Dark Meat, Teki Latex, Chocolat, La Descente Du Coude, The Death Set, Les Temps Liquides,Ratatat,Neptune; Aiden Penner; Aids Wolf; Ladies of the Canyon; Le monde dans le feu; Winter Gloves; Made in Mexico; DJ Arcade; DJ Erock; Duchess Says; ViciousDelicious; Lucy & the Popsonics; Macaco Bong.
Quantos destes nomes de bandas ou projetos musicais vocês conhecem? Algum? As duas últimas? Pois é, estas são brasileiras,sim. Agradáveis descobertas do PopMontreal – conforme conto a seguir.
Confesso que nunca tinha ouvido falar de umas 355, das 370 atrações do Festival Pop Montreal, que rolou de quinta até ontem e que comentei no último post. Afora Hot Chip, Nick Cave, Burt Bacharach, Wire e umas poucas bandas e projetos locais que ouvi aqui em Montreal, não tinha a menor idéia do resto. Por outro lado, a oferta e as chamadas das bandas era absurda e irresistível.
Só para ter uma idéia, vou me dar ao trabalho de reproduzir o release deesta banda aí da foto de cima, a The Death Set, de Baltimore (USA). Em inglês, of course. Ah! um detalhe. O programa impresso, como tudo mais por aqui, é bilingue francês-inglês. Mas a graça é que os textos não coincidem. A versão em inglês faz piadinhas que só a comunidade anglófona entende e vice-versa.Muito bom!
Mas então, aspas e vamo lá:
A Baltimore two-piece raging punk band with a drum machine and oddball samples give birth to a spazzy lo-fi racket, but of the highest order – gleefully ballistic, a riot of chants and distortions. Sublime pop punk brevity that makes The Libertines look like Dire Straits.
Se o texto já é bom, a minha impressão da banda, sabem qual foi? Di-ver-ti-dis-si-mo! Punk com colagens e sampleamentos, tosco, raw, suarento, numa noite que marcava 4 graus do lado de fora e na porta só tinha gente encasacada, como mostra o contraste da foto dentro do bar com esta outra de fora do bar aí embaixo. Foi todo mundo arrancando as camadas de roupas, sobrando só a camiseta. (Afora, claro, as lindas e stylish girls que já chegaram com seus shortinhos e meias adequados à ocasião.)
Mas, foi assim que desisti de selecionar coisas que pareciam legais e rumei para os bares que são sempre legais. Tem quatro que formam o “meu” quadrilátero de bares bacanas, baratos, cheio de tipos locais, onde dá pra ir sem saber a programação. Chamam Les Foufones Eletriques, Casa del Popolo, Sala Rossa e Divan Orange. (Prometo depois fazer um post só sobre estes espaços.) E aí, o que vi foi um desfile de atrações super divertidas, interessantes e bizarras, como este The Death Set aí de cima, mais Japanther, Aides Wolfe (este eu já conhecia) e outros. Atrações que custavam só 10 dólares pra ver quatro bandas, em média.
Domingão, pra fechar os trabalhos, tinha um mercado de vendas de discos, mais um outro de venda de artigos de artistas e artesãos locais.O primeiro dentro de um clube Português (alô Tiago Monteiro!) – o Sport Benfica. E o outro dentro de uma igreja.
Fui primeiro no de discos. E fiquei louca com a quantidade de vinis bacanas, mais Cds e até instrumentos musicais. Como perdi o show do Nick Cave, minha primeira aquisição foi uma caixa de Cds triplos dele, “Raridades e Lados B”.
Parando num estande, vi que o cara falava português e puxei papo. Aí descubro que a banda que ia tocar naquele momento ali no palco do espaço – chamada Lucy and the Popsonics – é brasileira. E o cara com quem conversava, Fabricio, é de Goiânia, e está lá divulgando o seu selo, Monstro Discos. Descobrimos amigos em comum, fiquei pro show, adorei o electro da dupla - vejam a foto aí da performance - e ainda comprei o CD, A Fábula (ou a farsa) de dois eletropandas.

