quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Os instrumentos de Björk
A reacTable é invenção de estudantes espanhóis, que pertecencem ao Music Technology Group da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.
Eu juro que eu queria explicar como funciona, mas está difícil até de traduzir o texto da wikipedia. O melhor é ver o vídeo aqui embaixo que, mesmo em inglês, dá uma idéia bem boa sobre a potencialidade do aparelho.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
LabCult: momento Caras





Entre as mil e uma atividades, o LabCult também faz colunismo social. Fui encontrando aluninhas e orientandas queridas no Tim e o resultado taí. Debaixo para cima: as três primeiras fotos são no show da Bjork: 1) com a Inês, aluna de Mídia e amiga dela 2) Com Ana Carolina e Gisele - alunas de Produção Cultural (e, no caso da Ana, minha orientanda); 3) Com a Gabriela, também de Produção e também minha orientanda. Mais acima, a equipe do LabCult trabalhando: com Marcelo (que tava estressado com a cerveja quente nesta hora) ; e com Lucas.
domingo, 28 de outubro de 2007
Tim - rapidinhas do segundo dia

Pulei as atrações da matinê e cheguei mais tarde, direto para as festas.
O pátio tomado, com Hercovitch e Johny Luxo (como se vê na foto acima) foi um bom sinal. Som alto, o batidão das frequências graves sentidas no corpo, como deve ser.Ufa! que alívio. Já estava com síndrome de abstinência por conta da noite anterior. O melhor é que o tempo abriu e foi uma noite de lua quase cheia e estrelas. Aí tudo fez sentido naquele espaço bacana que é a Marina da Glória.
A tenda "funk mundial" bombou. Mc Sandrinho, Diplo, Marlboro - em sequência - lotaram o espaço e botaram o público todo para dançar. Mais uma vez, Marlboro deu uma aula de funk, das coisas mais antigas aos sucessos recentes...mas Diplo, antes, também usou esta estratégia e ficou meio repetitivo.
Na tenda do Mash Up, saí na metade do Spank Rock - a pegada hip-hop me desanimou e fui conferir o DJ Linsdtrom na festa Disco House. Som ok, tenda cheia e animada. Em compensação, quando voltei ao Mash Up, o Girl Talk já estava pegando fogo. Greg Gilis é um branquelo ensandecido que incendiou a tenda com os melhores mash ups que já ouvi e dancei. Com cara de que estava se divertindo tanto quanto o público, o cara foi suando, tirando a roupa, pulando ida e volta do palco para a platéia, chamando todo mundo para ocupar o palco, dando trabalho aos seguranças...e ainda encerrou a apresentação com o bando do Spank Rock todo dançando no palco. Fica difícil dizer isto frente ao monte de excelentes atrações, mas acho que foi a festa mais divertida e interessante...
Enfim, no segundo dia, o Tim Festival disse a que veio e honrou a tradição.
PS- Ao longo da semana a gente vai postando comentários de outros shows e fotos. É que os rapazes do LabCult ainda estão de ressaca. (rs, rs!!)
Música em Debate VI
Repasso mais um comunicado que chegou ao meu e-mail. Segue a dica praqueles que se interessam por música:
A Série Música em Debate VI (8 e 9 de novembro próximos), promovida pelo Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ, com patrocínio do convênio UFRJ/Banco do Brasil, promoverá oficinas gratuitas abertas a estudantes de música e demais interessados, com capacidade limitada (máximo de 21 participantes cada) e prioridade aos alunos da EM-UFRJ (14 participantes).
Ainda há vagas.
