terça-feira, 30 de agosto de 2011
A banda mais bonita da cidade
Mas por que especificamente este clipe da banda - até então desconhecida por muitos - está fazendo tanto sucesso?
Além da música ser fofa (talvez até um pouco "hiponga" demais...), acho que o mais bacana do clipe é o modo como ele foi gravado: cada instrumento ou voz vai surgindo na música à medida em que vão sendo capturados pela câmera. É um modo de construção no qual a captação de áudio e imagem andam bem juntos e aí nós que estamos assistindo ao clipe vemos como cada som ou arranjo de sons foi produzido e nos sentimos mais imersos naquele ambiente.
É interessante perceber como cada instrumento ou voz ganha mais ou menos destaque conforme a pessoa que esteja ocupando o lugar de cinegrafista se aproxima ou se afasta de onde o som está sendo produzido.
E tem bem aquele jeitinho de algo amador, feito em casa com amigos e distribuído somente pela Internet (o que era da nossa vida antes do YouTube? rs), que é próprio de uma série de produções da web 2.0 que fazem tanto sucesso. Tô torcendo por eles no VMB! =)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O Ipod é Nosso
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Sergio Cabral: o funk como obra da CIA?
Fui colocar jornal para o meu cachorro "usar" e eis que encontro esta nota na coluna do Joaquim Ferreira dos Santos:
"Coisa da CIA:
De Sérgio Cabral, pai, no 'Morar Carioca', no AIB: 'Samba não é mais fator de união da favela. É coisa de velho. Jovem quer funk. Na visão deste velho comunista, o funk entrou na favela por conspiração da CIA contra o último reduto do samba'".
O Globo, 2. Cad., p. 3, 13/06/2011.
É dificil saber o que é pior... Saber que papai Sergio Cabral é comunista; perceber que Cabral hoje se aproxima do super-crítico José Ramos Tinhorão, que chamava a Bossa Nova de "imperialista", e com quem Cabral já teve debates nos áureos anos de 60 e 70; ou Cabral acusar o funk de ser 'imperialista', diante da visível 'nacionalização' do gênero desde pelo menos os anos 90.
Não custa lembrar que Cabral é autor de diversas obras sobre escolas de samba e sambistas como Noel Rosa, Ataulfo Alves, Almirante e músicos "nobres" como Elisete Cardoso, Tom Jobim, Nara Leão, Pixinguinha dentre outros da "boa" música popular brasileira.
No entanto, assim como ele hoje faz com o funk, tanto a Bossa Nova quanto o samba (que Cabral adora) foram, no seu surgimento, acusados de serem "povão demais" ou então "nacional de menos". A Bossa Nova era vista pelos reacionários estéticos como braço imperialista do jazz, contaminador das raízes brasileiras, coisa da CIA. O samba era coisa de preto, pobre, sujo e "baixo". Cabral fez parte da geração que resignificou o samba como produto "genúino" da civilização brasileira e adorou a Bossa Nova como o nosso maior rebuscamento cultural.
Será que Cabral é um interventor da CIA?
A CIA faria o mundo melhor se tivesse tamanho poder...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Toca-Livros

Em agosto e setembro de 2011 ligaremos o Toca-Livros novamente no Rio de Janeiro. O projeto tem o patrocínio da Oi e da CAIXA, e acontece mais uma vez no Oi Futuro Ipanema e na CAIXA Cultural.
Serão nove novos encontros na biblioteca da música brasileira. Vamos observar gêneros e movimentos musicais, com a participação de autores de livros que nos mostram como a reunião de artistas e ideias produziu manifestações sonoras que traduzem o contexto social do Brasil e ajudam a demonstrar quem somos.
Das origens da música popular brasileira ao funk carioca, da jovem guarda ao rock brazuca dos anos 80, da tropicália à chamada música cafona, do samba do Estácio à era dos festivais passando pela bossa nova, um significativo panorama da identidade musical do país será apresentado nesta edição, a partir dos livros e do depoimento de seus pesquisadores e escritores.
Ao final desta temporada o acervo de três anos do projeto vai estender na internet o trabalho e o prazer de ler os discos e ouvir os livros, até voltarmos a ligar o Toca-Livros em uma próxima edição ao vivo.
Fonte: http://www.tocalivros.com.br/sábado, 20 de agosto de 2011
Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga...
Horário: quarta, 24 de agosto de 2011, 19h.
Wilson Simonal é o exemplo trágico de um ídolo que morreu duas vezes. Muito antes de seu falecimento, em 2000, ele já havia morrido, artisticamente, de forma precoce,
aos 33 anos. Porém, numa prova de que nem toda morte é definitiva, sua música voltou a ser ouvida e seu nome, a ocupar um lugar na história da MPB. Então, estamos conversados? Não, não estamos, explica este provocante livro do historiador Gustavo Alonso.
A reabilitação de Simonal não conseguiu dar conta de todas as ambiguidades do personagem e de sua problemática existência no campo da MPB dos anos 1960 e 1970. Acusado de dedo-duro, Simonal se tornou um exilado em seu próprio país. Não por acaso, o autor o escolheu como janela para analisar aquele turbulento período de
generais-presidentes, censura, tortura e patrulha ideológica. Este livro vai além dos limites de uma biografia tradicional: explora como a sociedade e, especialmente, o meio musical atravessaram a corda bamba do protesto e da adesão ao regime militar.
Na contramão do senso comum, que coloca o elenco da MPB no panteão dos heróis nacionais da resistência, o autor lembra que vários cantores e compositores flertaram com a ditadura e a bajularam. Os exemplos estão nesta obra. Mas
por que para Simonal não houve perdão? O argumento é que ele se tornou o bode expiatório de uma sociedade que construiu para si uma memória heroica, se eximindo de suas relações com o regime autoritário.
