domingo, 11 de novembro de 2007

Encontro em Recife

I MOSTRA DE MÍDIA E MÚSICA

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de
Pernambuco - PPGCOM/UFPE realiza, no dia 18 de janeiro/2008, a I
Mostra de Mídia e Música.

Com o tema "mídia, música e mercado na contemporaneidade", o
PPGCOM/UFPE propõe um espaço em que sejam debatidos os diferentes
pensamentos sobre a música popular na atualidade, estimulando a
pesquisa sobre mídia e música, a fim de que se possa aprimorar
conhecimentos e fortalecer as práticas interdisciplinares que englobem
essa temática.

A partir de reflexões acerca do entrelaçamento da música enquanto
processo social e, sua respectiva inserção nos diferentes veículos
midiáticos, é perceptível no âmbito acadêmico, a necessidade de
aprofundamentos dos estudos que tratem do binômio música e
comunicação. Música aqui é tratada não somente como um material
estético concebido sob um conjunto de padrões, mas sim como prática
social; um fenômeno intimamente associado ao advento das diferentes
formas de circulação de produtos culturais na atualidade, amplamente
difundidos através de exibições em programas de todas as mídias (TV,
rádio, internet), resultando num processo bastante dinâmico.

- Data: 18 de janeiro de 2008
- Local: Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE. Avenida
Acadêmico Hélio Ramos, s/n - Cidade Universitária. 50670-901, Recife -
PE.
- Inscrições: de 19 de novembro/2007 a 15 de janeiro/2008
[A ficha de inscrição estará disponível no site: www.ufpe.br/ppgcom, a
partir de 10 de novembro.]
- Público-alvo: graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e
profissionais interessados.
-Chamada de trabalhos:
Serão aceitos para submissão, resultados de pesquisas concluídas ou em
andamento, trabalhos de conclusão de curso ou pesquisas desenvolvidas.

Resumo:
O resumo deve ser enviado para o e-mail: midiaemusica@gmail.com,
contendo no início: Nome do autor, titulação, Instituição e e-mail,
alinhados à direita. No título da mensagem colocar: GT_nome do autor
O corpo do resumo deve ser escrito entre 10 e 30 linhas (parágrafo
único), com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples, sem
recuo de parágrafo. Deve ser acompanhado de três a cinco
palavras-chave, separadas por vírgula.
- Submissão de resumos: de 10 a 30 de novembro/2007
- Resultado da submissão: 12 de dezembro/2007
[Autor com trabalho selecionado deve realizar sua inscrição até o dia
08 de janeiro/2008]

Texto completo:
O texto completo deve ser enviado para o e-mail:
midiaemusica@gmail.com, tendo como título da mensagem: GT_nome do
autor.
No início da página colocar o título do texto centralizado e o nome do
autor alinhado à direita. Como nota de rodapé, colocar a instituição e
um minicurriculum de até três linhas e e-mail.
O texto completo deve conter até 12 páginas (excetuando as referências
bibliográficas), fonte Times New Roman, espaço 1,5, justificado, com
margens superior, inferior, direita e esquerda a 2,5 cm e parágrafos a
1,5 cm da margem. As notas de explicativas devem vir imediatamente no
fim da página.
As citações devem ser escritas na forma: AUTOR, DATA, PÁG. No caso de
citações longas, com mais de três linhas, devem ser destacadas do
texto, com letra tamanho 10 e recuo de 4 cm da margem.
Envio de texto completo: Até 08 de janeiro de 2008
Só serão publicados nos Anais do evento (CD-Rom), os trabalhos que
forem enviados até o prazo final.

- Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso (MTC)
Espaço destinado à apresentação de monografias e trabalhos de
conclusão de cursos (qualquer habilitação) da UFPE e demais Escolas de
Comunicação do país, que tratam de temáticas relacionadas.

-Grupos temáticos (GTs):
Os grupos temáticos estão divididos em dois eixos principais: gêneros,
cenas e dinâmicas identitárias e mídia, música e mercado. Embora sejam
dois os GTs, pode haver a separação dos trabalhos por sessões de
proximidade de abordagens, que funcionarão durante o horário destinado
ao GT.

