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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Música por assinatura no celular



Mais uma novidade sobre consumo de música que parte da telefonia móvel. Trata-se um novo serviço de download de música via celular que em vez de cobrar por cada arquivo MP3 baixado, passa a cobrar uma mensalidade fixa que permite acesso ilimitado à todas as músicas das quatro grandes gravadoras. O projeto chamado "Comes With Music e Play Now Plus" é mais um passo decisivo que a indústria fonográfica dá rumo a venda de música digitalizada e, também, a afirmação do celular como lugar privilegiado para os novos hábitos de consumo musical. Desde o ringtone essa possibilidade se mostrava bastante viável e com os esforços de seus fabricantes na contrução de aparelhos que acomodem a função MP3 player essa aliança entre gravadoras e empresas de telefonia celular está se mostrando produtiva. Por enquanto esses serviço está disponível apenas em 2 aparelhos da SonyEricsson e Nokia e só deverá ser implatado no Brasil ano que vem. As faixas continuarão sendo vendidas separadamente, mas esse serviço é justificado como mais completo devendo agradar em cheio quem não pára de procurar novos sons na rede. A matéria completa sobre essa nova estratégia de vendas de música está no site Link do Estadão, que tem outros textos bacanas sobre música e tecnologia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"O passado, o presente e o futuro da música" por Lenine

Um Sábado desses, em que fugindo a regra fiquei em casa, assistia o “Altas Horas” do Serginho Groisman quando ele anunciou o cantor Lenine. Ele veio divulgar seu mais novo trabalho intitulado “Labiata” e como é de costume, trouxe consigo sua obra autografada. No entanto, ao apresentar seu novo disco, este além do CD, apresentou também um vinil, quase uma obrigação frente à ascensão do formato e também um pen drive customizado, com a carcaça feita de madeira. Mais bacana, até mesmo do que a apresentação ao vivo dele e sua banda, foi seu comentário sobre o futuro do consumo de música massiva. Ao comentar as três versões do álbum Lenine os descreveu como o passado, o presente e o futuro da música. Sendo que ao contrário de que muitas pessoas poderiam imaginar é que na atual situação o CD é o passado, o pen drive é o presente e o vinil, quem diria, é quem mais se aproximaria do futuro. Hoje, Segunda-feira, relembrei desse evento ao “encontrar”, mais uma vez casualmente, o Lenine numa conversa descontraída na rede de rádio Transamérica onde mais uma vez bradou em favor dos novos hábitos de consumo e soltou outras pérolas. Quando um dos locutores tentou ensaiar um discurso conservador e moralista sobre o hábito de baixar músicas ilegalmente na rede, Lenine rebateu com um argumento bem comum ao nosso grupo de pesquisa. Citando o filho, um adolescente de 14 anos “vidrado” em hip-hop, o cantor apontou que mesmo baixando músicas de forma gratuita na internet, quando o garoto se encanta por alguma obra específica (leia-se álbum) este logo providencia sua cópia física; o CD ou o vinil propriamente dito. Durante a entrevista, o cantor fez um breve histórico sobre a comodificação musical (não com esses termos é claro) relembrando os walkmans, discmans até chegar ao eficiente I-POD. Lenine também comentou como a indústria em torno da música vem investindo forte nos toca-discos. Um dos locutores afirmou que na livraria Cultura já existe vinil nas prateleiras. Fui conferir... é verdade! Também é possível ver os títulos disponíveis pelo site da livraria. E já quase terminando esse post, encontrei no You Tube uma entrevista com o cantor sobre as novas mídias sonoras. Dá uma olhadinha no que o cara fala.

domingo, 30 de março de 2008

ECAD lança CD de comemoração

Presente em uma de nossas conversas no último encontro do grupo, o controverso ECAD foi tema de uma reportagem publicada hoje no JB (disponível aqui) por conta do lançamento de um CD para comemorar os 30 anos da entidade. Guiando a matéria, os eternos conflitos entre a classe artística e o ECAD. Na reportagem, ainda há uma lista com os maiores arrecadadores em shows no ano passado (encabeçada por Chico Buarque e com seu "parente" Carlinhos Brown na sua cola, em segundo lugar).

quinta-feira, 13 de março de 2008

As 20 maiores mancadas da Indústria Fonográfica

E já que estamos falando de listas, porque não falar das maiores mancadas da indústria fonográfica?

