domingo, 30 de setembro de 2007

Pirataria de Tropa de Elite


Eu bem que tentei.Tava conseguindo ficar longe da discussão sobre Tropa de Elite. Ficar quietinha, sem ter que tomar partido frente ao que tem cheiro de bobagem - que o filme é "de direita", "fascista", porque apresenta o ponto de vista de um capitão do BOPE sobre a violência. Meu argumento era fácil: não tinha visto ainda, ia ver no cinema.
Mas, sucumbi. Assisti no fim de semana. Pirata, na casa de uma amiga.
Resultado: não falei de outra coisa, perdi o sono, achei o filme do cacete, entendi porque as elites não gostaram de tropa...mas não é sobre isto que vou falar aqui.
Como o nosso blog é sobre cultura digital, o que me interessa é retomar uma das importantes discussões, que o Marcelo já tinha tocado em post anterior:pirataria.

Foi no almoço de sábado que resolvi assistir. Tava na rua, com esta tal amiga, que só falava do filme.Ela comprou a cópia no Flamengo, quase na esquina de onde estávamos.Na saída do restaurante, passamos em frente. Ela cumprimenta o vendedor e pergunta se ainda tem.
Ele responde: não estamos dando conta, a procura tá demais.Mas, ainda tem:e mostra uma cópia, passando no DVD player portátil.
Nesta hora, uma voz de mulher pergunta pelo "Tropa 2".A primeira impressão - e pode ser só impressão, mesmo! - é de alguém que o IBGE classifica como de "classe D/E". Que talvez não tenha grana para entrar no São Luiz, que é o cinema do bairro e cobra por volta de 15 pratas pela inteira. O vendedor diz que tem... mas se ela não quer o Tropa 1. Ela diz que já viu, gostou muito, e quer o 2.(Conforme Marcelo já disse, o 2 é o "Notícias de uma guerra particular" do João Moreira Sales - documentário também muito bacana, lembram?).

Não consigo deixar de admirar o interesse dela pelo filme. Bacana! eu comentei na hora, esta discussão sair do mundinho dos formadores de opinião e estar na boca do povo.
Imagine agora se, ao invés de estar sendo vendido em camelô, esta mesma compradora tivesse oportunidade de entrar numa lan-house no Flamengo, baixar o filme pela Internet e assistir lá mesmo, numa cabine. Ou fazer uma cópia pra ver em casa - pela qual ela tivesse pago legalmente à produtora sem a intermediação de piratas.
Isto é um exemplo de aplicação da "cultura do acesso", que a indústria dos games já utiliza há muito tempo. O Luiz Adolfo discute a questão na dissertação dele sobre o game Stars Wars Galaxies: o jogador pode piratear a mídia à vontade, mas para jogar precisa de uma senha - e tem que pagar por ela.
No caso dos filmes, a senha dá acesso ao próprio filme - e se custar menos que o do camelô, porque não pagar por ele?
Não ganho dinheiro com a indústria do entretenimento - só pensando sobre ela na Universidade. Sou contra a pirataria. Mas, me parece tão óbvio que não dá para combatê-la com argumentos morais e sim entendendo que o espírito da cultura digital é o de disseminação da informação de forma barata e veloz.
Mas, neste caso, os cinemas vão deixar de existir?
Bem, para início de conversa, sabemos que um dos problemas de distribuição no Brasil é que o território nacional é grande. Em muitos municípios, não há casas de cinema e os cinéfilos vivem de locação de DVDs.
Por outro lado, tem lan-house em todo lugarejo da nação.
Eu outro dia comentava aqui no blog que, em recente viagem pro Tocantins, vi lan-houses nos lugares mais inusitados. Onde não tem sinal de celular, em aldeia indígena, em tudo quanto é pequena cidade que não tem cinema nem outra diversão, a lan tá presente e é objeto de desejo, principalmente da garotada.
Pois é. Através do acesso pago, legal, o Brasil inteiro estaria vendo Tropa de Elite e o José Padilha, a produtora e os patrocinadores estariam ganhando por isto.

