Já que o assunto são os melhores do ano, gostaria de eleger o Bonde do Rolê como a pior banda a ganhar notoriedade em 2007. O porquê da minha opinião? Outro dia, no chopp pós-coneco, discutíamos sobre a qualidade dos artistas desse novo “funk” feito fora do Rio e eu pronunciei em alto em bom som: “acho Bonde do Rolê um lixo, aquilo é funk falsificado". Como era de se esperar, na onda de toda essa discussão de hibridações, seguiu-se a resposta: "mas você acredita em autenticidade?" Sejamos então mais cuidadosos. Cresci ouvindo o tal funk feito na favela, que depois veio a contar com artistas como Tati Quebra Barraco e Serginho, pessoas sem conhecimento musical algum que berravam com uma voz rouca no microfone um monte de besteiras e sacanagens num tom irônico e que, misturado a possantes graves, conseguiam dar um sabor especial a samples e bases mais do conhecidas. Quando me deparei com o Bonde do Rolê e também o Bonde das Impostora o que foi que vi? Pessoas muito bem nascidas usando as mesmas bases e samples para ironizar o hype do mundinho dos clubs, povoado de áreas vips e celebridades. Nesse processo perdeu-se o que o funk tinha de mais interessante, seu lado visceral, tosco e sujo, que foi substituído por letrinhas que falam mal de faculdades de design e Dalto Trevisan. O resultado foi catastrófico e, sim, soou como uma falsificação e aburguesamento. Mesmo que a música esteja sempre em mutação e, por isso, falar em "raízes do funk" é algo meio complicado, não podemos esquecer que é impossível não discutir valor sem ter em mente certo modelo estético, e é isso que tomamos como "autentico". No caso do funk carioca, esse modelo foi, desde meados da década de 80 sendo construído nos bailes da favela, um espaço radicalmente diferente das boates de música eletrônica de classe alta. Assim, a comparação é inevitável e o choque inerente, para o bem e para o mal, neste caso, muito mais mal do que bem. É por isso que afirmo e reafirmo: Bonde do rolê é um lixo!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
Reveillon Eletrônico

Só prá começar, no dia da virada tem evento aberto na praia de Ipanema, trata-se da já tradicional Stereo Beach promovida pelo guaraná Antarctica. A jogação começa as 18h e de uma em uma hora os djs se revezam num panorama bem bacana de todas as vertentes musicais que rolam na cena eletrônica carioca com direito a Léo Janeiro, Patrícia Tribal, Jonas Rocha e mais. E lá na Barra também tem batida. Até as 24h o som fica por conta do samba carioca, mas depois da virada a dupla de dance music Above & Beyond e a atração do trance, Astrix, assumem as pick-ups no Posto 2 da praia do Pepê.
E tem festa em todo canto da cidade; o MAM abre as portas para o som de Marcelinho da Lua e o funk de Malboro. No Jockey Club a virada também é eletrônica, assim como no Pão de Açúcar, na Lagoa, no Forte Barão do Rio Branco em Niterói, todos com vários djs nacionais e internacionais.
Mas se a intenção é estender a festança de final de ano para além do dia 31, rola alguns circuitos já na próxima semana. Dia 28 uma das label-parties mais famosas desembarca no Rio; a Alegria acontece no Armazém 5 com o long-set do dj Abel. Dia 29 a Escola de Remo do Flamengo cede espaço pra a R:evolution Open Air (Vai ter até escola de samba, mas a atração fica por conta dos djs Fist e Twisted Dee ), Dia 30 a tradicional X-Demente toma conta do caldeirão da Fundição Progresso. No line-up temos o dj nova-iorquino Mike Cruz e o Frank Pelegrinno, além da prata da casa. Na The Week, uma das mais recentes (e luxuosas) boates da cidade tem festa durante todo o período de feriado inclusive no reveillon. É isso... e muito mais, pois não dá pra falar de tudo que acontece. Mas os links estão aí e quem se interessar pode buscar mais informações. Será que vou encontrar alguém do LabCULT numa dessas pistas? Feliz Ano Novo e vamos às pesquisas de campo... rs
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Queen in Rio 2008? Em show promovido por Nelson Mandela?
Gosto se discute!
Também acho que ajuda a ritualizar as passagens de ano. Isto fica, isto eu descarto...esta é uma boa maneira pra zerar o ano e criar forças pra começar tudo de nôvo. Por conta disto, vou entrar na brincadeirinha e eleger os livros de 2007 que merecem atenção, lançados em português - dentro da temática das nossas pesquisas. Na verdade, os três primeiros estão na minha lista de Papai Noel - ainda não li e quem sabe meu amigo oculto lê o blog... O item 10 não é livro - é um game, também objeto de desejo.
Infelizmente, na área de música, a vertente memorialista anda predomina. (nada contra as memórias...é só que eu gostaria de ver mais diversidade temática). Vamo lá:
1) Vale tudo - o som e afúria de Tim Maia - biografia do síndico, escrita pelo Nelson Motta para a editora Objetiva. Não tem como ser ruim: o personagem é hilário, o autor é sagaz, afetivo e sabe tudo de música. Imperdível.
2) Ouvindo estrelas - De Marco Mazzola . Outra biografia - a do produtor de meio mundo do pop brasileiro, desde os anos 70. No meio das memórias, há sempre alguma informação bacana sobre indústria fonográfica, produção, etc.
3) A síncope das idéias - A questão da tradição na MPB - de Marco Napolitano. O autor é sério, acadêmico, tem trabalhos muitos interessantes sobre música brasileira e a discussão sobre o gênero MPB ainda rende muita conversa.
4) Distinção - clássico do Pierre Bourdieu, que muita gente esperava há anos ser traduzida. Um tijolo de 80,00 reais, que vale o investimento para quem pesquisa valor, gosto, capital cultural. E pra quem leu Sarah Thornton e ficou interessado na referência.
5) Reinvenções da resistência juvenil - os estudos culturais e as micropolíticas do cotidiano - de João Freire Filho - Já comentei o livro aqui, em outro post. Ótima reflexão sobre a noção de sub-cultura - desde os estudos de Birminghan.
6) Lapa - Cidade da Música - de Miacel Herschmann - Análise do circuito de samba e choro da Lapa, que reúne informações sobre indústria fonográfica e afins. Muito bom.
7) Cultura Digital Trash - Vinicius Andrade Pereira (org) - Este é jabá...pois eu tenho um texto na coletânea. Mas, apesar disto, recomendo por conta do conjunto da discussão e da qualidades dos (outros) autores: Além do próprio Vinicius tem Erick Felinto, Alex Primo, Raquel Recuero, Henrique Antoun, André Lemos, Cristiano e Marsal (pesquisadores de games). Ainda que seja uma publicação deste finalzinho de ano, o lançamento oficial vai ser em janeiro e a gente divulga novamente.
8) Música nas veias - Zuza Homem de Mello - Memórias do autor, pesquisador envolvido com música desde os anos 50. Mais um da vertente memorialista...
9) A biografia de Bob Dylan - Não precisa explicar porquê, né?
10) Guitar Hero - Não, não é um livro, mas um game. E também está na minha lista wish list.
Agora, é abrir um vinho, pra esperar; e torcer pra Papai Noel ser blogueiro...
Ah! E Feliz Natal pra todos!!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
As listas do fim de ano