A revista Blender levantou vinte pontos que, segundo eles, são as situações mais vergonhosas no mundo da música.

A gravadora de Neil Young entrou com um processo contrar ele porque começou a fazer músicas pouco comercias. Onde já se viu isso?

Uma outra investiu milhões na carreira de uma cantora irlandesa - incluindo distribuição de discos e apartamento na Califórnia - que não chegou a vender 400 cópias do album de estréia em 3 meses. Detalhe: hoje, essa mesma cantora é uma das favoritas para ganhar a sétima edição do American Idol. Veja aqui embaixo Carly Smithson cantando Come Together.



A segunda maior mancada segundo a revista Blender, se trata do produtor que recusou a contratação dos Beatles a partir de uma audição realizada pelos músicos quando ainda tentavam dar a grande virada em suas vidas. Precisamos mesmo comentar o quanto esse sujeito deve se odiar até hoje?



E primeira mancada, aquela que ninguém nunca vai superar, e, para a alegria do LabCULT, um assunto que adoramos discutir, se trata da demora do reconhecimento do setor em ver a troca de músicas pela internet como um mecanismo eficiente no ganho de dinheiro, simbolizado pelo fechamento do Napster, programa pioneiro na troca de arquivos P2P. Segundo a revista, se a indústria tivesse percebido o potencial que esse mecanismo tem, as arrecadações anuais e vendas de CDs não estariam cada vez mais baixas, pois teriam sido feitos investimentos para controlar melhor a situação.

A lista completa está aqui, em inglês.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Humanóides

Eis que o blog sobrevive após mais um carnaval. Entre blocos e escolas de samba aqui estamos novamente.

Aproveitando o embalo, quero aproveitar para falar do Humanóides. Há alguns meses estou trabalhando nesse canal, produzido pela Raccord para o Oi TV Móvel. Pouca gente conhece o Oi TV Móvel, mas é uma iniciativa muito legal da operadora onde o usuário pode comprar horas de programação e assistir no celular. Tem para todos os gostos: SporTV, Cartoon Network, MTV e, entre outros, o Humanóides.

Enfim, vamos para ele: o canal - produzido já partindo da idéia que o conteúdo audiovisual é formatado para celulares - tem cinco personagens e cada um deles tem uma série. São bastante estereotipados, mas é isso que dá graça a eles. Em breve vão entrar outros personagens com outras séries. Aqui embaixo tem o vídeo da Enlouquecida - minha favorita.



Além de ver nas horas de programação, também dá pra baixar pro celular e assistir quando quiser.

Eu sei que esse post está parecendo propaganda pra Oi, mas só queria ressaltar a importância de surgir no competitivo mercado do audiovisual uma outra alternativa para atores, produtores, roteiristas e realizadores em geral.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

SonyEricsson entra no mercado de música online e video game

O acordo foi feito recentemente e até o fim de 2008 o serviço de Internet e entretenimento PlayNow para celulares estará disponível em mais de 30 países com mais de 5 milhões de músicas online para serem compradas.

A companhia anunciou também que 250 jogos estarão disponíveis nessa nova fase do serviço PlayNow. A parceria foi feita com a Electronic Arts. Para quem acha que isso é bobeira, a EA é responsável por jogos como Harry Potter, Battlefield, Need For Speed, Medal Of Honor, Winning Eleven, tem como parceiro a LucasArts (da série Star Wars para quem não sabe) e por aí vai.

Por outro lado, a Nokia rivalizando com o iTunes da Apple, lançou mês passado a campanha "Comes With Music" (vem com música) que dá ao usuário um ano de acesso ilimitado a milhões de faixas.

