Nesta última 2a feira agora, 25/out, aconteceu a penúltima edição do ciclo de palestras "Nós Digitais - Transformações e Futuros Possíveis da Comunicação e do Humano", organizado pelo Prof. Dr. Vinícius Pereira, da Uerj e da ESPM, com a colaboração da ESPM (através do Pan Media Lab), Globo Universidade e a empresa YDreams.
A ideia dos encontros é promover debates entre os palestrantes - sempre especialistas ou profundos conhecedores dos temas em pauta - e o público, de uma maneira menos formal e mais lúdica do que geralmente ocorre nos eventos acadêmicos, sempre girando em torno de reflexões sobre as mudanças que ocorreram e ocorrerão no cenário da comunicação e no próprio ser humano.
Nas primeiras edições do evento este ano foram discutidos o início da escrita e o surgimento dos meios de comunicação e agora, já na fase final, discute-se a cibercultura. Já passaram pelo palco do Oi Casa Grande, onde ocorrem os encontros, nomes como o de Luiz Alberto de Oliveira, físico do CBPF-UFRJ, Paula Sibilia, professora de comunicação da UFF e na última 2a feira, Michael Goddard, especialista em Estudos de Mídia. Isso sem mencionar a presença fixa de Vinícius e Fausto Fawcett, que sempre compõem a mesa junto ao palestrante da noite.
Goddard falou ao público sobre "Ecologias midiáticas e a “Era Pós-Mídia”: Uma exploração das transformações culturais em condições em redes". Apoiando-se nos trabalhos de Felix Guatarri, o palestrante defende a ideia de estamos entrando (ou já entramos) em uma era pós-mídia, no sentido de que a saturação midiática estaria nos levando a modos de fazer comunicativos que não se dão mais nos moldes "um para muitos" (como é típico na TV e do rádio), mas sim nos moldes "muitos para muitos", através de redes descentradas e potencialmente mais abertas e democráticas, que permitem o surgimento de novos modos de experiências estéticas transformadoras.
Goddard ilustrou seus argumentos com alguns exemplos do que ele chamou de "ecologias midiáticas", que foram desde experiências de mídias radicais pré-digitais, como o cinema militante e rádios "piratas" até músicas pós-punk como as da banda Leibach, que propõe a criação de um Estado temporal e não espacial (seguem abaixo dois clipes da banda).
Vale a pena participar do último encontro do "Nós Digitais", que irá ocorrer, também com a presença de um palestrante internacional, no dia 29/novembro (2a feira), a partir das 19h, no Oi Casa Grande, no Leblon. Ah, o evento é gratuito!
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Nós Digitais e Cibercultura
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