Com o fim do ano se aproximando, revistas, sites e associações de artistas do mundo inteiro se debruçam sobre seus arquivos para eleger os destaques de 2007. A Rolling Stones por exemplo acaba de divulgar a lista das 100 melhores canções do ano com "Roc Boys" de Jay-Z, "Umbrella" de Rihanna, "Rehab" de Amy Winehouse entre as eleitas. Outra lista tradicional é aquela de discos mais vendidos. Dá prá adiantar que entre os investimentos mais bem sucedidos da indústria da música estão Fergie e aqui no Brasil Ivete Sangalo. O The Police, que passou por aqui esse ano, ficou com a turnê mais rentável de 2007; 212 milhões foram arrecadados. Veja a lista que tem deixado as gravadores com apetite. E em tempos de download a lista de álbuns e singles mais baixados virou quase uma... "necessidade". No iTunes dá prá ver a listinha completa com destaque para Mika, Kanye West e Maroon 5.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Festa!!

Festa dos programas de Pós em Comunicação, com discotecagem nossa - quase todos do LabCult (Marcelo, Marildo, Lucas, Heitor e eu); mais amigas da UFRJ.
No espaço Marun (Catete); 22 horas; 10,00 reais.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Site Critical World - Thinking globalization trough music"
Outra dica - agora da minha aluna Marcela. Este site, bem interessante, qua abriga um projeto sobre "música e globalização" - Dep. de Antropologia, Univ de Montreal, Canadá.
Vejam a apresentação.
"Critical World is a virtual research laboratory that explores the relationship between globalization and music. As a web-based experiment in project-oriented teaching and research, Critical World provides resources for critical engagement with the products of global culture and creates a space for debate about the role of globalization in our everyday lives.
Critical World includes the participation of professors, researchers, students and artists from various cultural backgrounds and disciplinary perspectives. What brings them together in this forum is a common concern about the history and consequences of globalization and a common interest in music’s potential to reveal something about the worlds in which we live.
Critical World is based in the Department of Anthropology at the Université de Montréal, under the supervision of Professor Bob W. White. Critical World has been online since September 2004 and received funding from the Social Sciences and Humanities Research Council of Canada (SSHRC)."
Redes Sociais
Abaixo, a lista dos artigos:
JCMC Special Theme Issue on "Social Network Sites"
Guest Editors: danah boyd and Nicole Ellison
- "Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship" by
danah boyd and Nicole Ellison
- "Signals in Social Supernets" by Judith Donath
- "Social Network Profiles as Taste Performances" by Hugo Liu
- "Whose Space? Differences Among Users and Non-Users of Social
Network Sites" by Eszter Hargittai
- "Cying for Me, Cying for Us: Relational Dialectics in a Korean
Social Network Site" by Kyung-Hee Kim and Haejin Yun
- "Public Discourse, Community Concerns, and Civic Engagement:
Exploring Black Social Networking Traditions on BlackPlanet.com" by Dara Byrne
- "Mobile Social Networks and Social Practice: A Case Study of
Dodgeball" by Lee Humphreys
- "Publicly Private and Privately Public: Social Networking on
YouTube" by Patricia Lange
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
iPodj - o novo som das pistas

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Cena indie em Goiânia, Cuiabá, Palmas
Estive andando por aqueles lados - Goiás e Tocantins - nas férias; e pude testemunhar a óbvia força do sertanejo por lá. E a matéria compara: enquanto um show da dupla sertaneja Cristian e Ralf consegue atrair dez mil pessoas num único show, as 41 atrações do festival Noise atraíram nove mil.
Desta forma, acho bacana esta história de "subculturas" - olhaí a noção que discutimos quase o ano inteiro no grupo - que conseguem visibilidade para além da paisagem sonora hegemônica, nadando contra a maré e criando cenas locais fortes.
Ao mesmo tempo, isto nos remete à discussão que Hermano Vianna apresentou de forma pioneira ao discutir o funk carioca: de circuitos que se criam ao largo da grande indústria; sem nehuma "estratégia mercadológica" mais ampla. Vendendo mil discos por banda, atraindo um público que se amplia a cada show e tendo como mote a independência do eixo Rio-São Paulo, a diversidade musical tá garantida enquanto estes circuitos sobreviverem.
Para concluir o post, recomendo dois trabalhos sobre o assunto:
"Reinvenções da resistência juvenil" - de João Freire Filho - Mauad X, 2007 - Livro recém lançado do colega João Freire, que mapeia de forma muito competente a questão das "subculturas" nos campo dos estudos culturais. Bibliografia atualizadissima, bons argumentos - muito legal! Sobre este assunto, "subculturas e resistência", ver especialmente o cap I.
" Música, estilo de vida e produção midiática na cena indie carioca" - dissertação de mestrado defendida na ECO também em 2007, de Fernanda Marques Fernandes, orientanda do mesmo João. Participei da banca e achei o trabalho interessante. ( Não foi publicada, mas está disponível no formato dissertação.)
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mais samba e mídia!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Pick-ups no Cine Palácio

