Peço licença para um momento assessoria de imprensa de mim mesma...
Semana passada um produtor da Revista do Cinema Brasilero, programa da TV Brasil, fez uma entrevista comigo para compor a matéria que ele está fazendo sobre linguagens audiovisuais que influenciam o cinema contemporâneo. Conversamos sobre a relação entre a linguagem de videoclipe e o cinema e ele me fez várias perguntas sobre o Clipestesia. Captou imagens do site e tudo. Claro que não tenho muita noção de como isso vai ser usado na matéria, mas independentemente do peso que vai ter, adorei!
Para quem puder/quiser assistir, o programa deve ir ao ar neste sábado, dia 9 de abril, às 20h30, com reprise na terça-feira, à 1h da manhã.
TV Brasil: canal 2 / 18 net / 116 Sky
Esse link aqui mostra a chamada do programa que já está indo ao ar no canal: http://www.youtube.com/user/revistadocinemabr
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Entrevista sobre videoclipe
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Pra aliviar a tensão
Como muita gente, eu tive uma semana excepcionalmente estressante. Por um lado foi ótimo: perdi um quilo inteiro em quatro dias e agora estou abaixo do meu peso, ou seja, preciso ganhar dois quilos!!! Por outro lado, meu cérebro está cansado demais e, por isso, só consegui lembrar de uma coisa pra gente discutir no post de hoje: a maneira como a cultura participativa transforma o sentido dos objetos culturais.
Há uma corrente na internet que usa os trailers - cuja linguagem é secular e já foi apreendida por todos - para transformar os sentidos dos filmes. Comédias viram filmes de terror, dramas viram comédias e por aí vai. Olha o que um usuário da internet conseguiu fazer com o filme Mary Poppins, um clássico infantil de 1964:
Genial hein? Sem usar nenhuma imagem que não fosse do filme, Mary Poppins se transformou numa bruxa que amedronta criancinhas. Esse vídeo tem mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.
Outro clássico do gênero é o hilário "Brokeback to the Future", que transforma os protagonistas do clássico filme De Volta para o Futuro num casal homossexual que sofre por amor:
Há uma corrente na internet que usa os trailers - cuja linguagem é secular e já foi apreendida por todos - para transformar os sentidos dos filmes. Comédias viram filmes de terror, dramas viram comédias e por aí vai. Olha o que um usuário da internet conseguiu fazer com o filme Mary Poppins, um clássico infantil de 1964:
Genial hein? Sem usar nenhuma imagem que não fosse do filme, Mary Poppins se transformou numa bruxa que amedronta criancinhas. Esse vídeo tem mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.
Outro clássico do gênero é o hilário "Brokeback to the Future", que transforma os protagonistas do clássico filme De Volta para o Futuro num casal homossexual que sofre por amor:
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Monika Treut
No mês de março, o CCBB realiza duas mostras de filmes que tratam a respeito de mulheres. A primeira, chamada "Mulheres Alucinadas", que vai do dia 09 a 21, contém títulos clássicos de variados diretores. Alguns dos filmes são Kika, de Pedro Almodóvar (dias 9 e 15); A Bela da Tarde, de Luis Buñuel (dias 12 e 15) e Dogville, de Lars Von Trier (dias 20 e 21). Programação completa aqui.
A outra mostra é sobre Monika Treut, uma cineasta alemã que trata sobre gêneros sexuais e está alinhada ao movimento queer, uma corrente de pensamento crítico derivada do feminismo, apesar de ser independente dele. Na mostra, que vai do dia 4 a 14, há destaque para os filmes Guerreira da Luz (2001) e Generonautas (1999), um documentário sobre transexuais do feminino para o masculino (trailer abaixo).
Mais infos no site do CCBB.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Dica de Cinema - Rio de Janeiro
Teve início nessa terça-feira (e vai até o dia 29 desse mês) uma mostra dedicada a exibir a filmografia completa do Woody Allen no CCBB. Para ver a programação completa, acessem: www.woodyallen.com.br
quinta-feira, 30 de julho de 2009
14o Festival Brasileiro de Cinema Universitário
Peço licensa pra divulgar aqui o 14o Festival Brasileiro de Cinema Universitário, do qual trabalhei na produção e que teve início ontem. Para quem estiver pelo Rio até 9 de agosto, aqui segue a programação e mais informações sobre o evento (que terá uma semana em Sâo PAulo tb a partir do dia 11 de agosto) no seu site oficial (um dos destaques é o CelUCine, um workshop para produção de conteúdo audiovisual para celulares): http://www.fbcu.com.br/2009/
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Dica de Agenda pra hoje!
O próximo Cachaça Cinema Clube, dia 22 de abril de 2009, vai ter uma sessão em homenagem aos 40 anos do curso de Cinema da UFF. O Cachaça é nascido e criado na UFF, assim como tantos profissionais, artistas, técnicos, teóricos e entusiastas do cinema brasileiro que também estudaram e lecionaram por lá. No programa, filmes que simbolizam a experiência que é própria ao cinema universitário, um espaço livre para a ousadia e experimentação, para erros e acertos, para as investigações autorais e para as criações coletivas.
