domingo, 8 de julho de 2007

SecondFest >> Fotos

Semana passada aconteceu na ilha Chillout dentro do Second Life o festival SecondFest. Como disse que faria, arrumei um tempinho pra ir e ver como estava o evento.

Meu avatar em frente às catracas, pegando a pulserinha que dá acesso ao festival.

Aqui nessa parte da ilha dá pra ficar relaxando e vendo a exibição de curtas.

Banca de camistas onde consegui gratuitamente a camisa oficial do festival.

Eu dançando numas três tendas onde os Djs ou bandas mandavam ver. E não, isso não é macarena; foi apenas um print screen ingrato.

Esse é o lounge, onde tinha uma galera muito esquisita, mas super empolgada nas coreograficas pré-programadas da tenda.

E por fim, esse é o palco principal, onde aconteceram os principais shows como o do Pet Shop Boys e do Simian Mobile Disco. No caso, quem estava tocando nessa hora era a banda Mamashamone.

Estaremos de olho nos próximos festivais legais que rolem dentro do SecondLife.

Tese sobre Games

Tô indo daqui a pouco para POA, para participar amanhã de uma banca de doutorado em São Leopoldo, na Unisinos.
Trata-se do trabalho "Navegando na rede de interações de um RPG online: um estudo de caso do game Erinia" - de autoria de Claudia Presser Sepé.
Mais uma contribuição às reflexões sobre games MMORPG - que já foi objeto do trabalho de Adolfo.
Depois da defesa eu comento...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Imagens del Mexico! Que viva la musica popular!





Dando prosseguimento ao post da Simone sobre o congresso da IASPM na Cidade do México, aqui vão algumas imagens. Na primeira foto, Simone (à esquerda da imagem) fechando o congresso na sexta-feira, em mesa mediada pelo jamaicano Dennis, um apaixonado pelas juke-box, que suplicava para que todos respeitassem o tempo. Na segunda, um pedacinho da bela e enorme Universidad Ibero-Americana, a universidade que acolheu o evento. E na última, a mesa da qual fiz parte (eu em primeiro plano), junto com um venezuelano e uma sul-africana.
Assim que eu aprender como postar vídeos, teremos mais imagens do Congresso!

De portas abertas para o Rio


Depois de passar alguns dias em São Paulo, volto para o Rio de Janeiro sedento para divulgar o “17º Artes de Portas Abertas”. Um vez por ano, os artistas que moram no bairro carioca de Santa Teresa abrem as portas das suas casas, convidando o público para entrar e conhecer suas mais novas produções, de perto. Em 2007, o evento ocorreu no final de semana passado, entre os dias 30/06 e 01/07. E para contemplar o público que lotou as ruas de Santa, nesta edição, a organizção resolveu promover um bis e vai repetir a dose nos próximos dias 07 e 08 de julho.
Assim, para quem gosta de cultura popular e perdeu a primeira vez, tem novamente a chance de participar de um evento singular. No “Artes de Portas Abertas”, os músicos, pintores, escultores, poetas, dentre outros artitas que moram no bairro, expoem seus trabalhos no interior de suas residências e ateliês. Além das casas, os visitantes podem participar de exposições, mostras fotográficas, shows, dentre outros eventos nos locais públicos, como o Museu Chácara do Céu e o Museu do Bonde. Trata-se uma oportunidade impar de conhecer e interagir com o artista, pessoalmente!
Estive por lá na semana passada e com certeza voltarei. Sobretudo se repetir o clima que fez no último domingo. Vale a pena pegar o tradicional bondinho para passar o dia em Santa Teresa e conhecer o trabalho dos inúmeros artitas que moram por lá. As atrações do “17º Artes de Portas Abertas” acontecem entre as 10hs e 19 hs, dos próximos dias 07 e 08.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Nosso ministro é muito moderno...