Estive ontem no Cine Palácio e pude assistir a uma combinação interessante de música eletrônica e cinema. Após exibição do filme “A de Amor”, comédia romântica bem “típica” e divertida, a produção do festival preparou um esquenta ali mesmo no hall de entrada com uma das melhores djs da cena carioca; Patrícia Tribal. O local ajudou; banheiros na cor roxa, espelhos por toda parte, fumaça e luz estroboscópica deixaram o Cine Palácio com cara de boate. E quem quiser ver como funciona a combinação pode comparecer nas próximas sessões que também contarão com “pocket-parties”.
Ah tá... excepcionalmente hoje não haverá a participação de djs, pois a noite é do “Show do Gongo”, mostra competitiva das mais aguardadas que reúne vídeos amadores e hilários de até 5 minutos de duração. Mas amanhã a música volta a dominar a sessão de cinema e a festa de encerramento do festival rola no Barman Club com a Alelux de Johnny Luxo e Alexandre Herchcovitch. Segue o link para a programação completa.
Parceria Acadêmica Brasil-Argentina
sábado, 1 de dezembro de 2007
I Mostra de Mídia e Música no Recife - Novo prazo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007
A volta do Jackson 5
O cantor Jermaine Jackson confirmou a reunião do Jackson 5 para uma turnê em 2008 e afirmou que Michael Jackson participará do projeto e que o polêmico astro pop teria participado de reuniões com o grupo para discussões sobre a empreitada. A última turnê do Jackson 5 foi realizada no ano de 1984.
(fonte: site da CidadeOitentona)
Metallica em vídeo-game
Ainda não há nada confirmado, mas existem boatos de que o Metallica pode lançar novo single no jogo de vídeo game “Rock Band”. O próximo disco da banda, ainda sem nome, tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2008. O último disco de estúdio lançado pelo Metallica foi “St. Anger”, de 2003.
(fonte: site da CidadeWebMetal)
As "sub-rádios" da CidadeWebRock
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Interatividade- para quê?
Em todas as matérias que leio na "Nídia" (como diz uma conhecida da minha irmã) os caras só estão preocupados em discutir quanto vai custar o aparelhinho conversor para as tvs que temos em casa.
Por conta disto, duas notícias me chamaram a atenção neste início de semana. Uma foi um e-mail do Lucas me repassando o endereço do "primeiro canal brasileiro para celular", da Oi TV Móvel o www.humanoides.com.br.
O segundo foi a matéria do Globo Informática sobre o Segundo Telemig Celular Arte.mov - Festival Internacional de Arte em mídias móveis - que premiou artistas que desenvolvem trabalhos artísticos não só para celulares, mas para mídias móveis em geral. Vale a pena conferir o site, que apresenta as obras premiadas.
O que me parece interessante, nos dois casos, é a preocupação com a criação e reflexão - no caso do festival - em torno do desenvolvimento de linguagens próprias para novas mídias e/ou ambientes.
Pode parecer óbvio, mas não e. Pelo contrário. É bem comum encontrarmos tentativas de transposição de conteúdos de uma mídia para a outra. Coisa que nunca deu certo.
E, como já comentei num outro post, me dá arrepios ouvir uma diretora da Globo dizer que a interatividade da TV digital vai servir para "vc comprar a bolsa que a Regina Duarte está usando na novela" diretamente do seu aparelho, em "real time", na hora da novela.
Ora, a noção Mcluhaniana de "gramática" de um meio de comunicação remete-se a esta reflexão: a de que cada meio potencializa certas possibilidades de expressão e criação; ao mesmo tempo que impede outras de se desenvolverem.
Assim, este é o momento de pesquisa em torno de linguagens específicas para o celular, para a tv digital, para games online, etc. Já sabemos que interatividade é uma palavra-chave para esta conversa.
Mas, entender que interatividade vai além "da compra da bolsa da novela" é fundamental. Aliás, neste momento, vai além também da relação homem-máquina.
Pois, o que chama a atenção nos projetos mais interessantes ligados ao digital é a possibilidade de criarmos redes sociais a partir da interatividade.
Orkuts, comunidades virtuais de todos os tipos, mundos virtuais ao estilo Second Life são alguns dos exemplos que confirmam esta impressão. Mas, muito mais está porvir e ainda há muito o que pesquisar.
Trem do samba
domingo, 25 de novembro de 2007
Olha o perigo!
Tudo bem que as credenciais do cara sejam boas - diretor do Estamira; produtor de "Tropa...", "os carvoeiros" e "ônibus 174".
Mas, sei não...achei estranhos os seus comentários, ao justificar o interesse pelo tema com o qual vai estrear na ficção:
" Dois motivos, preocupação com meu filho de 15 anos, que vai passar por estas drogas, e entender se por trás das raves e da música eltrônica havia uma ideologia. Eu tinha uma visão preconceituosa, mas um lacaniano, Jorge Forbes, mostrou-me que existe uma essência nesse movimento, que faz o ser humano chegar mais próximo de si".
Depois ainda fala de "juventude que se reinventa contra o consumismo, a hipocrisia...existe uma revolução silenciosa acontecendo"
Posso estar sendo injusta, pois a matéria é de uma página - e ele fala pouco deste assunto. Mas, dá a impressão que a visão é um pouco idealizada, romântica demais... e autores como a Sarah Thornton (no Club Cultures) - ou mesmo o Simon Reynolds (Ecstasy Generation), já criticaram esta visão utópica das raves , muito ligada ao "mito de origem" londrino lá dos idos dos anos 80, cuja bandeira era o PLUR (peace, love, unity, respect).
Ainda bem que o filme está programado para ser filmado em 2009 - dá tempo de aprofundar a reflexão até lá, né!?
Música eletrônica na Semana Acadêmica da UFF
Este trabalho faz parte do projeto que desenvolvo: " Cibercultura, gêneros e cenas na música eletrônica do Brasil", com o apoio do CNpq.
Como as crianças nao piraram?
Radiohead no Brasil

É aguardar pra ver e ouvir.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Minicom anuncia rádio digital para 2008

