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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bem-vindo ao mundo de Adorno

Adorno é o autor homenageado do Labcult para o mês de setembro. Suas reflexões são de extrema importância para a área da comunicação, sobretudo quando o assunto é música. Junto a Horkheimer, o autor cunhou o conceito de indústria cultural que, como em toda a sua obra de maneira geral, apresenta uma perspectiva bastante crítica. Adorno escreveu isso há um tempão, nem a televisão existia ainda enquanto ‘parque industrial cultural”. Então pergunto: o mundo de Adorno é o mesmo em que vivemos hoje?


Acredito que o trabalho final dos alunos da disciplina de Teoria da Comunicação (faculdade não mencionada) ajuda a pensar sobre essa questão e que, de alguma forma, faz uma crítica a teoria crítica a qual Adorno é enquadrado. 10 pra eles!



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Evento sobre crítica musical na Universidade Nova de Lisboa

Divulgando a pedido do colega Pedro Nunes (INET-MD/UNL)...


Critica musical.jpg

(Ok que o evento acontece um bocadinho longe da gente, mas divulgar iniciativas bacanas nunca é demais...)

domingo, 25 de maio de 2008

A Tribo das sete cores


Domingo, 25 de Maio de 2008. Dia de Parada Gay em São Paulo. Infelizmente não vou estar presente esse ano, mas acho que a data merece um post aqui no blog, afinal esse é um evento embalado ao som de pura música eletrônica. E é justamente sobre o som que a comunidade gay houve que eu quero falar; o house tribal.
O rítmo marcado por sons latinos e vocais de cantoras poderosas chamadas divas dão o tom do subgênero eletrônico que é o preferido pela cena e que por isso mesmo gera polêmica. Há quem assuma o tribal como a música da cena gay por excelência e há quem não admita estar vinculado ao som, ou pelo menos somente a ele.

O house tribal virou um rótulo para a noite gay. Em matéria do RRaul sobre a parada gay de Sampa, o blogueiro Marcos Carioca, com quem compartilho várias opiniões fez uma breve crítica ao gênero, associando sua preferência a uma suposta alienação e mau gosto dos gays. Tenho que discordar. Verdade seja dita; em se tratando de cena gay o tribal é hegemônico. Todos os djs da cena reverenciam o ritmo e ele domina a pista. Entre os principais nomes do gênero estão o israelense Offer Nissim e o americano Peter Rauhofer, os djs oficiais para remixar os singles da Madonna, além da "novidade" Freemasons que injetou uma sonoridade nova ao rítmo com a adoção de instrumentos de cordas. Aqui no Brasil já temos nossos grandes djs também; Ana Paula toca nas principais festas GLS espalhadas pelo mundo, Patrícia Tribal como o próprio nome denuncia revela sua preferência e o som dela possui vários adeptos (eu sou um deles) e sem falar nos tradicionalíssimos M-vee e Robix e tantos outros da cena carioca que seria impossível dizer aqui nesse breve post de reconhecimento.

Sim, pois o que estou tentando fazer nesse post é reconhecer o house tribal como o som da comunidade gay e dizer que não há mal nenhum nisso. O fato de o Brasil ser o único país onde os gays se identificam tanto com um subgênero eletrônico é bastante significativo e revela como o house tribal funciona como porta-voz da comunidade legitimando sua presença dentro de uma cena mais ampla que é a da ME. Que temos vontade de ouvir outros sons, beleza, temos sim. Mas acho que o house tribal tem garantido uma identificação na cena gay eletrônica e isso tem que ser reconhecido.

sábado, 10 de maio de 2008

Nothing is gonna change my world


Acaba de chegar nas locadoras o ótimo filme “Across The Universe”, da mesma diretora de “Frida” , Julie Taymor. O musical retrata a geração dos anos 60 com destaque para movimento contra-cultural. A trilha sonora é construída a partir das canções dos Beatles que, detalhe, re-interpretadas pelos próprios atores, recebem nova roupagem tanto estética, quanto no conteúdo já que na junção entre trilha e imagem as músicas dos “fabfour” são resignificadas e acabam tendo ecos as vezes mais engajados, sombrios, românticos ou apológicos do que antes. Se é que é possível. O filme parece uma sucessão de videoclipes que abusam das imagens psicodélicas. Montagens truncadas, fusões e abuso de cores fortes dão o tom do filme e lógico reafirmam a áurea romântica e rebelde associada ao período, e que não é novidade nehuma. O que de certa forma denuncia a passagem do tempo; difícil, hoje, dar crédito a tanta boa vontade, tudo soa meio ingênuo. Então a canção título do filme em um momento dispara "Nothing is gonna change my world" E a gente que estuda cultura se pergunta, será mesmo possível mudança social através da arte?

Mas talvez o principal motivo de se assistir a “Across” resida no fato de que o que está sendo defendido na película é a centralidade da cultura no âmbito da revolução de 68. As vozes que se abrigam na contra-cultura são desenhadas no filme através dos personagens que representam cada um o seu movimento; seja negro, gay, feminino ou hippie estão todos ali.