Pelo menos foi isso que deu a entender uma nota que saiu na coluna do Bruno Astuto no Jornal O Dia. Dizia o seguinte:

"A turnê internacional de Gilberto Gil, que começa em
Marrakesh no próximo sábado, será diferente de tudo o que se
viu até hoje. No lugar daquela tradicional voz fúnebre que
avisa "não será permitido fazer imagens, desliguem seus celulares, tititi
blablablá", o show começa com o ministro convidando: "
façam
filmes
, tirem fotos, publiquem nos seus fotologs, youtubes e blogs". (...)
Em todos os shows haverá um ponto onde o público poderá descarregar as fotos e o filmes que fizeram no
Portal
do Gil
. Aliás, será inaugurada uma ilha do ministro no
Second
Life
, onde os avatares poderão comprar suas
perucas
rastafáris
iguaizinhas à cabeleira do cantor. Quem assina a produção do
conteúdo multimídia da turnê de Gil é a
Gruda em Mim que o Boi Não te
Lambe
, de Alberto Blanco e Chris Rôças. O escritório dos rapazes fica
na Laje, em Sampa."


Muito mais feliz do que a recente declaração de Paula Toller quando disse que "adoraria baixar uma calça jeans" ao se afirmar contra o download gratuito de músicas.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Arriba, Mexico!




Um punk americano genial e simpaticissimo - de tufo azul na careca e falando um impecável português - que cita a banda Galinha Preta(alguém conhece?), da periferia de Brasília.(taí na foto). Um paper sobre a performance da única garota a ganhar o concurso mundial de air guitar. (Sonyk-Rok, em 2004). Outro sobre o mesh up de Smells like a teen spirit e Delicious.Sobre a cena de psy trance de Israel. Sobre a importância - eu diria, a materialidade - da juke box na cultura jamaicana. Ou dos games para a reconfiguração do consumo musical. Como se fosse pouco, uma mesa inteira discutindo "tecnologia e indústria" - com análises de Mp3, Djs e celulares.
Acompanhadas de figuras bizarras. Exóticas. Adoráveis. Engraçadas. Pedantes.Do mundo inteiro. Até do Brasil.Falando com os mais incríveis acentos e sotaques do esperanto mundial contemporâneo que é a língua inglesa.
Em clima de pan, a imagem que me ocorre é das delegações, concentradas, imersas e às vezes exaustas por cinco dias em torno de uns 240 trabalhos, apresentados em mesas paralelas, das 9 da manhã às sete da noite, sobre os sentidos e a diversidade de práticas culturais que rodeiam a música. E cuja programação noturna era a de conhecer lugares dedicados à música, tais como o underground Circo Volador ou o coquetel de abertura com mariachis. Assim foi a 14 Conferência da IASPM - a Associação Internacional de Pesquisadores de Música - que aconteceu na Cidade do México na semana passada.
Se eu gostei? Of course!!
Da cidade, cuja paisagem sonora - com mariachis na praça e ceguinhos que tocam música pop altissima nos metrôs - é bacana.
E,muuuito, do encontro.Que confirma a importância de nossas pesquisas sobre temas às vezes vistos como "menores" (argh!) Mas, que nos ajudam a entender a vida, a cultura e as paixões ordinárias - no sentido de cotidianas - deste início de século.E a centralidade da música nesta conversa.
Os trabalhos não foram publicados, mas combinei com alguns autores de me enviarem os papers - e a gente divulga os que forem autorizados.
Enquanto isto, faço a minha lista dos dez mais (sem ordem de classificação):

1) Mesh the system: exploring the effects of Sampling Technology in Contemporary Western Popular Song - Meg Evans (Sydney Conservatory of Music)
2) Grand Theft Audio? Popular Music and INtercative Games - Karen Collins (Carleton UNiv)
3) Listening in Shuffle Mode - Marta Garcia Quinones (Univ Barcelona)
4) Fade to black:the catalysis of politics and aesthetics in Egyptian Heavy Metal - Benjamin J Harbert (Univ of California)
5) Fused by paradox:Interpreting Israeli Psychedelic Electronic Dance Music Culture - - Joshua Schmidt (Univ. of Negev)
6) A Catholic Schoolgirl Goes Wild: Gender Representations in one air guitar performance in competition- Helene Laurin (Mc Gill Univ)
7) " You better be listening to my fucking music you bastard". Female Disckjockeys Relations to technology and the transnational electronic dance music Industry - Anna Gavanas (Uppsala Univ)
8) Technic Equipement and gender in the consumption of popular music in the West German 1960s - Detlef Siegfred (Univ of Copenhagen)
9) Punching for recognition: the untold history of the role of the jukebox in Jamaican Popular Music - Dennis Howard (UNiv of the west Indies)
10) Never so brazilian: identity between rock and place in Brasilia - Jesse Samuel Samba Wheeler (Univ of California/UNB)


Agora,é esperar a próxima,que ocorre em Liverpool em 2009; e invadir "de mulão".