Não liguei o nome à pessoa. Agora, dando uma olhada nos folhetos que peguei, tô vendo que o Fabricio é o produtor daquele festival bacana de Goiás, o Bananada, e do Goiânia Noise. E um dos responsáveis pela efervescência da cena indie de Goiânia, que já deu matéria no Globo no ano pasado e a gente comentou aqui no LabCult.E também que participou do Symposium do Festival – que era um painel com discussões mais políticas e culturais – na condição de presidente da ABRAFIN – Associação Brasileira dos Festivais Independentes...
Gente, eu nem sabia que esta associação existia e adorei descobrir.
De lá, fui pra tal feirinha de artistas. Tava de bicicleta e no que estou procurando um lugar pra estacionar – o quarteirão já tava lotado de bikes – entrei num bequinho onde vi dois caras estacionando também. Eles estão conversando em português e novamente puxo papo. E novamente descubro que eles são músicos brasileiros da banda de Cuiabá Macaco Bong, também do selo Monstro. E que tocaram sábado no Divan Orange, à tardinha, mas esta eu perdi.
Fuxicando no site da Trama, encontrei o disco todo deles Artista Igual Pedreiro para download. Estou baixando agora e comento depois, mas a música que ouvi me pegou!! Achei ótima.
Então, destas ironias...descobrir duas bandas bacanas do Brasil num festival em Montreal.Ou,scomo dizia Gilberto Freyre na seminal abertura de Casa Grande e Senzala “foi na minha viagem para a América que descobri a urgência de pensar o Brasil”.
Mas, é também por isto que tenho achado esta cidade adorável. Sem estar no centro do mundo - ainda que a quatro horas de Nova York - a cidade tem vida própria e uma cena musical...oops! - eu ia dizer "pujante" mas esta palavra é horrível. Então vamos de cena efervescente, que sustenta um circuito indie, alternativo.
Como sabemos que estas palavrinhas - indie e alternativo - dão pano pra muita discussão, vou deixar para o próximo post a continuação da conversa.
Não liguei o nome à pessoa. Agora, dando uma olhada nos folhetos que peguei, tô vendo que o Fabricio é o produtor daquele festival bacana de Goiás, o Bananada, e do Goiânia Noise. E um dos responsáveis pela efervescência da cena indie de Goiânia, que já deu matéria no Globo no ano pasado e a gente comentou aqui no LabCult.E também que participou do Symposium do Festival – que era um painel com discussões mais políticas e culturais – na condição de presidente da ABRAFIN – Associação Brasileira dos Festivais Independentes...
Gente, eu nem sabia que esta associação existia e adorei descobrir.
De lá, fui pra tal feirinha de artistas. Tava de bicicleta e no que estou procurando um lugar pra estacionar – o quarteirão já tava lotado de bikes – entrei num bequinho onde vi dois caras estacionando também. Eles estão conversando em português e novamente puxo papo. E novamente descubro que eles são músicos brasileiros da banda de Cuiabá Macaco Bong, também do selo Monstro. E que tocaram sábado no Divan Orange, à tardinha, mas esta eu perdi.
Fuxicando no site da Trama, encontrei o disco todo deles Artista Igual Pedreiro para download. Estou baixando agora e comento depois, mas a música que ouvi me pegou!! Achei ótima.
Então, destas ironias...descobrir duas bandas bacanas do Brasil num festival em Montreal.Ou,scomo dizia Gilberto Freyre na seminal abertura de Casa Grande e Senzala “foi na minha viagem para a América que descobri a urgência de pensar o Brasil”.
Mas, é também por isto que tenho achado esta cidade adorável. Sem estar no centro do mundo - ainda que a quatro horas de Nova York - a cidade tem vida própria e uma cena musical...oops! - eu ia dizer "pujante" mas esta palavra é horrível. Então vamos de cena efervescente, que sustenta um circuito indie, alternativo.
Como sabemos que estas palavrinhas - indie e alternativo - dão pano pra muita discussão, vou deixar para o próximo post a continuação da conversa.