O sistema americano tem recebido críticas porque pode reduzir o espaço no espectro para a entrada de novas rádios. Funciona assim; se de um lado as emissoras contarão com diferentes programações simultaneamente, por outro, esse recurso congestiona o espaço eletromagnético impedindo a entrada de novas rádios, o que implica na concentração do espectro na mão das emissoras já existentes.
Outro tema bastante discutido gira em torno dos novos aparelhos. O consumidor que quiser se beneficiar de toda qualidade digital terá que substituir seu antigo aparelho por um novo modelo avaliado em R$ 70,00, segundo o ministro das comunicações Hélio Costa. O preço foi especulado pelos fabricantes Sansung e Sony. Mas o governo federal pretende baratear o custo dos aparelhos a partir de um acordo com as indústrias, no qual os empresários diminuam a margem de lucro e o governo reduza os impostos.
- Flexibilidade: com o sinal digital, alguns aparelhos receptores poderão pausar programação ao vivo ou ainda voltar o programa desejado ou música para o seu início.
- Novos conteúdos: ouvintes poderão receber junto com a programação normal, informações gráficas sobre clima ou trânsito, além de dados como nome do autor e intérprete da música.
Curso de DJ no Senac-RJ
Senac Campo Grande
Rua Barcelos Domingos, 58 - Campo Grande - Rio de Janeiro/RJCEP: 23080-020 Tel.: 2415-9555 E-mail: campogrande@rj.senac.br
Data Prevista07/1/2008 a 19/3/2008
Horários2ª,4ª - 19:00/22:00
Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br
Data Prevista12/2/2008 a 17/4/2008
Horários3ª,5ª - 19:00/22:00
Centro de Cultura e Comunicação
Rua Pompeu Loureiro, 45 - 10º andar - Copacabana - Rio de Janeiro/RJCEP: 22061-000 Tel.: 2545.4848 E-mail: cultcom@rj.senac.br
Data Prevista28/11/2007 a 25/2/2008
Horários2ª,4ª - 19:00/22:00
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Jupiter Research faz previsões sobre o mercado da música.

Programa Salto Para o Futuro na TVE
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Jogue para ouvir a nova do Mars Volta!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Vint Cerf no Infoetc
A citação faz parte da boa entrevista de Vint Cerf, um dos criadores (junto com Bob Kahn) dos protocolos de rede TCP/IP, um dos pilares da internet, na década de 70, ao André Machado na edição do Caderno de Informática do Globo de hoje. Confiram no impresso (ou versão digital para assinantes) Infelizmente, não saiu no globo online.
sábado, 17 de novembro de 2007
LCD!!
achei carissimo, uma sacanagem pagar 200,00 por um show no Circo Voador.
Resisti, mas me deu uma dorzinha no coração - especialmente depois que li o post do Tom Leão comentando que o show foi ótimo, no blog dele.
Pra (meu) consolo, posto uma música dos caras - Get Innocuous - para embalar o sabadão.
Musica eletrônica e televisão
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Um novo nome para o Ira! - Um caso legítimo do rock

Talvez a diferença entre conservar ou não o antigo nome do grupo esteja relacionado a força legitimadora do cantor na música pop. Bandas seguem na maioria das vezes harmoniosamente sem um ou mais de seus integrantes originais quando estes são instrumentistas (caso do R.E.M., Manic Street Preaches e Red Hot Chili Peppers), mas tendem a se desfazer completamente quando perdem o seu vocalista principal (veja os extintos Queen, Nirvana e Audioslave).
Pirataria Legal
Acontece que a banda foi "patrocinada" pelo site Pirate Bay (nome sugestivo, não?) de torrents para download e com isso, teve seu disco de estréia baixado mais de 100 mil vezes.
O esquema funcionou assim: a banda vendia um CD-R bem barato com uma capa arrumadinha, os fãs baixavam o single no site oficial e queimavam o cd com as músicas. O Pirate Bay gostou da idéia e resolveu promovê-la no site de downloads, colocando links para que as pessoas que freqüentam o Pirate Bay, pegassem o disco e conhecessem a banda. Bem, de qualquer jeito as músicas iriam parar lá. Melhor que fosse de uma maneira amigável.
Em entrevista ao G1, o vocalista Kristopher Åkesson diz: "não acreditamos que a renda de um artista em início de carreira na Suécia venha da venda de um número alto de discos. Pouquíssimos conseguem isso hoje em dia (...) É muito mais uma questão de fazer as pessoas conhecerem a banda, irem aos shows e comprarem coisas relacionadas ao Lamont. No final das contas, mais gente vai comprar o nosso disco. A partir do momento em que decidimos lançá-lo por contra própria, sem contrato com gravadora, é uma maneira ótima de conquistar fãs fora da Escandinávia"Link para a matéria completa aqui.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Samba e Indústria cultural