Terral, de Eduardo Nunes, é um clássico do formato curta que ganhou cerca de 18 prêmios ao redor do mundo, e terá, quase 15 anos depois, a sua primeira exibição no cinema Odeon. Um sol alaranjado, de Eduardo Valente, entrou para o seleto grupo dos filmes brasileiros premiados no Festival de Cannes ao ganhar o prêmio da Cinéfondation, em 2002. O combustível do futuro, de Gustavo Cascon, é um filme obrigatório para se conhecer a filmografia da UFF, uma chanchada policial estrelada por Wilson Grey, professores e funcionários do curso. O vestido dourado, filme de direção coletiva, é um conto de fadas gay estrelado por Rogéria, Silvia Aderne, Erik Marmo e grande elenco. Gangorra, de Christian Borges, é outro clássico da UFF, um filminho que Godard gostaria muito de ver. O princípio femino do sol é uma produção mitológica do Núcleo Patrícia Bárbara, que deixa bem claro ao mundo a alegria com que foi feito.E ainda filmes surpresas, criações coletivas esquecidas nos arquivos. Se você é um dinossauro da UFF, corre o risco de ver aquele primeiro filme que você fez ressuscitado na tela.
Após os filmes, degustação da Aguardente Claudionor, cachaça mineira eleita entre as cinco melhores do Brasil, e a tradicional festa com DJ H, o hit-killer residente. E, ainda, show com o eletro-punk de Voz del Fuego . Leandra Lambert, também ex-aluna da UFF, é a mulher por trás deste projeto de música eletrônica: liberdade sonora, introspecções delirantes, rompantes hilários, dionisos amorosos e aquelas luzes dançando, lá no alto.
Dia 22 de abril de 2009, às 21h, no Cinema Odeon Petrobras.
Terral, de Eduardo Nunes, é um clássico do formato curta que ganhou cerca de 18 prêmios ao redor do mundo, e terá, quase 15 anos depois, a sua primeira exibição no cinema Odeon. Um sol alaranjado, de Eduardo Valente, entrou para o seleto grupo dos filmes brasileiros premiados no Festival de Cannes ao ganhar o prêmio da Cinéfondation, em 2002. O combustível do futuro, de Gustavo Cascon, é um filme obrigatório para se conhecer a filmografia da UFF, uma chanchada policial estrelada por Wilson Grey, professores e funcionários do curso. O vestido dourado, filme de direção coletiva, é um conto de fadas gay estrelado por Rogéria, Silvia Aderne, Erik Marmo e grande elenco. Gangorra, de Christian Borges, é outro clássico da UFF, um filminho que Godard gostaria muito de ver. O princípio femino do sol é uma produção mitológica do Núcleo Patrícia Bárbara, que deixa bem claro ao mundo a alegria com que foi feito.E ainda filmes surpresas, criações coletivas esquecidas nos arquivos. Se você é um dinossauro da UFF, corre o risco de ver aquele primeiro filme que você fez ressuscitado na tela.
Após os filmes, degustação da Aguardente Claudionor, cachaça mineira eleita entre as cinco melhores do Brasil, e a tradicional festa com DJ H, o hit-killer residente. E, ainda, show com o eletro-punk de Voz del Fuego . Leandra Lambert, também ex-aluna da UFF, é a mulher por trás deste projeto de música eletrônica: liberdade sonora, introspecções delirantes, rompantes hilários, dionisos amorosos e aquelas luzes dançando, lá no alto.
Dia 22 de abril de 2009, às 21h, no Cinema Odeon Petrobras.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Falando em documentários sobre personagens musicais...
Quem “abre” o show de Frejat sábado agora, dia 14, é o documentário 'LOKI - Arnaldo Baptista'. O filme sobre o ex-mutante (e que conta co a participação de Tom Zé, Gil, Sean Lennon, Lobão, entre outras personalidades musicais) será exibido ao ar livre no Morro da Urca, no projeto Verão do Morro.
Para mais detalhes sobre o evento, clique aqui .
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Documentário dos Titãs
“Pra que tudo isso? Isso é rock and roll! Tá parecendo Yes, cara!” – o produtor Liminha constrange o baterista dos Titãs, Charles Gavin, interrompendo a execução de uma música para a gravação do disco “Jesus Não tem dentes no país dos banguelas”, em 1987. Gavin, após alguns segundos de silêncio, ainda cabisbaixo, procura defender (“Pô, mas essa é a minha concepção do trabalho...”) as suas constantes “viradas” de bateria, pontuando as pausas dos riffs de guitarra. CORTA para a execução da música pronta, muito menos marcada pelas “viradas” de Gavin. CORTA para os músicos da banda aplaudindo o fraterno abraço entre o produtor e o baterista. Sorrisos por todos os lados.
