quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Os instrumentos de Björk

Antes de continuarmos a escrever sobre os shows do Tim, eu PRECISO fazer uma pausa pra comentar sobre a reacTable, um dos "instrumentos" usados pela cantora em sua apresentação. Instrumentos entre aspas porque pouco se assemelha aos instrumentos que estamos acostumados a ver, mas nem por isso deixa de produzir sons - maravilhosos, por sinal. Se não me engano, quem estava controlando a reacTable no show era o Mark Bell e a estréia dela nos shows de Björk aconteceu em 27 de Abril desse ano, no festival de Coachella. Aqui embaixo, o vídeo de Declare Independence, tocada no Coachella, música usada para terminar os shows da turnê atual.



A reacTable é invenção de estudantes espanhóis, que pertecencem ao Music Technology Group da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.

Eu juro que eu queria explicar como funciona, mas está difícil até de traduzir o texto da wikipedia. O melhor é ver o vídeo aqui embaixo que, mesmo em inglês, dá uma idéia bem boa sobre a potencialidade do aparelho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

LabCult: momento Caras






Entre as mil e uma atividades, o LabCult também faz colunismo social. Fui encontrando aluninhas e orientandas queridas no Tim e o resultado taí. Debaixo para cima: as três primeiras fotos são no show da Bjork: 1) com a Inês, aluna de Mídia e amiga dela 2) Com Ana Carolina e Gisele - alunas de Produção Cultural (e, no caso da Ana, minha orientanda); 3) Com a Gabriela, também de Produção e também minha orientanda. Mais acima, a equipe do LabCult trabalhando: com Marcelo (que tava estressado com a cerveja quente nesta hora) ; e com Lucas.

domingo, 28 de outubro de 2007

Tim - rapidinhas do segundo dia


Pulei as atrações da matinê e cheguei mais tarde, direto para as festas.
O pátio tomado, com Hercovitch e Johny Luxo (como se vê na foto acima) foi um bom sinal. Som alto, o batidão das frequências graves sentidas no corpo, como deve ser.Ufa! que alívio. Já estava com síndrome de abstinência por conta da noite anterior. O melhor é que o tempo abriu e foi uma noite de lua quase cheia e estrelas. Aí tudo fez sentido naquele espaço bacana que é a Marina da Glória.
A tenda "funk mundial" bombou. Mc Sandrinho, Diplo, Marlboro - em sequência - lotaram o espaço e botaram o público todo para dançar. Mais uma vez, Marlboro deu uma aula de funk, das coisas mais antigas aos sucessos recentes...mas Diplo, antes, também usou esta estratégia e ficou meio repetitivo.
Na tenda do Mash Up, saí na metade do Spank Rock - a pegada hip-hop me desanimou e fui conferir o DJ Linsdtrom na festa Disco House. Som ok, tenda cheia e animada. Em compensação, quando voltei ao Mash Up, o Girl Talk já estava pegando fogo. Greg Gilis é um branquelo ensandecido que incendiou a tenda com os melhores mash ups que já ouvi e dancei. Com cara de que estava se divertindo tanto quanto o público, o cara foi suando, tirando a roupa, pulando ida e volta do palco para a platéia, chamando todo mundo para ocupar o palco, dando trabalho aos seguranças...e ainda encerrou a apresentação com o bando do Spank Rock todo dançando no palco. Fica difícil dizer isto frente ao monte de excelentes atrações, mas acho que foi a festa mais divertida e interessante...
Enfim, no segundo dia, o Tim Festival disse a que veio e honrou a tradição.

PS- Ao longo da semana a gente vai postando comentários de outros shows e fotos. É que os rapazes do LabCult ainda estão de ressaca. (rs, rs!!)

Música em Debate VI

Repasso mais um comunicado que chegou ao meu e-mail. Segue a dica praqueles que se interessam por música:

A Série Música em Debate VI (8 e 9 de novembro próximos), promovida pelo Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ, com patrocínio do convênio UFRJ/Banco do Brasil, promoverá oficinas gratuitas abertas a estudantes de música e demais interessados, com capacidade limitada (máximo de 21 participantes cada) e prioridade aos alunos da EM-UFRJ (14 participantes).

Ainda há vagas.

Inscrições nas oficinas: Enviar e-mail ao Prof. Dr. José Alberto Salgado e Silva ( josealberto.zeal@uol.com.br ), com cópia para o Dr. Marcus Wolff ( m_swolff@hotmail.com

Quinta-feira, dia 8 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h
OFICINA 1: Canto Indiano (Prof. Dr. José Luiz Martinez - PUC/SP)
LOCAL: Sala 28

OFICINA2: Viola caipira (Prof. Ms. Ivan Vilela - USP)
LOCAL: Sala da Iniciação Musical

OFICINA 3: Piano (Prof. Dr. Ney Fialkow - UFRGS) LOCAL: Sala da Congregação

Sexta-feira, dia 9 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h - Oficinas de Instrumentos

OFICINA 4: Koto (Instrumento japonês do tipo cítara - Profª. Drª. Alice Lumi Satomi - UFPB)
LOCAL: Sala 28

OFICINA 5: Berimbau (Prof. Dr. Eric Galm - Trinity College, EUA))
LOCAL: Sala da Congregação

sábado, 27 de outubro de 2007

Tim - rapidinhas do primeiro dia

Primeiras impressões do Tim Festival:

Organização nota zero - De longe, o pior ano, dos longuissimos que frequento o Festival. Cheguei cedo e sóbria como nunca dantes. E começam os percalços:

1)Logo na entrada, fila enorme, já com início de tumulto, para "empulseirar" - colocar a pulseirinha que permite a entrada nas tendas. E quando chega a sua vez, só é possível colocar a pulseira do primeiro show ( muita gente compra para vários). Ridículo.
2) Fora das tendas dos shows - poucos bares, que não estão dando conta da demanda. Sufoco pra conseguir qualquer coisa. No Espelunca Chic, foram trocar um barril e, o desajeitamento e desespero da equipe era tal que quase me ofereci para ajudar. Depois de meia hora, com a galera imprensada no balcão esperando, começa a sair o chopp - sem espuma, sem pressão, meio quente. Meu caldinho de feijão - comprado a 8,00 reais, demorou a mesma meia hora.
3) Dentro da tenda - onde assisti Anthony/ Bjork e Hot Chip/Arctic Monkeys, um dos bares serviu cerveja Devassa quente o show inteiro, comprada a 6,00 reais !! A opção - segundo o staff, era ir para o outro bar Ou então, para tomar gelada, tem que ser Primus, a 5,00. Fala sério!!
4) O ar condicionado não tá dando conta - ao contrário dos outros anos, quando o ambiente era sempre maravilhosamente gelado
5) Ao final de cada show, a gente tem que sair e anfrentar uma enorme fila para voltar para o mesmo lugar (já que não está com a "pulseira certa"...)
6) Mas, tudo isto seria perdoado, não fosse um detalhe técnico. Aliás, dois. O primeiro: o som tá ruim. Muito ruim. Embolado, mal equalizado, baixo - em todos os shows.
O segundo: o último show - Montage, Vanguart e Del Rey foi cancelado. Motivo alegado pela produção: a chuva colocava o público em risco. Mas, como assim??? Tá chovendo no Rio desde quarta e isto não foi previsto??