Inscrições nas oficinas: Enviar e-mail ao Prof. Dr. José Alberto Salgado e Silva ( josealberto.zeal@uol.com.br ), com cópia para o Dr. Marcus Wolff ( m_swolff@hotmail.com
Quinta-feira, dia 8 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h
OFICINA 1: Canto Indiano (Prof. Dr. José Luiz Martinez - PUC/SP)
LOCAL: Sala 28
OFICINA2: Viola caipira (Prof. Ms. Ivan Vilela - USP)
LOCAL: Sala da Iniciação Musical
OFICINA 3: Piano (Prof. Dr. Ney Fialkow - UFRGS) LOCAL: Sala da Congregação
Sexta-feira, dia 9 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h - Oficinas de Instrumentos
OFICINA 4: Koto (Instrumento japonês do tipo cítara - Profª. Drª. Alice Lumi Satomi - UFPB)
LOCAL: Sala 28
OFICINA 5: Berimbau (Prof. Dr. Eric Galm - Trinity College, EUA))
LOCAL: Sala da Congregação
sábado, 27 de outubro de 2007
Tim - rapidinhas do primeiro dia
Organização nota zero - De longe, o pior ano, dos longuissimos que frequento o Festival. Cheguei cedo e sóbria como nunca dantes. E começam os percalços:
1)Logo na entrada, fila enorme, já com início de tumulto, para "empulseirar" - colocar a pulseirinha que permite a entrada nas tendas. E quando chega a sua vez, só é possível colocar a pulseira do primeiro show ( muita gente compra para vários). Ridículo.
2) Fora das tendas dos shows - poucos bares, que não estão dando conta da demanda. Sufoco pra conseguir qualquer coisa. No Espelunca Chic, foram trocar um barril e, o desajeitamento e desespero da equipe era tal que quase me ofereci para ajudar. Depois de meia hora, com a galera imprensada no balcão esperando, começa a sair o chopp - sem espuma, sem pressão, meio quente. Meu caldinho de feijão - comprado a 8,00 reais, demorou a mesma meia hora.
3) Dentro da tenda - onde assisti Anthony/ Bjork e Hot Chip/Arctic Monkeys, um dos bares serviu cerveja Devassa quente o show inteiro, comprada a 6,00 reais !! A opção - segundo o staff, era ir para o outro bar Ou então, para tomar gelada, tem que ser Primus, a 5,00. Fala sério!!
4) O ar condicionado não tá dando conta - ao contrário dos outros anos, quando o ambiente era sempre maravilhosamente gelado
5) Ao final de cada show, a gente tem que sair e anfrentar uma enorme fila para voltar para o mesmo lugar (já que não está com a "pulseira certa"...)
6) Mas, tudo isto seria perdoado, não fosse um detalhe técnico. Aliás, dois. O primeiro: o som tá ruim. Muito ruim. Embolado, mal equalizado, baixo - em todos os shows.
O segundo: o último show - Montage, Vanguart e Del Rey foi cancelado. Motivo alegado pela produção: a chuva colocava o público em risco. Mas, como assim??? Tá chovendo no Rio desde quarta e isto não foi previsto??
Bom, mas e os shows?
Dos que eu vi, o Anthony and the Johnsons foi o primeiro. Não funcionou. Muito intimista pro espaço, sutilezas orquestrais que não são ouvidas, melancolia inadequada pra galera já animada, à espera da Bjork. É show para a sala Cecília Meireles. Muita gente sentou no chão e ignorou.
Comentários de que "estava chato". Além disto, parece que o horário e o túnel Rebouças fechado não ajudaram.O público foi chegando mesmo no final já para ver a Bjork.
Bjork - arrasou! Entrou no clima, como sempre. Trouxe uma orquestra de louraças que, como disse um amigo, são as verdadeiras "Arctic Monkeys". Com isto, criou um clima meio carnavalesco que funcionou muito bem como espetáculo. Conseguiu driblar as deficiências técnicas com performance, carisma, energia, beleza e música de altissima qualidade.
Hot Chip - entrei na metade do show. Foi a opção para não enfrentar a tal fila que se formou para "empulseirar" novamente, debaixo de chuva. Gostei muito do que vi. Além disto, o público, mais jovem e em maior número do que o do show anterior, já estava no clima, dançando e cantando; e foi ótimo.
Arctic Monkeys - Emocionante ver a molecada arrebentar! Emocionante ver o público cantar cada refrão e fazer mosh n aboca do palco. Foi tudo que se espera de um show de rock: básico, na veia, com o público perfeito.
Estivesse o som mais alto e equalizado, então...
Bem, mas agora a próxima noite nos aguarda. De funk (u-hu!) a Hercovitch; de Moo a Girl Talk, a festa promete. Vamo lá. Amanhã, assim que a ressaca deixar, a gente posta as fotos e mais comentários.
Quem é o melhor do mundo?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Conheça os super DJs do ano!