Para a nossa alegria chega às prateleiras um novo livro sobre o samba, com vistas a combater a batida posição de que essa expressão cultural representa as puras raízes brasileiras. Para tanto afirma que o processo de elevação do samba a símbolo nacional é impensável se não notarmos o seu prestigio angariado junto às classes médias e sua promoção através da Indústria Cultural. Ainda não tive contato com o livro, soube de sua existência de resenhas. Entretanto, de cara uma questão me veio à mente: não é essa a tese de Hermano Vianna, no seu bem conhecido “Mistério do Samba”? Em todo o caso fiquei curioso, acho que vale a dica!
domingo, 11 de novembro de 2007
Encontro em Recife
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de
Pernambuco - PPGCOM/UFPE realiza, no dia 18 de janeiro/2008, a I
Mostra de Mídia e Música.
Com o tema "mídia, música e mercado na contemporaneidade", o
PPGCOM/UFPE propõe um espaço em que sejam debatidos os diferentes
pensamentos sobre a música popular na atualidade, estimulando a
pesquisa sobre mídia e música, a fim de que se possa aprimorar
conhecimentos e fortalecer as práticas interdisciplinares que englobem
essa temática.
A partir de reflexões acerca do entrelaçamento da música enquanto
processo social e, sua respectiva inserção nos diferentes veículos
midiáticos, é perceptível no âmbito acadêmico, a necessidade de
aprofundamentos dos estudos que tratem do binômio música e
comunicação. Música aqui é tratada não somente como um material
estético concebido sob um conjunto de padrões, mas sim como prática
social; um fenômeno intimamente associado ao advento das diferentes
formas de circulação de produtos culturais na atualidade, amplamente
difundidos através de exibições em programas de todas as mídias (TV,
rádio, internet), resultando num processo bastante dinâmico.
- Data: 18 de janeiro de 2008
- Local: Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE. Avenida
Acadêmico Hélio Ramos, s/n - Cidade Universitária. 50670-901, Recife -
PE.
- Inscrições: de 19 de novembro/2007 a 15 de janeiro/2008
[A ficha de inscrição estará disponível no site: www.ufpe.br/ppgcom, a
partir de 10 de novembro.]
- Público-alvo: graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e
profissionais interessados.
-Chamada de trabalhos:
Serão aceitos para submissão, resultados de pesquisas concluídas ou em
andamento, trabalhos de conclusão de curso ou pesquisas desenvolvidas.
Resumo:
O resumo deve ser enviado para o e-mail: midiaemusica@gmail.com,
contendo no início: Nome do autor, titulação, Instituição e e-mail,
alinhados à direita. No título da mensagem colocar: GT_nome do autor
O corpo do resumo deve ser escrito entre 10 e 30 linhas (parágrafo
único), com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples, sem
recuo de parágrafo. Deve ser acompanhado de três a cinco
palavras-chave, separadas por vírgula.
- Submissão de resumos: de 10 a 30 de novembro/2007
- Resultado da submissão: 12 de dezembro/2007
[Autor com trabalho selecionado deve realizar sua inscrição até o dia
08 de janeiro/2008]
Texto completo:
O texto completo deve ser enviado para o e-mail:
midiaemusica@gmail.com, tendo como título da mensagem: GT_nome do
autor.
No início da página colocar o título do texto centralizado e o nome do
autor alinhado à direita. Como nota de rodapé, colocar a instituição e
um minicurriculum de até três linhas e e-mail.
O texto completo deve conter até 12 páginas (excetuando as referências
bibliográficas), fonte Times New Roman, espaço 1,5, justificado, com
margens superior, inferior, direita e esquerda a 2,5 cm e parágrafos a
1,5 cm da margem. As notas de explicativas devem vir imediatamente no
fim da página.
As citações devem ser escritas na forma: AUTOR, DATA, PÁG. No caso de
citações longas, com mais de três linhas, devem ser destacadas do
texto, com letra tamanho 10 e recuo de 4 cm da margem.
Envio de texto completo: Até 08 de janeiro de 2008
Só serão publicados nos Anais do evento (CD-Rom), os trabalhos que
forem enviados até o prazo final.
- Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso (MTC)
Espaço destinado à apresentação de monografias e trabalhos de
conclusão de cursos (qualquer habilitação) da UFPE e demais Escolas de
Comunicação do país, que tratam de temáticas relacionadas.
-Grupos temáticos (GTs):
Os grupos temáticos estão divididos em dois eixos principais: gêneros,
cenas e dinâmicas identitárias e mídia, música e mercado. Embora sejam
dois os GTs, pode haver a separação dos trabalhos por sessões de
proximidade de abordagens, que funcionarão durante o horário destinado
ao GT.
GT 1: Gêneros , cenas e dinâmicas identitárias
A proposta do GT é discutir as características e o panorama musical na
atualidade, destacando-se as hibridizações, os diferentes diálogos e
mediações proporcionados pela prática musical, bem como referências à
estética, ressignificações e roupagens nos diferentes gêneros, em
consonância com o entendimento de música como prática social que
contribui para consciência e produção simbólica. Este GT agrega
trabalhos que tratem de identidade, rearranjos, circuitos musicais
variados, análises de obras, enfim, as discussões sobre as comunidades
musicais contemporâneas.
GT 2: Mídia, música e mercado
A proposta do GT é discutir o processo de consolidação da música
enquanto produto mercadológico, os fatores e as conseqüências visíveis
e que ocasionam numa dinâmica de produção, circulação e consumo mais
instantânea e abrangente, tendo em vista o progresso dos dispositivos
tecnológicos contemporâneos, bem como a inserção na mídia de massa
mais consolidada por rádio e TV. Este GT agrega trabalhos que tratem
de circulação de música na Internet, produção independente, programas
e programações de rádio e TV e temáticas afins.
-Programação
08h às 09h: recepção e credenciamento
09h: Abertura
09:30h: Mesa de abertura: Mídia, identidades e ressignificações musicais
Local: Auditório do CAC
10:30h: Intervalo
10:40: Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso
10:40h: Seções de Grupos de Trabalho
GT 1: Gêneros, cenas e dinâmicas identitárias
12h: Intervalo para almoço
14h: Seções de Grupos de Trabalho
GT 2: Música e Mercado
15:20h: Intervalo
15:30h: Mesa redonda: Configurações mercadológicas da música
Local: Auditório do CAC
16:30h: Mesa redonda final: Perspectivas da Música Brasileira
Local: Auditório do CAC
17:30h: Encerramento
Lançamento de livros
Programação cultural
Local: Pátio do CAC
========================================
sábado, 10 de novembro de 2007
Eventos no Oi Futuro
Por falar em OiFuturo, que é um espaço queridinho do LabCult - até as reuniões do grupo acontecem lá no café - posto abaixo a crítica feita pela minha aluna de Estudos de Mídia Dally Schwarz sobre um outro evento.
Poiesis
A exposição que está no OiFuturo até o dia 02/12, organizada por André Vallias( grande nome da poesia visual/digital, designer e idealizador de sites e projetos como o REFAZENDA, o ERRÁTICA, entre outros), Frederich W. Bloch (pesquisador,curador,artista alemão, envolvido em vários projetos renomados inclusive vinculados a Universidade de Kassel) e Adolfo Montejo Navas( poeta espanhol,crítico,curador,colaborador de diversas revistas culturais como a Cult, Lápiz, sites, ministrou diversos cursos em instituições culturais e escreveu muitos livros ) é uma boa instigação acerca da poesia, além da palavra.
A mostra traz um bom repertório para pensarmos a poesia num universo multimidiático,onde suportes, materiais, idéias convergem e provocam sensações tão vivas quanto o esperado por muitos.
Porém, os bate-papos que ocorreram nos dias 30/10 e 31/10 não me pareceram tão ousados e pretensiosos...
No primeiro dia, além de uma platéia quase vazia, o alemão Thomas Wohlfahrt passou por sérios constrangimentos devido a problemas técnicos da estrutura do Centro Cultural, inclusive problemas de conexão, em um local que exala tecnology.Mas mesmo com os probleminhas, sua fala foi muito bem articulada. E apresentou projetos muito interessantes, como o site lyrikline.org, que reúne, num ritmo crescente, diversos poetas e poesias para serem lidas,ouvidas (com a disponibilidade de tradução em muitas línguas ) e o Festival Zebra de video-poemas, que acontece em Berlim.Os vídeos que Thomas mostrou no encontro eram de estéticas e linguagens diversas, desde animação à vídeos irônicos que diríamos, facilmente, que saíram do youtube.(Esse material está disponível na exposição)
Achei bem legal também, a reflexão em torno da idéia de que as pessoas escutam e sentem a poesia mesmo sem entenderem a língua. o que faz com que esta expressão se aproxima mais do universo da música (linhas dos tons e dos ritmos) do que da prosa.
Já no segundo dia, a sala estava mais cheia, e foi a vez do André Vallias falar e o fez muito bem,conseguindo traçar uma "história" não linear da idéia da poesia, de poiesis e da entrada do digital na conversa.A platéia também se animou mais e possibilitou um embate de falas misturando esses lugares.
Entretanto, foi um pouco incomôdo perceber que a mediadora ( Bia Correa do Lago ) e algumas vezes uns palestrantes (Adolfo Montejo Navas e Guilherme Kujawski) se mostraram um tanto quanto " se vira nos 30", apresentando muitos pensamentos soltos e que acabavam em uma divagação, como a própria Bia observou; e em algumas pérolas como o conceito de policontextualidade, que seria segundo Guilherme Kujawski mais aplicável que hibridismo e intertextualidade...
Tá bom, eu não posso só meter pau...Muitas questões levantadas foram importantes, tais como a resistência às novas maneiras de se fazer poema no contexto multimídia, onde a procura pelo tecnológico de ponta é grande; a questão nada nova acerca das possibilidades de todos serem artistas devido a internet ( questionável, ainda mais por ser esse o momento em que a Arte se denuncia em olhares puristas mesmo nos mais inovadores), a questão da imagem na sociedade contemporânea e sua força, assim como a palavra escrita que aprisiona...
Enfim, num vai e vem de pensamentos... Sempre caímos no: "Mas será que precisamos de TANTA tecnologia para fazer poemas?”... E daí deslizamos por um caminho, que para mim, desvia da intenção principal da exposição, que é nos permitirmos experimentar essas poesias em suas características. Infelizmente foi nesse deslize, e na fala de uma das pessoas da platéia que cheguei à conclusão de que percorremos todos os degraus do prédio cheio de luzes e estímulos sensoriais que nos vitalizou, para chegarmos ao terraço e nos jogarmos de cabeça.
"Para mim esse foi o momento mais vivo, mais significativo da mostra, onde se concretizou a performance, aqui foi o melhor da POIESIS
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Em terras canadenses...
Desejo votos de boa sorte ao time, com certeza estão diante de uma excelente oportunidade para aprimorar suas qualidades, diante de um mercado que cresce consideravelmente!
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
II CONECO - Abertura dia 14/11
- 14 de novembro, às 14h.
Com participação do cineasta Silvio Tendler (diretor do filme Encontro com Milton Santos - ou o mundo global visto do lado de cá, de 2007) e de José Marcelo Zacchi (do site Overmundo), que discutirão sobre o tema do congresso deste ano: Novas tecnologias e cultura livre.
- Local: sala K102, do Edificio Kennedy. PUC-Rio (Rua Marques de São Vicente, Gávea)
Após a mesa de abertura haverá uma recepção aos participantes e convidados
domingo, 4 de novembro de 2007
ARGs, marketing de guerrilha e...Adolfo
Lembra ela que a tática é inédita no lançamento de filmes no Brasil e - claro, cita a ilustre iniciativa do Spielberg em 2001 para lançar o filme "AI - Inteligência artificial".
Bem, mas e daí?
Daí que o que faltou mencionar é que este projeto foi proposto, concebido e está sendo desenvolvido pelo Luiz Adolfo de Andrade, pesquisador aqui do LabCult - que, sem dúvida, tem uma das reflexões pioneiras sobre o assunto dos games em geral e dos ARGS, que já apareceu várias vezes nos posts.
A gente achou que o assunto ainda estava "off", mas uma vez tornado público, não custa dar o crédito da idéia... e parabenizar o pesquisador.
PS - Não encontrei o link para a matéria. Li no Globo papel - Revista, de hoje - 4 de novembro, pg 12, Matéria "Lutando pela bilheteria", de Marcella Sobral.
Imperdível: De Kerkhove na BN amanhã!!

