sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Chamada pública para o Festival CulturaDigital.Br



Em dezembro acontece no MAM do Rio a terceira edição do Festival CulturaDigital.Br. Uma realização da Casa da Cultura Digital de São Paulo, no evento se discutirão em debates e encontros temas como a propriedade intelectual no contexto de comunicação em rede e os avanços do software livre no Brasil. Também acontecerão performances artísticas, exibições e espaço para visibilidade de novos projetos que se pronunciam dentro do contexto da cibercultura.

O evento abriu uma chamada pública de projetos a serem apresentados, na intenção de organizar a programação de maneira colaborativa. É uma boa oportunidade para apresentar algum projeto cultural ou artístico num espaço que discute comunicação, política e expressão na contemporaneidade e conhecer os outros trabalhos do campo.

Aproveito para chamar atenção para o projeto (Anti)Corpo, idealizado por uma aluna do departamento de Estudos de Mídia, que participa da chamada pública.

Música independente no período pós-crise (evento)


Os especialistas reunidos neste seminário internacional não se propõem propriamente a discutir o conceito de indie ou o nível de autonomia dos chamados atores independentes em relação à grande indústria. Na realidade, mais do que discutir os limites do mundo indie, eles buscam realizar um breve balanço do impacto das transformações que vêm ocorrendo nos negócios da música nos últimos anos, seja nas bordas ou mesmo fora do mainstream.

Para o desenvolvimento de suas reflexões tomam como referência alguns exemplos expressivos que estiveram ou estão em curso em várias localidades do globo (na Europa, nos EUA, na América Latina e, especialmente, no Brasil). Afinal, transcorrida mais de uma década desde que os atores sociais passaram a conviver com a sensação de que esta indústria cultural estaria vivendo uma crise sem precedentes, é possível constatar que, de fato, o business da música passa mais propriamente por um processo bastante significativo de transição e de reestruturação.

A discussão dos desafios e das perspectivas da música independente no âmbito das indústrias midiáticas reunirá pesquisadores do Brasil, Inglaterra e da Espanha – países onde a reconfiguração da indústria ocorre de modo mais pronunciado –, estabelecendo um diálogo entre academia e atores sociais e buscando alternativas para dinamizar os circuitos culturais mobilizados por estas manifestações artísticas num contexto pós-crise.

Programação

1º dia – 03 de outubro (2ª feira)

8:00 – 9:00 horas – Credenciamento

9:00 – 10:00 horas – Mesa de abertura

Alessandra Aldé (UERJ)

Luis A. Albornoz (UC3M)

João Pedro Dias Vieira (UERJ)

Micael Herschmann (UFRJ)

10:00 – 12:00 horas – Conferência I

Samuel Araújo (UFRJ) – Música, política e sociedade em movimento: desafios e potenciais da crise global

12:00 – 14:00 horas – Almoço

14:00 – 17:00 horas – Mesa 1 – Nas bordas e fora do mainstream

Moderador: Marcio Gonçalves (UERJ)

Santuza Cambraia Naves (PUC-RJ) – O alternativo no mainstream: a tropicália entre Smetak e Muzak

Julio Diniz (PUC-RJ) – Nomadismo e trânsito na produção cultural contemporânea

Olívia Bandeira de Melo e Oona Castro (Overmundo) – Apropriação de tecnologias e produção cultural: inovações em cenas musicais da Região Norte

Luís A. Albornoz (UC3M) – Apontamentos sobre a trama empresarial espanhola independente

17:00 – 17:30 horas – Coffe break

17:30 – 20:00 horas – Mesa 2 – Música em rede: ampliando a visibilidade e protagonismo?

Moderador: Marildo Nercolini (UFF)

Leo Morel (autor do livro Música e Tecnologia)

Daniel Domingues (Coletivo Ponte Plural/Circuito Fora do Eixo)

Abel do Cavaco (Grupo musical Antigamente)

Jefferson Andrade Silva (Grupo musical Passarela 10)

2º dia – 04 de outubro (3ª feira)

9:00 – 10:00 horas – Conferência II

Andrew Dubber (Universidade de Birmingham) – Música como cultura na Era Digital.