Essa é uma das cenas do documentário “A vida até parece uma festa”, que assisti recentemente no cinema. O filme sobre os Titãs (que está cheio de imagens raras captadas pelo co-diretor e um dos componentes da banda, o Branco Mello) é (praticamente) um extenso videoclipe, marcado por poucas falas e muita música, fragmentado (mas bastante conexo) e, na minha opinião, dá conta de apresentar cinematograficamente a trajetória biográfica do grupo. Quem estiver a fim de se aprofundar em um ou outro detalhe, que vá googlar ou, talvez, dar uma fuçada em um livro lançado há não muitos anos sobre a banda.
No início do post, tentei reproduzir a cena em que o produtor Liminha trabalha em estúdio com os Titãs pela sua importância para o meu projeto de pesquisa no doutorado, focado na produção musical de um modo geral e, mais especificamente, na função do produtor musical, analisando os alicerces que legitimaram e legitimam essa função profissional ainda nos dias de hoje. Assim, aproveito para saudar a chegada desse filme às telas por ser mais um documento que pode enriquecer as pesquisas sobre música popular massiva e mídias. E que venham muitos outros! (Falando nisso, no trailer dessa sessão, estava sendo anunciada a estréia de um documentário sobre o cantor Wilson Simonal – que, inclusive, estava presente no filme sobre os Titãs, atuando como jurado de um programa de TV que julgava a apresentação de uma das bandas que vieram a formar os Titãs, a “Mamão e as Mamonetes”, se não me engano...)
Essa é uma das cenas do documentário “A vida até parece uma festa”, que assisti recentemente no cinema. O filme sobre os Titãs (que está cheio de imagens raras captadas pelo co-diretor e um dos componentes da banda, o Branco Mello) é (praticamente) um extenso videoclipe, marcado por poucas falas e muita música, fragmentado (mas bastante conexo) e, na minha opinião, dá conta de apresentar cinematograficamente a trajetória biográfica do grupo. Quem estiver a fim de se aprofundar em um ou outro detalhe, que vá googlar ou, talvez, dar uma fuçada em um livro lançado há não muitos anos sobre a banda.
No início do post, tentei reproduzir a cena em que o produtor Liminha trabalha em estúdio com os Titãs pela sua importância para o meu projeto de pesquisa no doutorado, focado na produção musical de um modo geral e, mais especificamente, na função do produtor musical, analisando os alicerces que legitimaram e legitimam essa função profissional ainda nos dias de hoje. Assim, aproveito para saudar a chegada desse filme às telas por ser mais um documento que pode enriquecer as pesquisas sobre música popular massiva e mídias. E que venham muitos outros! (Falando nisso, no trailer dessa sessão, estava sendo anunciada a estréia de um documentário sobre o cantor Wilson Simonal – que, inclusive, estava presente no filme sobre os Titãs, atuando como jurado de um programa de TV que julgava a apresentação de uma das bandas que vieram a formar os Titãs, a “Mamão e as Mamonetes”, se não me engano...)
sábado, 10 de maio de 2008
Nothing is gonna change my world

Acaba de chegar nas locadoras o ótimo filme “Across The Universe”, da mesma diretora de “Frida” , Julie Taymor. O musical retrata a geração dos anos 60 com destaque para movimento contra-cultural. A trilha sonora é construída a partir das canções dos Beatles que, detalhe, re-interpretadas pelos próprios atores, recebem nova roupagem tanto estética, quanto no conteúdo já que na junção entre trilha e imagem as músicas dos “fabfour” são resignificadas e acabam tendo ecos as vezes mais engajados, sombrios, românticos ou apológicos do que antes. Se é que é possível. O filme parece uma sucessão de videoclipes que abusam das imagens psicodélicas. Montagens truncadas, fusões e abuso de cores fortes dão o tom do filme e lógico reafirmam a áurea romântica e rebelde associada ao período, e que não é novidade nehuma. O que de certa forma denuncia a passagem do tempo; difícil, hoje, dar crédito a tanta boa vontade, tudo soa meio ingênuo. Então a canção título do filme em um momento dispara "Nothing is gonna change my world" E a gente que estuda cultura se pergunta, será mesmo possível mudança social através da arte?
Mas talvez o principal motivo de se assistir a “Across” resida no fato de que o que está sendo defendido na película é a centralidade da cultura no âmbito da revolução de 68. As vozes que se abrigam na contra-cultura são desenhadas no filme através dos personagens que representam cada um o seu movimento; seja negro, gay, feminino ou hippie estão todos ali.