A minha pergunta é: quem vai perder tempo fazendo ligações de um telefone como esse?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Os cucarachas da Paraíba

Segue link para uma reportagem no JB sobre o o sucesso no norte e nordeste do Brasil do grupo Capim Cubano. A banda (que canta e se dirige ao público apenas em espanhol apesar de ser formada por paraibanos!) pode ser um objeto de estudo interessante para compreender dinâmicas culturais e econômicas do universo da música massiva e da indústria fonográfica no Brasil na atualidade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

As listas do fim de ano


Já deu prá perceber que eu gosto muito de listas não é? Além de divertidas (algumas são realmente hilárias) acredito que essas eleições de melhor disco, artista, show, música e afins servem para gente ter uma noção do panorama da cena musical. Lógico que quando uma lista é forjada nem sempre a qualidade do álbum ou música são cruciais, soma-se a isso popularidade do artista, estratégias de marketing, interesses das gravadoras, eventos paralelos nos quais as canções se projetam e mais uma série de fatores que determinam quando um artista/obra deve ser citado como melhor ou pior. Mas todos os anos as listas são feitas e querendo ou não, influenciam o consumo de música.
Com o fim do ano se aproximando, revistas, sites e associações de artistas do mundo inteiro se debruçam sobre seus arquivos para eleger os destaques de 2007. A Rolling Stones por exemplo acaba de divulgar a lista das 100 melhores canções do ano com "Roc Boys" de Jay-Z, "Umbrella" de Rihanna, "Rehab" de Amy Winehouse entre as eleitas. Outra lista tradicional é aquela de discos mais vendidos. Dá prá adiantar que entre os investimentos mais bem sucedidos da indústria da música estão Fergie e aqui no Brasil Ivete Sangalo. O The Police, que passou por aqui esse ano, ficou com a turnê mais rentável de 2007; 212 milhões foram arrecadados. Veja a lista que tem deixado as gravadores com apetite. E em tempos de download a lista de álbuns e singles mais baixados virou quase uma... "necessidade". No iTunes dá prá ver a listinha completa com destaque para Mika, Kanye West e Maroon 5.
Aqui no Brasil as premiações começam a aparecer. Recentemente a APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte elegeu "Onde Brilham os Olhos Seus" de Fernanda Takai do Pato Fu como o melhor disco de 2007 com sua homenagem a Nara Leão. Lá fora o Grammy trás como favoritos mais uma vez Amy Winehouse, Rihanna e Kanye West. E logo, logo tem o Brit Awards. E então... qual a impressão que se tem ao ler essas listas?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Minicom anuncia rádio digital para 2008



O Ministério das Comunicações (Minicom) informou nessa quinta-feira (22/11) que os brasileiros poderão ouvir a rádio digital a partir de 2008. Os testes finais devem ser realizados até o final do ano e consistem em avaliar os riscos de interferência entre as emissoras. Dois sistemas estão sendo testados; o norte-americano In Band – On Chanel (Iboc) e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM).
O sistema americano tem recebido críticas porque pode reduzir o espaço no espectro para a entrada de novas rádios. Funciona assim; se de um lado as emissoras contarão com diferentes programações simultaneamente, por outro, esse recurso congestiona o espaço eletromagnético impedindo a entrada de novas rádios, o que implica na concentração do espectro na mão das emissoras já existentes.
Outro tema bastante discutido gira em torno dos novos aparelhos. O consumidor que quiser se beneficiar de toda qualidade digital terá que substituir seu antigo aparelho por um novo modelo avaliado em R$ 70,00, segundo o ministro das comunicações Hélio Costa. O preço foi especulado pelos fabricantes Sansung e Sony. Mas o governo federal pretende baratear o custo dos aparelhos a partir de um acordo com as indústrias, no qual os empresários diminuam a margem de lucro e o governo reduza os impostos.
Vejamos algumas (possíveis) mudanças a partir do sitema de rádio digital:

- Qualidade de som melhor: A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.
- Maior abrangência: rádios poderão ter uma cobertura de amplitude nacional.
- Flexibilidade: com o sinal digital, alguns aparelhos receptores poderão pausar programação ao vivo ou ainda voltar o programa desejado ou música para o seu início.
- Novos conteúdos: ouvintes poderão receber junto com a programação normal, informações gráficas sobre clima ou trânsito, além de dados como nome do autor e intérprete da música.
- Multicanais: Uma mesma emissora pode veicular programações diferentes simultaneamente.