10:00 – 13:00 horas – Mesa 3 – (Re)intermediação dos negócios da música

Moderador: José Ferrão (UERJ)

Leonardo de Marchi (UFRJ) – Discutindo o papel da produção independente brasileira no mercado fonográfico em rede

Juan Ignácio Gallego (UC3M) – Novas formas de prescrição musical

José Ángel Esteban (UC3M) – Música independente espanhola nas rádios

Marcelo Kischinhevsky (UERJ) – Rádio e musica independente no Brasil

13:00 – 14:30 horas – Almoço

14:30 – 17:30 horas – Mesa 4 – Revisitando a dinâmica de circuitos e cenas

Moderadora: Liv Sovik (UFRJ)

Cíntia SanMartin Fernandes (UERJ) – Musicabilidade no Rio de Janeiro: o samba e choro nas ruas-galerias do Centro

Simone Pereira de Sá (UFF) – Aspectos da economia musical popular no Brasil: o circuito do funk carioca

Felipe Trotta (UFPE) – “Tradicional é na capital”: a circulação do forró pé de serra no Recife

Micael Herschmann (UFRJ) – Ruas que cantam: ativismo seresteiro e desenvolvimento local em Conservatória

17:30 – 18:00 horas – Coffe break

18:00 – 20:30 horas – Mesa 5 – Novos business da música

Moderador: Eduardo Granja Coutinho (UFRJ)

Felipe Llerena (Imusica)

Paulo Monte (Bolacha Discos)

Adilson Pereira (Coordenador do Circo Voador)

Daniel Koslinski (Grupo Matriz)

Carlos Mils (Vice-Presidente da ABMI)

Bruno Levinson (Oi FM)

20:30 – 21:30 horas - Coquetel e lançamento da coletânea Nas bordas ou fora do mainstream. Novas tendências da Música Independente no início do século XXI (Editora Estação das Letras e das Cores). Local: Auditório do RAV, no Campus da UERJ.

22:30 horas – Festa de confraternização no Teatro Odisséia (na Lapa) será às 22 horas.

http://seminariomusicaindependente.wordpress.com/apresentacao/

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A banda mais bonita da cidade

Acho que alguns já devem ter visto o clipe da música "Oração" d' A banda mais bonita da cidade (sim, esse é o nome da banda!), afinal ele já tem mais de 7 milhões de views no YouTube e ainda está concorrendo ao VMB na categoria "webclipe" (adoro!), que é uma das julgadas pelo voto popular.

Mas por que especificamente este clipe da banda - até então desconhecida por muitos - está fazendo tanto sucesso?

Além da música ser fofa (talvez até um pouco "hiponga" demais...), acho que o mais bacana do clipe é o modo como ele foi gravado: cada instrumento ou voz vai surgindo na música à medida em que vão sendo capturados pela câmera. É um modo de construção no qual a captação de áudio e imagem andam bem juntos e aí nós que estamos assistindo ao clipe vemos como cada som ou arranjo de sons foi produzido e nos sentimos mais imersos naquele ambiente.

É interessante perceber como cada instrumento ou voz ganha mais ou menos destaque conforme a pessoa que esteja ocupando o lugar de cinegrafista se aproxima ou se afasta de onde o som está sendo produzido.

E tem bem aquele jeitinho de algo amador, feito em casa com amigos e distribuído somente pela Internet (o que era da nossa vida antes do YouTube? rs), que é próprio de uma série de produções da web 2.0 que fazem tanto sucesso. Tô torcendo por eles no VMB! =)







sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Ipod é Nosso

Olha essa surepreendente informação.

Garimpando notícias na Internet, cheguei a uma das milhares de listas (como tem listas na internet. Quem foi jornalista sabe como são providenciais na falta de uma pauta à mão).

Essa é a lista de inventos brasileiros. E veja o que apareceu no décimo tópico. O Walkman!! Sim, de acordo com o site, o toca-fitas portátil foi criado por um brasileiro que, inclusive, ganhou a patente do produto em um acordo milinário com a Sony. Chequei a informação na Wikipedia (confiabilíssima) e a história está lá. O inventor Andreas Pavel é nascido na Alemanha mas veio para o Brasil com 6 anos e se tornou um verdadeiro brazuca, chegando a dividir os aposentos de uma casa com o jornalista Wladimimr Herzog e o poeta Augusto de Campos.  

Tava na cara. Música "on the go"é pura poesia concreta. É experimentação com a forma. Atacou a escuta doméstica e transformou as paisagens sonoras urbanas com um brinquedinho.

E o Ipod? É a reciclagem de uma velha idéia desse orgulho nacional.


Augusto_de_Campos_poesia_14




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sergio Cabral: o funk como obra da CIA?

por Gustavo Alonso

Fui colocar jornal para o meu cachorro "usar" e eis que encontro esta nota na coluna do Joaquim Ferreira dos Santos:


"Coisa da CIA:
De Sérgio Cabral, pai, no 'Morar Carioca', no AIB: 'Samba não é mais fator de união da favela. É coisa de velho. Jovem quer funk. Na visão deste velho comunista, o funk entrou na favela por conspiração da CIA contra o último reduto do samba'".