Por outro lado, ir ao cinema ainda é apreciado como um ritual, uma "experiência" diferenciada. Eu mesma tentei ver Tropa no Festival do Rio, não consegui; mas estou doida para estrear no cinema para ver de novo. Aliás, também vale conferir a média de público do filme, para ver se a pirataria atrapalhou a carreira do filme...ou se ajudou.

Não tem jeito. Não somos a favor da pirataria. Nem contra o pagamento de direitos autorais (viu, Fernando Brant!). Mas, tá claro que toda a estratégia de produção e distribuição de cultura que tem que ser repensada. Ou a indústria do entretenimento se liga, ou então, como diria o capitão Nascimento: "Perdeu, perdeu!"

Gravadora MaxPop investe na dance music nacional


Que a música eletrônica vêm dominando a noite nas capitais brasileiras já não é novidade. Boates de diversos segmentos se multiplicam no espaço urbano e hit após outro, o gênero é um dos mais executados nas rádios do país. Festas eletrônicas cada vez mais freqüentes e lotadas tem apontado para a hegemonia das pick-ups ou melhor; CDjs. Tanta popularidade do ritmo acaba impulsionando artistas nacionais a se arriscarem no gênero dominado por estrangeiros. Basta ouvir os programas de dance music para constatar que o Brasil importa os grandes sucessos da balada, e a nossos djs resta remixar. A gravadora MaxPop Music quer mudar essa história. Dirigida a menos de seis meses pelo quinteto formado pelo cantor Latino, seus sócios e empresários Christovam Neumann e José Carlos “Kaká” Silva e os produtores e djs Fabianno Almeida e Ian Duarte, a gravadora vêm investindo na dance música nacional e já conta com um elenco bastante ativo na produção de hits que caíram no gosto dos baladeiros. O Ramada, por exemplo, emplacou “Clap your Hands” e já segue com nova música de trabalho “Stand up” destaque na trilha sonora da novela "Sete Pecados" da Rede Globo. Outros nomes são Kassino e Tati Medeiros que com "A Noite Inteira", música em português, uma rara exceção, vem obtendo bons resultados nas rádios. No site da gravadora dá pra ouvir as músicas e comprovar que a noite está cheia de canções nacionais disfarçadas de hit americano.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Video Games Live

Para quem não sabe, domingo passado (23) foi dia de Video Games Live. O projeto que toca músicas de games clássicos e recentes veio para o Rio pela segunda vez tocar com a Orquestra Sinfônica da Petrobrás e contou, não só com a apresentação descontraída de Tommy Tallarico, mas com os esperados cosplays e jogos no palco com participação de alguns sortudos da platéia.

Músicas dos jogos Final Fantasy, Super Mario Bros., Zelda, Halo e Medal Of Honour não podiam ficar de fora. Quase meia hora do show, que durou mais de três horas (sem contar o intervalo entre atos que durou 20 minutos), foi dedicado a músicas da série Final Fantasy, o que reacendeu minha chama nerd que havia se perdido algum tempo. Nem preciso dizer que a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi colocar o FF VIII pra rodar no computador. Fui matar um pouco as saudades.

Um dos momentos impagáveis do show aconteceu um pouco mais pro final, entre os vários intervalos entre uma música e outra, quando Tallarico, em toda a sua graça de fanfarrão, virou pra platéia e disse "Bem, eu estava lá atrás no backstage, conversando com duas meninas, e elas me disseram que eu deveria dançar pra vocês". Do nada, Tallarico começa a fazer a famosa Dança do Siri, do Pânico na TV. Ficou chocado com a gritaria generalizada que veio a seguir no Citibank Hall. De tão surpreso, qualquer interrupção era um pretexto para fazer a tal dança que "What the hell. I don´t know what that means, but it´s fun".

O dvd que o Video Games Live irá lançar contará com músicas tocadas nas duas apresentações do Rio (2006 e 2007), segundo eles, a platéia mais barulhenta que já tiveram. Deu orgulho. O trailer pode ser visto clicando aqui. Vale a pena.