Curso de DJ no Senac-RJ

O Senac-Rio está oferecendo um curso de formação de DJ. Aí embaixo vão as informações. (Acho q esse post vai dar algum pano pra manga em termos de comentários - ao menos para os DJs do grupo...)

Objetivos: Propiciar condições para que o participante opere equipamentos de áudio para mixar músicas e montar seqüências musicais. Aprimorar sua capacidade de se comunicar com o público/cliente, criando repertórios adequados ao evento.
Descrição: Programa de Qualificação Básica com duração de 60 horas presenciais (2 meses), no qual o participante desenvolverá competências necessárias para atuar como disc jockey, utilizando equipamentos de áudio profissionais, técnicas de mixar e combinar músicas em diferentes mídias, com a finalidade de montar um repertório adequado para cada evento e público.Perfil do profissional. O profissional capaz de operar equipamentos de áudio, mixa músicas, monta seqüências musicais podendo atuar em casas noturnas e festas.
Para inscrição: Identidade, CPF, Comprovante de Escolaridade
Requisitos: Conclusão do ensino fundamental
Competências a serem desenvolvidas: Instalar equipamentos de áudio profissionais de DJ adequados aos ambientes e público;Mixar músicas gravadas em vinil, CD ou com controlador midi, utilizando técnicas adequadas;Elaborar uma seqüência musical ajustada ao ambiente e ao público/cliente, criando um estilo próprio e inovações no repertório musical;Criar seleções musicais específicas de acordo com os diferentes tempos e momentos do evento, em especial para "esquentar" a pista de dança;Realizar edições e montagens digitalmente.
Duração total: 60h
Onde acontece:
Senac Campo Grande
Rua Barcelos Domingos, 58 - Campo Grande - Rio de Janeiro/RJCEP: 23080-020 Tel.: 2415-9555 E-mail: campogrande@rj.senac.br

Data Prevista07/1/2008 a 19/3/2008

Horários2ª,4ª - 19:00/22:00

Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br

Data Prevista12/2/2008 a 17/4/2008

Horários3ª,5ª - 19:00/22:00

Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br

Data Prevista28/11/2007 a 25/2/2008

Horários2ª,4ª - 19:00/22:00

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Jupiter Research faz previsões sobre o mercado da música.



Um estudo da Jupiter Research aponta que mesmo com um faturamento estimado em 3,4 bilhões de dólares até 2012, a venda de música digital pela internet não será suficiente para fazer o mercado voltar a crescer. Enfrentando uma crise desde que a troca de arquivos digitais se popularizou, a pesquisa vem jogar mais um balde de água fria nas expectativas do setor em arrecadar tanto ou até mais com a comercialização de música digital e assim recuperar as perdas dos últimos anos na venda de discos. O relatório chamado “Previsão da Música nos EUA 2007 – 2012” apontou ainda que mesmo com as músicas digitais, muitos usuários ainda preferirão os CDs. “O negócio de fazer download de músicas é uma alternativa, não uma substituição aos CDs. Ainda existem consumidores que preferem um produto tangível” disse (sabiamente) David Schatsky, presidente da Jupiter Research.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Madonna´s material deal

Mais uma adesão às experimentações com novos formatos de distribuição de música. E de peso!
Madonna - mesmo devendo um álbum à Warner - anuncia seu rompimento com a gravadora e fecha um contrato com agente que vai administrar sua carreira de forma autônoma.
Vejam a matéria da CNN, que na televisão ganhou o título de Madonna´s material deal.
Vale destacar a afirmação da cantora de que estamos vivendo "um novo paradigma" na produção de música e "the possibilities are endless"!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Novas idéias da Trama: Album Virtual e Download remunerado

Faixas de graça pagas por empresas (Matéria Extraída do Jornal do Brasil)

