Vocês viram a matéria de capa do Rio Fanzine? No melhor Caderno de Cultura do Globo, esta semana, o assunto era este aí do título. Citando os festivais Noise, Bananada e Vaca Atolada; as pequenas gravadoras e as bandas desconhecidas fora do circuito local, mas que arrastam já milhares de fãs, a matéria comenta a força da cena de rock independente de Goiânia; e que também acontece na (nem tão ) vizinha Cuiabá; e também em Palmas.
Estive andando por aqueles lados - Goiás e Tocantins - nas férias; e pude testemunhar a óbvia força do sertanejo por lá. E a matéria compara: enquanto um show da dupla sertaneja Cristian e Ralf consegue atrair dez mil pessoas num único show, as 41 atrações do festival Noise atraíram nove mil.
Desta forma, acho bacana esta história de "subculturas" - olhaí a noção que discutimos quase o ano inteiro no grupo - que conseguem visibilidade para além da paisagem sonora hegemônica, nadando contra a maré e criando cenas locais fortes.
Ao mesmo tempo, isto nos remete à discussão que Hermano Vianna apresentou de forma pioneira ao discutir o funk carioca: de circuitos que se criam ao largo da grande indústria; sem nehuma "estratégia mercadológica" mais ampla. Vendendo mil discos por banda, atraindo um público que se amplia a cada show e tendo como mote a independência do eixo Rio-São Paulo, a diversidade musical tá garantida enquanto estes circuitos sobreviverem.
Para concluir o post, recomendo dois trabalhos sobre o assunto:
"Reinvenções da resistência juvenil" - de João Freire Filho - Mauad X, 2007 - Livro recém lançado do colega João Freire, que mapeia de forma muito competente a questão das "subculturas" nos campo dos estudos culturais. Bibliografia atualizadissima, bons argumentos - muito legal! Sobre este assunto, "subculturas e resistência", ver especialmente o cap I.
" Música, estilo de vida e produção midiática na cena indie carioca" - dissertação de mestrado defendida na ECO também em 2007, de Fernanda Marques Fernandes, orientanda do mesmo João. Participei da banca e achei o trabalho interessante. ( Não foi publicada, mas está disponível no formato dissertação.)
Estive andando por aqueles lados - Goiás e Tocantins - nas férias; e pude testemunhar a óbvia força do sertanejo por lá. E a matéria compara: enquanto um show da dupla sertaneja Cristian e Ralf consegue atrair dez mil pessoas num único show, as 41 atrações do festival Noise atraíram nove mil.
Desta forma, acho bacana esta história de "subculturas" - olhaí a noção que discutimos quase o ano inteiro no grupo - que conseguem visibilidade para além da paisagem sonora hegemônica, nadando contra a maré e criando cenas locais fortes.
Ao mesmo tempo, isto nos remete à discussão que Hermano Vianna apresentou de forma pioneira ao discutir o funk carioca: de circuitos que se criam ao largo da grande indústria; sem nehuma "estratégia mercadológica" mais ampla. Vendendo mil discos por banda, atraindo um público que se amplia a cada show e tendo como mote a independência do eixo Rio-São Paulo, a diversidade musical tá garantida enquanto estes circuitos sobreviverem.
Para concluir o post, recomendo dois trabalhos sobre o assunto:
"Reinvenções da resistência juvenil" - de João Freire Filho - Mauad X, 2007 - Livro recém lançado do colega João Freire, que mapeia de forma muito competente a questão das "subculturas" nos campo dos estudos culturais. Bibliografia atualizadissima, bons argumentos - muito legal! Sobre este assunto, "subculturas e resistência", ver especialmente o cap I.
" Música, estilo de vida e produção midiática na cena indie carioca" - dissertação de mestrado defendida na ECO também em 2007, de Fernanda Marques Fernandes, orientanda do mesmo João. Participei da banca e achei o trabalho interessante. ( Não foi publicada, mas está disponível no formato dissertação.)
Um comentário:
Simone, no quesito subcultural estive semana passada em Sampa no Machina Festival de música industrial, fiz uma review
http://www.poabeat.com.br/modules/eNoticias/article.php?articleID=422
bjos
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