As rádios onlines estão evoluindo. Recentemente o selo independente Mondo 77, já conhecido na cena indie desde 2004 quando ainda era um bar na cidade de Campinas, lançou uma rádio de internet inspirada na Last FM. A proposta consiste em disponibilizar o acervo da gravadora com algumas das principais bandas independentes brasileiras de forma gratuita. O acervo inclui músicas do Ludov, Walverdes, Autoramas e outras. Vamos às diferenças então: Enquanto a Last FM trabalha com um acervo infinitamente maior, cobrindo vários gêneros musicais e com artistas já consagrados, a Mondo 77 foca no acervo independente nacional. Além disso, a rádio brazuca permite ouvir as canções na íntegra e quando quiser, sem ter que se sujeitar ao playlist automático (na Last FM só é possível ouvir artistas parecidos com a banda que se deseja ouvir). Ao ouvinte é possível criar sua própria rádio (inclusive nomeá-la), personalizar seu perfil com dados pessoais, participar de uma rede de relacionamentos como no Orkut e encontrar bandas novas que desejam divulgar seus trabalhos mas não possuem “influência” nas rádios tradicionais. Curioso é que mesmo na internet algumas práticas comuns ao mainstream permanecem válidas; veja a listinha das 20 mais tocadas.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Mondo 77 - FM para bandas independentes
As rádios onlines estão evoluindo. Recentemente o selo independente Mondo 77, já conhecido na cena indie desde 2004 quando ainda era um bar na cidade de Campinas, lançou uma rádio de internet inspirada na Last FM. A proposta consiste em disponibilizar o acervo da gravadora com algumas das principais bandas independentes brasileiras de forma gratuita. O acervo inclui músicas do Ludov, Walverdes, Autoramas e outras. Vamos às diferenças então: Enquanto a Last FM trabalha com um acervo infinitamente maior, cobrindo vários gêneros musicais e com artistas já consagrados, a Mondo 77 foca no acervo independente nacional. Além disso, a rádio brazuca permite ouvir as canções na íntegra e quando quiser, sem ter que se sujeitar ao playlist automático (na Last FM só é possível ouvir artistas parecidos com a banda que se deseja ouvir). Ao ouvinte é possível criar sua própria rádio (inclusive nomeá-la), personalizar seu perfil com dados pessoais, participar de uma rede de relacionamentos como no Orkut e encontrar bandas novas que desejam divulgar seus trabalhos mas não possuem “influência” nas rádios tradicionais. Curioso é que mesmo na internet algumas práticas comuns ao mainstream permanecem válidas; veja a listinha das 20 mais tocadas.
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4 comentários:
Oi Jeferson: uma correçãozinha, o last.fm não é uma rádio online é uma plataforma social em que um dos aplicativos disponíveis é uma rádio online; segundo, a last.fm é uma empresa britânica e não portuguesa (mas é que eles traduziram o site em várias línguas). O forte deles é o processo de audioscrobbling que é um plugin que rastreia o q vc está ouvindo no momento e compartilha no teu perfil (acabei de produzir um paper sobre o last.fm que está no prelo e sairá em breve num livro). Abs
Oi Adriana...seu nome não me é estranho...mas não tive tempo de pesquisar sobre você. Resolvi então te dar um aparecer sobre seu comentário. Muito bem vindo por sinal. Corrigi a nacionalidade do site...lapso causado pelo pt no fim do enderço...
Mas com relação a Last FM ser rádio ou uma plataforma social, fiquei ainda resistente...é que embora o site possibilite a criação de perfis... acho que o foco fica mesmo na rádio...ou no player. é interessante essa discussão do conceito...talvez por que meu foco seja a questão da música eu tenha subestimado as outras ferramentas...e mais uma vez o nome...last fm...sugere esse recorte. Então...façamos o seguinte; deixo o termo fm para abordar esse aspecto específico tocador/ mediador musical e fico na espectativa que vc me mande algo sobre a Last FM como um todo. Mantenha contato. Abração e brigado pelo comentário...e a Mondo 77? Vc já foi lá?
oi Jefferson, obrigada pela resposta. Sou profa. do Mestrado da UTP em Curitiba onde foi a última Compós e amiga da Simone, Vinicius, etc. Esse artigo que te falei vai sair em breve em um livro, dai te aviso ok? Quanto à questão da rádio, ela é realmente um dos aplicativos e fez parte da fusão com o audioscrobbling (o plugin que foi construido por caras diferentes) eram 2 empresas separadas q sofreram uma fusão, mas a partir desse estudo que fiz constatei que o compartilhamento e o uso do plugin é mais influente do que a rádio em si, pelo menos no caso que eu estudei, o que nao inviabiliza o que falaste. Que bom que respondeste! abs
Oi Adriana,
Que legal vc ter escrito sobre isto.
Estou orientando um trabalho sobre a plataforma SoulSeek, onde a gente explora uma questão que, imagino, possa ser bem próxima.
Legal! Avise a gente quando o artigo estiver disponivel.
beijos
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