Duas propostas da Trama - uma prestes a se concretizar, a outra já posta em prática - pretendem mudar a maneira como gravadoras, artistas e ouvintes encaram o ato de consumir música via internet. No começo de novembro, a gravadora lança o Álbum Virtual, um pacote baixável pela web que inclui não apenas faixas musicais, mas também todo o trabalho gráfico. A versão virtual do disco estará à disposição do público (para download gratuito) um mês antes de o CD chegar às lojas. Mesmo com o ouvinte baixando de graça, o artista ganha dinheiro por meio do patrocínio de empresas parceiras da Trama. Inaugurando a proposta, o grupo Rock Rocket, com seu segundo álbum.

- É como assistir à TV. A novela é de graça para quem assiste, os comerciais é que pagam - explica João Marcello Bôscoli.

O Álbum Virtual terá faixas digitais de alta qualidade sem DRM (ou seja, desbloqueadas, sem proteção anticópia) e material extra, como faixas instrumentais e seções multimídia acessáveis por computador. A parte gráfica será completa, com capa, encarte e até o selo do CD, tudo em arquivos imprimíveis. Além do Rock Rocket, os lançamentos que a Trama planeja para os próximos seis meses (Quinteto Branco & Preto, Jair Rodrigues, Karine Alexandrino e Caju & Castanha) devem ser antecedidos por suas versões virtuais.

O Download Remunerado é a segunda idéia tramada por João Marcello para virar a maré. Todas as músicas disponíveis para download gratuito no Trama Virtual podem render dinheiro a seus respectivos artistas. O valor a ser pago varia de acordo com o que for arrecadado mensalmente com as empresas patrocinadoras. Nos dois primeiros meses do projeto, 2.539 bandas se cadastraram e foram feitos mais de 126 mil downloads. Entre as bandas mais baixadas e que ganharam mais dinheiro estão a Dance Of Days (R$ 2.880), Fresno (R$ 1.250), Superguidis (R$ 1.023), Pull Down (R$ 914) e Rock Rocket (R$ 823).

domingo, 30 de setembro de 2007

Gravadora MaxPop investe na dance music nacional


Que a música eletrônica vêm dominando a noite nas capitais brasileiras já não é novidade. Boates de diversos segmentos se multiplicam no espaço urbano e hit após outro, o gênero é um dos mais executados nas rádios do país. Festas eletrônicas cada vez mais freqüentes e lotadas tem apontado para a hegemonia das pick-ups ou melhor; CDjs. Tanta popularidade do ritmo acaba impulsionando artistas nacionais a se arriscarem no gênero dominado por estrangeiros. Basta ouvir os programas de dance music para constatar que o Brasil importa os grandes sucessos da balada, e a nossos djs resta remixar. A gravadora MaxPop Music quer mudar essa história. Dirigida a menos de seis meses pelo quinteto formado pelo cantor Latino, seus sócios e empresários Christovam Neumann e José Carlos “Kaká” Silva e os produtores e djs Fabianno Almeida e Ian Duarte, a gravadora vêm investindo na dance música nacional e já conta com um elenco bastante ativo na produção de hits que caíram no gosto dos baladeiros. O Ramada, por exemplo, emplacou “Clap your Hands” e já segue com nova música de trabalho “Stand up” destaque na trilha sonora da novela "Sete Pecados" da Rede Globo. Outros nomes são Kassino e Tati Medeiros que com "A Noite Inteira", música em português, uma rara exceção, vem obtendo bons resultados nas rádios. No site da gravadora dá pra ouvir as músicas e comprovar que a noite está cheia de canções nacionais disfarçadas de hit americano.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Revista Júnior contempla o público gay

Embora o blog eleja como temas principais a música e as novas tecnologias digitais, abro aqui um parêntese para comentar sobre um novo produto cultural das chamadas mídias tradicionais. Trata-se do lançamento da revista gay JÚNIOR. A novidade editorial, criada pelo grupo Mix Brasil, chegou as bancas do Rio e de São Paulo na última Sexta-feira, dia 14, e na próxima Terça-feira, dia 18, deve estar chegando em outras cidades brasileiras.
Cabe destacar que a JÚNIOR é atualmente a única revista brasileira direcionada ao público gay que desvia da temática exclusivamente sexual (a revista não apresenta ensaios pornográficos como a G Magazine, por exemplo) para focalizar no comportamento gay de forma geral. Com destaque para moda, saúde e estética, turismo, lazer, cultura, tecnologia e personalidades, a edição é formada por seções comuns a outras revistas, mas sob um viés que atenda as necessidades de seu público-alvo.