Não precisa baixar
SeeqPod Music beta - Playable Search
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Derrick De Kerkhove no Rio
Derrick de Kerkhove é diretor do McLuhan Program e autor do livro "A Pele da Cultura" (Ed. Relógio d´Água).
5 de novembro de 2007, segunda-feira, das 15h às 17h
• Entrada Franca •
Rua México, s/nº/Centro - Rio de Janeiro
(acesso pelo jardim)
Transmissão ao vivo: www.institutoembratel.org.br
(Acesse TV PontoCom)
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Não demorou muito...
Trilha sonora de Tropa de Elite sai esse mês

1. Tihuana - Tropa de lite
3. PCC Comando Vermelho - Rap das Armas
5. Montagem - Tropa de Elite
7. Pancadão Rap Brasília -11-Tropa De Elite - Base Eminen
10. Tropa de Elite - Mundo do Crime
12. Titas - Policia
14. Tropa de Elite - Varios DF- Bicudo
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Montage no Tim
Como tem Tim Festival sexta e sábado (oba!), vamos começar a semana com um aperitivo: a banda, ou melhor, o duo Montage - que toca na sexta.
Tenho ouvido muito os caras, que são de Fortaleza - mas cuja sonoridade não tem nada de regional . Pelo contrário, a pegada é glam/electro/punk, com muita performance nas apresentações.
Fica aí a dica, já que, no meio do monte de atrações, eles podem passar meio desapercebidos.
E o vídeo é da apresentação no Festival Calango 2007, com "Money, Sucess, Fame, Glamour"
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
É pra fazer o quê?
SeeqPod Music beta - Playable Search
Incrível o player, não? Falarei dele no meu próximo post. Aguardem!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Lançamento do jogo Halo 3 faz bilheteria de cinemas nos Estados Unidos despencarem
Já a Microsoft não tem do que reclamar. Em sua primeira semana de venda, o jogo arrecadou mais de 300 mihões de dólares, batendo recordes e superando a arrecadação dos filmes Spider Man 3 e Piratas do Caribe: O Baú da Morte, do último livro da série Harry Potter e até mesmo do jogo antecessor, Halo 2.Via omelete. Artigo completo aqui (inglês). Mais informações sobre o jogo Halo 3 aqui.
Total Music vs. iTunes
via: caderno dinheiro da folha de s. paulo
mais informações aqui: Baboo (português) e Gizmodo (várias línguas, menos português)
Madonna´s material deal
Madonna - mesmo devendo um álbum à Warner - anuncia seu rompimento com a gravadora e fecha um contrato com agente que vai administrar sua carreira de forma autônoma.
Vejam a matéria da CNN, que na televisão ganhou o título de Madonna´s material deal.
Vale destacar a afirmação da cantora de que estamos vivendo "um novo paradigma" na produção de música e "the possibilities are endless"!
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Campanha da TV Digital
Segue a campanha completa lançada recentemente.
TV digital aponta para novos hábitos de consumo
A divergência com relação ao custo dos aparelhos conversores; os set-top boxes, leva a uma problematização do acesso a informação e da inclusão digital. O aparelho conversor é indispensável para quem deseja assistir a TV digital e como a princípio nenhuma TV vendida no Brasil possui o conversor incluso, será necessário adquirir o conversor por fora. Várias marcas já estão produzindo o aparelho que deverá ser o novo fetiche digital. Embora o governo anuncie a cifra de R$ 200,00 a indústria trabalha em cima dos R$ 800,00 e mesmo assim, quem quiser assistir a novela das oito com a qualidade máxima (1.080 linhas) terá que desembolsar cerca de R$ 7.000 para adquirir a TV Full High Definition. Não é sem motivo que o diretor da TVA Virgílio Amaral disse em recente entrevista que a TV Digital estreará para ninguém e que a verdadeira estréia da HDTV ocorrerá durante as Olimpíadas de Pequim.
Entre as questões polêmicas destaca-se a possibilidade de autoprogramação. Esse recurso consiste em permitir ao telespectador gravar programas e assisti-los aleatoriamente. A polêmica deve-se ao fato de que o mesmo recurso que permite gravar séries e novelas para assistir depois, também facilitaria a reprodução dos conteúdos visando sua comercialização ilegal (leia-se pirataria). Tal possibilidade levou as emissoras a criarem bloqueios que impelem as gravações digitais. Mas especialistas em direitos do consumidor já estão questionando o bloqueio e querem que o governo proíba tal prática adotada pelas emissoras. O aparelho que possibilita as gravações chama-se DVR e pelo menos no primeiro lote dos conversores digitais a ferramenta ainda não estará disponível.
