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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

V Jornada da AIM - HOJE no Real Gabinete Português de Leitura (RJ)

Tá meio em cima da hora (eu diria muito em cima...), mas não custa nada divulgar...

V Jornadas da AIM
6 Dezembro 2011| 14h30
LCV - Laboratório de Cinema e Vídeo
Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Universidade Federal Fluminense

Local: Real Gabinete Português de Leitura [mapa]

Programa
. Mario Cascardo (UFRJ): "Persistências em Juventude em Marcha, filme de Pedro Costa."
. Mônica da Silva Pereira (PURO-UFF): "A Filmografia do CPC"
. Tiago José Lemos Monteiro (UFF): "Isto é uma canção de baile que foi feita pra dançar: formas tradicionais e quadros de modernidade na produção de videoclipes pop/rock portuguesa dos anos 2000"
. Marcela Amaral (UFF):l "Encenações e Jogos de Cena - Formas de dissolução e novas construções do personagem no cinema contemporâneo"

Na permanente procura e divulgação de investigações sobre "imagem em movimento", a AIM decidiu promover as suas V Jornadas no Rio de Janeiro, em colaboração com o LCV - Laboratório de Cinema e de Vídeo da UERJ/UFF. Como primeira iniciativa fora de Portugal, a AIM decidiu convidar três investigadores locais que mantém alguma relação com temática portuguesas e solicitou a colaboração do Real Gabinete Português de Leitura. Também para sublinhar a diversidade de estudos que actualmente se desenvolve no Brasil sobre "imagens em movimento", os investigadores convidados trabalham em instituições e frequentam cursos diferentes. Pretende-se que estas sejam apenas as primeiras de várias Jornadas a realizar fora de Portugal que ponha em contacto investigadores a trabalhar com "imagens em movimento" e que enriqueça o debate e a troca de ideias dentro da comunidade de investigadores da AIM.

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COMUNICAÇÕES (abstracts e mini-bios)

Mario Cascardo (UFRJ) "Persistências em Juventude em Marcha, filme de Pedro Costa."

A presente pesquisa observa as formas como persistem certos temas no filme Juventude em Marcha (2006). O longa-metragem, que conclui a “trilogia das Fontainhas”, retoma imagens tanto dos filmes anteriores de Pedro Costa quanto de obras de outros artistas. A nossa hipótese é de que, através da montagem, do tratamento plástico, da sonorização e da mise-en-scene, imagens de diversos tempos históricos e ficcionais persistem na duração de Juventude em Marcha.

A partir desse pressuposto e do contexto (método, momento, tecnologia) em que o filme foi feito, entenderemos, em primeiro lugar, as afinidades existentes entre suas imagens e as imagens que lhe foram referenciais. Em segundo lugar, pensaremos a noção de persistência como um motivo formal de Juventude em Marcha, a partir do qual vários aspectos fílmicos poderão ser apontados e relacionados entre si.

[Mario Cascardo é mestrando na linha de pesquisa Tecnologias da Comunicação e Estéticas, do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação Social da UFRJ. Graduou-se em Jornalismo na PUC-Rio, onde organizou os cineclubes CinePUC e CinePUC Brasil e participou da pesquisa de iniciação científica (Pibic/CNPQ) “Estéticas do Real no Cinema Brasileiro Contemporâneo”. Apresentou parte de sua pesquisa sobre o cinema de Pedro Costa no Socine de 2011. No mesmo ano, propôs ao Centro Cultural Banco do Brasil o projeto de mostra cinematográfica “Portugal Interior”, atualmente em fase de avaliação pelo instituto. É também músico e diretor de fotografia para vídeo e cinema, tendo realizado inúmeros curtas-metragens e trabalhos para televisão e internet.]

Mônica da Silva Pereira (PURO-UFF): "A Filmografia do CPC"

É recorrente a assertiva de que os anos Gulbenkian são de especial importância para o entendimento da história do cinema português. Por esta razão a presente pesquisa se propõe a listar, de forma não exaustiva, a produção do Centro Português de Cinema. A filmografia encontrada por mim até hoje do Centro Português de Cinema é muito variada, algumas fontes citam alguns filmes, outras fontes citam outros e alguns filmes são sempre citados, por isso para descrever a produção do CPC financiada pela Fundação Gulbenkian usarei como referência, algumas atas de reuniões entre a Fundação Gulbenkian e o CPC disponibilizadas pela Fundação equivalente ao período de 1968 a 1979. Além disso, analisaremos as diferentes fontes de financiamento e os valores para cada plano anual da produção do supracitado centro.