Sem querer estragar as surpresas do filme, acho interessante contar um trecho em que o protagonista Jude (isso mesmo, os personagem levam os nomes de canções dos Beatles) é questionado pela sua namorada Lucy sobre a falta de engajamento político e este responde pintando quadros ao som de Strawberry Fields Forever, no qual os morangos remetem aos sangue derramado na guerra do Vietnã e mais tarde acaba virando logomarca de uma gravadora. Ou seja, para além das manifestações de rua, embates com a polícia, quebra-quebra e bombas caseiras, a arte mostra-se “arma” privilegiada na luta ideológica. Acho que isso é o que torna o período de 68 tão marcante e atraente. E isso o filme reconhece muito bem!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sobre pop e borboletas

O post da Simone a partir da reportagem publicada pelo Megazine d'o Globo na semana passada (aquela sobre o 'novo hype') me fez recordar de uma crítica-crônica de autoria do jornalista, ensaísta e polemista português Miguel Esteves Cardoso. Durante sua passagem pelas revistas especializadas O Se7e e Música e Som, entre finais dos anos 70 e início dos 80, Cardoso testemunhou o boom do rock português, mantendo quase sempre uma postura ácida e crítica em relação ao que ele considerava uma "invenção de atilados empresários e jornalistas ingênuos, criando separações artificiais e provocando expectativas injustas". Concordando-se ou não com os argumentos do autor (e na maioria das vezes eu discordo), há que se reconhecer a precisão de seu estilo e a qualidade de seu texto. Alguns de seus mais vigorosos petardos contra a sociedade portuguesa podem ser encontrados no livro A causa das coisas, edição portuguesa da Assírio & Alvim (1987) que eu pesquei num sebo carioca certa feita.

Já o trecho a seguir vem da coletânea sobre música Escrítica pop - um quarto da quarta década do rock (1980-1982), publicado pela mesma Assírio & Alvim e disponível apenas para consulta no Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro.

"Como as borboletas, a música pop tem uma vida de três dias. Assim, os lepidopterologistas Pop só têm de escolher entre duas práticas. Uns, para preservar e analisar a borboleta, montam-na num expositor. Outros, deslumbrados com a cores e com o vôo, limitam-se a segui-la com o olhar. Aqueles, porém, têm de matá-la primeiro. Ou ostros apenas têm de deixá-la morrer depois. Mas não valerá mais vivo durante três dias do que morto toda a vida?"

E aí? Que tipo de Lepidopterologista Pop nós queremos ser?


sexta-feira, 4 de abril de 2008

O Canto da(s) Cidade(s)


"Críticos anticarnaval, moralistas de plantão, guardiões da "qualidade" da música brasileira, horrorizai-vos: a axé music veio, mandou tirar os pés do chão e jogar as mãozinhas para o alto e venceu." A frase hilária é do jornalista Marco Aurélio Canônico da Folha de São Paulo. E isso por quê? Porque saiu o balanço geral do Ecad - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição que confirmou a supremaçia do axé entre as músicas mais executadas no Brasil. A pesquisa revelou que o compositor mais tocado foi o Carlinhos Brown, a artista mais lucrativa foi Ivete Sangalo com média de R$350 mil por show, e desde 2005 das 10 músicas mais executadas, apenas uma não era axé music.

Gente, sou baiano. E o axé faz parte da minha paisagem musical. Durante anos ouvi a crítica especializada dizer que tudo não passava de um modismo que não duraria até o verão seguinte. Mas eis que a cada estação o axé reaparece com uma nova banda, cantora, loira ou morena do tchan e claro... com mais uma dúzia de hits. O carnaval extrapolou o cenário soteropolitano e entrou de vez no calendário cultural de várias cidades, nordestinas ou não. E alguns artistas hoje administram carreiras internacionais sólidas. Mesmo depois de 15 anos (quando Daniela Mercury transformou o gênero em sucesso nacional com o Canto da Cidade) o axé continua firme e forte e tem hoje na figura de Ivete Sangalo e seu milhares de DVDs vendidos o carro chefe do "movimento baiano".

Curioso, é pensar que se os números legitimam a potencialidade econômica do gênero, o mesmo não funciona para a questão da qualidade. Na verdade aqui, mais uma vez, a popularidade funciona como justificativa para questioná-la. Estigma da música massiva e do entretenimento de forma geral que está fadado a não ser levado a sério. O próprio tom da matéria da Folha é irônico e associa o axé a uma manipulação, um movimento involuntário... é triste; o axé tá aí...não dá prá resistir. Toda a justificativa de seu sucesso está associada a um plano de marketing diferenciado de outros gêneros como o rock. Em nenhum momento o axé é contemplado em sua especialidade musical. O caráter artistico é inexistente; voz, arranjo, rítmo e performance não são "contabilizados". O gênero existe no mapa da crítica musical apenas como uma aberração. Pois de modismo passou a gênero estabilizado e complexo, uma vez que o termo axé esconde uma diversidade de rítmos e influências musicais que vão do samba reggae ao frevo e o samba de roda e suas hibridações com o rock e o pop. Se a pesquisa do Ecad revela a predominância do gênero no cenário musical brasileiro, não esclarece os fatores que levaram o axé a tal posto. Quando passarmos a analisar a esfera cultural do gênero talvez possamos ter pistas.