Além disso, com a autoprogramação os anúncios publicitários poderiam ser “pulados” o que prejudicaria a receita das emissoras. A questão vem sendo discutida já algum tempo e muitos apontam como solução o merchandising. Mas se no início da TV era comum os programas que levavam os nomes dos anunciantes como Repórter Esso, por exemplo, hoje a possibilidade de retomar tal prática causa furor entre os que argumentam em favor da imparcialidade dos meios de comunicação.
Outra transformação diz respeito a medição de audiência. O ibope já está trabalhando num novo aparelho (o DIB 6) capaz de medir tanto a audiência em pontos (no caso da transmissão ao vivo) quanto monitorar o conteúdo mesmo horas depois de sua veiculação. Só assim será possível identificar o consumo de produtos gravados com o recurso de autoprogramação.
A interatividade, mesmo que reativa, como diria Alex primo, está no centro das discussões sobre a TV Digital. Tanto é o maior atrativo para os telespectadores, quanto o maior problema para as emissoras que precisam se adaptar aos novos hábitos de consumo. E embora muito se especule sobre as potencialidades da nova TV, só mesmo quando esta passar a ser utilizada pela sociedade é que será possível identificar quais hábitos se concretizarão e quais efeitos terão sobre a indústria cultural.
domingo, 14 de outubro de 2007
A polêmica de Frankfurt
Ao longo de nossos estudos sobre Indústria do Entretenimento, discutimos uma ampla gama de temas que se relacionam. É impressionante notar que tanto ao tratar da questão do gosto e valoração dos produtos midiáticos, quanto de seus efeitos, ou ainda de sua estrutura organizacional, quase sempre esbarramos no tão polemico paradigma frankfurtiano. É impossível passar por uma Escola de Comunicação sem ouvir falar na famosa Escola de Frankfurt. Devido à popularização imensa da obra de Adorno e Horkheimer, "A dialética do Esclarecimento", principalmente de um de seus textos, "Indústria Cultural - O Iluminismo como mistificação das massas", falar em Frankfurt se tornou sinônimo de manipulação midiática , lixo cultural e de telespectadores passivos. Essa afirmação não deixa de ter uma parcela de verdade, entretanto um dos temas mais controversos e complexos que a comunicação tomou pra si como objeto, costuma carecer de contextualização histórica. É importante lembrarmos que a perspectiva adorniana estabelece um diálogo extenso com toda a racionalidade que se fundou a partir do século das luzes. Esse projeto consistia, muito sinteticamente, no domínio da natureza pela homem, o que o libertaria de um suposto atraso das sociedades tradicionais cuja base de conhecimento era o misticismo e a intuição. Isso resultaria na expansão da liberdade humana, de seu potencial de ser e agir no mundo. Adorno argumentou que essa racionalidade iluminista, não passou de um projeto que se converteu em uma racionalidade instrumental, que transformou o domínio da natureza pelo homem em domínio do homem pelo homem. A indústria cultural, viria, então como exemplo capital desse processo. Muito pouco desse contexto costuma ser ensinado aos estudantes, sendo as análises polarizadas ao redor de duas tendências: ou considerar os frankfurtianos como simples elitistas ou dizer que eles estavam realmente certos e que confirmaram o lugar comum de que mídia, realmente, manipula! Sobre essa questão cabe ler o texto de Claudio Tognoli, que gira em torno do discurso que Anamaria Fadul, presidente do Conselho Curador da Intercom, professou no enceramento de um congresso, acusando os professores de comunicação de interpretações errôneas e descontextualizadas das análises de Frankfurt. Apesar de escrito há dois anos, a questão é mais do que atual. Recomendamos também o texto de Renato Ortiz, "A escola de Frakfurt e a questão da Cultura", em que as idéias de Frankfurt são apresentadas de forma suscinta e contextualizada, ideal para introduzir a leitura dos complexos textos da Escola.
