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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vinis diferentões

Lembrei da Simone quando vi essa matéria: uma coleção de mais de 500 vinis de diferentes cores, formatos e impressões foi reunida no livro "Extraordinary Records", organizado pelo produtor Giorgio Moroder. O produtor se juntou com colecionadores e reuniu alguns dos discos esteticamente mais interessantes da música.

Trata-se claramente de uma baita reconfiguração do vinil, visto agora como produto diferenciado e em vários aspectos cult. Claro que a banda para a qual foi feito o vinil é relevante, mas o que mais importa nesses casos não é a música que eles contém, mas a materialidade do vinil em si. Olha que capas maravilhosas o livro tem:



Valerie Claire: Shoot Me Gino, Vinyl Multicolorido 12" polegadas, 1985, Blow Up Records


Vários artistas: The Label (Sofa), LP, 1979, The Label Records
The Rolling Stones: She Was Hot, Single com formato especial, 1984, EMI

Ron Wood: Sure The One You Need, LP Multicolorifo, 1974, Perfect Beat

Milltown Brothers: Here I Stand, Vinyl Entalhado 12", 1991, A&M Records



Demais né? Uma matéria interessante sobre isso está no site do UOL Música. E as informações sobre os discos eu tirei do site ABC Design.

terça-feira, 16 de março de 2010

Nova arte com vinil?

Depois de ler o artigo sobre sleeveface que Simone Sá apresentou no Intercom do ano passado e de ver este link mostrando uma espécie de obra de arte com vinil, não sei até onde a cultura do vinil pode ir!

Como não consegui inserir (!!!) as imagens nesta postagem, as pérolas só podem ser vistas no link do site The Design Inspiration. Mas basicamente, são capas de vinis cujos desenhos se complementam. Só dando um pulinho no link pra entender o que estou tentando descrever!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma paixão em vinil

Havia comentado com Simone sobre um documentário que trata do consumo de música em discos de vinil. Pensei em exibí-lo na aula de Quinta, mas devido a qualidade do meu arquivo, achei mais bacana postar aqui no blog. Segue então as duas partes desse documentário super divertido e informativo chamado "AResistência do Vinil" do músico e cineasta mineiro Eduardo Castro.












PREMIAÇÕES
Melhor curta goiano no Goiânia Mostra Curta - Outubro de 2005
Melhor direção de curtas no Festcine em Goiânia - Novembro de 2005
Vencedor do Doc TV Goyas em Goiânia – Dezembro de 2005
Melhor curta por indicação do júri popular do 13º Festival de Cuiabá – Abril de
HonrosaChico – Festival de Palmas-To

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"O passado, o presente e o futuro da música" por Lenine

Um Sábado desses, em que fugindo a regra fiquei em casa, assistia o “Altas Horas” do Serginho Groisman quando ele anunciou o cantor Lenine. Ele veio divulgar seu mais novo trabalho intitulado “Labiata” e como é de costume, trouxe consigo sua obra autografada. No entanto, ao apresentar seu novo disco, este além do CD, apresentou também um vinil, quase uma obrigação frente à ascensão do formato e também um pen drive customizado, com a carcaça feita de madeira. Mais bacana, até mesmo do que a apresentação ao vivo dele e sua banda, foi seu comentário sobre o futuro do consumo de música massiva. Ao comentar as três versões do álbum Lenine os descreveu como o passado, o presente e o futuro da música. Sendo que ao contrário de que muitas pessoas poderiam imaginar é que na atual situação o CD é o passado, o pen drive é o presente e o vinil, quem diria, é quem mais se aproximaria do futuro. Hoje, Segunda-feira, relembrei desse evento ao “encontrar”, mais uma vez casualmente, o Lenine numa conversa descontraída na rede de rádio Transamérica onde mais uma vez bradou em favor dos novos hábitos de consumo e soltou outras pérolas. Quando um dos locutores tentou ensaiar um discurso conservador e moralista sobre o hábito de baixar músicas ilegalmente na rede, Lenine rebateu com um argumento bem comum ao nosso grupo de pesquisa. Citando o filho, um adolescente de 14 anos “vidrado” em hip-hop, o cantor apontou que mesmo baixando músicas de forma gratuita na internet, quando o garoto se encanta por alguma obra específica (leia-se álbum) este logo providencia sua cópia física; o CD ou o vinil propriamente dito. Durante a entrevista, o cantor fez um breve histórico sobre a comodificação musical (não com esses termos é claro) relembrando os walkmans, discmans até chegar ao eficiente I-POD. Lenine também comentou como a indústria em torno da música vem investindo forte nos toca-discos. Um dos locutores afirmou que na livraria Cultura já existe vinil nas prateleiras. Fui conferir... é verdade! Também é possível ver os títulos disponíveis pelo site da livraria. E já quase terminando esse post, encontrei no You Tube uma entrevista com o cantor sobre as novas mídias sonoras. Dá uma olhadinha no que o cara fala.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Os toca-discos morreram?? Claro que não!

Mais uma da série: o universo conspira a favor de uma idéia (êta Paulo Coelho bom!). Ou não existem coincidências. (hã,hã).

No domingão, tinha acabado de enviar uma proposta de paper para o Congresso de História das Mídias, pro GT de Mídias Sonoras, sobre o tema dos toca-discos. Meu interesse é investigar a materialidade desta forma de reprodução sonora, a partir da noção de Remediação (do Bolter e Grusin, no texto Remediation) e dos argumentos do Jonathan Sterne; pensando ainda em como uma forma "obsoleta" de escuta sonora foi recuperada na contemporaneidade - não só na cultura eletrônica mas por várias comunidades de gosto.

Eis que pego a revista de domingo (do Globo) e a capa fala de quê? Exatamente do culto ao vinil por colecionadores famosos e da volta dos tocadores - de vitrolinhas portáteis a pick-ups high-techs. Não sou saudosista, adoro as novas tecnologias de produção e reprodução de música, mas amo e escuto meus discos de vinil direto.Já tenho duas pick-ups bacanas, mas confesso que ter uma vitrolinha colorida portátil é tu-do. Sonho de consumo!

Mas, o que gostei mais foi a dica do site Sleeveface, que detonou uma mania que a revista estava imitando: a de posar com a capa do disco favorito cobrindo o rosto. O efeito é muito legal - já tinha visto isto outras vezes, mas no site as apropriações são incríveis.
Fiquei com vontade de convencer o povo do LabCult a fazer umas fotos assim - que tal, galera?

Mas, continuando a profecia que abre o post, recebi no mesmo dia um artigo (enviado pelo Afonso) sobre o mesmo assunto. O título é "it Kind of gives you that vintage feel: vinyl records and the trope of death", dos autores Emily Chivers Yochim e Megan Biddinger. É da revista Media, Culture and Society, edição de março de 2008; e o link para a revista é este.

Mas, se alguém se interessar e tiver dificuldade em localizar - pois o acesso só é gratuito a partir do Portal da CAPES - eu repasso por e-mail.