sábado, 10 de novembro de 2007

Eventos no Oi Futuro

Na terça, dentro do Projeto Multiplicidades, a dupla Carlos Casas e Sebastian Escofet se apresenta no Oi Futuro. Eles estiveram no importante festival de música e novas linguagens Sonar - que acontece todo ano em Barcelona e têm uns projetos de música/imagens interessantes, inclusive um vídeo sobre a Rocinha. (confiram nos sites http://www.carloscasas.net e http://sebastianescofet.asterisco.org.
Por falar em OiFuturo, que é um espaço queridinho do LabCult - até as reuniões do grupo acontecem lá no café - posto abaixo a crítica feita pela minha aluna de Estudos de Mídia Dally Schwarz sobre um outro evento.



PoiesisEntre_PIXEL_E_PROGRAMA

A exposição que está no OiFuturo até o dia 02/12, organizada por André Vallias( grande nome da poesia visual/digital, designer e idealizador de sites e projetos como o REFAZENDA, o ERRÁTICA, entre outros), Frederich W. Bloch (pesquisador,curador,artista alemão, envolvido em vários projetos renomados inclusive vinculados a Universidade de Kassel) e Adolfo Montejo Navas( poeta espanhol,crítico,curador,colaborador de diversas revistas culturais como a Cult, Lápiz, sites, ministrou diversos cursos em instituições culturais e escreveu muitos livros ) é uma boa instigação acerca da poesia, além da palavra.

A mostra traz um bom repertório para pensarmos a poesia num universo multimidiático,onde suportes, materiais, idéias convergem e provocam sensações tão vivas quanto o esperado por muitos.

Porém, os bate-papos que ocorreram nos dias 30/10 e 31/10 não me pareceram tão ousados e pretensiosos...

No primeiro dia, além de uma platéia quase vazia, o alemão Thomas Wohlfahrt passou por sérios constrangimentos devido a problemas técnicos da estrutura do Centro Cultural, inclusive problemas de conexão, em um local que exala tecnology.Mas mesmo com os probleminhas, sua fala foi muito bem articulada. E apresentou projetos muito interessantes, como o site lyrikline.org, que reúne, num ritmo crescente, diversos poetas e poesias para serem lidas,ouvidas (com a disponibilidade de tradução em muitas línguas ) e o Festival Zebra de video-poemas, que acontece em Berlim.Os vídeos que Thomas mostrou no encontro eram de estéticas e linguagens diversas, desde animação à vídeos irônicos que diríamos, facilmente, que saíram do youtube.(Esse material está disponível na exposição)

Achei bem legal também, a reflexão em torno da idéia de que as pessoas escutam e sentem a poesia mesmo sem entenderem a língua. o que faz com que esta expressão se aproxima mais do universo da música (linhas dos tons e dos ritmos) do que da prosa.

Já no segundo dia, a sala estava mais cheia, e foi a vez do André Vallias falar e o fez muito bem,conseguindo traçar uma "história" não linear da idéia da poesia, de poiesis e da entrada do digital na conversa.A platéia também se animou mais e possibilitou um embate de falas misturando esses lugares.

Entretanto, foi um pouco incomôdo perceber que a mediadora ( Bia Correa do Lago ) e algumas vezes uns palestrantes (Adolfo Montejo Navas e Guilherme Kujawski) se mostraram um tanto quanto " se vira nos 30", apresentando muitos pensamentos soltos e que acabavam em uma divagação, como a própria Bia observou; e em algumas pérolas como o conceito de policontextualidade, que seria segundo Guilherme Kujawski mais aplicável que hibridismo e intertextualidade...

Tá bom, eu não posso só meter pau...Muitas questões levantadas foram importantes, tais como a resistência às novas maneiras de se fazer poema no contexto multimídia, onde a procura pelo tecnológico de ponta é grande; a questão nada nova acerca das possibilidades de todos serem artistas devido a internet ( questionável, ainda mais por ser esse o momento em que a Arte se denuncia em olhares puristas mesmo nos mais inovadores), a questão da imagem na sociedade contemporânea e sua força, assim como a palavra escrita que aprisiona...

Enfim, num vai e vem de pensamentos... Sempre caímos no: "Mas será que precisamos de TANTA tecnologia para fazer poemas?”... E daí deslizamos por um caminho, que para mim, desvia da intenção principal da exposição, que é nos permitirmos experimentar essas poesias em suas características. Infelizmente foi nesse deslize, e na fala de uma das pessoas da platéia que cheguei à conclusão de que percorremos todos os degraus do prédio cheio de luzes e estímulos sensoriais que nos vitalizou, para chegarmos ao terraço e nos jogarmos de cabeça.