Sem querer estragar as surpresas do filme, acho interessante contar um trecho em que o protagonista Jude (isso mesmo, os personagem levam os nomes de canções dos Beatles) é questionado pela sua namorada Lucy sobre a falta de engajamento político e este responde pintando quadros ao som de Strawberry Fields Forever, no qual os morangos remetem aos sangue derramado na guerra do Vietnã e mais tarde acaba virando logomarca de uma gravadora. Ou seja, para além das manifestações de rua, embates com a polícia, quebra-quebra e bombas caseiras, a arte mostra-se “arma” privilegiada na luta ideológica. Acho que isso é o que torna o período de 68 tão marcante e atraente. E isso o filme reconhece muito bem!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Aliás e a propósito... (ainda sobre Indiana Jones)
De forma naaaada oportuna (ou seria "oportunista"?), há coisa de aproximadamente um mês, a Rede Globo exibiu Caçadores da arca perdida numa Temperatura Máxima da vida, depois de pelo menos uma década sem Indiana Jones na telinha. Tenho certeza de que os filmes do arqueólogo não freqüentavam a TV há muito tempo, pois quando eu era moleque em Anchieta, sem vídeo-cassete em casa até 1996, pelo menos, a única chance que eu tinha de ver Indiana Jones era quando a Globo cismava de exibir algum filme na Sessão da Tarde - coisa que eu aguardava ansiosamente, a não perder.
Óbvio que larguei tudo o que estava fazendo para rever o Caçadores, e qual foi minha surpresa ao descobrir que toda a seqüência final, quando os nazis abrem a arca e derretem ao se confrontarem com o Poder de Deus havia sido impiedosamente picotada, de forma a eliminar as cenas mais "chocantes". Tá bom que o próprio Spielberg andou embarcando numa trip politicamente correta, quando, à época do relançamento de ET nos cinemas, em 2002, ele eliminou digitalmente as armas na mão dos policiais, substituindo-as por inofensivos walkie-talkies (agora me explica se você, na pele do pequeno Elliot em sua bicicleta, teria medo de policiais portando walkit-talkies?). Também ouvi um boato de que numa eventual "versão para os cinemas" da trilogia Indiana Jones (a idéia do relançamento parece ter sido abortada), Spielberg cortaria a célebre cena na qual Indy dispara contra um egípcio fanfarrão que desafia o herói fazendo mil malabarismos com sua cimitarra - o diretor achou que a cena seria considerada preconceituosa contra o povo árabe, vejam vocês...
O que mais me surpreendeu é que Caçadores estava sendo exibido às duas da tarde, como sempre o fora durante os anos 90. Do nada, a cena dos nazis derretendo ficou chocante? Indiana Jones virou "Censura 12 anos"? E quando exibirem O templo da perdição, nada de coração arrancado e cérebro fresco de macaco? Periga virar um curta-metragem...
Óbvio que larguei tudo o que estava fazendo para rever o Caçadores, e qual foi minha surpresa ao descobrir que toda a seqüência final, quando os nazis abrem a arca e derretem ao se confrontarem com o Poder de Deus havia sido impiedosamente picotada, de forma a eliminar as cenas mais "chocantes". Tá bom que o próprio Spielberg andou embarcando numa trip politicamente correta, quando, à época do relançamento de ET nos cinemas, em 2002, ele eliminou digitalmente as armas na mão dos policiais, substituindo-as por inofensivos walkie-talkies (agora me explica se você, na pele do pequeno Elliot em sua bicicleta, teria medo de policiais portando walkit-talkies?). Também ouvi um boato de que numa eventual "versão para os cinemas" da trilogia Indiana Jones (a idéia do relançamento parece ter sido abortada), Spielberg cortaria a célebre cena na qual Indy dispara contra um egípcio fanfarrão que desafia o herói fazendo mil malabarismos com sua cimitarra - o diretor achou que a cena seria considerada preconceituosa contra o povo árabe, vejam vocês...
O que mais me surpreendeu é que Caçadores estava sendo exibido às duas da tarde, como sempre o fora durante os anos 90. Do nada, a cena dos nazis derretendo ficou chocante? Indiana Jones virou "Censura 12 anos"? E quando exibirem O templo da perdição, nada de coração arrancado e cérebro fresco de macaco? Periga virar um curta-metragem...
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Do you, Mr. Jones?

Costumo dizer que o mundo (ou pelo menos o mundo nerd pós-década de 80) se divide entre os admiradores fervorosos de Star Wars e os fãs incondicionais de Indiana Jones. Aos que humildemente se enquadram no grupo #2 (tal e qual este que vos blogueia), um dia 22 de maio nunca representou tanto. Assim que virarmos o mês, logo mais à noite, faltarão pouco mais de 20 dias para a estréia mundial do quarto filme da saga do personagem que fez todo garoto hoje na faixa dos 20-30 anos sonhar em ser arqueólogo um dia. Para os que eram muito pequenos na época em que A última cruzada - o último (e, na minha modesta opinião, o melhor) episódio da (até então) trilogia - freqüentou os nossos cinemas, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal deve possuir um sabor duplamente especial, já que ouvir o clássico tema de John Williams numa sala com som THX e tela gigante promete ser qualquer coisa. Para os demais, é a chance de retornar à infância ou, numa perspectiva mais cínica, confrontar-se com a incontornável passagem do tempo (garanto que vai ter muita gente dizendo que "naquela época é que era bom", que "o personagem envelheceu mal" ou então que "bons mesmos eram os efeitos de 1981").