Cifras da indústria dos games
Em 2006, essa indústria faturou 32 bilhões de dólares no mundo; e a expectativa dos analistas é que, até 2009, estes ganhos atinjam 49 bilhões.
Em 2004, só nos EUA, o mercado de videogames repondia por 26% da receita de entretenimento, acima de cinema (21%), filmes em DVD (20%) e ingressos para shows (5%) - e só perdia para o consumo musical (28%).
A previsão, entretanto, é a de que o mercado de games encerre este ano ultrapassando o mercado de música; e que as duas grandes empresas do setor, Nintendo e Sony, lucrem 10 bilhões de dólares em 2007.
O Brasil, por sua vez, tem dez milhões de jogadores. Ainda que represente apenas 10% do mercado americano, e, segundo a matéria, esbarre nos problemas de pirataria e tributação pesada, que encarece o preço dos jogos, trata-se de um mercado com enorme potencial de crescimento.
Testando novas tecnologias e explorando novos ambientes - tais como celulares - os games confirmam-se, pelo menos nesta primeira década do século XXI, como a ponta da indústria do entretenimento.Ou, como diz um dos entrevistados, como a "Fórmula 1" da informática, uma vez que é o setor que catalisa o desenvolvimento de experimentações e novidades.
sábado, 13 de outubro de 2007
Boas do finde carioca
Filminhos bacanas ligados ao universo da música, ainda que com temáticas muito distintas - Metal - sobre o Heavy metal, é claro!; Haisrpray - com Travolta impagável como sempre; e Brasileirinho, sobre o choro.
A festa do RioCenaContemporânea. Hoje é dia de Stereo Maracanã e Mauricio Valladares - lá no Centro Cultural de Ação da Cidadania (só o espaço vale a ida)
E pra fechar, domingão com a Parada do Orgulho GLBT, em Copacabana. É a partir das 13 horas, com 20 carros que vão percorrer a orla. Não tem como não ser divertido; e a paisagem sonora é sempre de eletrônica.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Já que é dia das crianças...
Mas, talvez valha a pena atravessar a Dutra - ou enfrentar Congonhas. Um monte de nomes legais - dos nacionais como Pato Fu e Cansei de Ser Sexy, mais Datarock, The Rapture...confiram lá!
A banda criada em Ohio, ainda nos longínquos anos 70 - e que entra na categoria de pós-punk, art rock, new wave, synth pop, ufa... - formou, ao lado de Human League, Depeche Mode, New Order - o pelotão das experimentações sonoras que misturam sintetizadores e guitarras; criando uma sonoridade ao mesmo tempo dançante e sombria. Ficção científica, sátira do mundo dos rock stars, ironia à la Andy Warhol, figurinos futuristas e lisérgicos fazem da banda uma das mais bizarras, parecendo um Kraftwerk que saiu do armário. Bem diferente do que tem sido tocado nas festas Ploc da vida - sugerindo que os anos 80 foram um bobagéu só - o Devo é sarcástico e bem experimental. E, como diz o Modulations "prova que andróides eram capazes de sátira, ao mesmo tempo que imperturbáveis"
O clipe acima é exemplar. Eles conseguem uma nova leitura de Satisfaction - blasé, minimal, sem o swing de Mick e Keith. Muito cool!!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Alucinações Musicais
O cara, que escreve bem para caramba e já é conhecido no Brasil por outros livros fantásticos sobre atividades cerebrais e cognição (tal como "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" e "O Antropólogo em Marte"),agora lança este que trata somente dos efeitos da música na cultura e na atividade cerebral.
O argumento principal é o de que "temos um cérebro musical". O que significa que os estímulos musicais agem com muita força sobre nós - seja como prazer ou como tortura.Qual a função da música? Como reagimos a ela? Como a memória se entrelaça com a música e como esta pode promover a cura - ou o alívio - de certas doenças como o Parkinson ou a demência? Narrando sempre histórias reais, tão inusitadas e deliciosas de ler que poderiam ser ficção, estas são algumas das questões que o autor aborda.E que nos ajudam a pensar na materialidade da música e suas afetações corporais, cognitivas e simbólicas.