Bom, mas e os shows?

Dos que eu vi, o Anthony and the Johnsons foi o primeiro. Não funcionou. Muito intimista pro espaço, sutilezas orquestrais que não são ouvidas, melancolia inadequada pra galera já animada, à espera da Bjork. É show para a sala Cecília Meireles. Muita gente sentou no chão e ignorou.
Comentários de que "estava chato". Além disto, parece que o horário e o túnel Rebouças fechado não ajudaram.O público foi chegando mesmo no final já para ver a Bjork.

Bjork - arrasou! Entrou no clima, como sempre. Trouxe uma orquestra de louraças que, como disse um amigo, são as verdadeiras "Arctic Monkeys". Com isto, criou um clima meio carnavalesco que funcionou muito bem como espetáculo. Conseguiu driblar as deficiências técnicas com performance, carisma, energia, beleza e música de altissima qualidade.

Hot Chip - entrei na metade do show. Foi a opção para não enfrentar a tal fila que se formou para "empulseirar" novamente, debaixo de chuva. Gostei muito do que vi. Além disto, o público, mais jovem e em maior número do que o do show anterior, já estava no clima, dançando e cantando; e foi ótimo.

Arctic Monkeys - Emocionante ver a molecada arrebentar! Emocionante ver o público cantar cada refrão e fazer mosh n aboca do palco. Foi tudo que se espera de um show de rock: básico, na veia, com o público perfeito.
Estivesse o som mais alto e equalizado, então...


Bem, mas agora a próxima noite nos aguarda. De funk (u-hu!) a Hercovitch; de Moo a Girl Talk, a festa promete. Vamo lá. Amanhã, assim que a ressaca deixar, a gente posta as fotos e mais comentários.

Quem é o melhor do mundo?

Pegando carona no ultimo post, vale dizer como é polêmica a eleição de "melhor Dj do mundo" que a revista Dj organiza. A conquista do 1º lugar por Tiesto durante 3 anos consecutivos se tornou um fato tão marcante, que ele passou a ser tratado não como uma figura eleita por uma revista específica e por um publico especifico a partir de uma competição específica, mas sim como “O melhor Dj do mundo”. Isso gerou uma enorme polêmica em um outro segmento da cena eletrônica, composto por aqueles que estão a mais tempo na estrada e que desclassificam totalmente veículos como esse como instâncias para atribuir valor aos personagens da cena. Não é por acaso que esse tópico rendeu apaixonadas querelas em múltiplas listas de discussão. Elas passaram a girar principalmente em torno da questão: o que é um verdadeiro Dj? Seria muito ingênuo afirmar que essas listas, por serem construídas por atores há mais tempo na cena, carregam algum tipo de verdade absoluta. O mais sensato é localizar diferentes grupos com estratégias de discursos e critérios de valor próprios, a disputar hegemonia nesse mesmo espaço que chamados de cena eletrônica. Falar de uma cena musical é falar de um espaço de disputa de valores a partir de diferentes locais de fala e articulado a partir de diferentes mídias. Nada melhor para ilustrar essa disputa que a tira Trancecracker, produzida à época, ridicularizando essa eleição. Não deixem de lê-la!


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Conheça os super DJs do ano!


E saiu o resultado mais aguardado por quem vive a cena de música eletrônica. A revista DJmag acaba de anunciar os 100 melhores djs de 2007. Na ponta da lista temos o holandês Armin van Buuren que bateu grandes nomes como Tiesto (vencedor em 2006) que ficou em segundo lugar, Paul van Dyk em quarto e Carl Cox em sétimo. David Guetta fez jus ao grande hits do ano (Love is Gone) e emplacou um merecido décimo lugar. A boa notícia para os brasileiros ficou por conta de Anderson Noise que subiu 25 posições e ocupa agora o 54° lugar. A lista foi eleita com a participação popular e por conta de várias denúncias com relação a fraudes na votação a revista DJmag fechou o cerco rolando até desclassificação. A lista conta ainda com os DJs e produtores Sasha, Offer Nissim, Deep Dish, Chemical Brothers, Bob Sinclar, Victor Calderone, Fatboy Slim e Daft Punk entre os 100 djs mais hypados do ano.

Não precisa baixar

Não é novidade que a internet está lotada de Mp3s. Entretanto, acho-los foram das redes de troca de arquivo pode ser um pouco díficil. Além disso, , não é todo mundo que gosta de ficar baixando arquivos infinitamente. Não tem horas que você simplesmente quer ouvir uma certa música mas fica com uma preguica imensa de abrir seu e-mule, buscar o download mais rapido e esperar? Pois bem, o maravilho Seeqpod resolverá o seu problema. Lá voce digita o nome de uma banda e ele busca os Mp3s em centenas de sites. Munido dos resultados, você pode fazer uma lista de execução e escutar na hora e com uma alta qualidade de som, através de um ótimo player, sem necessidade de baixar nada. Melhor ainda: atráves da opção EMBED ele permite que você abra um player e ouça as músicas da lista criada diretamente a partir do seu blog , da mesma forma que se fazemos com os vídeos no youtube. O site ainda conta com busca por letras, informações sobre a banda, permite que você envie a playlist para seu amigos, além de vários outros recursos. A única desvantagem é que ele demora um pouco pra carregar, mas uma vez carregado, ele faz buscas e puxa as músicas de forma incrivelmente rápida. Para demonstrar o recurso deixo como presente pra vocês 8 faixas do rei do Acid e do Breakbeat: Luke Vibert, também conhecido como Wagon Christ.
Quantcast
SeeqPod Music beta - Playable Search

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Derrick De Kerkhove no Rio

Repasso o convite encaminhado pelo brother Vinicius Pereira, que está organizando o evento em parceria com diversas instituições.
Derrick de Kerkhove é diretor do McLuhan Program e autor do livro "A Pele da Cultura" (Ed. Relógio d´Água).
"A Fundação Biblioteca Nacional e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro têm o prazer de convidá-los para a palestra "Novos hábitos de leitura na cibercultura", com o Prof. Dr. Derrick DeKerckhove, a se realizar no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional."
5 de novembro de 2007, segunda-feira, das 15h às 17h
• Entrada Franca •
Rua México, s/nº/Centro - Rio de Janeiro
(acesso pelo jardim)

Transmissão ao vivo: www.institutoembratel.org.br
(Acesse TV PontoCom)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Não demorou muito...