Aqui, um vídeo do final apoteótico com One Winged Angel, também conhecida como Sephiroth´s Theme, de Final Fantasy VII.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Ainda dá tempo

Apesar de Tropa de Elite ter ofuscado o resto da programação do Festival do Rio, ainda há muito o que conferir.
A dobradinha música e cinema está presente em uma penca de filmes ou eventos.
Vejam as boas e confiram as informações sobre os cinemas no site:

1)Mostra "Cinema ao vivo" - A partir de hoje, todas as noites, até sábado. Sempre á meia-noite, no Odeon Br - manipulações de imagens e sons por Djs e videoartistas. Cada noite um programa diferente. Parece tudo de bom, especialmente no fim de semana.

2)Mostra Pocket films - Filmes feitos com celulares. Vale pela novidade e deve ter coisas legais. Acaba hoje, mas sempre tem uma repescagem...é ficar de olho.

3) "Controle, a história de Ian Curtis" - Pra quem não ligou o nome à pessoa, é sobre o - desculpem o clichê - "lendário" vocalista do Joy Division (na mostra Midnight Movies)

4)"I´m not there" - Ficção biográfica sobre Bob Dylan. Cinco atores - inclusive Cate Blanchet - representando o cara; direção do Todd Haynes (de Velvet Goldmine - filme excessivamente glam - quase trash, lembram) Hum? Será que isto vai dar certo?. Bem, fica a dica, na mostra Panorama.

5) Várias opções de documentários sobre MPB bacana - Martinho da Vila em " A Magia do Samba"; "Pixinguinha e a velha guarda do samba"; "Cartola - música para os olhos". Já rolaram esta semana e tem que ficar de olho para alguma repescagem.

Tocador "portátil" para vinil


O fato de muita gente apontar o iPOD como uma aparelho ultar-inovador, responsável por uma verdadeira revolução musical, deve-se ao fato de ignorarem que artigos anteriores como o discman e o walkman, associado as fitas cassetes, já apontavam rumo à uma personalização do som. Em "The Audible Past", o teórico Jonathan Sterne faz um histórico dos aparelhos de reprodução musical revelando "parentesco" entre eles, o que implica em pensar os atuais hábitos de consumo menos como ruptura e mais como um processo de continuidade.
Legitimando ainda mais essa teoria, eis que tive acesso a um singular aparelho chamado de Mister Disc. Trata-se de um tocador de LPs portátil lançado em 1983 pela Audio-Thecnica. Quando vi o aparelho logo imaginei a inconviniência em sair por aí com um disco de vinil girando preso a sua cintura. Mas, o Mister Disc limitava essa mobilidade podendo ser ouvido apenas com o aparelho estático e sob plano reto. Pintou curiosidade? Segue o link pro site da New Launches com direito a manual amarelado e consumido pelas traças depois de duas décadas engavetado.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Sexo no Second Life

Clique aqui para abrir o link de uma reportagem sobre a perda da virgindade de uma repórter no Second Life:

Um trechinho da matéria: "Devidamente paramentada, à imagem e semelhança de Eva, abro a janela de busca e sou bastante explícita no meu pedido: SEXO. Cruzo com mulheres e homens nus pelas ruas virtuais. Eles zanzam para lá e para cá com a mesma naturalidade com que gente de carne e osso ruma ao trabalho ou vai passear no parque (vestida, é claro). Eis que caio em um lugar chamado Floresta Proibida e - pior (ou melhor!) - dentro de uma sala de orgias. Dois casais bem animados se divertem sem pudor algum sobre um conjunto de almofadas. Um avatar nu vem seco em minha direção, pronto para o ataque. Careca, musculoso e coberto por cintos espinhudos, ele exige sexo. Saio correndo. Medo."