Amanhã, as 15 horas, Derrick de Kerkhove estará ministrando uma palestra no auditório da Biblioteca Nacional sobre as "formas de ler" no contexto das tecnologias digitais. Ele está no Rio a convite da ESPM, UERJ e Biblioteca Nacional, a partir da mediação de Vinicius Andrade Pereira - que esteve no McLUhan Program em 2001 e taí na foto com ele.
De Kerckhove é o Diretor do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia, na Universidade de Toronto, há mais de 20 anos. Trabalhou com Mc Luhan e leva as idéias do pesquisador adiante, na sua própria obra.
Derrick está no Rio desde sexta-feira. Tive oportunidade de encontrá-lo e fiquei não só encantada com seu brilho, curiosidade, simpatia e energia para conhecer a cidade, como também pelas conversas em torno do tema das novas mídias e afins.
Por tudo isto, recomendo muitissimo a palestra de amanhã - que, para além do que o tema sugere, vai tratar das novas formas de conhecimento, cognição e pensamento na cultura digital.
PS - Na foto aí em cima, tirada por mim hoje, estão Derrick (de chapéu) e Vinicius, em visita ao belo Museu do Açude - no Alto da Boa Vista.
26 anos de listas de discussão abertas para todos
Minha relação com a internet e afins já data de muito tempo. Conheço pouquíssima gente que chegou a acessar os antecessores da rede, as BBSs (Bulletin Board System). Através de programas especiais você digitava o número de um telefone e era lançado para uma interface incrivelmente rudimentar através da qual você podia baixar arquivos e participar dos fóruns de mensagens. Era tudo muito lerdo: se fosse tentar baixar um filme hoje naquela velocidade, ficaria 5 dias recebendo dados ininterruptamente. Todo o conteúdo de uma BBS era armazenado no HD de seu dono sem qualquer ligação com servidores externo. Entretanto, com o desenvolvimento da internet, as BBSs mais sofisticadas começaram a assinar os newsgroups, as primeiras listas de discussão da rede, armazenadas no servidor Usenet. Foi através daí que o Brasil começou a participar dos fóruns de discussão que agregavam pessoas do mundo inteiro ao redor de milhares de tópicos. Um acesso que era incrivelmente exclusivo e um tanto complicado acabou de ser indexado e democratizado. Para nossa alegria o Google comprou uma grande parte do acervo da Usenet e agora qualquer um pode consultar e postar nas listas cujo arquivo data de 1981 e totalizam mais de 700 milhões de posts. A diversidade é absurda: lá você pode encontrar desde paranóicos discutindo a morte de Kennedy (alt.assassination.jfk), até grupos racistas que pregam supremacia branca (alt.politics.nationalism.white). Para mim, especialmente, encontrei um grande acervo sobre o desenvolvimento da cena eletrônica dos anos 90 no grupo alt.rave. Já fiz grandes achados, aguardem os próximos posts!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Levando tiros