O Globo, 2. Cad., p. 3, 13/06/2011.

É dificil saber o que é pior... Saber que papai Sergio Cabral é comunista; perceber que Cabral hoje se aproxima do super-crítico José Ramos Tinhorão, que chamava a Bossa Nova de "imperialista", e com quem Cabral já teve debates nos áureos anos de 60 e 70; ou Cabral acusar o funk de ser 'imperialista', diante da visível 'nacionalização' do gênero desde pelo menos os anos 90.

Não custa lembrar que Cabral é autor de diversas obras sobre escolas de samba e sambistas como Noel Rosa, Ataulfo Alves, Almirante e músicos "nobres" como Elisete Cardoso, Tom Jobim, Nara Leão, Pixinguinha dentre outros da "boa" música popular brasileira.

No entanto, assim como ele hoje faz com o funk, tanto a Bossa Nova quanto o samba (que Cabral adora) foram, no seu surgimento, acusados de serem "povão demais" ou então "nacional de menos". A Bossa Nova era vista pelos reacionários estéticos como braço imperialista do jazz, contaminador das raízes brasileiras, coisa da CIA. O samba era coisa de preto, pobre, sujo e "baixo". Cabral fez parte da geração que resignificou o samba como produto "genúino" da civilização brasileira e adorou a Bossa Nova como o nosso maior rebuscamento cultural.

Será que Cabral é um interventor da CIA?

A CIA faria o mundo melhor se tivesse tamanho poder...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Toca-Livros

Em agosto e setembro de 2011 ligaremos o Toca-Livros novamente no Rio de Janeiro. O projeto tem o patrocínio da Oi e da CAIXA, e acontece mais uma vez no Oi Futuro Ipanema e na CAIXA Cultural.

Serão nove novos encontros na biblioteca da música brasileira. Vamos observar gêneros e movimentos musicais, com a participação de autores de livros que nos mostram como a reunião de artistas e ideias produziu manifestações sonoras que traduzem o contexto social do Brasil e ajudam a demonstrar quem somos.

Das origens da música popular brasileira ao funk carioca, da jovem guarda ao rock brazuca dos anos 80, da tropicália à chamada música cafona, do samba do Estácio à era dos festivais passando pela bossa nova, um significativo panorama da identidade musical do país será apresentado nesta edição, a partir dos livros e do depoimento de seus pesquisadores e escritores.

Ao final desta temporada o acervo de três anos do projeto vai estender na internet o trabalho e o prazer de ler os discos e ouvir os livros, até voltarmos a ligar o Toca-Livros em uma próxima edição ao vivo.

Fonte: http://www.tocalivros.com.br/

sábado, 20 de agosto de 2011

Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga...




Atendendo a pedidos do pessoal do Labcult, esse post contemplará meu livro a ser lançado esta semana pela Editora Record. Depois de quase quatro anos de enrolação, eis que "Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga" chega ao grande público. O lançamento será semana que vem:

Local: Livraria Blooks, do Unibanco Arteplex, Praia de Botafogo Botafogo 316, Rio de Janeiro.
Horário: quarta, 24 de agosto de 2011, 19h.

Achei por bem não colocar aqui um texto meu, mas o texto da "orelha" do livro, escrito pelo historiador Paulo César de Araújo, autor dos livros "Eu não sou cachorro, não" e "Roberto Carlos em Detalhes", este último censurado pelo "rei":


Wilson Simonal é o exemplo trágico de um ídolo que morreu duas vezes. Muito antes de seu falecimento, em 2000, ele já havia morrido, artisticamente, de forma precoce,
aos 33 anos. Porém, numa prova de que nem toda morte é definitiva, sua música voltou a ser ouvida e seu nome, a ocupar um lugar na história da MPB. Então, estamos conversados? Não, não estamos, explica este provocante livro do historiador Gustavo Alonso.

A reabilitação de Simonal não conseguiu dar conta de todas as ambiguidades do personagem e de sua problemática existência no campo da MPB dos anos 1960 e 1970. Acusado de dedo-duro, Simonal se tornou um exilado em seu próprio país. Não por acaso, o autor o escolheu como janela para analisar aquele turbulento período de
generais-presidentes, censura, tortura e patrulha ideológica. Este livro vai além dos limites de uma biografia tradicional: explora como a sociedade e, especialmente, o meio musical atravessaram a corda bamba do protesto e da adesão ao regime militar.

Na contramão do senso comum, que coloca o elenco da MPB no panteão dos heróis nacionais da resistência, o autor lembra que vários cantores e compositores flertaram com a ditadura e a bajularam. Os exemplos estão nesta obra. Mas
por que para Simonal não houve perdão? O argumento é que ele se tornou o bode expiatório de uma sociedade que construiu para si uma memória heroica, se eximindo de suas relações com o regime autoritário.

