Mediação = colocando em comunicação, aproximando artista e público
No modelo da indústria fonográfica de século XX, a do mainstream, a do massivo, a filtragem era feita por parte da indústria. Era ela quem decidia o que ia ser ouvido, quando ia ser ouvido, aonde e por que pessoas. Não que ela tenha perdido totalmente seu poder, mas num período de 10 anos os lucros caíram pela metade.
No momento atual o que temos é um excesso de informação e músicas disponíveis, ou seja, uma descentralização da mediação, no momento anterior a indústria fonográfica centralizava a mediação e a filtragem musical.
Quanto maior o excesso, maior a necessidade de filtros para a aproximação dos artistas do público. Os mediadores funcionam como filtros.
Comunidades no Orkut, perfil no Facebook são tentativas de filtragem, que intencionam levar o público a ouvir o som da banda no Myspace ou para assistirem a um vídeo e etc. Tenho observado que o poder de mediação dessas redes é relevante, porém bastante reduzido, para as bandas essas redes não tem passado de murais de divulgação. Você manda uma mensagem automática da para 500 amigos, alguns repassam para mais 500 amigos, algumas pessoas seguem o link e no show da umas 100 cabeças e é assim que funciona.
Mas um ator muito importante vem tomando a cena, ele vem daquele modelo antigo da indústria, mas agora numa roupagem diferente, procurando não apenas ser ouvido, mas também ouvir; são as web rádios. Elas são uma ótima forma de divulgação para as bandas e muitas delas estão sempre a procura de novos sons, de boa qualidade, para alimentar a programação. Quando o som vem até você é muito mais fácil, e eu diria até mais prazeroso, e para as bandas que têm suas músicas na programação também é muito gratificante.