Na mesma linha, vai também a segunda sugestão, de um lançamento mais antigo que só descobri este ano: Música, Cérebro e Êxtase - como a música captura a nossa imaginação, de Robert Jourdain. (Ed OBjetiva,1998). Este é um livro mais técnico e de certa forma mais pesado, mas muito interessante, uma vez que explora também o mesmo tipo de questão: como as melodias agem sobre nós, como certas área do nosso cérebro são estimuladas pela música.
Vejam a entrevista com Oliver Sacks no Mais - da Folha
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Longe das gravadoras - agora é o NIN!!
Leiam o post no blog dela, As Palavras e as Coisas.
Só transcrevo aqui a declaração dos caras, que tá no site oficial:
I've waited a LONG time to be able to make the
following announcement: as of right now Nine Inch Nails is a totally
free agent, free of any recording contract with any label. I have
been under recording contracts for 18 years and have watched the
business radically mutate from one thing to something inherently very
different and it gives me great pleasure to be able to finally have
a direct relationship with the audience as I see fit and
appropriate.
Simonal e a ditadura
Trata-se da dissertação "Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga. Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical", defendida no Dep. de História da UFF por Gustavo Alves Alonso Ferreira.
Além do título ótimo, o trabalho discute as memórias da ditadura a partir da trajetória de Wilson Simonal, cantor que passou à história como "dedo-duro" de colegas durante a ditadura militar no Brasil.
Não pensem que o tema é árduo:o episódio revela muito das relações entre personagens da MPB, remetendo-se a temas caros às nossas discussões - valor, autoridade, disputa simbólica entre os atores da história musical do país na construção da MPB.
Além disto, o trabalho resgata (ugh! - desculpem a expressão) o trabalho de Wilson Simonal - que é fundamental na construção da moderna música black/soul/swing de matriz brasileira, mas que ficou estigmatizado por conta desta suposta relação com a ditadura.
Fica então a dica: se alguém quiser dar uma olhada, peço autorização ao autor e repasso o trabalho.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Novas idéias da Trama: Album Virtual e Download remunerado
Duas propostas da Trama - uma prestes a se concretizar, a outra já posta em prática - pretendem mudar a maneira como gravadoras, artistas e ouvintes encaram o ato de consumir música via internet. No começo de novembro, a gravadora lança o Álbum Virtual, um pacote baixável pela web que inclui não apenas faixas musicais, mas também todo o trabalho gráfico. A versão virtual do disco estará à disposição do público (para download gratuito) um mês antes de o CD chegar às lojas. Mesmo com o ouvinte baixando de graça, o artista ganha dinheiro por meio do patrocínio de empresas parceiras da Trama. Inaugurando a proposta, o grupo Rock Rocket, com seu segundo álbum.
- É como assistir à TV. A novela é de graça para quem assiste, os comerciais é que pagam - explica João Marcello Bôscoli.
O Álbum Virtual terá faixas digitais de alta qualidade sem DRM (ou seja, desbloqueadas, sem proteção anticópia) e material extra, como faixas instrumentais e seções multimídia acessáveis por computador. A parte gráfica será completa, com capa, encarte e até o selo do CD, tudo em arquivos imprimíveis. Além do Rock Rocket, os lançamentos que a Trama planeja para os próximos seis meses (Quinteto Branco & Preto, Jair Rodrigues, Karine Alexandrino e Caju & Castanha) devem ser antecedidos por suas versões virtuais.
O Download Remunerado é a segunda idéia tramada por João Marcello para virar a maré. Todas as músicas disponíveis para download gratuito no Trama Virtual podem render dinheiro a seus respectivos artistas. O valor a ser pago varia de acordo com o que for arrecadado mensalmente com as empresas patrocinadoras. Nos dois primeiros meses do projeto, 2.539 bandas se cadastraram e foram feitos mais de 126 mil downloads. Entre as bandas mais baixadas e que ganharam mais dinheiro estão a Dance Of Days (R$ 2.880), Fresno (R$ 1.250), Superguidis (R$ 1.023), Pull Down (R$ 914) e Rock Rocket (R$ 823).
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Radiohead: Você paga o que quiser
Confiram parte da matéria:
"O link contido no nome do novo álbum leva para um site (www.inrainbows.com), onde é possível comprá-lo em duas versões, discbox e download. A primeira é física. Os fãs que pagarem cerca de 160 reais vão poder baixar o álbum a partir de 10 de outubro e depois receber uma caixa com a gravação em CD e dois discos de vinil, além de um segundo CD com novas músicas, fotografias, artes e um livro de capa dura.
