Conforme o LabCult informou, o FILE Rio – Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas, que aconteceu na semana passada, confirmou-se como um dos eventos de ponta para a discussão da cultura digital. Palestras inspiradas – com a presença do pioneiro Ted Nelson na abertura,instalações, documentários, games e uma festa com Djs e performances no maravilhoso espaço do MAM foram os pontos altos.
Não que tenha sido tudo perfeito. Aconteceram problemas de organização; o evento passou quase em branco pela mídia; e dava pena ver as palestras - que são gratuitas, como tudo mais - com platéias à meia bomba.
Além disto, os aeroportos também deram a sua contribuição para a ausência de alguns convidados que não conseguiram chegar, criando buracos na programação.
Mesmo assim, o saldo foi muito positivo e queria destacar, ao longo de alguns posts, o que mais me chamou a atenção.
Primeiramente o formato. Pois, estamos acostumados, aqui no Brasil, com a separação entre reflexão (palestras, etc), que acontece em espaços sérios,caretas, de um lado. E eventos artísticos/festivos de outro.
Festival, então, como diz meu amigo Vinicius (que foi palestrante) é um nome meio tabu por aqui... parece Carnaval, farra...e ninguém se anima a patrocinar.
Mas, com o File, temos um exemplo da boa mistura que isto tudo dá ...me senti num daqueles eventos super bacanas que acontecem na Europa, tipo o Transmediale Festival (de novo, a dica é do Vinicius). E acho que a gente podia se inspirar e usar mais este formato pra discutir os temas que a gente pesquisa e gosta tanto...O LabCult apoia esta idéia!!
(Ah! A parte de instalações continua no Oi Futuro até dia 24 de abril. O endereço e o site estão em post anterior.)
Um comentário:
oi Simone! concordo com as observações sobre o FILE. e eu sou fã do festival. só acho que no Hipersônica poderiam ter colocado uns pufes pela platéia, o que combinaria com muitas apresentações.. mas isso é detalhe.
aproveito pra dizer também que o blog está muito bonito!! :D
Postar um comentário