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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Exposição "Maldita 3.0" comemora os 30 anos da Rádio Fluminense FM (até 12/8)













A exposição comemora os 30 anos da Rádio Fluminense FM e mostra ao público um valioso material histórico do período em ficou no ar.

Formada exclusivamente por uma programação “rock and roll” e com um time de locutoras à frente dos microfones, numa atitude até então ousada para o dial brasileiro, a Rádio Fluminense FM - apelidada pelos seus criadores de “Maldita” - entrou no ar oficialmente no ano de 1982. Em seus primeiros anos de funcionamento, a Fluminense teve como missão dar voz à geração de 1980. Bandas, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Kid Abelha, Lobão, Plebe Rude e tantos outros grupos independentes, mostraram seus primeiros trabalhos nos estúdios da Rádio.

A Exposição “Maldita 3.0” não só celebra a data histórica dos 30 anos com seus ouvintes, mas também presta uma homenagem a todos aqueles profissionais que ajudaram na sua construção, ao longo dos anos de funcionamento da Rádio, bem como agradece a todos os produtores culturais e transgressores que estiveram ligados à Maldita, mesmo indiretamente, mas que ajudaram na realização de um grande sonho.

A mostra pretende aproximar o visitante do universo da Maldita, apresentando painéis com bate-papos entre ex-integrantes, jornalistas e produtores culturais, além de todo o acervo da Rádio, como fotos, objetos, documentos, livros, gravações de entrevistas, prêmios, discos promocionais e filmes. O público vai poder ver a remontagem do primeiro estúdio da Rádio, com equipamentos originais da época, e a exibição do curta-metragem “A Maldita”.

A exposição reúne fotos inéditas, tiradas ao longo dos anos de funcionamento da Rádio, e uma série de fotos da primeira edição do festival Rock in Rio, pertencentes ao acervo do Festival. Entre os objetos expostos e autografados exclusivamente para a Rádio por bandas, estão guitarras de Oasis, Echo and The Bunnymen, da Legião Urbana, da Plebe Rude; a bateria de Foo Fighters; o violão da cantora Cássia Eller e Skate do Beastie Boys autografado pelos seus integrantes, incluindo o falecido MCA.

Confira aqui a "Mixtape Maldita" e mate um pouca da saudade da rádio que tocava ROCK
http://www.maldita30.com/#

Serviço:

Exposição: “Maldita 3.0”
Abertura: 11 de julho, ás 19h (para convidados)
Visitação: 12 de julho a 12 de agosto de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – Cass. Livre
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) - 2253-1580
Realização: Centro Cultural Correios
Curadoria e produção: Alessandro ALR

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rádio político e didático

Por Michele Vieira


O melhor programa do rádio FM atualmente para mim é o “A Voz das Periferias”, apresentado por MV Bill e pelo DJ Roger Flex, de segunda a sexta, das 13h às 14h, na Rádio Roquette-Pinto (94.1). Por sorte, neste horário estou sempre em trânsito, saindo do trabalho. O foco é o Hip Hop nacional que está sendo feito hoje de forma independente.
Sempre uso as letras das músicas nas minhas aulas de Comunicação e Política para discutir como ainda há brechas atualmente para a manifestação da politização por via da cultura, e como especialmente a música pode representar um instrumento de força no protesto social. Além disso, podemos pensar como o rádio hoje em dia abre espaço para essas práticas, ou seja, podemos discutir os usos políticos do meio.
Infelizmente o programa não pode ser ouvido pela internet, mas deixo a dica de sintonizar na 94.1 FM. Aí vai também um pouquinho de como foi o primeiro programa, realizado ao vivo:



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Centro de referência sobre rádio

Por Michele Vieira



A Biblioteca Tude de Souza, localizada na sede da Rádio MEC, é a única no Rio de Janeiro especializada em assuntos sobre o rádio. Além de livros que dizem respeito ao veículo propriamente dito, há manuais com a história do rádio no mundo e no Brasil e livros sobre comunicação, em geral, que dedicam capítulos sobre a trajetória desse meio de comunicação.
O diferencial da biblioteca são as sinopses e resenhas dos livros que disponibiliza on line, ação que ajuda muito num problema em relação a bibliografia sobre o rádio no país, que se encontra dispersa e é bastante reduzida, pois editam-se poucos livros, a cada ano, e com pequenas tiragens que, em geral, não passam da primeira edição. Além disso, as bibliotecas públicas brasileiras, e mesmo as especializadas em comunicação, não dão prioridade ao assunto - o que fica claro quando se constata que a própria Biblioteca Nacional não possui nem a metade dos títulos que a Tude de Souza tem em catálogo.
Outra prática interessante da biblioteca é que ela aceita doações de publicações,  dissertações e teses sobre rádio. Além disso, aceita colaborações do público interessado em fazer resenhas sobre novas publicações. A idéia realmente é tornar-se um centro de referência sobre o rádio no Brasil com o objetivo de auxiliar a pesquisa sobre esse meio de comunicação.