Houve um tempo em que tudo acabava em pizza. Hoje, tudo acaba em funk. Já foi o Jeremias Muito Louco, a Menina Pastora e, agora, o BOPE vem com tudo no Funk da Tropa, por Raphael Mendes.

Trilha sonora de Tropa de Elite sai esse mês


Após toda a polêmica em torno do filme Tropa de Elite desde o vazamento da cópia original e sua comercialização ilegal até a grande estréia do longa nos cinemas com mais de 700 mil espectadores em duas semanas de exibição, o filme volta com mais um capítulo dessa emocionante novela que é a cultura de massa. A EMI anunciou para ainda este mês o lançamento da trilha sonora do longa de José Padilha e como era de se esperar já é possível fazer o download das canções numa infinidade de links na internet ou adquirir o disco em qualquer esquina. Se a pirataria do filme já era um fenômeno interessante pra nós do LabCULT, imagine agora que a questão musical entra em cena.

A trilha foi elaborada pelo músico e compositor curitibano Pedro Bromfmam que além de selecionar as músicas (muitas já conhecidas) também participou da composição das canções incidentais. No repertório temos a banda Tihuana com a faixa homônima do filme que vêm sendo exaustivamente baixada como ringtone, além de "Polícia" dos Titãs e "Shine Happy People" do R.E.M. No entanto, a maior parte do playlist é mesmo formada por funk e rap, claro. Segue a lista das faixas divulgadas até agora.

1. Tihuana - Tropa de lite
2. Homem de Preto
3. PCC Comando Vermelho - Rap das Armas
4. O BOPE Tem Guerreiros Que Acreditam No Brasil
5. Montagem - Tropa de Elite
6. REM - Shiny Happy People
7. Pancadão Rap Brasília -11-Tropa De Elite - Base Eminen
8. Cidinho E Doca - Rap Das Armas (Tropa De Elite)
9. Tropa de Elite - O BOPE tem guerreiros que acreditamno Brasil
10. Tropa de Elite - Mundo do Crime
11. Tropa de Elite - BOPE
12. Titas - Policia
13. Tropa De Elite -Baile Funk do Rio
14. Tropa de Elite - Varios DF- Bicudo
15. Tropa de Elite - O Beck e o contra-cheque

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Montage no Tim



Como tem Tim Festival sexta e sábado (oba!), vamos começar a semana com um aperitivo: a banda, ou melhor, o duo Montage - que toca na sexta.
Tenho ouvido muito os caras, que são de Fortaleza - mas cuja sonoridade não tem nada de regional . Pelo contrário, a pegada é glam/electro/punk, com muita performance nas apresentações.
Fica aí a dica, já que, no meio do monte de atrações, eles podem passar meio desapercebidos.
E o vídeo é da apresentação no Festival Calango 2007, com "Money, Sucess, Fame, Glamour"

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

É pra fazer o quê?

Hoje, eu, Simone e Dally, uma amiga nossa e aluna de Estudos de Mídia, fomos conferir o projeto Multiplicidades no Oi Futuro, antigo Instituto Telemar. A proposta do projeto é bem interessante: juntar experimentações musicais com projeções criando uma atmosfera imersiva, entretanto, acabou não funcionando muito bem. A parte musical ficou a cargo do Dj Diplo, um ótimo Dj americano que mistura funk com música eletrônica a partir de inúmeros samples e bases diversas, fazendo uma mistura bem interessante. As projeções ficavam a cargo de LeandroHBL que também escolheu diversas figuras cariocas e decompôs os seus corpos em pedaços que eram projetados em diversas telas. Entretanto, ao chegar no espaço do evento nos deparamos com uma arquibancada cheia de almofadas e um espaço vazio logo à frente. Ao sentarmos ficávamos de cara com as projeções e com o Dj, muito escondido em um canto. Ficamos todos olhando as imagens sem saber o que fazer. O evento era aquilo mesmo ou algo mais estava por vir? Pra que estávamos sentados e olhando pra uma tela já que não tinha nenhum filme passando? Devíamos dançar? O som que ouvíamos deveria nos levaria a isso, mas dada a disposição do espaço, não éramos convidados a tal. O fato do evento começar às 19:30 e de não aquela típica movimentação de boate que nos anima, também contribuía para ficarmos parados. A situação ficou tão esquisita que um dos amigos do Diplo pegou o microfone e disse: "podem dançar". A partir daí algumas pessoas se animaram, mas nem de longe pode-se dizer que o público ficou entusiasmado. Isso nos mostra que ao pensar em música não pensamos somente em uma sonoridade, mas em toda uma conjunção de fatores que vai ser fundamental para valorizar ou não o material sonoro. O fato de o evento começar cedo e dispor de uma arquibancada me preparou psicologicamente para algo como uma performance multimídia, algo que requer muitos mais uma recepção "cerebral" do que corporal. Chegando lá e vendo uma música altamente dançante, fiquei confuso e desnorteado. Tinha sido frustrado o meu horizonte de expectativas, um dos fatores principais na maneira como julgamos produtos culturais. Sempre esperamos algo quando nos deparamos com qualquer um deles: a forma como o valorizaremos, positiva ou negativamente, vai estar intrinsecamente ligada ao diálogo com aquilo que esperamos. Isso não quer dizer que ser surpreendido é algo sempre ruim, mas que nossa sensibilidade é guiada a partir de certos padrões que vão balizar nosso julgamento sobre a qualidade desses produtos, o que quando estamos tratando de música, como já disse, não se resume ao material sonoro, mas aos espaços de difusão, formas de consumo, etc... É só assim que podemos compreender como uma música ótima somada a uma iluminação e projeções boas, além da presença de amigos pode resultar em um evento ruim.. Para não finalizar de forma rancorosa, lhes desejo um bom final de semana e deixo um set do incrível Diplo para animá-los. Quantcast
SeeqPod Music beta - Playable Search
Incrível o player, não? Falarei dele no meu próximo post. Aguardem!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Lançamento do jogo Halo 3 faz bilheteria de cinemas nos Estados Unidos despencarem

Pelo menos foi essa a explicação dada pelo analista Claude Brodesser-Akner em declaração ao site Advertising Age. Segundo ele, o público que jogaria Halo 3 - jogo de tiro em primeira pessoa feito pela Microsoft para o XBox - é o mesmo que comparece em massa aos cinemas, com idade entre 18 e 34 anos. Esse efeito de vamos trocar o cinema pelo video game é visivelmente prejudicial à indústria cinematográfica e pode durar semanas.

