzaga, de 1971. Trata-se de um disco onde Gonzaga canta canções dos "novos" artistas da MPB, de Edu Lobo a Caetano e Gil, de Vandré, de Dori Caymmi e Nelson Motta a Antonio Carlos e Jocafi. Regravou também seu maior clássico, "Asa Branca". O forró ganhava as bençãos universitárias e o maior forrozeiro do Brasil cantava a MPB, gênero intimamente associado aos estudantes das universidades do país.

De forma que falar de forró universitário diz muito pouco nos dias de hoje para além da pura e simples distinção. Não há novidade nenhuma em se afirmar que o forró tem respaldo e é ouvido nas universidades. Não há quase nada de novo aí. Desde há pelo menos 40 anos ele vem sendo ouvido e aceito pelos universitários.

Com o sertanejo não é assim. A música sertaneja nunca havia sido associada à estética universitária antes da invenção do apodo "sertanejo universitário", por volta de 2005. Pelo contrário, a música sertaneja sempre foi vista como algo exógeno à universidade, de mau-gosto, brega, cafona, demais melodramático, fora da sensibilidade de pessoas ditas "cultas".

É claro que poderia haver pessoas com formação universitária que, aqui e ali, ouviam música sertaneja em sua intimidade. Mas dificilmente teriam coragem de afirmar e defender o gênero como legítimo dentro de um campus universitário. Se alguém o fizesse perigava ser simplesmente ignorado pelos colegas de bancada universitária, quando não rechaçado e acusado de ter "mau-gosto".

É claro também que isto variou de curso para curso. Por exemplo, mesmo nos dias de hoje num curso de Ciências Humanas pega muito "pior" falar de música sertaneja do que no de, sei lá, Química, tamanha a força com que a identidade da MPB e gêneros importados "legítimos" toca os universitários supostamente "críticos" e/ou "conscientes". E ainda há a variante regional. No Rio ainda pega bastante mal um universitário bradar a plenos pulmões ser fã de Victor & Leo ou Cesar Menotti & Fabiano, quanto mais de Luan Santana. Em várias outras regiões do Brasil não há essa reserva entre os universitários, pelo contrário.

De qualquer forma, o que estou querendo apontar aqui é que em nenhum momento antes de 2005 a música sertaneja conseguiu gravitar em torno da legitimidade dos universitários. Isso não quer dizer que ela não tivesse discursos de legitimação próprios, mas que estes não passavam pela defesa da audição por parte de universitários. A música sertaneja antes de 2005 elencava a popularidade, a alta vendagem, a modernização e a sensibilidade melodramática "verdadeira" como legitimadores de seu próprio sucesso.

Não se sabe exatamente como e onde surgiu o apodo "universitário" para a música sertaneja. Especula-se que tenha surgido com a dupla João Bosco & Vinícius, artistas com formação universitária parcial que começaram a fazer shows no interior do Brasil em repúblicas universitárias, ganhando fama no meio. Outros dizem que o apodo pegou por causa da dupla Cesar Menotti & Fabiano que, mesmo não sendo universitários, também faziam shows para este público.

O próprio fato de não se saber a origem exata do nome denota a própria validade deste apodo para toda uma geração de artistas. Além dos artistas já citados, há Maria Cecília & Rodolfo, Victor & Leo, Paula Fernandes, Luan Santana, Guilherme & Santiago, Fernando & Sorocaba, Hugo Pena & Gabriel, Michel Teló e uma infinidade de outros artistas.

De forma que, se o termo ganhou legitimidade rapidamente (apesar de algumas resistencias iniciais de alguns artistas e sobretudo dos sertanejos dos anos 90), há de se refletir como isso foi obtido. Embora a indústria cultural lucre rios de dinheiro com este apodo, a questão é que o lucro obtido pela indústria cultural não foi pura e simplesmente uma "invenção" secreta de algum super cérebro das grandes gravadoras.

Quem diria, em 2005, que o termo seria algo vendável? Nunca antes na história do gênero ele tinha entrado na universidade. Se o termo tornou-se muito vendável foi porque ele encontrou lastro na mudança de padrão estético de parte da população e, sobretudo, dos próprios universitários.

Parece-me possível apontar que a mudança do gosto do público universitário responde a uma transição no panorama universitário brasileiro. A partir do crescimento das universidades privadas e também dos investimentos em universidades públicas na última década, pode-se dizer que, pelo menos em questão estética, o público universitário mudou. Os "apocalípticos" poderão dizer que mudou "para pior", mas estes sempre preferem ver o "buraco do queijo", esquecendo-se do queijo propriamente dito. A ampliação do público universitário gerou um novo padrão de gosto e é justamente essa mudança que incomoda aqueles que, de dentro da universidade, rejeitam o apodo. Sobretudo aqui no Rio de Janeiro, a resistência ao apodo é bastante grande, até porque, em parte, parece-me que a universidade carioca ainda não entrou de cabeça no gênero, como em outras regiões do Brasil.