A TNGames lança nesse mês uma novidade para os jogadores de plantão: um colete simulador de impactos.
Baseado em tecnologia criada para atendimento médico remoto em um projeto, ainda em desenvolvimento, da Universidade de Texas Tech, esse colete dá mais um passo na aproximação entre jogador e personagem.
Se o controle do Wii ou os antigos tapetes e armas da Nintendo permitem a inserção do jogador no mundo do jogo a partir movimentos análogos aos do mundo real, esse novo produto possibilita essa interação na direção contrária – que os acontecimentos do jogo sejam sentidos fisicamente – em menor escala, é claro – pelo jogador.
Ainda que a idéia de instrumentos de feedback para jogos não seja nova – controles que vibram, volantes que resistem aos movimentos do jogador e cadeiras que simulam movimentos, por exemplo –, o 3rd space vest é especialmente interessante por envolver o corpo do jogador, possibilitando que o impacto de tiros tomados nos jogos em primeira pessoa (FPS), por exemplo, sejam sentidos por meio de oito pontos de impacto pneumáticos, quatro na frente e quatro atrás.
“Get pounded with body slams, crushed with G-forces, and blasted with bullet fire”, sugerem os vendedores. Se isso parece um pouco assustador, Mark Ombrellaro, o cirurgião responsável pela invenção que aguarda aprovação da FDA americana, garante que os sensores são suficientes para tornar o jogo divertido e interessante, sem machucar as pessoas. Ombrellaro aposta ainda que seu colete levará aos jogadores a mensagem de que há conseqüências por atirar nas pessoas. Será?
Mais do que a transdiciplinaridade ou a diversão dos jogadores, o que me pareceu interessante nesse colete – assim como nos outros instrumentos mais diretos de feedback – é o teste dos limites entre o mundo do jogo e o mundo real.
Será que esses impactos fossem mais fortes, causando algum tipo de dor física – hematomas etc. – os jogadores ainda teriam interesse? Em que ponto se quebra o “contrato” entre o jogador e o jogo que garante que aquilo é “só ficção”?
Mais ainda, ao invés de supor que esses “impactos” dariam aos jogadores a idéia de que atirar tem conseqüências – suposição que partiria do pressuposto tão discutido de que os jogos banalizam a experiência da violência –, não seria mais interessante pensar em como promover jogos que atuem transmitindo uma mensagem pacífica (o que de longe significaria que eles mesmos não envolvessem a violência, vide o September 12th do Frasca)?
Enfim, quem tiver a chance de conferir o colete ao vivo (U$ 169.99 no site da TNGames), por favor, dê notícias!!!
Via networked-performance.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Os instrumentos de Björk
A reacTable é invenção de estudantes espanhóis, que pertecencem ao Music Technology Group da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.
Eu juro que eu queria explicar como funciona, mas está difícil até de traduzir o texto da wikipedia. O melhor é ver o vídeo aqui embaixo que, mesmo em inglês, dá uma idéia bem boa sobre a potencialidade do aparelho.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
LabCult: momento Caras





Entre as mil e uma atividades, o LabCult também faz colunismo social. Fui encontrando aluninhas e orientandas queridas no Tim e o resultado taí. Debaixo para cima: as três primeiras fotos são no show da Bjork: 1) com a Inês, aluna de Mídia e amiga dela 2) Com Ana Carolina e Gisele - alunas de Produção Cultural (e, no caso da Ana, minha orientanda); 3) Com a Gabriela, também de Produção e também minha orientanda. Mais acima, a equipe do LabCult trabalhando: com Marcelo (que tava estressado com a cerveja quente nesta hora) ; e com Lucas.
domingo, 28 de outubro de 2007
Tim - rapidinhas do segundo dia