"Para mim esse foi o momento mais vivo, mais significativo da mostra, onde se concretizou a performance, aqui foi o melhor da POIESIS_ENTRE_PIXEL_E_PROGRAMA"

domingo, 28 de outubro de 2007

Tim - rapidinhas do segundo dia


Pulei as atrações da matinê e cheguei mais tarde, direto para as festas.
O pátio tomado, com Hercovitch e Johny Luxo (como se vê na foto acima) foi um bom sinal. Som alto, o batidão das frequências graves sentidas no corpo, como deve ser.Ufa! que alívio. Já estava com síndrome de abstinência por conta da noite anterior. O melhor é que o tempo abriu e foi uma noite de lua quase cheia e estrelas. Aí tudo fez sentido naquele espaço bacana que é a Marina da Glória.
A tenda "funk mundial" bombou. Mc Sandrinho, Diplo, Marlboro - em sequência - lotaram o espaço e botaram o público todo para dançar. Mais uma vez, Marlboro deu uma aula de funk, das coisas mais antigas aos sucessos recentes...mas Diplo, antes, também usou esta estratégia e ficou meio repetitivo.
Na tenda do Mash Up, saí na metade do Spank Rock - a pegada hip-hop me desanimou e fui conferir o DJ Linsdtrom na festa Disco House. Som ok, tenda cheia e animada. Em compensação, quando voltei ao Mash Up, o Girl Talk já estava pegando fogo. Greg Gilis é um branquelo ensandecido que incendiou a tenda com os melhores mash ups que já ouvi e dancei. Com cara de que estava se divertindo tanto quanto o público, o cara foi suando, tirando a roupa, pulando ida e volta do palco para a platéia, chamando todo mundo para ocupar o palco, dando trabalho aos seguranças...e ainda encerrou a apresentação com o bando do Spank Rock todo dançando no palco. Fica difícil dizer isto frente ao monte de excelentes atrações, mas acho que foi a festa mais divertida e interessante...
Enfim, no segundo dia, o Tim Festival disse a que veio e honrou a tradição.

PS- Ao longo da semana a gente vai postando comentários de outros shows e fotos. É que os rapazes do LabCult ainda estão de ressaca. (rs, rs!!)

sábado, 27 de outubro de 2007

Tim - rapidinhas do primeiro dia

Primeiras impressões do Tim Festival:

Organização nota zero - De longe, o pior ano, dos longuissimos que frequento o Festival. Cheguei cedo e sóbria como nunca dantes. E começam os percalços:

1)Logo na entrada, fila enorme, já com início de tumulto, para "empulseirar" - colocar a pulseirinha que permite a entrada nas tendas. E quando chega a sua vez, só é possível colocar a pulseira do primeiro show ( muita gente compra para vários). Ridículo.
2) Fora das tendas dos shows - poucos bares, que não estão dando conta da demanda. Sufoco pra conseguir qualquer coisa. No Espelunca Chic, foram trocar um barril e, o desajeitamento e desespero da equipe era tal que quase me ofereci para ajudar. Depois de meia hora, com a galera imprensada no balcão esperando, começa a sair o chopp - sem espuma, sem pressão, meio quente. Meu caldinho de feijão - comprado a 8,00 reais, demorou a mesma meia hora.
3) Dentro da tenda - onde assisti Anthony/ Bjork e Hot Chip/Arctic Monkeys, um dos bares serviu cerveja Devassa quente o show inteiro, comprada a 6,00 reais !! A opção - segundo o staff, era ir para o outro bar Ou então, para tomar gelada, tem que ser Primus, a 5,00. Fala sério!!
4) O ar condicionado não tá dando conta - ao contrário dos outros anos, quando o ambiente era sempre maravilhosamente gelado
5) Ao final de cada show, a gente tem que sair e anfrentar uma enorme fila para voltar para o mesmo lugar (já que não está com a "pulseira certa"...)
6) Mas, tudo isto seria perdoado, não fosse um detalhe técnico. Aliás, dois. O primeiro: o som tá ruim. Muito ruim. Embolado, mal equalizado, baixo - em todos os shows.
O segundo: o último show - Montage, Vanguart e Del Rey foi cancelado. Motivo alegado pela produção: a chuva colocava o público em risco. Mas, como assim??? Tá chovendo no Rio desde quarta e isto não foi previsto??


Bom, mas e os shows?

Dos que eu vi, o Anthony and the Johnsons foi o primeiro. Não funcionou. Muito intimista pro espaço, sutilezas orquestrais que não são ouvidas, melancolia inadequada pra galera já animada, à espera da Bjork. É show para a sala Cecília Meireles. Muita gente sentou no chão e ignorou.
Comentários de que "estava chato". Além disto, parece que o horário e o túnel Rebouças fechado não ajudaram.O público foi chegando mesmo no final já para ver a Bjork.

Bjork - arrasou! Entrou no clima, como sempre. Trouxe uma orquestra de louraças que, como disse um amigo, são as verdadeiras "Arctic Monkeys". Com isto, criou um clima meio carnavalesco que funcionou muito bem como espetáculo. Conseguiu driblar as deficiências técnicas com performance, carisma, energia, beleza e música de altissima qualidade.