Esta é uma das diferenças fundamentais entre o sertanejo atual em relação ao forró universitário. Se no caso do forró não havia nada de novo no apodo "universitário", no mundo sertanejo esse apodo faz toda a diferença, tendo raízes numa mudança "objetiva" da sociedade e da própria universidade, visível através da mudança do padrão de gosto deste grupo.

Antes do sertanejo universitário, para se falar de música POPULAR, tinha que se sair do referencial universitário. Agora, parece-me que isso já não é mais tão relevante como era antes.

De uns tempos cá os sertanejos vêm, claramente, buscando disputar, inclusive discursivamente, este cenário universitário. Neste blog eu já escrevi um pouco sobre isso, especialmente em relação a dupla Victor & Leo, que parece ser a mais bem sucedida nesta ponte com o mundo universitário, o sertanejo e a MPB, juntando "tradições" antes vistas como distintas.

Com essas questões em mente, não foi sem espanto, no entanto, que me deparei com o seguinte DVD lançado pela Universal em 2010:

Trata-se de uma coletânea de vídeos ao-vivo de duplas sertanejas. De fato, é uma coletânea tipicamente "caça-níquel". No entanto, a capa transparece, voluntariamente ou não, esta tônica de disputa do meio universitário. Ela é muitíssimo parecida com a capa dos discos Phono 73, lançado pela Philips (hoje Universal) em 1973:

A semelhança da capa não parece involuntária. Afinal, a mesma gravadora lançou os dois materiais. De qualquer forma fica clara a intenção de se desestabilizar um local tradicionalmente habitado pela Bossa Nova-MPB-rock.

Se por um lado a música sertaneja parece conquistar o meio universitário, por outro lado a própria música sertaneja sofre uma transição bastante interessante. É curioso perceber como a guitarra eletrica não tem mais espaço na música sertaneja. Basta lembrar que o que incomodava a muitos nos anos 90 era a ultilização desta por duplas como Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano, dentre outras. Em menos de vinte anos ela desapareceu, sendo substituída pelo violão de cordas de aço, sem efeitos. O teclado, também um importante instrumento nos anos 90, foi trocado pela tradicional sanfona. De forma que, se a música sertaneja mudou o padrão de gosto do universitário brasileiro, por outro lado também foi mudada por este. O violão, instrumento nobre da MPB-Bossa Nova ganhou espaço novamente. A sanfona, instrumento da tradição forrozeira e interiorana, retorna com tudo.

E no canto também há mudanças perceptíveis. O "vibrato", aquela prática de fazer a voz vibrar, que remete ao bolero e a tradição latina e operística de canto, está cada vez mais em extinção. O canto sertanejo ainda incomoda, mas choca menos que nos anos 90. Em entrevista com um artista sertanejo que fez sucesso nos anos 90, este me disse que Leo, da dupla Victor & Leo, soava para ele como "João Gilberto cantando sertanejo". Para além da ironia e rancor da afirmação, ela denota uma transição no padrão de gosto, e a aproximação do pai da Bossa Nova. De fato, se ouvirmos os primeiros discos independentes de Victor & Leo (de 2002) e ouvirmos o último disco ("Boa Sorte pra você", de 2010), percebe-se claramente a virtual extinção do vibrato.

De forma que a chegada dos sertanejos à universidade implica mudanças relativas tanto no gênero, quanto no meio de inserção. Tanto a louvação ao sertanejo universitário quanto o repúdio puro e simples não dão conta desta problemática e passam ao largo da compreensão mais profunda deste cabo de guerra do gosto e das identidades socio-culturais nacionais.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

This Video Sucks

Mais um exemplo de banda que pediu a colaboração de fãs na produção de videoclipes. Em janeiro, o Foo Fighters convocou os aficionados a produzirem clipes das faixas do álbum mais recente Wasting Light, através do concurso This Video Sucks. Esta semana, os integrantes liberaram mais dois finalistas no Youtube. No total, serão 11 escolhidos.
O que dá para perceber pelas produções é que os fãs estão com a criatividade a mil.

Walk - This Video Sucks - Phil Hodges


I should have known - This Video Sucks - Daniel Fickle

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Banda estreita, low tech e Viradão




Sensacional a matéria. Repórter visita cidade do Amazonas com acesso difícil à internet. Mas os jovens mantém-se conectados pelas tecnologias. Só que através de mensagens sms, enviadas a partir de smartphones chineses.
A prática virou febre e deu forma ao Viradão. Que consiste em virar a noite acordado trocando mensagens.