[Mônica da Silva Pereira é graduanda em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica- PIBIC no projeto “Passagem da Comédia aos Anos Gulbenkian”, sob a orientação do Professor Doutor Leandro José Luz Riodades de Mendonça no período de 2009 até o presente momento. Pelo currículo multidisciplinar, atua também como pesquisadora nos projetos: “A Cadeia Produtiva da Cultura na Região Baixada Litorânea” e “Memorial do Tropeiro”. O segundo resultará na constituição de um museu no município de Rio Grande-RS.]

Tiago José Lemos Monteiro (UFF) "Isto é uma canção de baile que foi feita pra dançar: formas tradicionais e quadros de modernidade na produção de videoclipes pop/rock portuguesa dos anos 2000"

A percepção hegemônica relacionada à música portuguesa, no Brasil, tende a se dar pela mediação de estereótipos relacionados a elementos da tradição musical lusa, nomeadamente no âmbito do fado e das manifestações rurais. O objetivo desta comunicação é investigar em que medida o pop/rock feito em Portugal a partir dos anos 2000 (cujo marco pode ser localizado no êxito midiático do Projeto Humanos) articula tais matrizes tradicionais a determinados quadros de modernidade, na consolidação de um imaginário híbrido e em sintonia com certos imperativos do universo pop global. A análise tomará por objeto alguns videoclipes representativos desta "nova vaga" pop, como "Dona Ligeirinha", do Diabo na Cruz, "A marcha dos Golpes", dos Golpes e "Um contra o outro", da Deolinda.

[Tiago José Lemos Monteiro é Doutorando em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), e Bacharel em Comunicação Social (Radialismo) pela mesma instituição (2004). Desde 2010, atua como Professor efetivo do Curso de Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, responsável pelo setor de Audiovisual. Participa, ainda, como membro do LabCULT - Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação na Universidade Federal Fluminense e encontra-se vinculado ao Núcleo de Pesquisa Comunicação e Culturas Urbanas do INTERCOM. Sua produção bibliográfica incluir artigos publicados nos periódicos E-Compós, Matrizes, Comunicação & Sociedade e ECO-Pós, bem como na Edição 2009 do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona e na coletânea Comunicação e Música Popular Massiva (2006).]

Marcela Amaral (UFF):l "Encenações e Jogos de Cena - Formas de dissolução e novas construções do personagem no cinema contemporâneo"

Este seminário visa apresentar uma breve discussão sobre a mise-en-scène no cinema contemporâneo, a partir de noções relevantes como a criação do personagem no filme narrativo, sua composição, a abordagem da câmera e a construção da cena através do posicionamento e movimentação de atores e do uso da montagem. Apoiando-nos no conceito de "dissolução do personagem", proposto pelo teatrólogo Patrice Pavis (2000), nos três diferentes gêneros da ficção -- o romance, o teatro e o cinema --, e intentando um diálogo deste com as noções sobre a mise-en-scène no cinema, defendidas pelos teóricos Jacques Aumont e David Bordwell, e secundariamente com outros autores; busca-se identificar e discutir os efeitos de uma possível desdramatização no cinema, e de um conseqüentemente afastamento da tradição da mise-en-scène -- dispositivo de origem teatral, que se consolidou no cinema como modelo de representação e considerado por muitos autores como a arte deste meio.

[Marcela Amaral é mestranda do curso de Ciência da Arte, da Universidade Federal Fluminense, tendo atuado como professora nesta mesma instituição por quatro anos, ministrando as disciplinas de: edição, montagem, efeitos especiais, realização fílmica e direção cinematográfica. Atualmente ministra aulas como mestranda sobre os temas: cinema contemporâneo e mise-en-scène. É também orientadora e professora no Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea (LCICC), dirigido pela Profª. Draª. Martha de Mello Ribeiro, na UFF. Em trabalhos que já apresentou, destaca-se o artigo Alice Guy and the narrative cinema - Narrativity and pioneering in the early cinema, sobre a cineasta do período mudo, apresentado no 5º congresso Women and the Silent Screen e publicado em 2010. Atua também profissionalmente como assistente de direção em televisão e cinema, participando da realização de um longa-metragem, duas novelas, dois seriados e diversos curtas-metragens. Atua ainda como editora e finalizadora, especialmente em curtas-metragens e televisão.]