Hot Chip - entrei na metade do show. Foi a opção para não enfrentar a tal fila que se formou para "empulseirar" novamente, debaixo de chuva. Gostei muito do que vi. Além disto, o público, mais jovem e em maior número do que o do show anterior, já estava no clima, dançando e cantando; e foi ótimo.

Arctic Monkeys - Emocionante ver a molecada arrebentar! Emocionante ver o público cantar cada refrão e fazer mosh n aboca do palco. Foi tudo que se espera de um show de rock: básico, na veia, com o público perfeito.
Estivesse o som mais alto e equalizado, então...


Bem, mas agora a próxima noite nos aguarda. De funk (u-hu!) a Hercovitch; de Moo a Girl Talk, a festa promete. Vamo lá. Amanhã, assim que a ressaca deixar, a gente posta as fotos e mais comentários.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Montage no Tim



Como tem Tim Festival sexta e sábado (oba!), vamos começar a semana com um aperitivo: a banda, ou melhor, o duo Montage - que toca na sexta.
Tenho ouvido muito os caras, que são de Fortaleza - mas cuja sonoridade não tem nada de regional . Pelo contrário, a pegada é glam/electro/punk, com muita performance nas apresentações.
Fica aí a dica, já que, no meio do monte de atrações, eles podem passar meio desapercebidos.
E o vídeo é da apresentação no Festival Calango 2007, com "Money, Sucess, Fame, Glamour"

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Alucinações Musicais

Uma dica para os que se interessam pelo sentido social da música e seus efeitos cognitivos e cerebrais, é o livro recém-lançado do neurologista inglês Oliver Sacks, "Alucinações Musicais".(Cia das Letras, cerca de 45,00 reais).
O cara, que escreve bem para caramba e já é conhecido no Brasil por outros livros fantásticos sobre atividades cerebrais e cognição (tal como "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" e "O Antropólogo em Marte"),agora lança este que trata somente dos efeitos da música na cultura e na atividade cerebral.
O argumento principal é o de que "temos um cérebro musical". O que significa que os estímulos musicais agem com muita força sobre nós - seja como prazer ou como tortura.Qual a função da música? Como reagimos a ela? Como a memória se entrelaça com a música e como esta pode promover a cura - ou o alívio - de certas doenças como o Parkinson ou a demência? Narrando sempre histórias reais, tão inusitadas e deliciosas de ler que poderiam ser ficção, estas são algumas das questões que o autor aborda.E que nos ajudam a pensar na materialidade da música e suas afetações corporais, cognitivas e simbólicas.

Na mesma linha, vai também a segunda sugestão, de um lançamento mais antigo que só descobri este ano: Música, Cérebro e Êxtase - como a música captura a nossa imaginação, de Robert Jourdain. (Ed OBjetiva,1998). Este é um livro mais técnico e de certa forma mais pesado, mas muito interessante, uma vez que explora também o mesmo tipo de questão: como as melodias agem sobre nós, como certas área do nosso cérebro são estimuladas pela música.

Vejam a entrevista com Oliver Sacks no Mais - da Folha

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Simonal e a ditadura

Caiu nas minhas mãos, recentemente, um trabalho que ainda não acabei de ler, mas estou achando muito interessante (gracias, Aline!!).
Trata-se da dissertação "Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga. Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical", defendida no Dep. de História da UFF por Gustavo Alves Alonso Ferreira.
Além do título ótimo, o trabalho discute as memórias da ditadura a partir da trajetória de Wilson Simonal, cantor que passou à história como "dedo-duro" de colegas durante a ditadura militar no Brasil.
Não pensem que o tema é árduo:o episódio revela muito das relações entre personagens da MPB, remetendo-se a temas caros às nossas discussões - valor, autoridade, disputa simbólica entre os atores da história musical do país na construção da MPB.

Além disto, o trabalho resgata (ugh! - desculpem a expressão) o trabalho de Wilson Simonal - que é fundamental na construção da moderna música black/soul/swing de matriz brasileira, mas que ficou estigmatizado por conta desta suposta relação com a ditadura.

Fica então a dica: se alguém quiser dar uma olhada, peço autorização ao autor e repasso o trabalho.

sábado, 15 de setembro de 2007

Show do Nouvelle Vague no Circo Voador

O projeto musical Nouvelle Vague surgiu a partir da idéia de dois franceses, Marc Collin e Olivier Libaux de tocar em versão jazz, muitas vezes com aquela levada meio bossa nova meio samba, músicas dos anos 70/80 - clássicos do punk e do pós punk. Entre as músicas que entraram nos dois primeiros discos do Nouvelle Vague, estão Killing Moon (Echo and the Bunnymen), Ever Fallen In Love (Buzzcocks), Dancing With Myself (Billy Idol), Heart of Glass (Blondie), Blue Monday (New Order), I Just Can´t Get Enough (Depeche Mode), Guns of Brixton (The Clash), This Is Not A Love Song (P.I.L.), Teenage Kicks (The Undertones), ente diversas outras.