GT 1: Gêneros , cenas e dinâmicas identitárias
A proposta do GT é discutir as características e o panorama musical na
atualidade, destacando-se as hibridizações, os diferentes diálogos e
mediações proporcionados pela prática musical, bem como referências à
estética, ressignificações e roupagens nos diferentes gêneros, em
consonância com o entendimento de música como prática social que
contribui para consciência e produção simbólica. Este GT agrega
trabalhos que tratem de identidade, rearranjos, circuitos musicais
variados, análises de obras, enfim, as discussões sobre as comunidades
musicais contemporâneas.

GT 2: Mídia, música e mercado
A proposta do GT é discutir o processo de consolidação da música
enquanto produto mercadológico, os fatores e as conseqüências visíveis
e que ocasionam numa dinâmica de produção, circulação e consumo mais
instantânea e abrangente, tendo em vista o progresso dos dispositivos
tecnológicos contemporâneos, bem como a inserção na mídia de massa
mais consolidada por rádio e TV. Este GT agrega trabalhos que tratem
de circulação de música na Internet, produção independente, programas
e programações de rádio e TV e temáticas afins.

-Programação

08h às 09h: recepção e credenciamento

09h: Abertura

09:30h: Mesa de abertura: Mídia, identidades e ressignificações musicais
Local: Auditório do CAC

10:30h: Intervalo

10:40: Mostra de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso

10:40h: Seções de Grupos de Trabalho
GT 1: Gêneros, cenas e dinâmicas identitárias

12h: Intervalo para almoço

14h: Seções de Grupos de Trabalho

GT 2: Música e Mercado

15:20h: Intervalo

15:30h: Mesa redonda: Configurações mercadológicas da música
Local: Auditório do CAC

16:30h: Mesa redonda final: Perspectivas da Música Brasileira
Local: Auditório do CAC

17:30h: Encerramento
Lançamento de livros
Programação cultural
Local: Pátio do CAC

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sábado, 10 de novembro de 2007

Eventos no Oi Futuro

Na terça, dentro do Projeto Multiplicidades, a dupla Carlos Casas e Sebastian Escofet se apresenta no Oi Futuro. Eles estiveram no importante festival de música e novas linguagens Sonar - que acontece todo ano em Barcelona e têm uns projetos de música/imagens interessantes, inclusive um vídeo sobre a Rocinha. (confiram nos sites http://www.carloscasas.net e http://sebastianescofet.asterisco.org.
Por falar em OiFuturo, que é um espaço queridinho do LabCult - até as reuniões do grupo acontecem lá no café - posto abaixo a crítica feita pela minha aluna de Estudos de Mídia Dally Schwarz sobre um outro evento.



PoiesisEntre_PIXEL_E_PROGRAMA

A exposição que está no OiFuturo até o dia 02/12, organizada por André Vallias( grande nome da poesia visual/digital, designer e idealizador de sites e projetos como o REFAZENDA, o ERRÁTICA, entre outros), Frederich W. Bloch (pesquisador,curador,artista alemão, envolvido em vários projetos renomados inclusive vinculados a Universidade de Kassel) e Adolfo Montejo Navas( poeta espanhol,crítico,curador,colaborador de diversas revistas culturais como a Cult, Lápiz, sites, ministrou diversos cursos em instituições culturais e escreveu muitos livros ) é uma boa instigação acerca da poesia, além da palavra.

A mostra traz um bom repertório para pensarmos a poesia num universo multimidiático,onde suportes, materiais, idéias convergem e provocam sensações tão vivas quanto o esperado por muitos.

Porém, os bate-papos que ocorreram nos dias 30/10 e 31/10 não me pareceram tão ousados e pretensiosos...