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A semana dos Encontros (ou "Agosto em Novembro")

Começaram na última segunda-feira e vão até o próximo domingo, dia 7, no Rio de Janeiro, os Encontros Culturais de Língua Portuguesa. A iniciativa, que mistura teatro, debates, oficinas e um show musical, é capitaneada pela Talu Produções & Marketing, mesma galera responsável pelo FestLip, já comentado por este escriba aqui no LabCult não faz muito tempo. O evento ocorre no Oi Futuro do Flamengo e de Ipanema (exposição, oficinas e encenações teatrais), na Casa de Rui Barbosa (mesas redondas) e no Circo Voador, onde rola, na noite da próxima quinta-feira, uma mega festa intitulada “O som da língua”, com a presença de Fernanda Abreu, DJ MAM, Afroreggae, Cheny Wa Gune & Quarteto (vindos de Moçambique) e do Kumpania Algazarra, surpreendente combo made in Portugal que, no ano passado, comandou a consoada natalícia do Santiago Alquimista. As pedras da muralha do Castelo de São Jorge quase foram abaixo, tamanha a intensidade de descarga de energia que emanava do palco. O Kumpania Algazarra vem de Sintra, mas seu som bebe em fontes tão diversas quanto as fanfarras balcânicas, a música klezmer (da mesma estirpe dos Melech Mechaya), o afrobeat, o ska e, last but not least, o folclore português, ora pois.

Para quem se liga na discussão sobre os intercâmbios musicais entre os países lusoparlantes, a pedida é conferir os debates “Letra e canção nos países de Língua Portuguesa” e “Música e diálogo cultural”, que acontecem na tarde desta quarta-feira, a partir das 14h, na Casa de Rui Barbosa. Lá estarei nem que chovam canivetes.

A programação completa pode ser conferida aqui. Tudo 0800, viu? ;-)

***

Não sou a Patrícia Kogut da Revista da TV d’O Globo, mas me autorizo a dar uma Nota 10 para a TV Brasil, que na noite do último domingo, dentro da faixa Cine Ibermedia, teve a petulância de exibir “A cara que mereces”, longa de estreia do cineasta português Miguel Gomes – obra rara mesmo no âmbito de seu país de origem, tendo sido lançada em DVD em Portugal apenas no ano passado (o filme é de 2004!). Considerando que, se não me falha a memória, nas duas últimas vezes em que um filme português frequentou a nossa tv aberta, a responsável bem deve ter sido a mesma TV Brasil, penso que talvez seja o caso de já assinar uma Nota 10 em promissória pelos próximos seis meses, não?

***

E por falar em Miguel Gomes, na próxima sexta-feira, dia 5, a disciplina Comunicação e Globalização, ministrada por este que vos blogueia, tem o prazer de convidar a todos os LabCultianos para uma sessão de gala do filme “Aquele querido mês de agosto”. Para quem não teve a chance de conferir o longa quando de sua breve passagem pelo circuito exibidor carioca no segundo semestre do ano passado, a ocasião é imperdível. A partir das 18h na sala C211 do IACS (Rua Lara Vilela, 126 - São Domingos/ Niterói).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Buraka in Rio!

O dia da semana é um bocado ingrato – ninguém merece um show desses numa quarta-feira, ainda mais tendo que acordar com as galinhas no dia seguinte – mas antes quarta do que nunca: o supergrupo português Buraka Som Sistema vem aí, para uma apresentação nobilíssima no Canecão, dentro do Festival Percpan 2010. O baticum rola no dia 06 de outubro, a partir das 20h30, e também conta com a participação do Bloco Cru e da Hypnotic Brass Ensemble.


Não é a primeira vez que Kalaf e cia pisam solo brazuca. Salvo lapso de memória, o grupo já cá esteve em 2005 ou 2006, para um evento que acontecia nos Arcos da Lapa (provavelmente o Skol Beats). Na época, eu nem sabia que se tratava de uma banda portuguesa. Em 2010, o BSS volta à Terra Brasilis com um EP (“From Buraka to the world”) e um álbum (“Black diamond”) estourados no mercado europeu. Não é pouco: tirando Mariza e os fadistas, não consigo invocar o nome de nenhum artista português contemporâneo que tenha decantado o tão desejado sonho da internacionalização como o Buraka Som Sistema o faz.