Nesta obra, o mito do dedo-duro é analisado a fundo. A palavra mito cabe aí, não no sentido de falácia, fábula ou mentira, mas como explicação de uma história que foi (e ainda é) muito representativa para a sociedade. Cantor da alegria num Brasil mergulhado nas “trevas” da ditadura, Simonal é o calcanhar de aquiles da MPB.
O leitor verá de que forma o nome e a obra do artista foram sistematicamente esquecidos, silenciados e apagados da memória. Um exemplo é o fato de o movimento musical da Pilantragem – que Simonal liderou nos anos 1960 – não ser reconhecido como tal. O autor afirma que, além da Jovem Guarda e da Tropicália, a Pilantragem
talvez seja o movimento que melhor representa a sociedade brasileira da época, ambígua e paradoxal, longe de repostas claras e óbvias.

Fundindo MPB, rock, samba e canções folclóricas, Simonal já era a “geleia geral” na nossa música antes mesmo de os tropicalistas aparecerem em cena. Ocorre que, ao contrário do malandro – recuperado como símbolo de brasilidade –, pilantra é hoje, como diria Noel Rosa, palavra derrotista que tira todo o valor de um artista. Gustavo Alonso propõe uma espécie de “dialética da pilantragem”,defendendo que a postura de Simonal também diz muito sobre o ser brasileiro.

Por tudo isso, este livro interessa não só aos apaixonados por nossa cultura, mas também aos que se deixam atrair pelo enigma de como as sociedades eternizam ou matam seus ídolos.

Paulo Cesar de Araújo


Saíram algumas matérias sobre o livro na imprensa. Aqui estão algumas:

"O trabalho de Gustavo Alonso pretende entender o ostracismo a que Simonal foi relegado e recuperar sua importância, mas de uma maneira original, talvez da maneira mais original entre as que foram tentadas até agora. "Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga" é um livro inflamável. Há combustível suficiente para uma explosão e tanto nas entranhas da MPB. É lenha na fogueira da MPB. E bem que a MPB está precisando."

Arthur Xexéo, O Globo, 03/08/2011



"Eis o ovo da serpente cutucado pelo historiador Gustavo Alonso. Esmiuçando inúmeros exemplos, Gustavo dá margem à compreensão de que, numa sociedade muito mais complexa que o bangue-bangue hollywoodiano maniqueista que divide o mundo em 'bons' e 'maus', quem lutou contra a ditadura pode ter igualmente colaborado com ela, e vice-versa. Quem sofre espeicalmente nas mãos do autor é Chico Buarque, herói máximo das esquerdas dos anos 1970 e figura que, afinal, acumulou prestígio, fama e fortuna à custa da luta simbólica diuturna contra os mandos e desmandos dos generais instalados em Brasilía. (...) Você já havia ouvido falar em algum outro lugar sobre esse perturbador redesenho histórico proposto em livro por Gustavo Alonso?"

Pedro Alexandre Sanches, Revista Caros Amigos, jun. 2011


"Este livro nasceu da dissertação de mestrado defendida pelo autor, o historiador Gustavo Alves Alonso Ferreira, na Universidade Federal Fluminense, em 2007. E por isso se mostra uma obra bastante completa quanto à pesquisa e apuração dos fatos que permeiam a vida e obra do redescoberto Wilson Simonal".

Revista Rolling Stone, julho de 2011


"O grande problema da análise da MPB no período – que acomete a Internet, nas disputas ideológicas – é se tomar a parte pelo todo. A parte era um mundo pequeno, composto de críticos, músicos e um público restrito. (...)
Como constata Alonso, a maioria da população apoiava a ditadura."

Luis Nassif

Para maiores informações sobre o livro ver o blog do livro: http://cadaumtemolivroquemerece.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Cibercultura e a Guerra Midiática


A sociedade por muito tempo teve de se contentar com os meios convencionais para se manifestarem. Hoje, é possível que com ferramentas da Cibercultura cada um produzir o seu próprio conteúdo. Seja através da Webcidadania ou do Webjornalismo.
O vídeo produzido pela Cartase, mostra como é possível utilizar dos novos meios para emitir a opinião, questionar e informar a sociedade. Onde ativistas podem se reunir e reivindicarem o que consideram um objetivo em comum através da Cibercultura.

Guerrilha Midiática from FLi Multimídia on Vimeo.

Fonte: http://www.tecnocratadigital.com.br/video-a-cibercultura-e-a-guerra-midiatica/