No primeiro dia, além de uma platéia quase vazia, o alemão Thomas Wohlfahrt passou por sérios constrangimentos devido a problemas técnicos da estrutura do Centro Cultural, inclusive problemas de conexão, em um local que exala tecnology.Mas mesmo com os probleminhas, sua fala foi muito bem articulada. E apresentou projetos muito interessantes, como o site lyrikline.org, que reúne, num ritmo crescente, diversos poetas e poesias para serem lidas,ouvidas (com a disponibilidade de tradução em muitas línguas ) e o Festival Zebra de video-poemas, que acontece em Berlim.Os vídeos que Thomas mostrou no encontro eram de estéticas e linguagens diversas, desde animação à vídeos irônicos que diríamos, facilmente, que saíram do youtube.(Esse material está disponível na exposição)

Achei bem legal também, a reflexão em torno da idéia de que as pessoas escutam e sentem a poesia mesmo sem entenderem a língua. o que faz com que esta expressão se aproxima mais do universo da música (linhas dos tons e dos ritmos) do que da prosa.

Já no segundo dia, a sala estava mais cheia, e foi a vez do André Vallias falar e o fez muito bem,conseguindo traçar uma "história" não linear da idéia da poesia, de poiesis e da entrada do digital na conversa.A platéia também se animou mais e possibilitou um embate de falas misturando esses lugares.

Entretanto, foi um pouco incomôdo perceber que a mediadora ( Bia Correa do Lago ) e algumas vezes uns palestrantes (Adolfo Montejo Navas e Guilherme Kujawski) se mostraram um tanto quanto " se vira nos 30", apresentando muitos pensamentos soltos e que acabavam em uma divagação, como a própria Bia observou; e em algumas pérolas como o conceito de policontextualidade, que seria segundo Guilherme Kujawski mais aplicável que hibridismo e intertextualidade...

Tá bom, eu não posso só meter pau...Muitas questões levantadas foram importantes, tais como a resistência às novas maneiras de se fazer poema no contexto multimídia, onde a procura pelo tecnológico de ponta é grande; a questão nada nova acerca das possibilidades de todos serem artistas devido a internet ( questionável, ainda mais por ser esse o momento em que a Arte se denuncia em olhares puristas mesmo nos mais inovadores), a questão da imagem na sociedade contemporânea e sua força, assim como a palavra escrita que aprisiona...

Enfim, num vai e vem de pensamentos... Sempre caímos no: "Mas será que precisamos de TANTA tecnologia para fazer poemas?”... E daí deslizamos por um caminho, que para mim, desvia da intenção principal da exposição, que é nos permitirmos experimentar essas poesias em suas características. Infelizmente foi nesse deslize, e na fala de uma das pessoas da platéia que cheguei à conclusão de que percorremos todos os degraus do prédio cheio de luzes e estímulos sensoriais que nos vitalizou, para chegarmos ao terraço e nos jogarmos de cabeça.

"Para mim esse foi o momento mais vivo, mais significativo da mostra, onde se concretizou a performance, aqui foi o melhor da POIESIS_ENTRE_PIXEL_E_PROGRAMA"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Em terras canadenses...

Quatro alunos da Universidade Federal Fluminense partem esta semana para o Canadá, onde integrarão o Projeto Universidade de Verão. Entre os dias 17 e 25 deste mês, Diego Dacal ( 1º período do curso de Estudos de Mídia), Tânia Pinta, Pedro Perazzo e Julia Vanini ( todos do 5º periodo do curso de Cinema) participarão de atividades relacionadas à produção de jogos eletrônicos na Université du Quebéc en Abitibi-Témiscamingue. Todos estes estudantes fazem parte da minha equipe de roteiristas do França – Antártica, game educativo desenvolvido em conjunto pelos Departamentos de Estudos de Mídia, Cinema e Ciência da Computação da UFF. A escola canadense compõe o Projeto Université Internationale du Multimídia – UIM – e a Universidade Federal Fluminense é a primeira instituição sulamericana a integrar este grupo.
Desejo votos de boa sorte ao time, com certeza estão diante de uma excelente oportunidade para aprimorar suas qualidades, diante de um mercado que cresce consideravelmente!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

II CONECO - Abertura dia 14/11

Convidamos todos os leitores do blog do Labcult para a abertura oficial do II Congresso de Estudantes de Pós-graduação em Comunicação Social, que será realizada no dia
- 14 de novembro, às 14h.