Site do MusiMid

Caros "Especternautadores" do nosso blog,
Repasso aqui a informação que acaba de chegar na minha caixa de e-mails sobre o endereço do site do MusiMid (Núcleo de Estudos de Música e Mídia), vinculado ao Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, que parece ter acabado de entrar no ar: http://www.musimid.mus.br/

sábado, 22 de setembro de 2007

Algumas novidades sobre Mutantes e outras bandas dinossauras

ZÉLIA DUNCAN E ARNALDO BATISTA DEIXAM OS MUTANTES

Em dois comunicados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo colunista Jamari França, do jornal "O Globo", a cantora Zélia Duncan e o músico Arnaldo Baptista anunciaram que não fazem mais parte dos Mutantes. Matéria completa disponível em http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/09/20/ult89u8017.jhtm
E quem volta para uma apresentação única é a lendária LED ZEPPELIN. O show será realizado no dia 26 de novembro na O2 Arena, em Londres, em benefício da Ahmet Ertegun Education Fund, que financia bolsas de estudo nos EUA, Inglaterra e Turquia. Ahmet Ertegun foi um executivo da Atlantic Records que teve papel fundamental na carreira do Led Zeppelin, bem como no crescimento da soul music e de artistas como Neil Young, Ray Charles e Dire Straits. Amante do futebol, ele também foi co-fundador do time norte-americano New York Cosmos. Além dos três integrantes originais (Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones), subirá ao palco Jason Bonham, o filho do baterista original John Bonham. O Led Zeppelin só se apresentou duas vezes após a morte de John Bonham, em 1980: uma no mega-concerto Live Aid, em 1985, com Phil Collins e Tony Thompson na bateria; e outra em 1988, no aniversário de 40 anos da Atlantic Records, já com Jason nas baquetas. Coincidindo com a apresentação, serão lançados no dia 12 de novembro o CD duplo "Mothership", com 24 sucessos da banda remasterizados, e no dia 19 do mesmo mês uma nova edição do filme "The Song Remains The Same" (que registra um show do Led Zeppelin no Madison Square Garden de Nova York, em 1973) nos formatos DVD, Blu-Ray e HD-DVD, com seis faixas inéditas. Ambos os produtos serão lançados no Reino Unido um dia antes do resto do mundo.
Também se apresentam no show do dia 26 de novembro Pete Townshend, Foreigner, Paolo Nutini e possivelmente Mick Jagger, todos acompanhados pela banda de um ex-baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman And The Rhythm Kings.Coincidindo com a apresentação, serão lançados no dia 12 de novembro o CD duplo "Mothership", com 24 sucessos da banda remasterizados, e no dia 19 do mesmo mês uma nova edição do filme "The Song Remains The Same" (que registra um show do Led Zeppelin no Madison Square Garden de Nova York, em 1973) nos formatos DVD, Blu-Ray e HD-DVD, com seis faixas inéditas. Ambos os produtos serão lançados no Reino Unido um dia antes do resto do mundo.

Batalha: a guerra do vinil

"[O programa] é um projeto de animação em stop-motion, que tem como primeiro resultado uma microsserie em 4 capítulos com duração de 5 minutos cada em co-produção com Turner International. Durante 4 anos, uma equipe de aproximadamente 40 pessoas dedicou seu tempo para o desenvolvimento deste conteúdo original e brasileiro. O universo da 'Batalha' é um espelho da realidade que os jovens enfrentam nas periferias do grandes centros urbanos do país"



Episódios vão passar no Cartoon Netword à meia noite e futuramente, estarão no site da Guerra do Vinil.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Girl Talk

Hoje no G1 saiu uma matéria legal com o Girl Talk, codinome do projeto do dj/produtor Gregg Gillis que, à sua maneira, redefiniu o conceito de mash ups e é uma das atrações mais aguardadas pro Tim Festival desse ano. O último disco, Night Ripper, de 2006, fez o engenheiro biomédico (a outra profissão) largar o emprego tradicional e se dedicar às turnês.