Já a Microsoft não tem do que reclamar. Em sua primeira semana de venda, o jogo arrecadou mais de 300 mihões de dólares, batendo recordes e superando a arrecadação dos filmes Spider Man 3 e Piratas do Caribe: O Baú da Morte, do último livro da série Harry Potter e até mesmo do jogo antecessor, Halo 2.

Via omelete. Artigo completo aqui (inglês). Mais informações sobre o jogo Halo 3 aqui.

Total Music vs. iTunes

A Universal comunicou planos de lançar brevemente o Total Music, serviço online que irá concorrer com o iTunes, da Apple. A GRANDE vantagem é que os assinantes desse serviço da Universal não pagariam pelas músicas baixadas - o custo seria coberto pelas fabricantes de mp3 (e equivalentes) players e operadoras de celular!

via: caderno dinheiro da folha de s. paulo

mais informações aqui: Baboo (português) e Gizmodo (várias línguas, menos português)

Madonna´s material deal

Mais uma adesão às experimentações com novos formatos de distribuição de música. E de peso!
Madonna - mesmo devendo um álbum à Warner - anuncia seu rompimento com a gravadora e fecha um contrato com agente que vai administrar sua carreira de forma autônoma.
Vejam a matéria da CNN, que na televisão ganhou o título de Madonna´s material deal.
Vale destacar a afirmação da cantora de que estamos vivendo "um novo paradigma" na produção de música e "the possibilities are endless"!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Campanha da TV Digital

Segue a campanha completa lançada recentemente.

TV digital aponta para novos hábitos de consumo

E a TV Digital volta a ser o tema do momento. Anunciada para estrear em São Paulo no dia 2 de Dezembro deste ano, o padrão digital de TV ganha uma campanha publicitária para informar aos telespectadores sobre a nova tecnologia. E como não poderia ser diferente os discursos sobre a novidade transitam entre os céticos e os deslumbrados repetindo mais uma vez a famosa discussão entre apocalípticos e integrados.

A divergência com relação ao custo dos aparelhos conversores; os set-top boxes, leva a uma problematização do acesso a informação e da inclusão digital. O aparelho conversor é indispensável para quem deseja assistir a TV digital e como a princípio nenhuma TV vendida no Brasil possui o conversor incluso, será necessário adquirir o conversor por fora. Várias marcas já estão produzindo o aparelho que deverá ser o novo fetiche digital. Embora o governo anuncie a cifra de R$ 200,00 a indústria trabalha em cima dos R$ 800,00 e mesmo assim, quem quiser assistir a novela das oito com a qualidade máxima (1.080 linhas) terá que desembolsar cerca de R$ 7.000 para adquirir a TV Full High Definition. Não é sem motivo que o diretor da TVA Virgílio Amaral disse em recente entrevista que a TV Digital estreará para ninguém e que a verdadeira estréia da HDTV ocorrerá durante as Olimpíadas de Pequim.

Entre as questões polêmicas destaca-se a possibilidade de autoprogramação. Esse recurso consiste em permitir ao telespectador gravar programas e assisti-los aleatoriamente. A polêmica deve-se ao fato de que o mesmo recurso que permite gravar séries e novelas para assistir depois, também facilitaria a reprodução dos conteúdos visando sua comercialização ilegal (leia-se pirataria). Tal possibilidade levou as emissoras a criarem bloqueios que impelem as gravações digitais. Mas especialistas em direitos do consumidor já estão questionando o bloqueio e querem que o governo proíba tal prática adotada pelas emissoras. O aparelho que possibilita as gravações chama-se DVR e pelo menos no primeiro lote dos conversores digitais a ferramenta ainda não estará disponível.

Além disso, com a autoprogramação os anúncios publicitários poderiam ser “pulados” o que prejudicaria a receita das emissoras. A questão vem sendo discutida já algum tempo e muitos apontam como solução o merchandising. Mas se no início da TV era comum os programas que levavam os nomes dos anunciantes como Repórter Esso, por exemplo, hoje a possibilidade de retomar tal prática causa furor entre os que argumentam em favor da imparcialidade dos meios de comunicação.

Outra transformação diz respeito a medição de audiência. O ibope já está trabalhando num novo aparelho (o DIB 6) capaz de medir tanto a audiência em pontos (no caso da transmissão ao vivo) quanto monitorar o conteúdo mesmo horas depois de sua veiculação. Só assim será possível identificar o consumo de produtos gravados com o recurso de autoprogramação.

A interatividade, mesmo que reativa, como diria Alex primo, está no centro das discussões sobre a TV Digital. Tanto é o maior atrativo para os telespectadores, quanto o maior problema para as emissoras que precisam se adaptar aos novos hábitos de consumo. E embora muito se especule sobre as potencialidades da nova TV, só mesmo quando esta passar a ser utilizada pela sociedade é que será possível identificar quais hábitos se concretizarão e quais efeitos terão sobre a indústria cultural.