Muito pouco foi revelado sobre a trama do longa, mas sabe-se que ela possui pontos de conexão com a história do primeiro filme (como a volta da personagem Marion, par romântico do herói em Caçadores da arca perdida e algumas cenas ambientadas naquele depósito ultra-secreto para onde a arca é levada), que desta feita os vilões são russos (já que a ação transcorre nos anos da Guerra Fria), que Cate Blanchett está morena e que a matriz com a qual o filme dialoga é a da ficção científica dos anos 50, no lugar do cinema de aventuras da década de 30 (não se surpreendam, portanto, se as tais Caveiras de Cristal do título possuírem origem alienígena - quem sabe os ETs de Contatos imediatos do terceiro grau?). O trailer, disponível aqui, dá pistas de que os efeitos visuais serão mais mecânicos do que digitais (ainda bem, já que a praga do CGI consegue transformar até as pirâmides do Egito em monumentos artificiais, conforme visto n'O retorno da múmia) - dispensável apenas o close inicial na bandeira americana tremulante, mas o que esperar do ultra-patriota Spielberg?
Outro dia estava revendo um documentário muito bacana sobre o cinema americano da década de 70 - a famosa "geração Easy Rider", de Scorsese, Coppola, Lumet, Friedkin e cia. - intitulado A decade under the influence. O filme narra de forma bastante precisa como todo o ímpeto contestador e contracultural dos anos 60 e da primeira metade da década seguinte (que gerou produções como Taxi driver, O poderoso chefão e Um dia de cão, além do já citado Easy rider) foi se esgotando no final dos anos 70. À medida que eventos como a derrota na Guerra do Vietnam, a queda de Nixon e as crises petrolíferas iam semeando, junto ao público consumidor de cinema, um desejo por "entretenimento escapista", que o afastasse dos problemas cotidianos, Hollywood começava a formatar aquilo que, da década de 80 em diante, ficou conhecido como "Cultura dos Blockbusters".
Os primeiros símbolos dessa nova forma de fazer cinema, onde filmes custavam muitos milhões de dólares, eram lançados em milhares de salas e encontravam-se amparados por uma poderosa máquina publicitária (capaz de vender de trilhas sonoras a bonequinhos, passando por biscoitos e guarda-chuvas temáticos do filme em questão), foram, justamente, Tubarão (de Steven Spielberg, 1975) e Star Wars (de George Lucas, em 1977) - dupla que se reuniu, em 1981, para levar às telas a busca de um certo arqueólogo por uma certa arca perdida... É provável, portanto, que o lançamento do quarto episódio da saga seja pontuado por incontáveis discursos anti-entretenimento massivo, já que O reino da caveira de cristal deve tomar os cinemas de assalto e, conseqüentemente, reduzir o espaço para os lançamentos de menor apelo mercadológico (o cinema brasileiro é um que muito provavelmente vai se dar mal nessa briga).
Também confesso ter uma curiosidade algo mórbida para verificar como vai se dar a atuação dos vendedores piratas, quanto tempo vai levar entre a premiére mundial do filme no Festival de Cannes e a primeira cópia a circular na internet e, por fim, para saber de que forma o herói cinematográfico da minha geração será recebido pela turma mais nova, acostumada a frenéticos Homens-Aranha e congêneres. Cairá Spielberg na "armadilha" (da qual George Lucas e sua retomada da saga Star Wars decerto não saíram muito bem) de tentar alcançar "novas platéias", desagradando os "antigos fãs" (as aspas são de propósito)?
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Lançamento do jogo Halo 3 faz bilheteria de cinemas nos Estados Unidos despencarem
Pelo menos foi essa a explicação dada pelo analista Claude Brodesser-Akner em declaração ao site Advertising Age. Segundo ele, o público que jogaria Halo 3 - jogo de tiro em primeira pessoa feito pela Microsoft para o XBox - é o mesmo que comparece em massa aos cinemas, com idade entre 18 e 34 anos. Esse efeito de vamos trocar o cinema pelo video game é visivelmente prejudicial à indústria cinematográfica e pode durar semanas.
Já a Microsoft não tem do que reclamar. Em sua primeira semana de venda, o jogo arrecadou mais de 300 mihões de dólares, batendo recordes e superando a arrecadação dos filmes Spider Man 3 e Piratas do Caribe: O Baú da Morte, do último livro da série Harry Potter e até mesmo do jogo antecessor, Halo 2.
Via omelete. Artigo completo aqui (inglês). Mais informações sobre o jogo Halo 3 aqui.
Já a Microsoft não tem do que reclamar. Em sua primeira semana de venda, o jogo arrecadou mais de 300 mihões de dólares, batendo recordes e superando a arrecadação dos filmes Spider Man 3 e Piratas do Caribe: O Baú da Morte, do último livro da série Harry Potter e até mesmo do jogo antecessor, Halo 2.Via omelete. Artigo completo aqui (inglês). Mais informações sobre o jogo Halo 3 aqui.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Star Wars Brasil
Para alegria do Luiz Adolfo, minha e de todos aqueles que têm uma veia nerd - mesmo que discreta - pulsando dentro de si, a mostra que reúne em exposição a história dos 30 anos de Star Wars vem para o Brasil. O país será o primeiro da América Latina a apresentar as naves espaciais e veículos em tamanho natural, maquetes, miniaturas, figurinos, bonecos e robôs, fotos, ilustrações, vídeos de entrevistas, além de diversas atrações, como a tão esperada Escola Jedi, onde o visitante poderá ter aulas de como, por exemplo, manusear um sabre de luz.