Marc Collin

Melanie Pain

Phoebe Killdeer

Nouvelle Vague

Nunca achei que eu iria pular, suar e gritar tanto num show de pop jazz francês. Tanto a banda quanto as vocalistas, Melanie Pain e Phoebe Killdeer seguram legal o show, que é muito mais animadinho do que as gravações em estúdio. Os momentos mais marcantes do show foram, sem sombra de dúvida, Too Drunk To Fuck e Love Will Tear Us Apart. também rolou Tainted Love que, creio eu, ninguém estava esperando. resumindo, estou estragado até agora. quero mais!

As fotos são minhas, mas como os meus vídeos ficaram uma porcaria, estou colocando um dos que uma amiga gravou. Ela está colocando o show inteiro no YouTube. Quando tiver tudo lá, escrevo de novo comentando para quem perdeu poder ver.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dica de Música

Em primeiro lugar, cabe um retratamento oficial. Se não fosse pelo Luiz Adolfo, esse seria um dos blogs com maiores problemas de desatualização na rede. Graças aos seus comentários sobre Lost e Jornalismo, o blog tem se mantido. Mas, voltando a ativa, na promessa de atualizações mais freqüentes, quero registrar aqui a minha adoração pela banda mineira Pato Fu. Recentemente, o - agora- quinteto lançou um novo disco batizado de Daqui Pro Futuro. Um mês antes de chegar nas lojas, já estava disponível para download na UOL Megastore por 9 reais e alguns centavos. E semana passada, já no mercado "real", estava em 11º lugar na lista dos mais vendidos da Fnac, entre 500 títulos.
A banda, que agora é independente, gravou o cd em estúdio caseiro, abusando de recursos digitais e eletrônicos, sempre muito presentes desde o primeiro trabalho, Rotomusic de Liquidificapum. Como eles mesmos definem, o objetivo é usar a música eletrônica para fazer uma música "orgânica". Destaque para as músicas 30.000 pés, Mamã Papá (feita para a Nina, filha da atriz Graziela Moretto, amiga de Fernanda Takai), Cities In Dust (cover de Siouxie And The Banshees), WOO! e Nada Original.
Para relembrar, uma das minhas músicas preferidas da banda, Capetão, aqui, Capetão 66.6 FM, do MTV ao Vivo.

No site oficial tem os vídeos de 30.000 Pés, Cities In Dust e !.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Mensagem do dia

"Mas, bem no fundo do coração, eu ainda acho que a crítica de rock deveria ser como era na minha juventude.(nota: ele refere-se ao final dos anos 80, início dos 90). Deveria ser zelosa, ardente, ridiculamente polarizada em seus julgamentos; ela deveria se arriscar a incorrer no absurdo de levar as coisas a sério demais; deveria estar embriagada de seu próprio poder.(...) o sangue fervendo de excitação, o corpo trêmulo com o sentimento da relevância e da atualidade do texto"
(pg 20)
"Aqueles críticos (...) militando, promoviam certos sons e certas idéias sobre como a música deveria ser e para onde ela deveria ir"(pg 14)

In:Beijar o Céu
Para quem não ligou o nome ao autor, é o Simon Reynolds, crítico musical de rock e eletrônica que também escreveu um dos melhores livros sobre a cultura da ME inglesa (Ecstasy Generation)

sábado, 21 de julho de 2007

The Presets

Faz pouco tempo que descobri essa dupla australiana formada por Kim Moyes e Julian Hamilton. A primeira música que conheci foi Down Down Down, me apaixonei e corri pra ouvir o CD. Segue texto – até que ponto verdadeiro? Pergunto eu – do MySpace dos caras.

Kimberly Isaac Moyes era um jovem, de pequena estatura, porém, de grande coração, que contava com a sorte, tocava num bar gay do centro e comia anchovas enlatadas descartadas no beco atrás de um restaurante italiano local, colocando todas as suas reservas financeiras embaixo do travesseiro com o sonho de, um dia, ter dinheiro suficiente para comprar um Moog.

Julian Hamilton era o novo motorista do estabelecimento já mencionado, robusto e ambicioso, levava o lixo pra fora e suava como porco quando um dia topou com Kim caindo de boca naqueles pequenos peixes oleosos como se nunca tivesse provado algo mais gostoso.

Esses encontros na parte de trás do restaurante Luigi´s Linguini And Pasta Allsorts se tornaram freqüentes e os levaram a marcar um almoço onde Julian não só contrabandearia para Kim uma lata fresca de anchovas, mas também dividiria sua comida digna de chef. Os meninos descobriram a amizade comendo faggotini, tiveram vários almoços prazerosos bolando maneiras de Kim estar sempre a um passo à frente do Serviço de Proteção à Criança, que queria mandar o delinqüente para um orfanato na Mongólia, sonhavam com as maneiras que Julian poderia enganar seu perverso chefe Luigi e debatiam arduamente sobre sua mútua paixão, música.