domingo, 14 de outubro de 2007

A polêmica de Frankfurt

Ao longo de nossos estudos sobre Indústria do Entretenimento, discutimos uma ampla gama de temas que se relacionam. É impressionante notar que tanto ao tratar da questão do gosto e valoração dos produtos midiáticos, quanto de seus efeitos, ou ainda de sua estrutura organizacional, quase sempre esbarramos no tão polemico paradigma frankfurtiano. É impossível passar por uma Escola de Comunicação sem ouvir falar na famosa Escola de Frankfurt. Devido à popularização imensa da obra de Adorno e Horkheimer, "A dialética do Esclarecimento", principalmente de um de seus textos, "Indústria Cultural - O Iluminismo como mistificação das massas", falar em Frankfurt se tornou sinônimo de manipulação midiática , lixo cultural e de telespectadores passivos. Essa afirmação não deixa de ter uma parcela de verdade, entretanto um dos temas mais controversos e complexos que a comunicação tomou pra si como objeto, costuma carecer de contextualização histórica. É importante lembrarmos que a perspectiva adorniana estabelece um diálogo extenso com toda a racionalidade que se fundou a partir do século das luzes. Esse projeto consistia, muito sinteticamente, no domínio da natureza pela homem, o que o libertaria de um suposto atraso das sociedades tradicionais cuja base de conhecimento era o misticismo e a intuição. Isso resultaria na expansão da liberdade humana, de seu potencial de ser e agir no mundo. Adorno argumentou que essa racionalidade iluminista, não passou de um projeto que se converteu em uma racionalidade instrumental, que transformou o domínio da natureza pelo homem em domínio do homem pelo homem. A indústria cultural, viria, então como exemplo capital desse processo. Muito pouco desse contexto costuma ser ensinado aos estudantes, sendo as análises polarizadas ao redor de duas tendências: ou considerar os frankfurtianos como simples elitistas ou dizer que eles estavam realmente certos e que confirmaram o lugar comum de que mídia, realmente, manipula! Sobre essa questão cabe ler o texto de Claudio Tognoli, que gira em torno do discurso que Anamaria Fadul, presidente do Conselho Curador da Intercom, professou no enceramento de um congresso, acusando os professores de comunicação de interpretações errôneas e descontextualizadas das análises de Frankfurt. Apesar de escrito há dois anos, a questão é mais do que atual. Recomendamos também o texto de Renato Ortiz, "A escola de Frakfurt e a questão da Cultura", em que as idéias de Frankfurt são apresentadas de forma suscinta e contextualizada, ideal para introduzir a leitura dos complexos textos da Escola.

Cifras da indústria dos games

Cifras muito expressivas sobre o mercado de games são apresentadas em matéria do caderno de Economia, pgs 33 e 34, do Jornal O Globo., edição impressa de hoje - parcialmente reproduzidas na online.
Em 2006, essa indústria faturou 32 bilhões de dólares no mundo; e a expectativa dos analistas é que, até 2009, estes ganhos atinjam 49 bilhões.
Em 2004, só nos EUA, o mercado de videogames repondia por 26% da receita de entretenimento, acima de cinema (21%), filmes em DVD (20%) e ingressos para shows (5%) - e só perdia para o consumo musical (28%).

A previsão, entretanto, é a de que o mercado de games encerre este ano ultrapassando o mercado de música; e que as duas grandes empresas do setor, Nintendo e Sony, lucrem 10 bilhões de dólares em 2007.

O Brasil, por sua vez, tem dez milhões de jogadores. Ainda que represente apenas 10% do mercado americano, e, segundo a matéria, esbarre nos problemas de pirataria e tributação pesada, que encarece o preço dos jogos, trata-se de um mercado com enorme potencial de crescimento.

Testando novas tecnologias e explorando novos ambientes - tais como celulares - os games confirmam-se, pelo menos nesta primeira década do século XXI, como a ponta da indústria do entretenimento.Ou, como diz um dos entrevistados, como a "Fórmula 1" da informática, uma vez que é o setor que catalisa o desenvolvimento de experimentações e novidades.

sábado, 13 de outubro de 2007

Boas do finde carioca

Três dicas:

Filminhos bacanas ligados ao universo da música, ainda que com temáticas muito distintas - Metal - sobre o Heavy metal, é claro!; Haisrpray - com Travolta impagável como sempre; e Brasileirinho, sobre o choro.
A festa do RioCenaContemporânea. Hoje é dia de Stereo Maracanã e Mauricio Valladares - lá no Centro Cultural de Ação da Cidadania (só o espaço vale a ida)
E pra fechar, domingão com a Parada do Orgulho GLBT, em Copacabana. É a partir das 13 horas, com 20 carros que vão percorrer a orla. Não tem como não ser divertido; e a paisagem sonora é sempre de eletrônica.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Já que é dia das crianças...




Estava tão ligada no Tim Festival, que só hoje acordei para as atrações do Planeta Terra, que acontece dia 10 de novembro. Não, no Rio não tem - só em Sampa.Sim, o nome do evento é horrível, lembra portal...
Mas, talvez valha a pena atravessar a Dutra - ou enfrentar Congonhas. Um monte de nomes legais - dos nacionais como Pato Fu e Cansei de Ser Sexy, mais Datarock, The Rapture...confiram lá!

Mas, como hoje é dia das crianças, este post é pra lembrar pros dimenor uma banda superbacana que vai estar lá. Claro que estou falando do Devo. Tá lá no site oficial do caras a confirmação de que estarão em "Sau" Paulo em novembro. E, mesmo sem saber se eles ainda "funcionam" bem como banda, vale como tributo.
A banda criada em Ohio, ainda nos longínquos anos 70 - e que entra na categoria de pós-punk, art rock, new wave, synth pop, ufa... - formou, ao lado de Human League, Depeche Mode, New Order - o pelotão das experimentações sonoras que misturam sintetizadores e guitarras; criando uma sonoridade ao mesmo tempo dançante e sombria. Ficção científica, sátira do mundo dos rock stars, ironia à la Andy Warhol, figurinos futuristas e lisérgicos fazem da banda uma das mais bizarras, parecendo um Kraftwerk que saiu do armário. Bem diferente do que tem sido tocado nas festas Ploc da vida - sugerindo que os anos 80 foram um bobagéu só - o Devo é sarcástico e bem experimental. E, como diz o Modulations "prova que andróides eram capazes de sátira, ao mesmo tempo que imperturbáveis"

O clipe acima é exemplar. Eles conseguem uma nova leitura de Satisfaction - blasé, minimal, sem o swing de Mick e Keith. Muito cool!!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Alucinações Musicais

Uma dica para os que se interessam pelo sentido social da música e seus efeitos cognitivos e cerebrais, é o livro recém-lançado do neurologista inglês Oliver Sacks, "Alucinações Musicais".(Cia das Letras, cerca de 45,00 reais).
O cara, que escreve bem para caramba e já é conhecido no Brasil por outros livros fantásticos sobre atividades cerebrais e cognição (tal como "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" e "O Antropólogo em Marte"),agora lança este que trata somente dos efeitos da música na cultura e na atividade cerebral.
O argumento principal é o de que "temos um cérebro musical". O que significa que os estímulos musicais agem com muita força sobre nós - seja como prazer ou como tortura.Qual a função da música? Como reagimos a ela? Como a memória se entrelaça com a música e como esta pode promover a cura - ou o alívio - de certas doenças como o Parkinson ou a demência? Narrando sempre histórias reais, tão inusitadas e deliciosas de ler que poderiam ser ficção, estas são algumas das questões que o autor aborda.E que nos ajudam a pensar na materialidade da música e suas afetações corporais, cognitivas e simbólicas.

