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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Gravando!


Justamente enquanto acompanhava a contratação de reforços pela internet do meu time (e dos outros) para a próxima temporada, os primeiros reforços para a minha própria tese se apresentavam na portaria.


O primeiro a chegar foi "Gravando! Os Bastidores da Música", uma auto-biografia (bastante centrada na carreira) de Phil Ramone, produtor que já trabalhou com John Coltrane, Ray Charles, Bob Dylan, Paul Simon, Paul McCartney, Bono Vox, Stan Getz, Tom Jobim, João Gilberto, Frank Sinatra, e muitos etcs. O livro, muito bem prefaciado pelo titã Tony Belloto, dialoga com o conceito de álbum em sua formatação. Ao longo de seus capítulos, intitulados de Faixas (1,2,3 em diante até bônus track), bastante conteúdo informativo para diversas discussões sobre as relações entre produtor, artistas, estúdio, música, indústria e a diversidade de atores envolvidos (de engenheiros de som a empresários) ao longo de mais de 40 anos de histórias vivenciadas por Phil.


Muito recomendado não apenas para quem tem interesse específico em produção e produtores musicais, mas também na história da indústria fonográfica e da música massiva de um modo geral.


sábado, 9 de maio de 2009

Fim do livro?


Dois posts atrás, Heitor lançou a pergunta: chegou ao fim o jornal de papel? Pois não só o jornalismo e o jornal impresso estão em questão em nossos dias. Diante dos novos suportes digitais, a literatura e o livro de papel também estão sendo repensados, assim como a própria figura do escritor e do intelectual, numa época em que a informação é abundante e acessível em uma série de suportes.
Este será um dos temas do II Seminário Brasileiro Livro e História Editorial, que acontecerá de 11 a 15 de maio, no Rio de Janeiro e em Niterói. O evento é uma iniciativa do Lihed - Núcleo de Pesquisa sobre Livro e História Editorial no Brasil, coordenado pelo professor Aníbal Bragança, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, e acontece a partir de uma parceria da UFF, através de diversas unidades envolvidas, com a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Fundação Biblioteca Nacional e a Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, da França. (Para mais informações, acesse aqui).
A conferência de abertura, no dia 13/05, na ABL, será feita pelo francês Jean-Yves Mollier que, em entrevista ao caderno "Prosa & Verso", do jornal O Globo de hoje, falou sobre as mudanças culturais e tecnológicas que farão surgir "novos gêneros literários, desconhecidos até agora, que vão misturar texto, imagem, som". Para Mollier, o leitor também se modifica, assim como o escritor e o intelectual:
"A leitura não está ameaçada, mas enfrenta uma terceira grande revolução do seu suporte (o rolo, depois o códice e depois a tela plana), o que provoca temores e angústia entre os que sempre leram belos livros em belas edições bem cuidadas. Eu acrescentaria, ainda, que a leitura não é mais considerada uma atividade distinta, mas paga-se o preço de sua difusão em todas as camadas da população. Ela é, de alguma forma, normalizada ao se democratizar e o escriba, o intelectual, perdeu poder, o que acarreta efetivamente um problema".


Eis mais um tema para debatermos. Mas para não ficarmos só na teoria, indico o site do Andre Vallias, "designer gráfico, poeta e produtor de mídia interativa". É uma das obras mais interessantes que vi nos últimos tempos. Clique aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O futuro da música depois da morte do CD

Já noticiei o lançamento deste livro, mas agora reproduzo o release a partir do blog do Sergio Amadeu:
"O Futuro da Música Depois da Morte do CD é um livro-coletânea on-line que pode ser baixado da Internet. Sua licença é Creative Commons. A cópia é completamente liberada para uso não-comercial. O livro editado e disponibilizado em PDF ficará no site http://www.futurodamusica.com.br/, a partir do dia 22 de janeiro.
O debate sobre o impacto das redes digitais na criação, produção e distribuição da música não é novo. Entretanto, poucos livros brasileiros reuniram diversos olhares de diferentes áreas do conhecimento para analisar a atual realidade musical. Navegando no mar revolto da digitalização em oceanos da propriedade intelectual, a coletânea discute as mudanças históricas no perfil e no papel dos músicos, compositores e intérpretes. Mixando o discurso acadêmico com os argumentos de quem vive de música no dia-a-dia, a coletânea O Futuro da Música Depois da Morte do CD é extremamente polêmica e útil nos debates sobre a reformulação da lei de copyright, para a formulação de políticas de incentivo à criação artística e à manutenção da diversidade cultural. Os 16 autores partem da perspectiva da engenharia da produção, da sociologia, da teoria da comunicação, da musicologia, da filosofia e da interpretação e composição musicais, além da própria atividade empresarial. A única base comum dos textos é o reconhecimento das profundas mudanças que a digitalização e as redes informacionais trouxeram para o universo da música. Um dos objetivos da coletânea é mostrar a complexidade e as grandes diferenças teóricas, analíticas e prospectivas que existem entre aqueles que estão pensando o tema."


O livro conta com os seguintes capítulos:


Introdução de Irineu Franco Perpetuo

Impacto da tecnologia na cadeia da música: novas oportunidades para o setor independente. João Leão e Davi Nakano


A música na época de sua reprodutibilidade digital. Sergio Amadeu da Silveira


O CD Morreu? Viva o vinil! Simone Pereira de Sá


O MP3 e o fim da ditadura do álbum comercial. Alice Tomaz de Carvalho e Riverson Rios


Fãs-usuários-produtores: uma análise das conexões musicais nas plataformas sociais MySpace e Last.fm . Adriana Amaral


O impacto das novas tecnologias sobre o estudo de piano. Eduardo Monteiro


Valor da música. Andre Stangl e Reinaldo Pamponet Filho


Música Antiga e mídias modernas. Ricardo Bernardes


A criação musical erudita e a evolução das mídias: dos antigos 78rpms à era pós-CD.Harry Crowl

“Cordel da banda larga”: a canção de Gilberto Gil e as perspectivas da sociedade em rede. Laan Mendes de Barros


E agora, o que eu faço do meu disco? Pena Schimidt


Mudança dos ventos à vista. Chico Pinheiro


O mundo mudou bem na minha vez... André Mehmari.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Poética da música underground

Um livro na temática da musica massiva, no Brasil, é sempre bem-vindo. Mais ainda quando é de um dedicado pesquisador, que entende muito do assunto. Conheci o Jorge no grupo de Jeder Janotti, como aluno de mestrado da UFba. Ele agora cursa doutorado na UFMG. Então, é com prazer que divulgo o lançamento abaixo. O texto é dele mesmo, que me enviou a informação.

Livro de Jorge Cardoso Filho, que descreve os padrões seguidos pelasbandas de Heavy Metal da cidade de Salvador - Bahia, e avalia quais delasnão se limitam em apenas empregar as estratégias já conhecidas dounderground, mas também propõem e ampliam os limites desse gênero musicalque se firmou como extremamente segmentado.