Quem esteve aqui divulgando o evento e dando a feliz a notíca foi Anthony Daniels, o ator de 61 anos responsável por dar vida a C-3PO em todos os filmes da série. A exposição será aberta em São Paulo, no dia 1º de março de 2008.
Quem esteve aqui divulgando o evento e dando a feliz a notíca foi Anthony Daniels, o ator de 61 anos responsável por dar vida a C-3PO em todos os filmes da série. A exposição será aberta em São Paulo, no dia 1º de março de 2008.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Documentarismo virtual
Second Life não pára de questionar certos cânones relacionados ao entretenimento – desta vez a interrogação foi dirigida à industria cinematográfica. Nesta semana, SL desafiou os diretores que defendem uma relação hipodérmica entre documentário e realidade. No último dia 07 de setembro, foi noticiado que o canal de TV por assinatura HBO teria comprado os direitos do primeiro documentário curta metragem, rodado inteiramente em um mundo virtual.
My Second Life – The Video Diaries of Molotov Alta, este é o nome do filme, documenta a história de um personagem que desapareceu de sua casa, na Califórnia, e passou a disparar boletins em vídeo a partir da comunidade virtual instalada em Second Life. Cada um destes filmes mostra um pouco da vida de Alta, no ambiente de SL. Reunidos, estes vídeos configuram a totalidade da narrativa em The Video Diaries of Molotov Alta. O primeiro destes fragmentos já pode ser visto no Youtube.
Segundo fontes, a HBO teria pago mais de U$ 100 mil ao usuário e produtor Douglas Gayeton - que na vida real já assinou trabalhos como o filme Johnny Mnemonic - dono do avatar Molotov Alta, no Second Life. My Second Life – The Video Diaries of Molotov Alta está programado para ir ao ar na TV em 2008.
Segundo fontes, a HBO teria pago mais de U$ 100 mil ao usuário e produtor Douglas Gayeton - que na vida real já assinou trabalhos como o filme Johnny Mnemonic - dono do avatar Molotov Alta, no Second Life. My Second Life – The Video Diaries of Molotov Alta está programado para ir ao ar na TV em 2008.
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domingo, 3 de junho de 2007
Perdidos na Internet
No último dia 23, a rede de televisão norte americana ABC exibiu o episódio que encerrou a terceira temporada da série LOST. O programa é um dos maiores fenômenos da TV, neste segundo milênio, contando com inúmeros fãs espalhados nos mais variados países do mundo. E para prender a atenção deste público, no espaço entre uma temporada da outra do seriado, a produção criou um game chamado LOST Experience, fundamentado na história contada na TV. Porém, nem o mais otimista dos produtores imaginava o sucesso que esta brincadeira teria.No intervalo da segunda para terceira temporada, o produtor executivo da série, Damon Lindelof, orientou sua equipe para espalhar “pistas” na internet, que tinham ligações com certos mistérios ainda não explicados, até o momento, no programa de TV. Uma destas informações dava conta de que seria exibido, durante o intervalo comercial da série nos EUA, um número de telefone da Fundação Hanso - uma organização presente na trama do seriado. Os telespectadores ficaram aturdidos com a notícia, e decidiram ligar para conferir o fato era verdadeiro ou não. Quem assistiu o programa e discou para o número, caiu na rede do LOST Experience, game do tipo ARG que rapidamente virou um sucesso entre o publico que acompanha LOST.
Uma aluna do curso de Comunicação da UFF, Luana Martins, me contou que “os episódios de LOST sempre tiveram muitos mistérios e coincidências. A maioria dos nomes dos personagens são referências a personalidades reais, tendo relevância para a trama ou não. Além disso, praticamente todos os números, como por exemplo os assentos dos passageiros no avião, têm alguma relação com a recorrente seqüência 4-8-15-16-23-42, sozinhos, multiplicados ou somados, etc. E tudo isso, entre outros detalhes, rendia discussões e pesquisas na Internet com amigos que também acompanhavam o show de TV”. A partir desta efervescência criada entre os telespectadores vidrados em LOST – e este depoimento da moça refere-se apenas aos jogadores Rio de Janeiro, dá pra imaginar quantos existem no mundo – a produção de LOST criou um site para esta Fundação, na internet. Quem acessava e decidia investigar as atitudes da Hanso descobria que a Fundação estava envolvida em um série de projetos ilegais, como atividades com material químico e radioativo, etc. Em seguida, o site passou a sofrer ataques de um hacker, e os internautas passaram a acompanhar os mistérios e ajudar as desvendá-los, em um complexo jogo. Os internautas navegavam no ciberespaço, procurando pistas que eram lançadas pela produção em links escondidos, códigos na web, transmissões clandestinas, sites conspiratórios (oficiais, não de fãs) e etc. Uma especificidade deste tipo de game, que cabe aqui ressaltar, é que algumas destas pistas eram espalhadas nas cidades dos EUA, codificadas em mensagens nos outdoors, anúncios em jornais, revistas, entrevistas na TV – compondo enigmas complexos que os jogadores deveriam vasculhar o espaço urbano para desvenda-los.