Para ler a matéria, clica aqui. Para ver no YouTube um set de 50 minutos tocado na virada de 2006 para 2007, com direito ao público subindo em cima do palco e todo mundo se divertindo, numa prévia do que será o Tim Festival, clica aqui.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Technorati

Agora temos uma conta no Technorati, uma ferramenta que ajuda a divulgar blogs a partir das tags de cada postagem. Clica aqui pra ver o nosso Technorati Profile.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Retomada

Depois de merecidas férias, o LabCult retomou as reuniões na última sexta-feira.
A proposta deste semestre é de percorrer dois módulos: o primeiro, que gira em torno da discussão sobre "Comunidades, subculturas e cenas - articuladas em relação à noção de consumo"; e o segundo, que vai privilegiar os "Elementos textuais da música - ritmo,canção, voz, performance e narrativa em diferentes gêneros".

Esta discussão se articula ao módulo I, do primeiro semestre deste ano, que se estendeu em torno de "Gênero, valoração,autoridade e crítica musical".

Aguardem para breve a postagem da listagem bibliográfica aqui no blog, pois o Lucas está organizando-a pra gente.

Na mesma levada, a gente retoma as postagens - como já falei aqui eu estive off, de férias no deserto do Jalapão, vários dias sem sinal de celular, muito menos qualquer conexão...e o resto do grupo também dispersou um pouco com o recesso. Neste meio tempo Lucas e Adolfo é que seguraram o blog, mas agora voltamos às colaborações coletivas.

Tropa de Elite.... é o 2!


Ouvir essas palavras da boca de um ambulante no centro do Rio me deixou muito intrigado. Todos nós sabemos que o filme de José Padilha, Tropa de Elite, vazou e acabou se tornando figurinha fácil de todas as barracas de camelô do Rio: mas Tropa de Elite 2, como assim? Conversando com um amigo acabei sabendo que se tratava de “Notícias de uma Guerra Particular”, o documentário de João Moreira Sales lançado em 2001. O mais engraçado de tudo isso é toda a apropriação que o mercado paralelo fez de um filme como Tropa de Elite, aproveitando o total desconhecimento que grande parte do público tinha dele, já que o filme ainda não foi lançado. Foi muito curioso vê-lo sendo divulgado como “filme secreto do Bope” e também “documentário sobre o Bope que conta tudo” e daí por diante. Nada disso é verdade, mas o que interessa é observar como esse produto, assim que cai no mercado pirata, passa a seguir uma estratégia de promoção totalmente diversa daquela empreendida na grande mídia, calcada em uma certa liberdade que os grandes veículos não possuem. Afinal, se você comprar o “Tropa de Elite 2” e verificar que ele, na verdade, não é nada do que está sendo anunciado, a quem você irá reclamar? Aos jornais? Ao serviço de auxílio de consumidor do Globo? À empresa que produziu o Dvd? Ao Procon? Nada disso: em um mercado que se funda no anonimato e na clandestinidade, tudo parece permitido e a falta de agente identificáveis nesse processo permite apropriações até então inimagináveis. Se ouvirem por aí falar em Tropa de Elite 3, não se assustem, pois você não está sendo enganado, esse filme até existe e é nacional, entretanto seu elenco conta com atores com os sugestivos nomes de Agatha Cristina, Jota e Nick Rio. Deu pra perceber o conteúdo, ou quer mais explicações?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Revista Júnior contempla o público gay

Embora o blog eleja como temas principais a música e as novas tecnologias digitais, abro aqui um parêntese para comentar sobre um novo produto cultural das chamadas mídias tradicionais. Trata-se do lançamento da revista gay JÚNIOR. A novidade editorial, criada pelo grupo Mix Brasil, chegou as bancas do Rio e de São Paulo na última Sexta-feira, dia 14, e na próxima Terça-feira, dia 18, deve estar chegando em outras cidades brasileiras.
Cabe destacar que a JÚNIOR é atualmente a única revista brasileira direcionada ao público gay que desvia da temática exclusivamente sexual (a revista não apresenta ensaios pornográficos como a G Magazine, por exemplo) para focalizar no comportamento gay de forma geral. Com destaque para moda, saúde e estética, turismo, lazer, cultura, tecnologia e personalidades, a edição é formada por seções comuns a outras revistas, mas sob um viés que atenda as necessidades de seu público-alvo.

