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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MTV e VMB 2009

Durante os últimos meses, tenho assistido mais MTV do que em todos os últimos 5 anos anteriores somados pelo menos – o que pode até não ser muito (comparado aos meus padrões no final dos anos 90). Caracterizada pelas constantes mudanças da sua programação endereçada aos jovens e sob a batuta da música (que em certo momento praticamente excluíram o videoclipe da grade), o canal que marcou época no Brasil a partir dos anos 90 também tem seu lado “tradição”, que tem no Vídeo Music Brasil, exibido ao vivo hoje, provavelmente a faceta mais óbvia disso.

Tradição não se opõe – ao menos nesse caso - a constante reinvenção. Por isso, perceber como as categorias genéricas da premiação se modificaram contribui para se refletir não somente sobre as transformações da música (lembrando a discussão do Simon Frith a partir do Grammy), mas também para ver como um agente específico procura se posicionar diante de sua audiência frente ao papel do que poderia ser sua concorrente mais direta (a internet) para manter uma relevância no cenário midiático contemporâneo, constituindo-se um excelente objeto para diversas das preocupações do Labcult. A preocupação com as interfaces com a internet, que se expraiam por vários programas atuais da emissora, chegaram ao VMB até com algumas categorias que não têm necessariamente a ver com música a princípio (Twitter do Ano; Blog do Ano; WebHit Do Ano, Game do Ano,). Além dessas, destacam-se outras categorias que colocam em jogo a relação da música no contexto de uma cultura do entretenimento ampliada para além do escopo do videoclipe (Filme/Doc Musical do ano; Show do Ano; e novamente, por que não?, Game do Ano). Já na esteira de uma segmentação musical em termos de categorias de premiação para bandas e artistas, gêneros com certa tradição na história da música massiva (como hardcore e reggae) ganham pela primeira vez destaque e ainda sobra espaço até mesmo para se premiar um videolcipe, em apenas uma categoria (“O melhor do ano”)...