Mais uma expressão do universo Globalguetotech.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Serguei na Multishow

Não sei se vocês já viram, mas está rolando desde 17 de março, no site do canal de TV Multishow, o programa do Serguei, lenda do roquenrol brasileiro, intitulado "Serguei Rock Show".



Em cada episódio ele faz uma homenagem a grandes nomes da cena rock mundial (como Jimi Hendrix, John Lennon, entre outros), dá dicas de sexo (sim, são sempre dicas muuuuito úteis, para não dizer o contrário rsrs) e tenta entrevistar ou ser entrevistado por um convidado, quase sempre um músico (achei particularmente ótimo o episódio cinco, abaixo, em que o Rogério Skylab entrevista o Serguei e fica meio abismado com a sua postura um tanto quanto fanática e nada flexibilizadora em relação a questões sexuais e ao "purismo" do rock n' roll). Tem também uma parte do programa chamada "LSDate", que é tipo um correio do amor, no qual os internautas podem mandar seus anúncios em busca de parceiros amorosos.



Mas o que me parece mais bacana do programa é que ele é gravado na própria casa do Seguei, que fica em Saquarema, no Rio de Janeiro, e a casa do cara é simplesmente um museu do rock n' roll (muitos inclusive se referem à casa dele como Museu do Rock de Saquarema), com vários posters, discos, fotos, roupas, acessórios etc. de épocas quando ele viajava o mundo para acompanhar e curtir bandas e artistas (e outras coisitas mais, é claro). E o melhor ainda é que ele, com seus relatos muitas vezes desconexos e "anárquicos" de experiências pelas quais passou, é em si mesmo um museu vivo, muito louco, das histórias do rock.

Vale a pena dar uma checada!

Móveis Coloniais de Acaju e “O Tempo”

Móveis Coloniais (créditos: Clarocine) : inovação em clipe


A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju decidiu inovar na produção de seu mais novo clipe “O Tempo”, música que faz parte da trilha sonora da novela Araguaia, transmitida pela Rede Globo. A banda gravou o clipe com transmissão ao vivo pelo site da MTV, em plano sequência, com a ajuda do público através do Twitter.

A gravação foi realizada no dia 27 de abril, quando é comemorado o Dia do Grafite em terras tupiniquins. O clipe contou com a parceria dos grafiteiros KollorsKingz, que fizeram um grafite personalizado com nomes de fãs da banda. Para ter seu nome “grafitado” no clipe, era necessário que divulgasse a novidade pelo Twitter, postando a hashtag #TempoRealMoviesMtv.

Ao mesmo tempo em que viam o grafite ser realizado em um vidro, os fãs assistiram a uma coreografia bem humorada feita pelos integrantes atrás do mesmo vidro. Os colaboradores souberam ao final da transmissão que “O Tempo” havia sido gravado em tempo real. Por isso, estava em ritmo mais lento. A versão oficial, mais rápida, foi postada depois no próprio site. Legal, não?

Então, não perca tempo e assista ao resultado final abaixo!



sábado, 7 de maio de 2011

In-Edit festival




Terceira edição brasileira do festival internacional de documentários musicais acontece entre 28 de abril e 8 de maio, em São Paulo, e entre 6 e 12 de maio no Rio de Janeiro.

Este ano, os homenageados são os diretores Carlos Saura (espanhol), Albert Maysles (norte-americano) e Andrucha Waddignton (brasileiro). Saura terá sua carreira relembrada por meio de quatro filmes: Flamenco, Flamenco; Tango; Flamenco e Fados.


A programação, com mais de 70 documentários musicais, ainda inclui um tributo especial a Tom Jobim, com direito a show em homenagem e debate. Mais informações podem ser encontradas no site do In-Edit, que em breve também divulgará a programação completa do festival.

In-Edit 2011 - São Paulo
Entre 28 de abril e 8 de maio
Preços e locais diversos - consultar programação

In-Edit 2011 - Rio de Janeiro
Entre 6 e 12 de maio
Preços e locais diversos - consultar programação 

domingo, 1 de maio de 2011

"Aguas de março" e o tecnobrega


O pau e a pedra - verso e melodia - estão lá, intactos. Sob a batida do tecnobrega, seus timbres digitais de sabor vulgar e o canto quente e úmido de Gaby Amarantos (conhecida como a Beyoncé do Pará) - o oposto da histórica leitura cool de Elis -, "Águas de março" soa diferente e parecido ao mesmo tempo.


Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/30/lancada-na-europa-versao-tecnobrega-de-gaby-amarantos-para-aguas-de-marco-chama-atencao-924355306.asp


Para ouvir a versão tecnobrega de "Aguas de Março":
http://www.myspace.com/joaobrasil/music/songs/aguas-de-mar-o-feat-gaby-amarantos-81221314