Foi num desses dias que Kim e Julian se ligaram que seu encontro foi coisa do destino e que um dia eles fariam bonito realizando seu desejo de fazer um “moody, crisp electronic future pop.

Se você já se perguntou o que tocaria nesses momentos onde parece que se está frente a uma encruzilhada, entre céu e inferno... É mais ou menos isso.

Não deixe também de conferir o site e o vídeo de Down Down Down aqui embaixo. Tudo muito legal…

domingo, 1 de julho de 2007

Astronautas - Mutantes - Libertados!!!!


Escrevo ainda sob o impacto do show dos Mutantes. Confesso que quando ouvi alguém comentar que os Mutantes iriam voltar, torci o nariz. Os irmãos Baptista e Rita Lee novamente juntos, depois de tantos anos, pareceu-me no mínimo bizarro. Depois começaram a sair notícias pela imprensa dando conta de que seria uma volta sem Rita e, mais estranho ainda, em seu lugar estaria Zélia Duncan. Torci o nariz novamente. Mas como? Duncan? É outro estilo. Parecia-me que não tinha nada a ver. E me veio a cabeça a velha jogada levada a cabo por vários grupos de rock argentino já desfeitos que se reuniam novamente para alavancar a carreira de seus antigos componentes, em baixa, e para engordar a conta bancária, também em baixa. Andei meio desligado, não fui ver seus shows quando se apresentaram no Rio depois de Londres e do giro internacional. Vi-os cantando alguma coisa no Programa do Serginho Groismann e me parecia que não havia química. Comida requentada.

Agora, quando retornaram ao Rio, com espetáculos no Circo Voador, resolvi deixar preconceitos de lado e encarar. O que vi e ouvi me deixou impressionado. O show funciona e funciona muito bem. No palco eles são monstros do rock. Cheiro de mofo? Passou longe. Vi, ouvi e senti, sim, muito rock e do bom. Impressiona a alegria, sobretudo de Arnaldo, de tocar. Estavam se divertindo no palco, e isso contagiou os demais músicos e, sobretudo, o público, na grande maioria, jovens enlouquecidos pelo som que ouviam e pela performance que viam. Claro que eles não são mais adolescentes ou jovens como eram, a voz falta de vez em quando, daí o auxílio de outros vocais a dar sustentação.

As músicas são antigas e ao mesmo tempo não o são. Por um lado, elas não envelheceram, estão aí, não com o impacto absolutamente inovador que tiveram a seu tempo, mas continuam vivas e vibrantes; e por outro, novos arranjos, outros instrumentos e músicos que foram incorporados deram a essas músicas uma alma rockeira renovada. Presentificadas, “agorizadas”, elas novamente empolgaram.

O mais impressionante foi o clima de festa e diversão dos velhos “moleques” Arnaldo e Sérgio Dias renovados diante de uma Zélia Duncan que entra no jogo e, decididamente, não faz feio. Zélia, de maneira perspicaz e inteligente, não tenta travestir-se de Rita, nem nos gestos, nem na roupa, nem, tampouco, na interpretação. E com isso ganha o jogo, a platéia e os músicos. Ela não entra para substituir ninguém, até porque seria covardia – e canastrice - tentar repetir Rita. Zélia é Duncan do início ao fim e isso fez a diferença.

No palco, astronautas-rockeiros libertados; na platéia, público embevecido e em sintonia. O ritual do rock se fez presente e que bom, eu estava lá.


sábado, 16 de junho de 2007

Após ter morte decretada, dance music ressuscita

Esse era o título de uma matéria que saiu ontem no caderno "ilustrada" da Folha de São Paulo. Era o pretexto para o jornal falar - muito bem - do novo disco dos Chemical Brothers "We Are The Night", sem esquecer de dizer o quão insosso o penúltimo disco "Push The Button" era.

Em novembro de 2004 o jornal inglês "The Guardian" fez uma reportagem decretando a morte da dance music. As causas do falecimento eram apontadas como a falência dos grandes grupos britânicos, os discos sem relevância de artista outrora muito importantes como Moby, FatBoy Slim e Prodigy.

Mas, segundo Thiago Ney, que escreveu essa matéria da Folha, tudo mudou com o disco dos Chemical Brothers. Outras estréias destacadas na reportagem são Simian Mobile Disco com "Attack Decay Sustain Release", Justice e Digitalism. Há um quê de New Rave quando o repórter fala desses três duos e diz que elas "fazem uso de elementos do rock, como vocais, bateria orgânica e guitarras, para dar corpo a faixas dançantes".

E no Brasil são comentados os trabalhos novos do DJ Mau Mau, Nego Moçambique e o novato Propulse.

Para celebrar esse momento meio fênix que a Folha de São Paulo aponta, nada melhor do que dançar com vídeo Do It Again, dos Chemichal Brothers do disco "We Are The Night".

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Show do Móveis, Febre, Electroboogie e Tim Festival

Eis que o calor volta.

