quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PÓ PARAR COM PÓ



Esse é o título do sucesso (que já conta com mais de 250 mil acessos no Youtube) da cantora Jake, uma católica fervorosa que se dedica a juntar micaretas e fé em sua pioneira cruzada pelo axé católico. A música composta por Jake é uma clara mensagem contra o vício em cocaína (engraçado que "Pó Parar com Pó", rima com "Ó Paí Ó!" - Alguém - Jefferson?!? - pode explicar os fundamentos dessa baianidade nagô do axé?rs). O sonho da moça é puxar uma micareta com o Padre Marcelo Rossi na Avenida Paulista, de acordo com essa matéria.

Encontrei o link do youtube, mas não consegui fazer o upload do vídeo!

4 comentários:

Jefferson Chagas disse...

Heitor..procurei mais informações para tentar compreender esse novo fenômeno musical, mas não obtive grandes revelações. Agora, essa tentativa de cooptar a cultura afro, se é que o axé se enquadra nessa tag ainda, já vem de algum tempo. Lembro que virou meio tendência lá na Bahia o "acarajé cristão" que não era nada mais que um acarajé mesmo, quitute baiano, mas elaborado por evangélicos que proclamavam seu produto como livre de relações com o candomblé.
Pois bem, pelo que entendi, a cantora é paulista...e nada surpreende... afinal o axé music já extrapolou os limites regionais e por isso mesmo o termo "axé", expressão Yoruba que significa energia, é apropriada e retirado de seu contexto místico-religioso relacionando-se apenas ao gênero musical. E prá falar a verdade, música gospel utiliza muitos gêneros prá compor suas músicas, esse é só mais um, bem sucedido...claro. Andei lendo uns comentários nos blogs...e a galera está se divertindo...tem tudo prá virar hit nas ruas de Salvador em 2009.

Olívia Bandeira de Melo disse...

A música não sai da cabeça, é impressionante, "gruda" mais do que os hits da Aline Barros, evangélica que gravou mensagens religiosas em tudo quanto é ritmo: axé, forró, rock etc.

E por falar em religião e acarajé, o tema apareceu em um dos últimos episódios da série "ó pai ó", que está sendo exibida na Globo às sextas-feiras. A personagem, evangélica, queria vender acarajé, o pessoal do candomblé chiou, dizendo que ela só poderia vender se fosse com roupa de baiana. A evangélica, então, levou a roupa para ser "benzida" (ou algo parecido) pelo seu pastor. Você tem acompanhado a série, Jefferson? O que acha dela?

Jefferson Chagas disse...

Acho "massa"... acompanho sim e tenho um texto para postar aqui no blog... mas só amanhã.

Anônimo disse...

Conheço a cantora. Já atuei na produção de um show dela (em minha paróquia no ano de 2007), bem no estilo micareta. É mto interssante. Sempre soube q ia acabar estourando, era só uma questão de tempo. Uma coisa curiosa é o fato dela ser paulista e cantar c/ sotaque baiano a pedido do produtor, justamente p/ manter o estilo.