Buraka é kuduro d’Angola, é eletrônica global, é funk carioca, tudo junto e misturado num caldeirão de matrizes sonoras tão diversificadas quanto o bairro do subúrbio lisboeta de onde o grupo retirou seu nome, triangulação viva e pulsante entre Brasil, Portugal e PALOPs. A tirar pelas faixas de “Black Diamond”, o show promete ser contagiante, e eu seria capaz de apostar os parcos euros que me sobraram depois da Bolsa-Sanduíche que uma participação especial da nossa Deize Tigrona no show do dia 6 não deve ser de todo descartada.


Para quem se animou, aí vai um aperitivo. Os ingressos custam entre 60 (pista) e 280 reais (camarotes).



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Filmes portugueses no Festival do Rio 2010

Faz pelo menos uns três setembros que, em nome da preservação da minha saúde mental, eu abdiquei de entrar na pilha do Festival de Cinema do Rio de Janeiro. A gente vai ficando velho e perdendo a paciência pra certas coisas, tipo encarar as intermináveis filas da Central de Ingressos, o desespero da galera para conferir filmes que certamente entrarão em cartaz ainda neste ano e os papos pseudointelectuais da turma que senta sempre nas primeiras fileiras e trata a obra de certos diretores como se fosse uma espécie de religião. Coincidentemente, ou não, meu desencanto com o Festival do Rio calhou de acontecer na mesma época em que iniciei a minha atual pesquisa de doutorado, o que me levou a adotar o seguinte procedimento cinemetodológico: diante da impossibilidade de ver todos as coisas que se deseja, canalizo o que me restou de perseverança para aqueles filmes cuja probabilidade de lançamento comercial a curto prazo parecem mais remotas – os longas portugueses!


A estratégia tem funcionado: desde que passei a recorrer ao método, tive a benção de ver em primeira mão obras que demoraram quase dois anos para serem lançadas no circuito (como os “Fados”, de Carlos Saura, e “Aquele querido mês de agosto”, de Miguel Gomes); outras que, contra aquilo que se esperava delas, permanecem inéditas no Brasil (alguém tem notícias do “Cristóvão Colombo” de Manoel de Oliveira, que desde então já dirigiu mais dois filmes igualmente inéditos nas nossas salas?); e outras tantas que dificilmente verão a luz do dia por aqui, embora tenham feito relativo sucesso no Festival (como me parece ter sido o caso de “Call Girl”, do António Pedro-Vasconcellos, em que se pese o fato de eu achar o filme muito ruizinho).


A seleção portuguesa para a edição 2010 do evento está assim-assim com a sua equivalente futebolística: nada muito empolgante, embora a quantidade seja boa – são ao todo sete longas, distribuídos por quatro mostras. Dois, em particular, chamam a atenção deste que vos escreve, e ambos curiosamente possuem o recém-falecido escritor português José Saramago como ponto de partida: há o doc “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, mesmo realizador de um filme que muito me intriga, chamado “Floripes”, híbrido fílmico sobre uma lenda algarvia que funcionava muito melhor como documentário etnográfico do que como tentativa de terror gore. E há a ficção “Embargo”, baseada num conto homônimo do vencedor do Nobel, dirigido por António Ferreira, cineasta de Coimbra com um curta (“Respirar debaixo d’água”) e um longa (“Esquece tudo que eu te disse”) de respeito na bagagem.


No mais, há a mais nova obra de Joaquim Leitão, “A esperança está onde menos se espera”, autor quase sempre eficiente em suas pretensões comerciais mas que me parece ter trocado os pés pelas mãos em seu último filme (“A esperança...” entrou em cartaz nas salas portuguesas enquanto eu estava lá, no final do ano passado). A parte da trama que versa sobre a delicada relação entre pai e filho até que é bem conseguida; dureza mesmo é engolir certas forçadas de barra do roteiro, como a do boyzinho da classe alta de Cascais que, diante da falência do pai, é obrigado a ir estudar num colégio público em plena Cova da Moura, o que dá margem a todos aqueles estereótipos sobre periferia que a gente aqui no Brasil conhece tão bem, e que já havia arruinado as pretensões daquela versão modernosa do “Crime do Padre Amaro” cometida por Carlos Coelho da Silva.