PS - a legenda da foto é de uma "jam session" - com participantes da IASPM (o Jesse da galinha preta em primeiro plano,) que aconteceu no Circo Volador de lá.
Mas, as melhores fotos são da máquina do Heitor - aguardemos o post dele!!

domingo, 1 de julho de 2007

Astronautas - Mutantes - Libertados!!!!


Escrevo ainda sob o impacto do show dos Mutantes. Confesso que quando ouvi alguém comentar que os Mutantes iriam voltar, torci o nariz. Os irmãos Baptista e Rita Lee novamente juntos, depois de tantos anos, pareceu-me no mínimo bizarro. Depois começaram a sair notícias pela imprensa dando conta de que seria uma volta sem Rita e, mais estranho ainda, em seu lugar estaria Zélia Duncan. Torci o nariz novamente. Mas como? Duncan? É outro estilo. Parecia-me que não tinha nada a ver. E me veio a cabeça a velha jogada levada a cabo por vários grupos de rock argentino já desfeitos que se reuniam novamente para alavancar a carreira de seus antigos componentes, em baixa, e para engordar a conta bancária, também em baixa. Andei meio desligado, não fui ver seus shows quando se apresentaram no Rio depois de Londres e do giro internacional. Vi-os cantando alguma coisa no Programa do Serginho Groismann e me parecia que não havia química. Comida requentada.

Agora, quando retornaram ao Rio, com espetáculos no Circo Voador, resolvi deixar preconceitos de lado e encarar. O que vi e ouvi me deixou impressionado. O show funciona e funciona muito bem. No palco eles são monstros do rock. Cheiro de mofo? Passou longe. Vi, ouvi e senti, sim, muito rock e do bom. Impressiona a alegria, sobretudo de Arnaldo, de tocar. Estavam se divertindo no palco, e isso contagiou os demais músicos e, sobretudo, o público, na grande maioria, jovens enlouquecidos pelo som que ouviam e pela performance que viam. Claro que eles não são mais adolescentes ou jovens como eram, a voz falta de vez em quando, daí o auxílio de outros vocais a dar sustentação.

As músicas são antigas e ao mesmo tempo não o são. Por um lado, elas não envelheceram, estão aí, não com o impacto absolutamente inovador que tiveram a seu tempo, mas continuam vivas e vibrantes; e por outro, novos arranjos, outros instrumentos e músicos que foram incorporados deram a essas músicas uma alma rockeira renovada. Presentificadas, “agorizadas”, elas novamente empolgaram.

O mais impressionante foi o clima de festa e diversão dos velhos “moleques” Arnaldo e Sérgio Dias renovados diante de uma Zélia Duncan que entra no jogo e, decididamente, não faz feio. Zélia, de maneira perspicaz e inteligente, não tenta travestir-se de Rita, nem nos gestos, nem na roupa, nem, tampouco, na interpretação. E com isso ganha o jogo, a platéia e os músicos. Ela não entra para substituir ninguém, até porque seria covardia – e canastrice - tentar repetir Rita. Zélia é Duncan do início ao fim e isso fez a diferença.

No palco, astronautas-rockeiros libertados; na platéia, público embevecido e em sintonia. O ritual do rock se fez presente e que bom, eu estava lá.


Festival de música eletrônica no Second Life

O jornal inglês The Guardian e a Intel promovem na ilha Chillout do Second Life um festival de música eletrônica de fazer inveja a qualquer um que já tenha acontecido do lado de fora do computador, o Secondfest. São mais de 70 atrações, entre eles Pet Shop Boys, Hot Chip, Tiga, Simian Mobile Disco, The Knife, Digitalism e New Young Pony Club, só pra citar alguns. O evento começou sexta feira e vai até hoje.

Eu vou correr lá ver se consigo pegar alguma coisa. Depois conto como foi caso minha tentativa seja bem sucedida.