A segunda, download, é revolucionária nem tanto pelo conteúdo, mas pelo conceito que inaugura. O usuário pode baixar o disco inteiro e pagar o que considerar justo. Se nada pagar, o site cobra uma taxa administrativa pela transação de 1,70 real. A banda chega a esclarecer o conceito para consumidores mais incrédulos: “O preço é com você, de verdade, é o que você quiser”.
(...)
A imprensa britânica acredita que o Radiohead deve superar o modelo de contrato com gravadoras (tendo terminado o antigo acordo com a EMI) e “estabelecer um valor monetário na apreciação do público pela arte”. E mais: 1º de outubro foi “o dia da morte das gravadoras”.
A banda tinha se recusado a entrar na loja virtual de músicas da Apple, a iTunes Store, por acreditar que a prática de vender faixas quebrava a integridade artística de um álbum inteiro."
Taí uma experiência que merece ser acompanhada, pra ver os resultados. Que tal?
A íntegra da matéria está neste link
E a dica foi de minha aluna Gabriela (gracias!).
Jeder no LabCult
Jeder é não só um dos mais brilhantes pesquisadores de música no Brasil, mas também um querido e generoso amigo.
O melhor é que temos mantido uma interlocução muito profícua dos nossos grupos de pesquisa e dos nossos próprios trabalhos.
Não por coincidência, um dos módulos de nossas reuniões do semestre passado discutiu a obra de Bourdieu e sua contribuição para a reflexão sobre valor e gosto no universo musical. E, mais uma vez em sintonia, Jeder produziu recentemente um texto - apresentado na Intercom - sobre o mesmo tema.
Desta forma, foi muito proveitoso poder discutir com ele; e agradecemos, muitissimo, a presença.
Além das Redes de Colaboração
Cultura. Através do blog
domingo, 7 de outubro de 2007
Games e Educação
Fiquei muito entusiasmado, pois nunca tinha publicado trabalhos fora da esfera da Comunicação Social e da Cibercultura. Esta contribuição, além suscitar o debate sobre games no campo de educação, marca meu início em outra área de interesse, diferente da minha formação acadêmica - espero produzir muitos outros trabalhos nesta linha. Enquanto isso, quem quiser conferir o texto pode acessá-lo no site da Revista Teias. Boa leitura!
Sobre Crítica Cultural e Mídia
Nesta sexta feira se encerrou o curso de uma semana ministrado na UFRJ pelo professor Jeder Janotti, da UFBA, intitulado "Mídia e Crítica Cultural: juízo, valor e gosto na cultura midiática". Ao longo das aulas podemos notar como a questão da crítica, que muitas vezes se resume a uma análise de forma ou do conteúdo dos objetos culturais, acaba por esquecer toda a rede de produção de sentido em que os textos midiáticos estão encerrados. O professor defendeu que os produtos culturais englobam 3 questões fundamentais e que se mostram entrelaçadas:
1 - Questões plásticas - Envolvem a análise da forma e podem ser analisadas se atentando às questões de linguagem
2 - Questões de meio - Atentam às tecnologias envolvidas na produção, circulação e consumo dos produtos midiáticos que vão configurar certas sensibilidades, formas de apreciação e valoração, desses produtos. Sendo assim, o fato de circular num veiculo de grande difusão ou num blog, vai ser fundamental para compreender suas dinâmicas.
3 - Questões econômicas - Rotinas produtivas, questões de mercado e busca por atingir públicos específicos.