As sinopses e os horários das sessões dos filmes portugueses estão listados logo a seguir. Façam bom proveito, e surpreendam-se!


GUERRA CIVIL

(Guerra civil)

de Pedro Caldas. Portugal, 2010. 90min.

Portugal, 1982. O adolescente Rui está passando o verão

numa praia do Sul do país com a mãe, Helena. Enquanto

o marido não chega, ela tem um caso com Zé, rapaz

vinte anos mais novo. Mergulhado num mundo próprio,

povoado de música e desenhos, Rui se distancia cada

vez mais de tudo. A única coisa que parece despertálo

do autismo é Joana, moça cheia de vitalidade que

o fascina. Seu pai enfim chega e tenta com ele uma

aproximação um tanto desastrada. O verão se aproxima

do fim e Rui permanece dividido entre seu mundo lúdico

e as pulsões sexuais da adolescência.

Expectativa 2010 - (LEP) - 14 anos

QUA (29/9) 14:15 Estação Botafogo 1 [EB135]

QUA (29/9) 20:15 Estação Botafogo 1 [EB138]

QUI (30/9) 17:20 Est Barra Point 1 [BP133]

DOM (3/10) 16:00 Est Vivo Gávea 1 [GV147]

DOM (3/10) 22:30 Est Vivo Gávea 1 [GV150]


JOSÉ & PILAR

(José & Pilar)

de Miguel Gonçalves Mendes. Portugal / Brasil / Espanha,

2010. 125min.

A partir do registro do dia-a-dia da relação entre José

Saramago e a jornalista espanhola Pilar Del Río, acompanhamos

de forma intimista o casal em sua casa nas

ilhas Canárias e em suas viagens pelo mundo. O ponto

de partida é o processo de criação, produção e promoção

do romance A Viagem do Elefante, desde o momento

da construção da história em 2006 até o lançamento

do livro no Brasil em 2008. A ficção do romance reflete

o percurso do próprio autor, sendo a dura e custosa viagem

do elefante um espelho de seus desafios pessoais,

entre a doença, o trabalho e o amor por sua esposa.

Panorama do Cinema Mundial - (LP) - 10 anos

SAB (25/9) 14:30 Espaço de Cinema 1 [EC108]

SAB (25/9) 19:00 Espaço de Cinema 1 [EC110]

TER (28/9) 15:20 Estação Ipanema 2 [IP222]

TER (28/9) 19:40 Estação Ipanema 2 [IP224]

DOM (3/10) 18:00 Cine Glória [GL040]


FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO

(Fragmentos de um Diário)

de Marco Martins, André Príncipe. Portugal, 2010.

90min.

Concebido como uma espécie de diário de viagem ou

caderno de notas, o filme apresenta o encontro dos

diretores com alguns dos mais significativos fotógrafos

japoneses contemporâneos. Conversando sobre as

obras, eles propõem uma reflexão sobre a natureza da

criação de imagens e da narração de histórias, além do

próprio processo do diário. Pois, acima do tema, está

o registro artístico do filme, que se inspira no trabalho

dos retratados para criar uma visão pessoal de alguns

dos mais importantes fotógrafos atuais e dos espaços

que eles fotografam.

Itinerários Únicos - (LP) - 10 anos

TER (28/9) 16:00 Cine Glória [GL018]

QUI (30/9) 16:00 Oi Futuro em Ipanema [FT028]

QUI (30/9) 20:00 Oi Futuro em Ipanema [FT030]

SEX (1/10) 13:30 Estação Botafogo 3 [EB343]

SEX (1/10) 17:30 Estação Botafogo 3 [EB345]


A ESPERANÇA ESTÁ ONDE MENOS SE ESPERA

(A esperança está onde menos se espera)

de Joaquim Leitão. Portugal, 2009. 120min.

Lourenço tem 15 anos e estuda em uma prestigiosa escola

particular, onde será premiado como melhor aluno.