Minha amiga Luana ainda revelou que “o fato de todas as informações estarem sempre assustadoramente bem amarradas e espalhadas por toda parte, me passava a impressão de que era impossível parar de acompanhar. A qualquer momento, algum acontecimento muito revelador ou ainda mais intrigante podia acontecer e era muito rápido se desatualizar. Cheguei ao ponto de verificar o andamento do jogo antes de qualquer outra coisa, ao entrar na Internet”. O sucesso do game Lost Experience foi tão grande que os produtores interromperam a 3ª temporada do seriado no sexto episódio, que curiosamente possibilitou que os fãs tivessem mais tempo para se dedicar aos enigmas do jogo.
Com final da temporada atual e o sucesso do ARG, funcionando como ferramenta de promoção do seriado, minha expectativa é que o jogo seja retomado e novos enigmas sejam colocados na rede, gerando em novas investigações. “Sem dúvida, o seriado é um grande estímulo para que se acompanhe o jogo e vice-versa. Atualmente, reparo que algumas coisas que acontecem na série fazem mais sentido para mim do que para alguns amigos que não acompanhavam o game Lost Experience. Embora as histórias sejam independentes e, por isso, seja possível acompanhar apenas um deles, os enredos se esbarram o tempo todo, descomplicando bastante a compreensão dos dois”, finalizou Luana, que uma das maiores fã de LOST que eu conheço.
Outra constatação que me instigou, e pode facilmente ser comprovada experimentando games como o Lost Experience, é quando pensamos em um jogo eletrônico do tipo ARG, atualmente, devemos considerar aspectos relacionados à produção de conteúdo e formação de comunidades. Afinal de contas, para avançar no desafio destes games, o jogador deve adquirir intimidades com as ferramentas e ambientes mais recentes do computador, desenvolver habilidades de comunicação – por exemplo, deve-se falar inglês para dialogar com jogadores estrangeiros - e se relacionar com pessoas de outras culturas de uma modo impar e divertida, ou seja, brincando.
Para ter uma idéia de quantos internautas jogaram o Lost Experience basta acessar este link, que mostra todas as pessoas que conseguiram cumprir a última tarefa do jogo: Encontrar e comprar uma barra de um chocolate chamado Apollo, em buscar de pistas para solucionar o enigma final. Quem que conseguia comprar o tal doce, deveria enviar uma foto para a produção do Lost, que em seguida postava o retrato em um site. No mapa mundi representado neste domínio, quem passar o mouse sobre o desenho do Brasil, poderá conhecer os jogadores conterrâneos que cumpriram tal missão. Dentre os players, é possível encontrar uma outra amiga e aluna da UFF, a Grazi, acompanhada da barra de chocolate. Depois de encerrada esta rodada do game Lost Experience e com o final da terceira temporada do seriado, os internautas já estão vasculhando os sites da internet em busca de novas pistas que levem novamente à rede de enigmas que fez do Lost Experience um dos ARGs de maior sucesso, recentemente.
Uma aluna do curso de Comunicação da UFF, Luana Martins, me contou que “os episódios de LOST sempre tiveram muitos mistérios e coincidências. A maioria dos nomes dos personagens são referências a personalidades reais, tendo relevância para a trama ou não. Além disso, praticamente todos os números, como por exemplo os assentos dos passageiros no avião, têm alguma relação com a recorrente seqüência 4-8-15-16-23-42, sozinhos, multiplicados ou somados, etc. E tudo isso, entre outros detalhes, rendia discussões e pesquisas na Internet com amigos que também acompanhavam o show de TV”. A partir desta efervescência criada entre os telespectadores vidrados em LOST – e este depoimento da moça refere-se apenas aos jogadores Rio de Janeiro, dá pra imaginar quantos existem no mundo – a produção de LOST criou um site para esta Fundação, na internet. Quem acessava e decidia investigar as atitudes da Hanso descobria que a Fundação estava envolvida em um série de projetos ilegais, como atividades com material químico e radioativo, etc. Em seguida, o site passou a sofrer ataques de um hacker, e os internautas passaram a acompanhar os mistérios e ajudar as desvendá-los, em um complexo jogo. Os internautas navegavam no ciberespaço, procurando pistas que eram lançadas pela produção em links escondidos, códigos na web, transmissões clandestinas, sites conspiratórios (oficiais, não de fãs) e etc. Uma especificidade deste tipo de game, que cabe aqui ressaltar, é que algumas destas pistas eram espalhadas nas cidades dos EUA, codificadas em mensagens nos outdoors, anúncios em jornais, revistas, entrevistas na TV – compondo enigmas complexos que os jogadores deveriam vasculhar o espaço urbano para desvenda-los.
