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sábado, 9 de maio de 2009

Fim do livro?


Dois posts atrás, Heitor lançou a pergunta: chegou ao fim o jornal de papel? Pois não só o jornalismo e o jornal impresso estão em questão em nossos dias. Diante dos novos suportes digitais, a literatura e o livro de papel também estão sendo repensados, assim como a própria figura do escritor e do intelectual, numa época em que a informação é abundante e acessível em uma série de suportes.
Este será um dos temas do II Seminário Brasileiro Livro e História Editorial, que acontecerá de 11 a 15 de maio, no Rio de Janeiro e em Niterói. O evento é uma iniciativa do Lihed - Núcleo de Pesquisa sobre Livro e História Editorial no Brasil, coordenado pelo professor Aníbal Bragança, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, e acontece a partir de uma parceria da UFF, através de diversas unidades envolvidas, com a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Fundação Biblioteca Nacional e a Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, da França. (Para mais informações, acesse aqui).
A conferência de abertura, no dia 13/05, na ABL, será feita pelo francês Jean-Yves Mollier que, em entrevista ao caderno "Prosa & Verso", do jornal O Globo de hoje, falou sobre as mudanças culturais e tecnológicas que farão surgir "novos gêneros literários, desconhecidos até agora, que vão misturar texto, imagem, som". Para Mollier, o leitor também se modifica, assim como o escritor e o intelectual:
"A leitura não está ameaçada, mas enfrenta uma terceira grande revolução do seu suporte (o rolo, depois o códice e depois a tela plana), o que provoca temores e angústia entre os que sempre leram belos livros em belas edições bem cuidadas. Eu acrescentaria, ainda, que a leitura não é mais considerada uma atividade distinta, mas paga-se o preço de sua difusão em todas as camadas da população. Ela é, de alguma forma, normalizada ao se democratizar e o escriba, o intelectual, perdeu poder, o que acarreta efetivamente um problema".


Eis mais um tema para debatermos. Mas para não ficarmos só na teoria, indico o site do Andre Vallias, "designer gráfico, poeta e produtor de mídia interativa". É uma das obras mais interessantes que vi nos últimos tempos. Clique aqui.