Pessoal, não sei se vocês conhecem o site
IT Facts, que basicamente pode nos interessar por trazer resultados quantitativos de pesquisas sobre usos e consumo dos mais variados produtos e serviços relacionados à Tecnologia da Informação, como telefones celulares, Ipods, games, Internet e televisão, para citar alguns.


Ao clicar na categoria "Music", encontrei uma série de pesquisas muito bacanas que mostram, por exemplo, que 33% de toda música vendida em 2008 era digital ou que a música mais ouvida no rádio no mesmo ano foi "No One" da Alicia Keys ou ainda que impressionantes 92% dos jovens entre 14 e 17 anos na Inglaterra têm um mp3 player. (Só achei estranho o fato de só haver pesquisas até 2008. Vai ver ainda não deu tempo de organizar e publicar os dados de 2009).
Fazendo um link com o assunto, ontem vi passar um estudo na Management TV, no qual o pesquisador ia a escolas britânicas para investigar como as crianças e jovens adolescentes consumiam música e praticamente todos, senão todos, tinham aparelhos celulares que tocavam música e/ou mp3 players de última geração e ele mostrava - até onde vi do programa - que ao contrário da premissa que muitos apoiam de que esses gadgets de escuta individual levariam a comportamentos mais individualistas e menos sociais, as crianças interagiam constantemente entre si, comparando aparelhos, mostrando músicas umas para as outras e conversando sobre suas preferências musicais.

De fato, como Tia DeNora mostra no primeiro capítulo do seu livro
Music in Everyday Life, a relação entre música e sociedade é muito mais complexa do que Adorno supôs e parece realmente mais interessante, de acordo também com Simon Frith, entender como a música constrói as pessoas e como a usamos para organizar as nossas vidas do que partir da hipótese de que a organização musical é apenas um simulacro para a organização social.