E os shows do Móveis Coloniais de Acaju foram muito bons. Pude vê-los no Canecão antes do Moptop e no Teatro da UFF, última banda a tocar no Araribóia Rock na quarta-feira. O show da banda é para quem não quer ficar parado. Melhor ainda, você pode tentar ficar parado, mas não vai conseguir, dou minha garantia. De repente, como quem não quer nada, timidamente, você vai começar a bater palma, ensaiar uns passinhos e depois é só um pulo para se jogar no meio da roda, na maior brincadeira.

Musicalmente, o Móveis Coloniais de Acaju, banda cujo nome foi inspirado num evento histórico - um conflito na ilha do bananal - consegue agrupar o rock, ska e samba num mesmo caldeirão musical. O mais legal dessa história toda é que o vocalista não é o único a se destacar. Todas as músicas tem seqüências instrumentais, principalmente dos metais, que animam o público. A presença deles no palco é impressionante. Vários esbarrões, pulos, corridas, trenzinhos, vai pra frente, vai pra trás, eles não ficam quietos.

E pra terminar, o grand finale (escrevi certo?) com a roda gigante feita pelo público e pela banda se abaixando, se levantando e gritando HEY cada vez mais rápido até virar uma grande galhofa puxando o final da música Copacabana.

Ficou com vontade de ir? Então primeiro, entra no site, baixa as músicas ou compre o CD e se prepara porque dia 26 ou 27 (eles não souberam me informar) a banda voltará ao Rio para tocar no Circo Voador ou na Fundição Progresso (também não souberam informar qual dos dois).

Ainda cansando do show do Móveis, resolvi ir pra Matriz ontem e conferir a dica da Simone. Sem querer puxar o saco, a única coisa que valeu a pena foi realmente a festa Febre no segundo andar da casa curtir o drum´n´bass. Já tinham me dito que, em feriado, o lugar ficava cheio, mas acho que depois de ontem, vão ter que inventar uma outra palavra para substituir lotado. Mas vamos à Febre... Gostei muito das músicas e da animação de um pequeno público que praticamente não saiu da pista. A maior parte ficava circulando pela casa, dava uma passadinha lá, se mexia um pouquinho e depois partia para outra coisa. Eu preferi ficar mais na pista e ver como essa circulação funcionava e enquanto prestava atenção na vida dos outros, fui ficando com medo de dançar. Tinha um cara lá que quebrava tudo. Fiquei intimidado e resolvi brincar de estátua o resto da noite. Acabei indo embora cedo. Além do lugar estar me sufocando, minhas pernas estavam pedindo clemência por causa dos shows de terça e quarta. Pretendo voltar mais vezes na festa e então, faço uma descrição mais detalhada.

Pra continuar as dicas do feriado, hoje rola Electroboogie no Dama de Ferro. Nunca fui à festa, não consigo achar muitos detalhes além dos nomes dos DJs - Tony Vegas e Gláucia ++ - mas as festas do Dama são sempre interessantes, então acho que vale a pena.

E só pra terminar esse post gigante que todo mundo vai ficar com preguiça de ler em feriado prolongado (mas eu não estou nem aí), saiu no jornal chileno El Mercúrio algumas bandas que vêm pro Tim Festival desse ano. Arctic Monkeys (que todo mundo já sabia), The Killers e Björk. Quando é que começa a vender mesmo hein?

Bom resto de feriado e fim de semana.

domingo, 3 de junho de 2007

Realidades Alternativas

Esqueça tudo o que vc já conheceu sobre jogos de realidade virtual e mergulhe no universo dos ARGs. A sigla vem de Alternate Reallity Games, ou jogos de realidade alternativa. Trata-se de um jogo que é considerado o terceiro momento na trajetória iniciada pelos RPGs, no começo da década de 70. A característica principal deste estilo é que o desafio se desenrola pela internet, usando o mundo real como pano de fundo para uma rede de enigmas.
O objetivo dos jogadores é tentar desvendar os mistérios, vasculhando sites na internet em busca de pistas. Muitas vezes, as informações são escondidas nas cidades do mundo real –codificadas em anúncios de jornal, outdoors e comerciais de TV, etc - e os participantes devem sair às ruas para procurá-las. Para conseguir jogar, as pessoas devem se relacionar pela internet, trocando informações que direcionem à solução dos enigmas. Neste sentido, as novas ferramentas do computador são os principais recursos à disposição do jogador.
Um dos primeiros registros de ARG no Brasil é o game Prenoma, do qual tive o prazer de participar e assim fazer novos amigos. O Projeto foi outro ARG de sucesso, com base na cidade paulista de Santos. Recentemente, participei do Una Passione, game promovido pela montadora automobilística FIAT. A cada dia que passa, surgem mais jogos assim na internet e, consequentemente, mais comunidades relacionadas à este tipo de experiência. Estou cada vez mais convicto de que tal estilo esta caindo de vez no gosto dos brasileiros, configurando uma nova mania entre os adoradores da cultura pop e uma nova forma de jogar pela rede computadores. Para quem quiser conhecer melhor os chamados ARGs, já esta disponível na internet um jornal inteiramente dedicado ao tema.