Seu pai, Francisco Figueiredo, é um treinador de futebol

em ascensão, cujo time foi classificado para a final da

Copa de Portugal. Mas, quando tudo não podia estar

mais perfeito, Francisco é demitido por negar-se a fazer

algumas concessões exigidas pelo clube. Lourenço é

então transferido para uma escola pública frequentada

por jovens de um gueto próximo a Lisboa. Ao mesmo

tempo em que tenta se adaptar à nova realidade, ele

deve ajudar seu pai a reencontrar a dignidade perdida.

Panorama do Cinema Mundial - (LEP) - 12 anos

QUI (30/9) 15:10 Est Vivo Gávea 4 [GV432]

QUI (30/9) 21:50 Est Vivo Gávea 4 [GV435]

SEX (1/10) 12:30 Espaço de Cinema 1 [EC143]

SEX (1/10) 19:15 Espaço de Cinema 1 [EC146]

SAB (2/10) 21:40 Est Barra Point 2 [BP245]


EMBARGO

(Embargo)

de Antonio Ferreira. Portugal / Espanha / Brasil, 2010.

83min.

Nuno vende sanduíches numa carrocinha. Um dia ele

inventa uma máquina revolucionária, que promete

transformar a indústria de calçados: um digitalizador de

pés. Sem condições de produzí-la sozinho, tenta vender

a invenção sem sucesso. Em meio a um embargo petrolífero,

Nuno depara-se com uma grande dificuldade

e torna-se obcecado com a possibilidade de atingir o

sucesso e conquistar seus sonhos. Quando fica estranhamente

preso dentro de seu carro, e perde com isso

uma oportunidade única de produzir o seu invento, vê

subitamente sua vida embargada. Adaptado do conto

homônimo de José Saramago.

Expectativa 2010 - (LP) - 12 anos

SEX (1/10) 17:20 Est Barra Point 1 [BP138]

DOM (3/10) 13:00 Estação Ipanema 1 [IP146]

DOM (3/10) 17:20 Estação Ipanema 1 [IP148]

SEG (4/10) 14:00 Estação Botafogo 1 [EB170]

SEG (4/10) 20:00 Estação Botafogo 1 [EB173


AMÉRICA

(América)

de João Nuno Pinto. Portugal / Espanha / Rússia / Brasil,

2010. 111min.

Victor, um charlatão, e Liza, atraente jovem russa, vivem

num precário e caótico bairro nos arredores de Lisboa.

Quando a ex-mulher de Victor volta para Portugal propondo-

lhe que iniciem um negócio de falsificação de

passaportes, a casa torna-se num nicho de vigaristas e

falsários em busca do próximo esquema. Com a chegada

de imigrantes de Leste europeu, Liza descobre um

novo amor e vislumbra uma nova perspectiva de negócios,

cujas consequências são inesperadas.

Expectativa 2010 - (LEP) - 14 anos

SEX (24/9) 16:00 Est Vivo Gávea 1 [GV102]

SEX (24/9) 22:30 Est Vivo Gávea 1 [GV105]

SEG (27/9) 17:40 Est Barra Point 2 [BP218]

QUI (30/9) 12:30 Espaço de Cinema 1 [EC137]

QUI (30/9) 19:15 Espaço de Cinema 1 [EC140]


COMPLEXO: UNIVERSO PARALELO

(Complexo: Universo Paralelo)

de Mário Patrocinio. Portugal, 2010. 75min.

Em 2007, dois irmãos portugueses decidem fazer um

documentário no Complexo do Alemão, considerado o

maior e mais perigoso aglomerado de favelas do Rio de

Janeiro. Experimentando o que é acordar e dormir ao

som de tiros e testemunhando ações da polícia, buscam

dar conta do que é viver como simples habitantes deste

universo paralelo, onde o poder do governo não chega.

Lá convivem com D. Célia, mãe de oito filhos, crente

que tudo é possível; MC Playboy, funkeiro que luta para

unir a chamada “cidade partida”; e Seu Zé, presidente

da associação dos moradores há mais de trinta anos.

O Brasil do outro - (LP) - 14 anos

SAB (25/9) 19:30 Odeon Petrobras [OD008]

DOM (26/9) 16:00 Cine Glória [GL010]

SEG (27/9) 13:50 Est Vivo Gávea 1 [GV116]

SEG (27/9) 20:20 Est Vivo Gávea 1 [GV119]

TER (28/9) 17:00 Cinema Nosso []

20:00 Ponto Cine []