Pulei as atrações da matinê e cheguei mais tarde, direto para as festas.
O pátio tomado, com Hercovitch e Johny Luxo (como se vê na foto acima) foi um bom sinal. Som alto, o batidão das frequências graves sentidas no corpo, como deve ser.Ufa! que alívio. Já estava com síndrome de abstinência por conta da noite anterior. O melhor é que o tempo abriu e foi uma noite de lua quase cheia e estrelas. Aí tudo fez sentido naquele espaço bacana que é a Marina da Glória.
A tenda "funk mundial" bombou. Mc Sandrinho, Diplo, Marlboro - em sequência - lotaram o espaço e botaram o público todo para dançar. Mais uma vez, Marlboro deu uma aula de funk, das coisas mais antigas aos sucessos recentes...mas Diplo, antes, também usou esta estratégia e ficou meio repetitivo.
Na tenda do Mash Up, saí na metade do Spank Rock - a pegada hip-hop me desanimou e fui conferir o DJ Linsdtrom na festa Disco House. Som ok, tenda cheia e animada. Em compensação, quando voltei ao Mash Up, o Girl Talk já estava pegando fogo. Greg Gilis é um branquelo ensandecido que incendiou a tenda com os melhores mash ups que já ouvi e dancei. Com cara de que estava se divertindo tanto quanto o público, o cara foi suando, tirando a roupa, pulando ida e volta do palco para a platéia, chamando todo mundo para ocupar o palco, dando trabalho aos seguranças...e ainda encerrou a apresentação com o bando do Spank Rock todo dançando no palco. Fica difícil dizer isto frente ao monte de excelentes atrações, mas acho que foi a festa mais divertida e interessante...
Enfim, no segundo dia, o Tim Festival disse a que veio e honrou a tradição.
PS- Ao longo da semana a gente vai postando comentários de outros shows e fotos. É que os rapazes do LabCult ainda estão de ressaca. (rs, rs!!)
Música em Debate VI
Repasso mais um comunicado que chegou ao meu e-mail. Segue a dica praqueles que se interessam por música:
A Série Música em Debate VI (8 e 9 de novembro próximos), promovida pelo Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ, com patrocínio do convênio UFRJ/Banco do Brasil, promoverá oficinas gratuitas abertas a estudantes de música e demais interessados, com capacidade limitada (máximo de 21 participantes cada) e prioridade aos alunos da EM-UFRJ (14 participantes).
Ainda há vagas.
Inscrições nas oficinas: Enviar e-mail ao Prof. Dr. José Alberto Salgado e Silva ( josealberto.zeal@uol.com.br ), com cópia para o Dr. Marcus Wolff ( m_swolff@hotmail.com
Quinta-feira, dia 8 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h
OFICINA 1: Canto Indiano (Prof. Dr. José Luiz Martinez - PUC/SP)
LOCAL: Sala 28
OFICINA2: Viola caipira (Prof. Ms. Ivan Vilela - USP)
LOCAL: Sala da Iniciação Musical
OFICINA 3: Piano (Prof. Dr. Ney Fialkow - UFRGS) LOCAL: Sala da Congregação
Sexta-feira, dia 9 de novembro de 2007. 14:00h às 15:30h - Oficinas de Instrumentos
OFICINA 4: Koto (Instrumento japonês do tipo cítara - Profª. Drª. Alice Lumi Satomi - UFPB)
LOCAL: Sala 28
OFICINA 5: Berimbau (Prof. Dr. Eric Galm - Trinity College, EUA))
LOCAL: Sala da Congregação
sábado, 27 de outubro de 2007
Tim - rapidinhas do primeiro dia
Organização nota zero - De longe, o pior ano, dos longuissimos que frequento o Festival. Cheguei cedo e sóbria como nunca dantes. E começam os percalços:
1)Logo na entrada, fila enorme, já com início de tumulto, para "empulseirar" - colocar a pulseirinha que permite a entrada nas tendas. E quando chega a sua vez, só é possível colocar a pulseira do primeiro show ( muita gente compra para vários). Ridículo.
2) Fora das tendas dos shows - poucos bares, que não estão dando conta da demanda. Sufoco pra conseguir qualquer coisa. No Espelunca Chic, foram trocar um barril e, o desajeitamento e desespero da equipe era tal que quase me ofereci para ajudar. Depois de meia hora, com a galera imprensada no balcão esperando, começa a sair o chopp - sem espuma, sem pressão, meio quente. Meu caldinho de feijão - comprado a 8,00 reais, demorou a mesma meia hora.
3) Dentro da tenda - onde assisti Anthony/ Bjork e Hot Chip/Arctic Monkeys, um dos bares serviu cerveja Devassa quente o show inteiro, comprada a 6,00 reais !! A opção - segundo o staff, era ir para o outro bar Ou então, para tomar gelada, tem que ser Primus, a 5,00. Fala sério!!
4) O ar condicionado não tá dando conta - ao contrário dos outros anos, quando o ambiente era sempre maravilhosamente gelado
5) Ao final de cada show, a gente tem que sair e anfrentar uma enorme fila para voltar para o mesmo lugar (já que não está com a "pulseira certa"...)
6) Mas, tudo isto seria perdoado, não fosse um detalhe técnico. Aliás, dois. O primeiro: o som tá ruim. Muito ruim. Embolado, mal equalizado, baixo - em todos os shows.
O segundo: o último show - Montage, Vanguart e Del Rey foi cancelado. Motivo alegado pela produção: a chuva colocava o público em risco. Mas, como assim??? Tá chovendo no Rio desde quarta e isto não foi previsto??
Bom, mas e os shows?
Dos que eu vi, o Anthony and the Johnsons foi o primeiro. Não funcionou. Muito intimista pro espaço, sutilezas orquestrais que não são ouvidas, melancolia inadequada pra galera já animada, à espera da Bjork. É show para a sala Cecília Meireles. Muita gente sentou no chão e ignorou.
Comentários de que "estava chato". Além disto, parece que o horário e o túnel Rebouças fechado não ajudaram.O público foi chegando mesmo no final já para ver a Bjork.
Bjork - arrasou! Entrou no clima, como sempre. Trouxe uma orquestra de louraças que, como disse um amigo, são as verdadeiras "Arctic Monkeys". Com isto, criou um clima meio carnavalesco que funcionou muito bem como espetáculo. Conseguiu driblar as deficiências técnicas com performance, carisma, energia, beleza e música de altissima qualidade.
Hot Chip - entrei na metade do show. Foi a opção para não enfrentar a tal fila que se formou para "empulseirar" novamente, debaixo de chuva. Gostei muito do que vi. Além disto, o público, mais jovem e em maior número do que o do show anterior, já estava no clima, dançando e cantando; e foi ótimo.
Arctic Monkeys - Emocionante ver a molecada arrebentar! Emocionante ver o público cantar cada refrão e fazer mosh n aboca do palco. Foi tudo que se espera de um show de rock: básico, na veia, com o público perfeito.
Estivesse o som mais alto e equalizado, então...
Bem, mas agora a próxima noite nos aguarda. De funk (u-hu!) a Hercovitch; de Moo a Girl Talk, a festa promete. Vamo lá. Amanhã, assim que a ressaca deixar, a gente posta as fotos e mais comentários.
Quem é o melhor do mundo?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Conheça os super DJs do ano!

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