E a TV Digital volta a ser o tema do momento. Anunciada para estrear em São Paulo no dia 2 de Dezembro deste ano, o padrão digital de TV ganha uma campanha publicitária para informar aos telespectadores sobre a nova tecnologia. E como não poderia ser diferente os discursos sobre a novidade transitam entre os céticos e os deslumbrados repetindo mais uma vez a famosa discussão entre apocalípticos e integrados.
A divergência com relação ao custo dos aparelhos conversores; os set-top boxes, leva a uma problematização do acesso a informação e da inclusão digital. O aparelho conversor é indispensável para quem deseja assistir a TV digital e como a princípio nenhuma TV vendida no Brasil possui o conversor incluso, será necessário adquirir o conversor por fora. Várias marcas já estão produzindo o aparelho que deverá ser o novo fetiche digital. Embora o governo anuncie a cifra de R$ 200,00 a indústria trabalha em cima dos R$ 800,00 e mesmo assim, quem quiser assistir a novela das oito com a qualidade máxima (1.080 linhas) terá que desembolsar cerca de R$ 7.000 para adquirir a TV Full High Definition. Não é sem motivo que o diretor da TVA Virgílio Amaral disse em recente entrevista que a TV Digital estreará para ninguém e que a verdadeira estréia da HDTV ocorrerá durante as Olimpíadas de Pequim.
Entre as questões polêmicas destaca-se a possibilidade de autoprogramação. Esse recurso consiste em permitir ao telespectador gravar programas e assisti-los aleatoriamente. A polêmica deve-se ao fato de que o mesmo recurso que permite gravar séries e novelas para assistir depois, também facilitaria a reprodução dos conteúdos visando sua comercialização ilegal (leia-se pirataria). Tal possibilidade levou as emissoras a criarem bloqueios que impelem as gravações digitais. Mas especialistas em direitos do consumidor já estão questionando o bloqueio e querem que o governo proíba tal prática adotada pelas emissoras. O aparelho que possibilita as gravações chama-se DVR e pelo menos no primeiro lote dos conversores digitais a ferramenta ainda não estará disponível.
Além disso, com a autoprogramação os anúncios publicitários poderiam ser “pulados” o que prejudicaria a receita das emissoras. A questão vem sendo discutida já algum tempo e muitos apontam como solução o merchandising. Mas se no início da TV era comum os programas que levavam os nomes dos anunciantes como Repórter Esso, por exemplo, hoje a possibilidade de retomar tal prática causa furor entre os que argumentam em favor da imparcialidade dos meios de comunicação.
Outra transformação diz respeito a medição de audiência. O ibope já está trabalhando num novo aparelho (o DIB 6) capaz de medir tanto a audiência em pontos (no caso da transmissão ao vivo) quanto monitorar o conteúdo mesmo horas depois de sua veiculação. Só assim será possível identificar o consumo de produtos gravados com o recurso de autoprogramação.
A interatividade, mesmo que reativa, como diria Alex primo, está no centro das discussões sobre a TV Digital. Tanto é o maior atrativo para os telespectadores, quanto o maior problema para as emissoras que precisam se adaptar aos novos hábitos de consumo. E embora muito se especule sobre as potencialidades da nova TV, só mesmo quando esta passar a ser utilizada pela sociedade é que será possível identificar quais hábitos se concretizarão e quais efeitos terão sobre a indústria cultural.
A divergência com relação ao custo dos aparelhos conversores; os set-top boxes, leva a uma problematização do acesso a informação e da inclusão digital. O aparelho conversor é indispensável para quem deseja assistir a TV digital e como a princípio nenhuma TV vendida no Brasil possui o conversor incluso, será necessário adquirir o conversor por fora. Várias marcas já estão produzindo o aparelho que deverá ser o novo fetiche digital. Embora o governo anuncie a cifra de R$ 200,00 a indústria trabalha em cima dos R$ 800,00 e mesmo assim, quem quiser assistir a novela das oito com a qualidade máxima (1.080 linhas) terá que desembolsar cerca de R$ 7.000 para adquirir a TV Full High Definition. Não é sem motivo que o diretor da TVA Virgílio Amaral disse em recente entrevista que a TV Digital estreará para ninguém e que a verdadeira estréia da HDTV ocorrerá durante as Olimpíadas de Pequim.
Entre as questões polêmicas destaca-se a possibilidade de autoprogramação. Esse recurso consiste em permitir ao telespectador gravar programas e assisti-los aleatoriamente. A polêmica deve-se ao fato de que o mesmo recurso que permite gravar séries e novelas para assistir depois, também facilitaria a reprodução dos conteúdos visando sua comercialização ilegal (leia-se pirataria). Tal possibilidade levou as emissoras a criarem bloqueios que impelem as gravações digitais. Mas especialistas em direitos do consumidor já estão questionando o bloqueio e querem que o governo proíba tal prática adotada pelas emissoras. O aparelho que possibilita as gravações chama-se DVR e pelo menos no primeiro lote dos conversores digitais a ferramenta ainda não estará disponível.
Além disso, com a autoprogramação os anúncios publicitários poderiam ser “pulados” o que prejudicaria a receita das emissoras. A questão vem sendo discutida já algum tempo e muitos apontam como solução o merchandising. Mas se no início da TV era comum os programas que levavam os nomes dos anunciantes como Repórter Esso, por exemplo, hoje a possibilidade de retomar tal prática causa furor entre os que argumentam em favor da imparcialidade dos meios de comunicação.
Outra transformação diz respeito a medição de audiência. O ibope já está trabalhando num novo aparelho (o DIB 6) capaz de medir tanto a audiência em pontos (no caso da transmissão ao vivo) quanto monitorar o conteúdo mesmo horas depois de sua veiculação. Só assim será possível identificar o consumo de produtos gravados com o recurso de autoprogramação.
A interatividade, mesmo que reativa, como diria Alex primo, está no centro das discussões sobre a TV Digital. Tanto é o maior atrativo para os telespectadores, quanto o maior problema para as emissoras que precisam se adaptar aos novos hábitos de consumo. E embora muito se especule sobre as potencialidades da nova TV, só mesmo quando esta passar a ser utilizada pela sociedade é que será possível identificar quais hábitos se concretizarão e quais efeitos terão sobre a indústria cultural.
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