Na mesma linha, vai também a segunda sugestão, de um lançamento mais antigo que só descobri este ano: Música, Cérebro e Êxtase - como a música captura a nossa imaginação, de Robert Jourdain. (Ed OBjetiva,1998). Este é um livro mais técnico e de certa forma mais pesado, mas muito interessante, uma vez que explora também o mesmo tipo de questão: como as melodias agem sobre nós, como certas área do nosso cérebro são estimuladas pela música.

Vejam a entrevista com Oliver Sacks no Mais - da Folha

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Longe das gravadoras - agora é o NIN!!

Mais notícias palpitantes da indústria fonográfica. Na sequência das anteriores sobre o Radiohead e a Trama Virtual, ressalto o comentário da minha dear, Adriana Amaral, aí no post anterior. Trata-se da (nem tão) súbita liberdade do Nine Inch Nails, que rompeu com a gravadora.
Leiam o post no blog dela, As Palavras e as Coisas.
Só transcrevo aqui a declaração dos caras, que tá no site oficial:

I've waited a LONG time to be able to make the
following announcement: as of right now Nine Inch Nails is a totally
free agent, free of any recording contract with any label. I have
been under recording contracts for 18 years and have watched the
business radically mutate from one thing to something inherently very
different and it gives me great pleasure to be able to finally have
a direct relationship with the audience as I see fit and
appropriate.

Simonal e a ditadura

Caiu nas minhas mãos, recentemente, um trabalho que ainda não acabei de ler, mas estou achando muito interessante (gracias, Aline!!).
Trata-se da dissertação "Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga. Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical", defendida no Dep. de História da UFF por Gustavo Alves Alonso Ferreira.
Além do título ótimo, o trabalho discute as memórias da ditadura a partir da trajetória de Wilson Simonal, cantor que passou à história como "dedo-duro" de colegas durante a ditadura militar no Brasil.
Não pensem que o tema é árduo:o episódio revela muito das relações entre personagens da MPB, remetendo-se a temas caros às nossas discussões - valor, autoridade, disputa simbólica entre os atores da história musical do país na construção da MPB.

Além disto, o trabalho resgata (ugh! - desculpem a expressão) o trabalho de Wilson Simonal - que é fundamental na construção da moderna música black/soul/swing de matriz brasileira, mas que ficou estigmatizado por conta desta suposta relação com a ditadura.

Fica então a dica: se alguém quiser dar uma olhada, peço autorização ao autor e repasso o trabalho.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Novas idéias da Trama: Album Virtual e Download remunerado

Faixas de graça pagas por empresas (Matéria Extraída do Jornal do Brasil)

Duas propostas da Trama - uma prestes a se concretizar, a outra já posta em prática - pretendem mudar a maneira como gravadoras, artistas e ouvintes encaram o ato de consumir música via internet. No começo de novembro, a gravadora lança o Álbum Virtual, um pacote baixável pela web que inclui não apenas faixas musicais, mas também todo o trabalho gráfico. A versão virtual do disco estará à disposição do público (para download gratuito) um mês antes de o CD chegar às lojas. Mesmo com o ouvinte baixando de graça, o artista ganha dinheiro por meio do patrocínio de empresas parceiras da Trama. Inaugurando a proposta, o grupo Rock Rocket, com seu segundo álbum.

- É como assistir à TV. A novela é de graça para quem assiste, os comerciais é que pagam - explica João Marcello Bôscoli.

O Álbum Virtual terá faixas digitais de alta qualidade sem DRM (ou seja, desbloqueadas, sem proteção anticópia) e material extra, como faixas instrumentais e seções multimídia acessáveis por computador. A parte gráfica será completa, com capa, encarte e até o selo do CD, tudo em arquivos imprimíveis. Além do Rock Rocket, os lançamentos que a Trama planeja para os próximos seis meses (Quinteto Branco & Preto, Jair Rodrigues, Karine Alexandrino e Caju & Castanha) devem ser antecedidos por suas versões virtuais.

O Download Remunerado é a segunda idéia tramada por João Marcello para virar a maré. Todas as músicas disponíveis para download gratuito no Trama Virtual podem render dinheiro a seus respectivos artistas. O valor a ser pago varia de acordo com o que for arrecadado mensalmente com as empresas patrocinadoras. Nos dois primeiros meses do projeto, 2.539 bandas se cadastraram e foram feitos mais de 126 mil downloads. Entre as bandas mais baixadas e que ganharam mais dinheiro estão a Dance Of Days (R$ 2.880), Fresno (R$ 1.250), Superguidis (R$ 1.023), Pull Down (R$ 914) e Rock Rocket (R$ 823).

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Radiohead: Você paga o que quiser

Sob o título de "A revolução comercial do Radiohead", o jornalista Felipe Marra Mendonça, da Editoria de Negócios da Carta-Capital comenta a estratégia de vendas do novo CD do Radiohead, In Rainbows.

Confiram parte da matéria:

"O link contido no nome do novo álbum leva para um site (www.inrainbows.com), onde é possível comprá-lo em duas versões, discbox e download. A primeira é física. Os fãs que pagarem cerca de 160 reais vão poder baixar o álbum a partir de 10 de outubro e depois receber uma caixa com a gravação em CD e dois discos de vinil, além de um segundo CD com novas músicas, fotografias, artes e um livro de capa dura.

A segunda, download, é revolucionária nem tanto pelo conteúdo, mas pelo conceito que inaugura. O usuário pode baixar o disco inteiro e pagar o que considerar justo. Se nada pagar, o site cobra uma taxa administrativa pela transação de 1,70 real. A banda chega a esclarecer o conceito para consumidores mais incrédulos: “O preço é com você, de verdade, é o que você quiser”.

(...)

A imprensa britânica acredita que o Radiohead deve superar o modelo de contrato com gravadoras (tendo terminado o antigo acordo com a EMI) e “estabelecer um valor monetário na apreciação do público pela arte”. E mais: 1º de outubro foi “o dia da morte das gravadoras”.

A banda tinha se recusado a entrar na loja virtual de músicas da Apple, a iTunes Store, por acreditar que a prática de vender faixas quebrava a integridade artística de um álbum inteiro."

Taí uma experiência que merece ser acompanhada, pra ver os resultados. Que tal?

A íntegra da matéria está neste link


E a dica foi de minha aluna Gabriela (gracias!).