Considero importante a chegada dessa revista, pois ela amplia a cena gay para além da orientação sexual, e se parte dela, o que vêm a seguir é todo um mundo de significação e de comportamento que aponta tanto para as especificidades da digamos “classe”, quanto para a similaridade de interesses com outros segmentos. O projeto gráfico da revista revela essa ambição em diferenciá-la das edições eróticas; na capa um modelo devidamente vestido (com uma camiseta regata rosa é claro) cercado por palavras familiares como “mundo digital”, “música”, “músculos” e outros temas afins. Observei também que em todas as bancas a revista tem sido exposta harmoniosamente ao lado de revistas como Rolling Stones, Bizz, TPM e VIP.

No site http://www.revistajunior.com.br/ e no blog é possível ter acesso as seções e aos temas das matérias dessa primeira edição. E lembrando da última reunião do grupo, na qual discutimos a noção de subcultura, é interessante observar que a revista pode ser um objeto de estudo muito interessante uma vez que esta mapeia os hábitos de consumo e os interesses da cena gay.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Os Sinais da Crise




Muito se fala sobre a chamada crise da indústria fonográfica. O tema chega a ser imprescindível em qualquer texto jornalístico sobre a cena musical ou trabalho acadêmico sobre tecnologia. Com tanta unanimidade sobre a questão, resolvi vasculhar as informações em sites de música tentando encontrar alguns sinais que evidenciam tal noção de crise e que apontam rumo a mudanças do mercado de música massiva. Não deu tanto trabalho...

No último dia 17 de Agosto o compact disc, o popular CD completou 25 anos. Já foram produzidos mais de 200 bilhões de CDs desde que a Sony e a Philips se uniram para desenvolver o formato digital que acabou dominando a forma de distribuir a música. Nos últimos dez anos, no entanto, a venda de discos sofreu uma queda brusca. Enquanto o consumo de arquivos digitas pela internet (downloads) só fez aumentar. Na Grã-Bretanha, por exemplo, as vendas de CDs caíram 10% e a compra de música pela rede cresceu em 50%.

Outra notícia interessante é que, em reflexo dessa queda, a Indústria fonográfica quer atenuar o prejuízo adaptando as atuais regras contratuais. O artista que sonha em fazer parte do elenco das grandes gravadoras, além de não receber participações superiores a 12% na venda de discos, terá que ceder participação nos lucros arrecadados com shows. A idéia, claro, desagradou os artistas já que, pelo menos no Brasil, o músico sempre se sustentou com o cachê das apresentações.

Talvez por conta disso, o cast das gravadoras tem diminuido. A EMI não renovou o contrato com a banda mineira Pato Fu e eles acabaram reassumindo o posto de banda independente (mas dá mesmo pra chamar um artista de peso como o Pato Fu de independente? Talvez seja hora de repensar o uso do termo) e mesmo bandas comerciais como o Roupa Nova e o Calypso se viram muito bem sem a proteção das multinacionais. O notório crescimento de selos brasileiros como Deckdisc, Lua Discos e Biscoito Fino, de um lado renovam a cena e de outro contribuem no fatiamento do mercado ameaçando ainda mais as "multi".

Por fim, a ainda dupla Sandy e Júnior lançou seu novo/ velho disco acústico pela MTV, cheio de hits e com vendagem já superior a 50 mil cópias, o que garante um “suadíssimo” disco de ouro. É que desde 2004, a indústria, “reconhecendo” a crise, mas colocando a culpa na pirataria (aquela dos camelôs), reduziu pela metade a meta de vendas, tornado a tarefa menos árdua. Será mesmo?