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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Path - rede social para os mais chegados?

Em meio a tantas discussões sobre o excesso de visibilidade nos sites de redes sociais, foi criado um aplicativo chamado Path (valeu pela dica, Heitor! ;) ), que tem como principal função o compartilhamento de fotos e vídeos e a troca de mensagens somente entre pessoas que se conhecem e são realmente próximas umas das outras.

O app (que é gratuito, by the way, e pode ser baixado aqui, e serve tanto para celulares que usam o sistema Android quanto para Iphone) permite que cada usuário tenha até o máximo de 50 pessoas em sua lista de conexões, baseando-se na ideia de que é difícil uma pessoa ter mais de 50 amigos "de verdade", ou seja, pessoas com quem é capaz de manter laços fortes, que demandam esforço e disponibilidade.


É uma proposta até interessante, mas será que vai "pegar"? Fora questões de interface e usabilidade, a ideia mesmo da coisa me parece ir radicalmente contra a grande vantagem dos sites de redes sociais, que é a possibilidade de se manter contato com uma ampla rede (ok, não precisam ser 1.000 pessoas, mas segundo este blog aqui a média de contatos dos usuários do Facebook é de 130 pessoas).


E mais, com a possibilidade de se poder escolher para quais membros da sua lista você quer deixar fotos visíveis no Facebook e em quais fotos você quer ser "taggeado" (marcado) ou não e tendo ainda produtos como o Picasa, será que vai "bombar" esse Path? Eu tenho cá minhas dúvidas...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Museu do eu - Intel & Facebook

Acho que muitos já devem ter visto a "nova novidade" relacionada ao Facebook: The Museum of Me, criado pela Intel . O que é isso? O Museum of Me é um site/aplicativo que tem como objetivo permitir que qualquer um que tiver uma conta no Facebook "crie e explore um arquivo visual da sua vida social". Ou seja, a ideia é criar, a partir dos dados dos perfis das pessoas - basicamente imagens, textos, links, vídeos e rede de contatos - um museus delas mesmas.



Basta entrar no site e clicar no link que permite a conexão com a sua conta no Facebook. Logo em seguida você começa o tour virtual pelo museu cuja exposição é sobre você mesmo. O "museu" é composto de várias salas e cada um delas tem um tema: fotos, palavras, links, vídeos e contatos / amizades. O aplicativo pega aleatoriamente esses seus dados e joga dentro do "museu", compondo supostamente um modo diferente de você "visualizar" a si mesmo. Isso tendo como pano sonoro de fundo uma musiquinha daquelas sem vocal que tem claramente o objetivo de te deixar emocionada(o). Com a sua própria vida.

Sabe aquela coisa clássica de diante de uma situação de quase morte o sujeito ver toda a sua vida passando na sua frente como se fosse um filme? É basicamente isso. Só que ao invés de filme, você passeia por um museu virtual.

Isso me faz pensar sobre até que ponto pode ir o "show do eu"? Até que ponto o sujeito comum - comum, claro, quer dizer de classe média pra cima e digitalmente bastante integrado - vai continuar sendo construído como o grande sujeito da "Era da Informação" (lembrar da revista Time de 2006-2007 que elegeu "você" como a personalidade do ano) ?



Acho que visibilidade e "empoderamento" (na falta de palavra melhor vai essa mesmo) dos sujeitos são elementos essenciais para que múltiplas narrativas apareçam (e sejam vistas, ouvidas, sentidas, compartilhadas etc.) cada vez mais. Mas com que finalidade? E de que modos? Enfim, fica o resmungo de quem entrou no site da Intel, visitou o museu sobre a sua própria vida e ainda "curtiu" e compartilhou com os amigos no Facebook...