Minha amiga Luana ainda revelou que “o fato de todas as informações estarem sempre assustadoramente bem amarradas e espalhadas por toda parte, me passava a impressão de que era impossível parar de acompanhar. A qualquer momento, algum acontecimento muito revelador ou ainda mais intrigante podia acontecer e era muito rápido se desatualizar. Cheguei ao ponto de verificar o andamento do jogo antes de qualquer outra coisa, ao entrar na Internet”. O sucesso do game Lost Experience foi tão grande que os produtores interromperam a 3ª temporada do seriado no sexto episódio, que curiosamente possibilitou que os fãs tivessem mais tempo para se dedicar aos enigmas do jogo.
Com final da temporada atual e o sucesso do ARG, funcionando como ferramenta de promoção do seriado, minha expectativa é que o jogo seja retomado e novos enigmas sejam colocados na rede, gerando em novas investigações. “Sem dúvida, o seriado é um grande estímulo para que se acompanhe o jogo e vice-versa. Atualmente, reparo que algumas coisas que acontecem na série fazem mais sentido para mim do que para alguns amigos que não acompanhavam o game Lost Experience. Embora as histórias sejam independentes e, por isso, seja possível acompanhar apenas um deles, os enredos se esbarram o tempo todo, descomplicando bastante a compreensão dos dois”, finalizou Luana, que uma das maiores fã de LOST que eu conheço.
Outra constatação que me instigou, e pode facilmente ser comprovada experimentando games como o Lost Experience, é quando pensamos em um jogo eletrônico do tipo ARG, atualmente, devemos considerar aspectos relacionados à produção de conteúdo e formação de comunidades. Afinal de contas, para avançar no desafio destes games, o jogador deve adquirir intimidades com as ferramentas e ambientes mais recentes do computador, desenvolver habilidades de comunicação – por exemplo, deve-se falar inglês para dialogar com jogadores estrangeiros - e se relacionar com pessoas de outras culturas de uma modo impar e divertida, ou seja, brincando.
Para ter uma idéia de quantos internautas jogaram o Lost Experience basta acessar este link, que mostra todas as pessoas que conseguiram cumprir a última tarefa do jogo: Encontrar e comprar uma barra de um chocolate chamado Apollo, em buscar de pistas para solucionar o enigma final. Quem que conseguia comprar o tal doce, deveria enviar uma foto para a produção do Lost, que em seguida postava o retrato em um site. No mapa mundi representado neste domínio, quem passar o mouse sobre o desenho do Brasil, poderá conhecer os jogadores conterrâneos que cumpriram tal missão. Dentre os players, é possível encontrar uma outra amiga e aluna da UFF, a Grazi, acompanhada da barra de chocolate. Depois de encerrada esta rodada do game Lost Experience e com o final da terceira temporada do seriado, os internautas já estão vasculhando os sites da internet em busca de novas pistas que levem novamente à rede de enigmas que fez do Lost Experience um dos ARGs de maior sucesso, recentemente.
sábado, 5 de maio de 2007
Festa nas Estrelas
As três décadas de Star Wars serão comemoradas pelo seu criador, o diretor George Lucas, entre os próximos dias 24 e 28, com o Celebration IV – um evento com cinco dias de duração, em Los Angeles, Estados Unidos. Entre as atrações previstas, estão os atores Carrie Fischer (Princesa Leia) e Anthony Daniels (C3PO), além de uma loja de produtos temáticos que ficará aberta 24 hs, durante as comemorações. Para esquentar os ânimos dos milhares de fãs em todo mundo, o cineasta pretende exibir gratuitamente, na véspera do Celebration IV, os seis filmes da série de acordo com a ordem cronológica dos fatos – começando pelo Episódio I: A Ameaça Fantasma e finalizando com Episódio VI: O Retorno de Jedi. Star Wars é, até hoje, a segunda maior bilheteria da história do cinema americano, faturando cerca de US$ 500 milhões só nos Estados Unidos.Mais presentes
George Lucas não pretende parar por aí. Os fãs também foram contemplados com o livro The making of Star Wars: The definitive story behind the original film, que chegou às livrarias americanas no dia 24 de abril. A edição inclui curiosidades reveladas recentemente pela equipe técnica e pelo elenco da série, fotos e documentos perdidos, storyboards raros, diários de produção e uma entrevista com o cineasta - feita na véspera do lançamento de Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 1977, e nunca antes publicada. Outra surpresa preparada por Lucas, para o aniversário de 30 anos de Guerra nas Estrelas, é a exibição do documentário Heart of an Empire, de Jay Thompson, que também acaba de ser lançado nos EUA. O Filme retrata a loucura dos integrantes da 501ª Legion, um fã clube de Star Wars fundado há cerca de 10 anos, e que conta com mais de 7.000 filiados. O grupo, que tem como objetivo principal manter vivo o espírito da saga, é um fenômeno de mídia nos Estados Unidos. Infelizmente, Heart of an empire ainda não tem data prevista para estrear no Brasil.
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