Considero importante a chegada dessa revista, pois ela amplia a cena gay para além da orientação sexual, e se parte dela, o que vêm a seguir é todo um mundo de significação e de comportamento que aponta tanto para as especificidades da digamos “classe”, quanto para a similaridade de interesses com outros segmentos. O projeto gráfico da revista revela essa ambição em diferenciá-la das edições eróticas; na capa um modelo devidamente vestido (com uma camiseta regata rosa é claro) cercado por palavras familiares como “mundo digital”, “música”, “músculos” e outros temas afins. Observei também que em todas as bancas a revista tem sido exposta harmoniosamente ao lado de revistas como Rolling Stones, Bizz, TPM e VIP.

No site http://www.revistajunior.com.br/ e no blog é possível ter acesso as seções e aos temas das matérias dessa primeira edição. E lembrando da última reunião do grupo, na qual discutimos a noção de subcultura, é interessante observar que a revista pode ser um objeto de estudo muito interessante uma vez que esta mapeia os hábitos de consumo e os interesses da cena gay.

sábado, 15 de setembro de 2007

Show do Nouvelle Vague no Circo Voador

O projeto musical Nouvelle Vague surgiu a partir da idéia de dois franceses, Marc Collin e Olivier Libaux de tocar em versão jazz, muitas vezes com aquela levada meio bossa nova meio samba, músicas dos anos 70/80 - clássicos do punk e do pós punk. Entre as músicas que entraram nos dois primeiros discos do Nouvelle Vague, estão Killing Moon (Echo and the Bunnymen), Ever Fallen In Love (Buzzcocks), Dancing With Myself (Billy Idol), Heart of Glass (Blondie), Blue Monday (New Order), I Just Can´t Get Enough (Depeche Mode), Guns of Brixton (The Clash), This Is Not A Love Song (P.I.L.), Teenage Kicks (The Undertones), ente diversas outras.

Marc Collin

Melanie Pain

Phoebe Killdeer

Nouvelle Vague

Nunca achei que eu iria pular, suar e gritar tanto num show de pop jazz francês. Tanto a banda quanto as vocalistas, Melanie Pain e Phoebe Killdeer seguram legal o show, que é muito mais animadinho do que as gravações em estúdio. Os momentos mais marcantes do show foram, sem sombra de dúvida, Too Drunk To Fuck e Love Will Tear Us Apart. também rolou Tainted Love que, creio eu, ninguém estava esperando. resumindo, estou estragado até agora. quero mais!

As fotos são minhas, mas como os meus vídeos ficaram uma porcaria, estou colocando um dos que uma amiga gravou. Ela está colocando o show inteiro no YouTube. Quando tiver tudo lá, escrevo de novo comentando para quem perdeu poder ver.


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Curso sobre YouTube

A universidade Pitzer (California, EUA) iniciou recentemente um curso sobre o YouTube. O nome da aula é Learning from YouTube e reúne estudantes conectados o tempo todo ao site para analisar o conteúdo dos vídeos e discutir entre si. Temas como pedagogia, controle, censura, comunidade e cultura popular são alguns dos abordados.
As aulas também vão para o YouTube e os alunos são incentivados a fazer produções para serem armazenadas na página. De acordo com a professora de mídia Alexandra Juhazs, responsável pelo curso, as aulas são abertas ao público e também aos internautas. "Com isso, seguimos a estrutura do YouTube. Ela é mais democrática que a da universidade, espaço com acesso muito limitado".

