Mostrando postagens com marcador Compós 2009; GT CIbercultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Compós 2009; GT CIbercultura. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de junho de 2009

COMPOS 2009 - We survived!!

De volta de BH. Fim de mais uma COMPÓS. Anos e anos a fio este se mantém como o mais excitante (e exaustivo) Congresso de Comunicação. E esta edição foi a melhor dos últimos anos. O GT de Cibercultura bombou. Os trabalhos - que podem ser conferidos aqui - estavam muito bons e renderam ainda mais na discussão. Sala cheia, boas perguntas, colegas queridos, tudo contribuiu para um ótimo evento.


Pela primeira vez, tivemos uma mesa temática sobre música no GT. Compartilhei a mesa com três amigos da galera labcultiana - a Adriana Amaral, mais Vinicius Pereira e José Claudio Castanheira, este último, como sabemos, orientando de Vinicius na UERJ mas participante do LabCult.


Apresentei o artigo "Se você gosta de Madonna também vai gostar de Britney.Ou não? Gêneros, gostos e disputas simbólicas nos sistemas de recomendação musical". Trata-se de uma discussão sobre a lógica de classificação dos sistemas de recomendação musical e sua articulação com a noção de gênero (musical), fazendo uma breve análise da plataforma da Last.FM.
Estou fazendo uma revisão e postarei a versào completa aqui no blog, nos próximos dias. É que a versão apresentada lá teve que ser editada, para caber nas exigências de formatação, e acabei cortando uma parte que considero bem importante da discussão.



Segue o resumo:

O trabalho tem por foco central os sistemas de recomendação musical – “rádios” online , que tentam antecipar os gostos do consumidor a fim de recomendar novas músicas de maneira personalizada. Partindo da premissa de que os sistemas de recomendação estão lidando com uma questão extremamente complexa e ao mesmo central ao campo da música popular-massiva, que é a das práticas de classificações e da disputa simbólica em torno de noções tais como a de gênero musical, busca-se entender a lógica de classificação destes sistemas. Assim, na primeira parte, o artigo aborda brevemente a história dos sistemas de recomendação e as diferentes metodologias usadas por eles para filtrarem informação e construírem padrões, discutindo ainda o papel das tags produzidas pelos usuários.Para, a seguir, a partir de uma breve análise da plataforma social Last.Fm, discutir aspectos da experiência que estes sistemas oferecem para seus ouvintes, onde o argumento é o de que eles representam um modelo central para as estratégias de remonetização da música nas redes digitais.