O professor defendeu que tanto em expressões como as de uma música mais "underground" ao blockbuster cinematográfico mais assumidamente comercial, todas essas questões acabam estando relacionadas. Se aproximando bastante das perspectivas de análise do LabCult, Jeder acredita, como nós, que a análise de todo o produto cultural não passa somente pela emissão de opinião derivada da subjetividade pura dos críticos, mas que suas análises se dirigem a determinados públicos e se configuram a partir de um determinado veículo midiático. Assim, se apresentarão de maneiras diversas, ressaltando em maior ou menor escala os três aspectos acima relacionados. Um dos pontos focais do curso foi atentar a uma análise propriamente midiática dos objetos de análise crítica. Oferece-se, assim, uma alternativa às apreciações puramente estéticas, que pensam a criação artística como destituída de qualquer limitação objetiva, ou das análises puramente mercadológicas, que tentam entender os produtos culturais como uma simples maneira de se obter lucros, o que leva ao esquecimento de que uma gama de sensibilidades são configuradas ao longo do processo de difusão desses produtos pela cadeia midiática. Fica aqui o link para um texto em que essa questão é desenvolvida. Agradecemos muito à disponibilidade do professor e ao contato profícuo que se estabeleceu entre ele e os estudiosos de musica que puderam assistir a suas aulas. Frisamos aqui a necessidade cada vez maior de diálogo entre os diferentes trabalhos que abordem as questões de música e comunicação ao redor do Brasil. Para tanto, iniciativas como essas devem ser apreciadas e incentivadas.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Billy Corgan cria o museu do Moog
O líder do Smashing Pumpkins está trabalhando com a Bob Moog Foundation para definir o museu e bolsas de estudo como sua responsabilidade."Eu acredito que Bob Moog é um dos grande visionários do nosso tempo", disse Corgan.
"Suas idéias transcendem de longe o uso somente na música, e até hoje continuam a ter impacto em tudo, do rock ao rap à física quântica. Eu acredito fortemente que muitas pessoas ao redor do mundo se beneficiariam ao terem a oportunidade de interagir com os pensamentos, idéias, invenções e vida do Dr. Moog."
Quando Moog morreu em 2005, ele deixou seus arquivos num estado de extremo descuido. Agora, Corgan e a Moog Foundation estão trabalhando para restaurar e preservá-los no museu.Mais informações em moogfoundation.org.
tradução minha de notícia publicada em nme.com.
Mondo 77 - FM para bandas independentes
As rádios onlines estão evoluindo. Recentemente o selo independente Mondo 77, já conhecido na cena indie desde 2004 quando ainda era um bar na cidade de Campinas, lançou uma rádio de internet inspirada na Last FM. A proposta consiste em disponibilizar o acervo da gravadora com algumas das principais bandas independentes brasileiras de forma gratuita. O acervo inclui músicas do Ludov, Walverdes, Autoramas e outras. Vamos às diferenças então: Enquanto a Last FM trabalha com um acervo infinitamente maior, cobrindo vários gêneros musicais e com artistas já consagrados, a Mondo 77 foca no acervo independente nacional. Além disso, a rádio brazuca permite ouvir as canções na íntegra e quando quiser, sem ter que se sujeitar ao playlist automático (na Last FM só é possível ouvir artistas parecidos com a banda que se deseja ouvir). Ao ouvinte é possível criar sua própria rádio (inclusive nomeá-la), personalizar seu perfil com dados pessoais, participar de uma rede de relacionamentos como no Orkut e encontrar bandas novas que desejam divulgar seus trabalhos mas não possuem “influência” nas rádios tradicionais. Curioso é que mesmo na internet algumas práticas comuns ao mainstream permanecem válidas; veja a listinha das 20 mais tocadas.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Lançamento do portal do Curso de Estudos de Mìdia
É amanhã, na Biblioteca Nacional, com transmissão via internet pra quem não puder ir.
Até lá!
"Na próxima quinta-feira, dia 4/10, a prof. Ana Lucia Enne, coordenadora do projeto do Portal de Estudos de Mídia, estará participando, juntamente com a jornalista Cristina de Luca (uma das pioneiras do jornalismo on-line no Brasil), do Café Intercom, na Biblioteca Nacional (centro do Rio de Janeiro), da mesa de debates "Jornalismo virtual - opção ou destino", às 12:30 (com previsão de duração de cerca de duas horas). Neste evento, será realizado o lançamento oficial do Portal de Estudos de Mídia, que até agora está em versão experimental no site .
mais informações sobre o Café Intercom podem ser obtidas no link
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Star Wars Brasil
Quem esteve aqui divulgando o evento e dando a feliz a notíca foi Anthony Daniels, o ator de 61 anos responsável por dar vida a C-3PO em todos os filmes da série. A exposição será aberta em São Paulo, no dia 1º de março de 2008.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
" A Distinção" em português!!