Essa notícia veio via g1 e achei interessante comentar aqui, já que tem tudo a ver com uma das diversas propostas envolvidas na criação do curso de Estudos de Mídia, do qual, orgulhosamente faço parte.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dica de Música

Em primeiro lugar, cabe um retratamento oficial. Se não fosse pelo Luiz Adolfo, esse seria um dos blogs com maiores problemas de desatualização na rede. Graças aos seus comentários sobre Lost e Jornalismo, o blog tem se mantido. Mas, voltando a ativa, na promessa de atualizações mais freqüentes, quero registrar aqui a minha adoração pela banda mineira Pato Fu. Recentemente, o - agora- quinteto lançou um novo disco batizado de Daqui Pro Futuro. Um mês antes de chegar nas lojas, já estava disponível para download na UOL Megastore por 9 reais e alguns centavos. E semana passada, já no mercado "real", estava em 11º lugar na lista dos mais vendidos da Fnac, entre 500 títulos.
A banda, que agora é independente, gravou o cd em estúdio caseiro, abusando de recursos digitais e eletrônicos, sempre muito presentes desde o primeiro trabalho, Rotomusic de Liquidificapum. Como eles mesmos definem, o objetivo é usar a música eletrônica para fazer uma música "orgânica". Destaque para as músicas 30.000 pés, Mamã Papá (feita para a Nina, filha da atriz Graziela Moretto, amiga de Fernanda Takai), Cities In Dust (cover de Siouxie And The Banshees), WOO! e Nada Original.
Para relembrar, uma das minhas músicas preferidas da banda, Capetão, aqui, Capetão 66.6 FM, do MTV ao Vivo.

No site oficial tem os vídeos de 30.000 Pés, Cities In Dust e !.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Documentarismo virtual

Second Life não pára de questionar certos cânones relacionados ao entretenimento – desta vez a interrogação foi dirigida à industria cinematográfica. Nesta semana, SL desafiou os diretores que defendem uma relação hipodérmica entre documentário e realidade. No último dia 07 de setembro, foi noticiado que o canal de TV por assinatura HBO teria comprado os direitos do primeiro documentário curta metragem, rodado inteiramente em um mundo virtual.
My Second Life – The Video Diaries of Molotov Alta, este é o nome do filme, documenta a história de um personagem que desapareceu de sua casa, na Califórnia, e passou a disparar boletins em vídeo a partir da comunidade virtual instalada em Second Life. Cada um destes filmes mostra um pouco da vida de Alta, no ambiente de SL. Reunidos, estes vídeos configuram a totalidade da narrativa em The Video Diaries of Molotov Alta. O primeiro destes fragmentos já pode ser visto no Youtube.
Segundo fontes, a HBO teria pago mais de U$ 100 mil ao usuário e produtor Douglas Gayeton - que na vida real já assinou trabalhos como o filme Johnny Mnemonic - dono do avatar Molotov Alta, no Second Life. My Second Life – The Video Diaries of Molotov Alta está programado para ir ao ar na TV em 2008.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Adventuregame de Lost

Procurando por alguma novidade no Youtube, achei outro video do aguardado game sobre Lost. Carton Cuse e Damon Lindelof - produtores da série e agora roteiristas do jogo - resolveram investir em uma novidade chamada Lost: The Videogame. Trata-se de um adventuregame que mostra a saga de Elliot, um fotógrafo também sobrevivente do vôo 815, mas que não participa do seriado. No jogo, que estará disponível para as plataformas PS3, XBOX 360 e PC, o usuário tem a missão de ajudar Elliot a recobrar sua memória e tentar fugir da ilha. Para fazer isso, o jogador pode conversar com avatares de inteligência artificial, ao longo do desafio, que se comportam como os famosos personagens de Lost. Depois de encontrar estes caracteres, o jogador deverá explorar ambientes bem resolvidos, fugir dos monstros e ursos, envolvendo-se em aventuras que simulam passagens vistas no programa de TV – reproduzindo até mesmo os famosos flashbacks.
Em entrevista concedida à revista EGM Brasil, a produção de Lost informou que “o jogo vai explorar lugares que pouco são mostrados no seriado e, assim, talvez o público queira conhecê-los consumindo outros tipos produtos licenciados à Lost”. E mais, o game funcionará também para ajudar na compreensão de alguns mistérios despertados no seriado. Lost : The videogame ainda não tem data certa para estrear, mas tudo indica que sua chegada deve acompanhar o lançamento da quarta temporada, em fevereiro do ano que vem.