terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Agenda Calls for Papers

Postezinho de ordem prática, para animar a galera a mandar trabalhos, após o carnaval, para ótimos periódicos e revistas para publicação. =P

  • MATRIZES, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da USP, Qualis B1, recebe artigos para edição nº8, 1º semestre de 2011. Até 01/março/2011.
  • Revista CONTEMPORÂNEA, da Pós-Com da UFBA, Qualis B2, recebe artigos para a edição de abril de 2011, cujo tema é "A comunicação na passagem dos séculos". Até 15/março/2011.
  • Revista GALÁXIA da PUC-SP, Qualis B2, aceita trabalhos para o número 21 da revista, a ser publicado em julho de 2011. Até 20/março/2011.
  • Revista CIBERLEGENDA, do PPGCOM da UFF, Qualis B3, recebe trabalhos sobre o tema "Sonoridades" para sua edição de maio-junho de 2011. Até 25/março/2011.
  • E-Compós, periódico científico da Associação Nacional de Pós Graduação em Comunicação, Qualis B1, recebe artigos de temas livres para sua 1ª edição de 2011. Até 30/março/2011.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre paisagem urbana e sustentabilidade

Quem já foi a Curitiba ou viu fotos de lá costuma ficar impressionado com a organização e funcionalidade dos meios de transporte na cidade, além de com sua própria paisagem urbana, tida como muito bela. Quem foi o responsável pela atual configuração da metrópole foi Jaime Lerner, que foi prefeito da cidade por três vezes (o último mandato terminou em 1992) e governador do Paraná duas vezes (tendo o último mandato acabado mais recentemente, em 2003).

O urbanista ganhou projeção mundial com suas propostas de cidade sustentável, com seu lema de que "a cidade não é o problema, é a solução" e, por que não dizer, com seu carisma também. Hoje ele dá uma série de palestras mundo afora e, mesmo com seu inglês meio a la Joel Santana, arranca aplausos, risos e admiração das plateias. O vídeo abaixo, que está no site TED - Ideas worth spreading - mostra uma fala dele em 2007:



Apesar de toda a euforia que parece girar em torno de Jaime e suas ideias de transporte coletivo, reciclagem de lixo, moradias mais próximas aos trabalhos das pessoas etc., algumas pessoas o criticam, por exemplo, pelo fato de que ele teria levado Curitiba à falência devido aos altos custos de seus projetos ou ainda porque ele não seguiria seus próprios preceitos, utilizando seu carro como meio de transporte principal (veja os comentários relacionados ao vídeo "O canto da cidade de Jaime Lerner" postado acima).

Ainda assim, a grande maioria parece ter enorme apreço pelo cara, tanto que ele atualmente realiza trabalhos de consultoria para as Nações Unidas para assuntos de urbanismo.

O ponto principal que me chama atenção nisso tudo é a pergunta: é possível, de verdade, uma grande cidade, uma metrópole, com milhares e muitas vezes milhões de habitantes, sustentável? Acho que tem questões de ordem material muito sérias nesses projetos sustentáveis todos - como a viabilidade econômica - mas há também questões de cunho cultural. Vivemos imersos em uma cultura que pede, aliás, impõe a rapidez, a eficiência, a praticidade, a praticamente qualquer custo. Ao mesmo tempo, essa mesma cultura demanda preocupação ecológica, sustentabilidade, biodiversidade. Sei que muitos afirmam que não se trata de uma dicotomia, que uma vertente não é oposta à outra mas, na prática, em uma hipotética luta de vale-tudo entre uma e outra, quem ganha?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Good Copie Bad copie

Pessoal,

encontrei este curto documentário sobre a questão dos direitos autorais no mundo digital da atualidade! Muito legal!



Além de relatar os conflitos com a industria fonográfica os documentaristas vão além e mostram o cenário da industria cinematografica digital na Nigéria e o fenômeno tecnobrega no Pará! Muito interessante para pensar a explosão das mediações na cultura mundial hoje!! Vale a pena ver!

sábado, 22 de janeiro de 2011

mãe na flip

Aproveitando a (boa) matéria de capa do caderno Prosa & Verso (jornal O Globo) de hoje anunciando a vinda do poeta, romancista, músico (o único deslize da reportagem de Guilherme Freitas é ter omitido a existência da ótima banda Governo) e artista plástico português valter hugo mãe (escrito assim mesmo, com letras minúsculas) na próxima FLIP, bem como o lançamento de dois de seus últimos livros pelas editoras 34 e Cosac & Naify, deixo-vos na tarde deste sábado quente com a ensolarada composição "(Diz) a verdade", de vhm e Paulo Praça, para o álbum "Disco de cabeceira", deste último.

Quem quiser ouvir apenas a canção pode clicar aqui. Mas eu recomendo efusivamente a visualização do videoclipe, logo abaixo. É pop made in Portugal com a bênção de António Variações em seu melhor. Porque felizes são aqueles que têm senso de humor.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Banco de dados de matérias de jornais sobre televisão

Gostaria de compartilhar o que, pra mim, foi um achado recente. Para quem pesquisa qualquer assunto sobre televisão na forma de matérias de jornais, existe um site da PUC-Rio que possui um excelente banco de dados ao alcance de um clique nesse link.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O underground


Parece que quem escreveu esse artigo aí no Wikipédia está atrasado pelo menos uns 20 anos. Isso só prova a completa ignorância por parte do senso comum sobre o assunto “underground”. Primeiro que hoje música alternativa não é a mesma coisa que música underground, botar Cachorro Grande no mesmo saco que o Gangrena Gasosa é a mesma coisa que dizer que cachaça é água, olhando até parece igual, mas se experimentar vai ver que é uma coisa completamente diferente.
 “Esse tipo de música de um modo geral possui pouco ou nenhum apelo de massa”, segundo erro grave. O grunge era um estilo underground, e o Nirvana revolucionou a parada vendendo 400 mil cópias do seu disco Nevermind em apenas uma semana, isso em 1991, ou seja, o underground pode ter apelo de massa, mas isso não depende dele, depende da mídia, da indústria e de uma série de coisas.
Terceiro erro grave: “o underground não tem presença comercial”, quem pensa assim nunca ouviu falar da tal da cauda longa.
Analisar o underground apenas do ponto de vista comercial e musical é deixar de lado todo o resto, toda a questão social, cultural e espacial de onde a cena se desenvolve. É justamente aí que está o diferencial da música underground, nessas especificidades, nas milhares de cenas espalhadas por aí, cada uma com uma história uma característica.
Link para: "Se Deus é 10, Satanás é 666" do Gagrena