domingo, 14 de junho de 2009

Variações sempre presente


A edição on line da Revista Blitz publicou uma matéria super bacana a propósito dos 25 anos da morte do popstar português António Variações, que foram celebrados no último sábado, dia 13 de junho. O texto destaca o legado musical deixado por Variações, manifesto em iniciativas como o projeto Humanos (dedicado às canções que António nunca gravou e capitaneado por Manuela Azevedo, David Fonseca e Camané) e em bandas como Os Pontos Negros ou o elenco da gravadora Flor Caveira, que promovem uma espécie de reatualização da célebre máxima de Variações segundo a qual sua música estaria situada nalgum lugar "entre a Sé de Braga e Nova York" - ou seja, promovendo uma síntese entre as tradições portuguesas mais arraigadas e o cosmopolitismo do ideário pop/rock.


Conheci o trabalho de Variações por acaso, tomando uma cerveja no Cais da Ribeira (Porto) ao som de uma jukebox operada por dois gaiatos. A música era "Estou além", e de cara fiquei impressionado com a voz singular daquela figura. Depois soube que Variações, além de músico, também havia sido cabeleireiro, além de constar como a primeira figura pública portuguesa a falecer em decorrência da AIDS (ou SIDA, como se diz em Portugal). O som de algumas de suas canções hoje pode parecer meio datado, mas as belas letras sobrevivem ao teste do tempo, e sua performance extravagante continua um assombro.





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