Jeder no LabCult

O Marcelo fez um ótimo post sobre o curso de Jeder Janotti na UFRJ. O que ele não contou foi que, além do curso, tivemos a presença dele na nossa reunião do LabCult de sexta.
Jeder é não só um dos mais brilhantes pesquisadores de música no Brasil, mas também um querido e generoso amigo.
O melhor é que temos mantido uma interlocução muito profícua dos nossos grupos de pesquisa e dos nossos próprios trabalhos.
Não por coincidência, um dos módulos de nossas reuniões do semestre passado discutiu a obra de Bourdieu e sua contribuição para a reflexão sobre valor e gosto no universo musical. E, mais uma vez em sintonia, Jeder produziu recentemente um texto - apresentado na Intercom - sobre o mesmo tema.
Desta forma, foi muito proveitoso poder discutir com ele; e agradecemos, muitissimo, a presença.

Além das Redes de Colaboração

Repasso o convite recebido:

Estão abertas as inscrições para o ciclo de debates 'Além das Redes de Colaboração: diversidade cultural e tecnologias do poder', do Programa Cultura e Pensamento do Ministério da
Cultura. Através do blog é possível inscrever-se para participar dos debates, presenciais ou via WebTV.

O ciclo é organizado pela Associação de Software Livre e pela Casa de
Cinema de Porto Alegre. Seus curadores são: Sérgio Amadeu da Silveira
(Cásper Líbero - SP), Nelson Pretto (UFBA) e Giba Assis Brasil (Casa de
Cinema).

Ocorrerá presencialmente em Porto Alegre (15 a 18/10) e Natal (7 a
10/11).


Ciclo 1: Porto Alegre-RS

LOCAL : Auditório da Faculdade de Direito da UFRGS

Mesa 1: 15/10 - Segunda-Feira
18h - Cerimônia de Abertura
- Sérgio Amadeu (Casper Líbero)
- Nelson Pretto (UFBA)
- Giba Assis Brasil (Casa de Cinema de Porto Alegre)
- Luciana Tomasi (Casa de Cinema de Porto Alegre)
- Sady Jacques (ASL)
19h às 22h: 1º Debate - "Politizando as Tecnologias: como as redes
reconfiguram a sociedade, a educação e a cultura?"
- Imre Simon
- Nelson Pretto
- Alex Primo
- Giba Assis Brasil
Mediador: Sady Jacques (ASL)

Mesa 2: 16/10 - Terça-Feira
18h: Atividade cultural (Teatro)
19h às 22h: 2º Debate - "Cultura e Natureza: o que o software tem a ver
com os transgênicos?"
- Mário Teza
- Pedro Rezende
- Marijane Vieira Lisboa
- Abrahm Rubio
Mediador: Carlos Machado Oliveira (SERPRO/UFRGS)

Mesa 3: 17/10 - Quarta-Feira
18h: Atividade cultural (Música)
19h as 22h: 3º Debate - "Convergências: o que códigos tem a ver com
música, filmes, jogos e realidades alternativas?"
- Pedro Paranaguá
- Ézyo Lamarca
- BNegão
Mediador: Fabricio Solanga (ASL)

Mesa 4: 18/10 - Quinta-Feira
18h: Atividade cultural (Cinema)
19h as 22h: 4º Debate - "Esfera pública conectada: o que as
telecomunicações e a TV Digital tem a ver com o comum?"

- Sérgio Amadeu
- Carlos Gerbase
- Luiz Fernando Soares
Mediador: Lucas Alberto (ASL)



domingo, 7 de outubro de 2007

Games e Educação

Peço licença para divulgar meu trabalho mais recente, que acabou de ser publicado na revista eletrônica “Teias”, em seu oitavo volume. Trata-se do periódico do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), pelo qual fui convidado para ceder o artigo “Conhecimento e Simulação – O Que Podemos Aprender Jogando MMORPG?”, apresentado no primeiro Colóquio sobre Mídia e Educação, realizado em agosto na UNIRIO. No trabalho, proponho uma discussão sobre a importância dos jogos eletrônicos do tipo MMORPG no desenvolvimento de ferramentas cognitivas na mente humana.
Fiquei muito entusiasmado, pois nunca tinha publicado trabalhos fora da esfera da Comunicação Social e da Cibercultura. Esta contribuição, além suscitar o debate sobre games no campo de educação, marca meu início em outra área de interesse, diferente da minha formação acadêmica - espero produzir muitos outros trabalhos nesta linha. Enquanto isso, quem quiser conferir o texto pode acessá-lo no site da Revista Teias. Boa leitura!

Sobre Crítica Cultural e Mídia

Nesta sexta feira se encerrou o curso de uma semana ministrado na UFRJ pelo professor Jeder Janotti, da UFBA, intitulado "Mídia e Crítica Cultural: juízo, valor e gosto na cultura midiática". Ao longo das aulas podemos notar como a questão da crítica, que muitas vezes se resume a uma análise de forma ou do conteúdo dos objetos culturais, acaba por esquecer toda a rede de produção de sentido em que os textos midiáticos estão encerrados. O professor defendeu que os produtos culturais englobam 3 questões fundamentais e que se mostram entrelaçadas:

1 - Questões plásticas - Envolvem a análise da forma e podem ser analisadas se atentando às questões de linguagem

2 - Questões de meio - Atentam às tecnologias envolvidas na produção, circulação e consumo dos produtos midiáticos que vão configurar certas sensibilidades, formas de apreciação e valoração, desses produtos. Sendo assim, o fato de circular num veiculo de grande difusão ou num blog, vai ser fundamental para compreender suas dinâmicas.

3 - Questões econômicas - Rotinas produtivas, questões de mercado e busca por atingir públicos específicos.

O professor defendeu que tanto em expressões como as de uma música mais "underground" ao blockbuster cinematográfico mais assumidamente comercial, todas essas questões acabam estando relacionadas. Se aproximando bastante das perspectivas de análise do LabCult, Jeder acredita, como nós, que a análise de todo o produto cultural não passa somente pela emissão de opinião derivada da subjetividade pura dos críticos, mas que suas análises se dirigem a determinados públicos e se configuram a partir de um determinado veículo midiático. Assim, se apresentarão de maneiras diversas, ressaltando em maior ou menor escala os três aspectos acima relacionados. Um dos pontos focais do curso foi atentar a uma análise propriamente midiática dos objetos de análise crítica. Oferece-se, assim, uma alternativa às apreciações puramente estéticas, que pensam a criação artística como destituída de qualquer limitação objetiva, ou das análises puramente mercadológicas, que tentam entender os produtos culturais como uma simples maneira de se obter lucros, o que leva ao esquecimento de que uma gama de sensibilidades são configuradas ao longo do processo de difusão desses produtos pela cadeia midiática. Fica aqui o link para um texto em que essa questão é desenvolvida. Agradecemos muito à disponibilidade do professor e ao contato profícuo que se estabeleceu entre ele e os estudiosos de musica que puderam assistir a suas aulas. Frisamos aqui a necessidade cada vez maior de diálogo entre os diferentes trabalhos que abordem as questões de música e comunicação ao redor do Brasil. Para tanto, iniciativas como essas devem ser apreciadas e incentivadas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Billy Corgan cria o museu do Moog

Billy Corgan está se esforçando para preservar o legado musical sobre o pioneiro do sintetizador eletrônico, Bob Moog, ao criar um museu sobre sua vida e trabalho.