Nesta obra, o mito do dedo-duro é analisado a fundo. A palavra mito cabe aí, não no sentido de falácia, fábula ou mentira, mas como explicação de uma história que foi (e ainda é) muito representativa para a sociedade. Cantor da alegria num Brasil mergulhado nas “trevas” da ditadura, Simonal é o calcanhar de aquiles da MPB.
O leitor verá de que forma o nome e a obra do artista foram sistematicamente esquecidos, silenciados e apagados da memória. Um exemplo é o fato de o movimento musical da Pilantragem – que Simonal liderou nos anos 1960 – não ser reconhecido como tal. O autor afirma que, além da Jovem Guarda e da Tropicália, a Pilantragem
talvez seja o movimento que melhor representa a sociedade brasileira da época, ambígua e paradoxal, longe de repostas claras e óbvias.
Fundindo MPB, rock, samba e canções folclóricas, Simonal já era a “geleia geral” na nossa música antes mesmo de os tropicalistas aparecerem em cena. Ocorre que, ao contrário do malandro – recuperado como símbolo de brasilidade –, pilantra é hoje, como diria Noel Rosa, palavra derrotista que tira todo o valor de um artista. Gustavo Alonso propõe uma espécie de “dialética da pilantragem”,defendendo que a postura de Simonal também diz muito sobre o ser brasileiro.
Por tudo isso, este livro interessa não só aos apaixonados por nossa cultura, mas também aos que se deixam atrair pelo enigma de como as sociedades eternizam ou matam seus ídolos.
Saíram algumas matérias sobre o livro na imprensa. Aqui estão algumas:
"Eis o ovo da serpente cutucado pelo historiador Gustavo Alonso. Esmiuçando inúmeros exemplos, Gustavo dá margem à compreensão de que, numa sociedade muito mais complexa que o bangue-bangue hollywoodiano maniqueista que divide o mundo em 'bons' e 'maus', quem lutou contra a ditadura pode ter igualmente colaborado com ela, e vice-versa. Quem sofre espeicalmente nas mãos do autor é Chico Buarque, herói máximo das esquerdas dos anos 1970 e figura que, afinal, acumulou prestígio, fama e fortuna à custa da luta simbólica diuturna contra os mandos e desmandos dos generais instalados em Brasilía. (...) Você já havia ouvido falar em algum outro lugar sobre esse perturbador redesenho histórico proposto em livro por Gustavo Alonso?"
"Este livro nasceu da dissertação de mestrado defendida pelo autor, o historiador Gustavo Alves Alonso Ferreira, na Universidade Federal Fluminense, em 2007. E por isso se mostra uma obra bastante completa quanto à pesquisa e apuração dos fatos que permeiam a vida e obra do redescoberto Wilson Simonal".
"O grande problema da análise da MPB no período – que acomete a Internet, nas disputas ideológicas – é se tomar a parte pelo todo. A parte era um mundo pequeno, composto de críticos, músicos e um público restrito. (...) Luis Nassif
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A Cibercultura e a Guerra Midiática
Guerrilha Midiática from FLi Multimídia on Vimeo.
Fonte: http://www.tecnocratadigital.com.br/video-a-cibercultura-e-a-guerra-midiatica/
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Festival de Cannes - de Patti Smith a Chuck Porter
Uma das últimas matérias do Reclame foi sobre o mega super hiper boladão Festival Internacional de Cannes Lions, antes denominado festival de publicidade (Cannes Lions International Advertising Festival) e, agora, dada a cultura da convergência, a reconfiguração nos modos de pensar a publicidade etc., denominado festival de criatividade (Cannes Lions International Festival of Creativity).
O vídeo abaixo, que é parte da cobertura do festival, traz uma entrevista (meio rapidinha e talvez "rasa" demais) com uma das mães do movimento punk, Patti Smith, que foi lá prestigiar o evento e traz também uma entrevista com Chuck Porter, que é um dos grandes cabeças da agência de publicidade Crispin Porter + Bogusky.
A partir da fala da Patti e da sua presença no festival o que me chamou a atenção foi a pacífica convivência entre uma roqueirona punk e um festival que pode ser considerado um dos mais capitalistas ever, mostrando que as fronteiras entre culturas dominantes, subculturas e contraculturas estão cada vez mais imbricadas e fluidas...
Da fala do Chuck me interessou muito o fato de o cara estar sacando bem como se dá o consumo de mídias hoje para boa parte da população (com acesso, é claro) das sociedades de consumo: é tudo junto e misturado. Assistimos TV ao mesmo tempo em que acessamos a Internet ao mesmo tempo em que talvez estejamos lendo um jornal ou ouvindo uma música e por aí vai, ratificando as ideias de "arranjos midiáticos" e "cultura pan midiática" do prof. Vinícius Pereira (ESPM e Uerj), características do cenário midiático atual.
Claro que tem vários outros aspectos interessantes abordados nas entrevistas. Vale a pena dar uma checada!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Red Hot Chili Peppers - "Live: I'm With You" In Theaters [Official Trailer]
E seguindo a tendência de bandas que transmitem shows "ao vivo", via satélite", para cinemas ao redor do mundo, o Red Hot Chili Peppers apresentará o show de lançamento do álbum "I'm with you" nas salas escuras, em HD. O Brasil já possui cinemas garantidos no circuito...
O dia da "sessão" será 30 de agosto, com horário a ser confirmado.
Quem estiver disposto a curtir o show do RHCP nos cinemas, a experiência deve ser bem interessante!