O líder do Smashing Pumpkins está trabalhando com a Bob Moog Foundation para definir o museu e bolsas de estudo como sua responsabilidade.

"Eu acredito que Bob Moog é um dos grande visionários do nosso tempo", disse Corgan.

"Suas idéias transcendem de longe o uso somente na música, e até hoje continuam a ter impacto em tudo, do rock ao rap à física quântica. Eu acredito fortemente que muitas pessoas ao redor do mundo se beneficiariam ao terem a oportunidade de interagir com os pensamentos, idéias, invenções e vida do Dr. Moog."

Quando Moog morreu em 2005, ele deixou seus arquivos num estado de extremo descuido. Agora, Corgan e a Moog Foundation estão trabalhando para restaurar e preservá-los no museu.

Mais informações em moogfoundation.org.

tradução minha de notícia publicada em nme.com.

Mondo 77 - FM para bandas independentes

As rádios onlines estão evoluindo. Recentemente o selo independente Mondo 77, já conhecido na cena indie desde 2004 quando ainda era um bar na cidade de Campinas, lançou uma rádio de internet inspirada na Last FM. A proposta consiste em disponibilizar o acervo da gravadora com algumas das principais bandas independentes brasileiras de forma gratuita. O acervo inclui músicas do Ludov, Walverdes, Autoramas e outras. Vamos às diferenças então: Enquanto a Last FM trabalha com um acervo infinitamente maior, cobrindo vários gêneros musicais e com artistas já consagrados, a Mondo 77 foca no acervo independente nacional. Além disso, a rádio brazuca permite ouvir as canções na íntegra e quando quiser, sem ter que se sujeitar ao playlist automático (na Last FM só é possível ouvir artistas parecidos com a banda que se deseja ouvir). Ao ouvinte é possível criar sua própria rádio (inclusive nomeá-la), personalizar seu perfil com dados pessoais, participar de uma rede de relacionamentos como no Orkut e encontrar bandas novas que desejam divulgar seus trabalhos mas não possuem “influência” nas rádios tradicionais. Curioso é que mesmo na internet algumas práticas comuns ao mainstream permanecem válidas; veja a listinha das 20 mais tocadas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Lançamento do portal do Curso de Estudos de Mìdia

É com muito orgulho que repasso o convite abaixo sobre o lançamento do portal do nosso curso de graduação.
É amanhã, na Biblioteca Nacional, com transmissão via internet pra quem não puder ir.
Até lá!

"Na próxima quinta-feira, dia 4/10, a prof. Ana Lucia Enne, coordenadora do projeto do Portal de Estudos de Mídia, estará participando, juntamente com a jornalista Cristina de Luca (uma das pioneiras do jornalismo on-line no Brasil), do Café Intercom, na Biblioteca Nacional (centro do Rio de Janeiro), da mesa de debates "Jornalismo virtual - opção ou destino", às 12:30 (com previsão de duração de cerca de duas horas). Neste evento, será realizado o lançamento oficial do Portal de Estudos de Mídia, que até agora está em versão experimental no site .
mais informações sobre o Café Intercom podem ser obtidas no link

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Star Wars Brasil

Para alegria do Luiz Adolfo, minha e de todos aqueles que têm uma veia nerd - mesmo que discreta - pulsando dentro de si, a mostra que reúne em exposição a história dos 30 anos de Star Wars vem para o Brasil. O país será o primeiro da América Latina a apresentar as naves espaciais e veículos em tamanho natural, maquetes, miniaturas, figurinos, bonecos e robôs, fotos, ilustrações, vídeos de entrevistas, além de diversas atrações, como a tão esperada Escola Jedi, onde o visitante poderá ter aulas de como, por exemplo, manusear um sabre de luz.

Quem esteve aqui divulgando o evento e dando a feliz a notíca foi Anthony Daniels, o ator de 61 anos responsável por dar vida a C-3PO em todos os filmes da série. A exposição será aberta em São Paulo, no dia 1º de março de 2008.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

" A Distinção" em português!!


Breaking News! Nunca escondi minha admiração enorme pelo trabalho do Bourdieu, principalmente a parte que trata da questão do gosto. Mesmo enigmática sua obra sempre foi de um valor imenso! O livro principal onde desenvolve essas considerações é o "Distinção", que até então tinha traduções, difíceis de achar em bibliotecas, em inglês e espanhol. Mas, enfim, o monumental calhamaço de 560 páginas, ganha tradução para o português! Publicado em 79, a obra se firmou como um dos trabalhos mais importantes do autor. Com o objetivo de desmistificar a crença comum de que o gosto é algo inato, que viria "de dentro" do indivíduo e que seria uma questão de subjetividade "pura", Bourdieu pretende argumentar que esse objeto é parte de um processo social. Assim, vai nos mostrar como essa questão faz parte de toda uma formação à qual os sujeitos e os grupos sociais vão vivenciando ao longo de um processo de interações que percorre toda as suas vidas. Mostra como o gosto parte de uma disputa por conhecimento, que permite acesso a determinado status que confere a seus portadores prestígio e poder. Assim, vai mostrar como as posições que os sujeitos ocupam dentro do mercado de bens simbólicos, sejam eles produtores ou consumidores, vai variar dependendo do conhecimento que possuem. Suas colocações foram incrivelmente influentes para todas as pessoas que discutem a questão do gosto e do juízo de valor. Mesmo mirando suas análises em objetos de certa forma consagrados, como o mercado de bens de arte, suas colocações foram aproveitadas por vários autores que discutem a cultura massiva, como Sarah Thornton e Simon Frith, autores que utilizamos muito ao longo de nossas pesquisas.

Escher em videogame

Assista o trailer abaixo de um dos próximos lançamentos da Sony para PSP e Playstation 3. O jogo, extremamente minimalista e em preto e branco, me lembrou alguns desenhos do Escher. Será que eu fiquei louco ou alguém vai concordar comigo?