Com participação do cineasta Silvio Tendler (diretor do filme Encontro com Milton Santos - ou o mundo global visto do lado de cá, de 2007) e de José Marcelo Zacchi (do site Overmundo), que discutirão sobre o tema do congresso deste ano: Novas tecnologias e cultura livre.
- Local: sala K102, do Edificio Kennedy. PUC-Rio (Rua Marques de São Vicente, Gávea)

Após a mesa de abertura haverá uma recepção aos participantes e convidados

domingo, 4 de novembro de 2007

ARGs, marketing de guerrilha e...Adolfo

Na matéria sobre as estratégias do "marketing de guerrilha" para o cinema nacional, hoje, no Globo, a repórter menciona o ARG - Alternate Reality Game - que está sendo desenvolvido para o filme "Meu nome não é Johnny" - que entrará em cartaz em janeiro de 2008.
Lembra ela que a tática é inédita no lançamento de filmes no Brasil e - claro, cita a ilustre iniciativa do Spielberg em 2001 para lançar o filme "AI - Inteligência artificial".

Bem, mas e daí?
Daí que o que faltou mencionar é que este projeto foi proposto, concebido e está sendo desenvolvido pelo Luiz Adolfo de Andrade, pesquisador aqui do LabCult - que, sem dúvida, tem uma das reflexões pioneiras sobre o assunto dos games em geral e dos ARGS, que já apareceu várias vezes nos posts.

A gente achou que o assunto ainda estava "off", mas uma vez tornado público, não custa dar o crédito da idéia... e parabenizar o pesquisador.

PS - Não encontrei o link para a matéria. Li no Globo papel - Revista, de hoje - 4 de novembro, pg 12, Matéria "Lutando pela bilheteria", de Marcella Sobral.

Imperdível: De Kerkhove na BN amanhã!!



Eu já havia postado o convite, mas reforço a chamada - especialmente para meus alunos do curso de "Apropriações e Convergências Tecnológicas", além, é claro, de nossos labcultianos e geral interessado na discussão sobre Novas Mídias.
Amanhã, as 15 horas, Derrick de Kerkhove estará ministrando uma palestra no auditório da Biblioteca Nacional sobre as "formas de ler" no contexto das tecnologias digitais. Ele está no Rio a convite da ESPM, UERJ e Biblioteca Nacional, a partir da mediação de Vinicius Andrade Pereira - que esteve no McLUhan Program em 2001 e taí na foto com ele.
De Kerckhove é o Diretor do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia, na Universidade de Toronto, há mais de 20 anos. Trabalhou com Mc Luhan e leva as idéias do pesquisador adiante, na sua própria obra.
Derrick está no Rio desde sexta-feira. Tive oportunidade de encontrá-lo e fiquei não só encantada com seu brilho, curiosidade, simpatia e energia para conhecer a cidade, como também pelas conversas em torno do tema das novas mídias e afins.
Por tudo isto, recomendo muitissimo a palestra de amanhã - que, para além do que o tema sugere, vai tratar das novas formas de conhecimento, cognição e pensamento na cultura digital.
Ah! Como já informei no outro post, a entrada é gratuita. E como sempre nos eventos da BN, tem transmissão pela internet pra quem não puder ir - o link também tá no post anterior (checa lá - também tem o endereço da BN!)

PS - Na foto aí em cima, tirada por mim hoje, estão Derrick (de chapéu) e Vinicius, em visita ao belo Museu do Açude - no Alto da Boa Vista.

26 anos de listas de discussão abertas para todos

Minha relação com a internet e afins já data de muito tempo. Conheço pouquíssima gente que chegou a acessar os antecessores da rede, as BBSs (Bulletin Board System). Através de programas especiais você digitava o número de um telefone e era lançado para uma interface incrivelmente rudimentar através da qual você podia baixar arquivos e participar dos fóruns de mensagens. Era tudo muito lerdo: se fosse tentar baixar um filme hoje naquela velocidade, ficaria 5 dias recebendo dados ininterruptamente. Todo o conteúdo de uma BBS era armazenado no HD de seu dono sem qualquer ligação com servidores externo. Entretanto, com o desenvolvimento da internet, as BBSs mais sofisticadas começaram a assinar os newsgroups, as primeiras listas de discussão da rede, armazenadas no servidor Usenet. Foi através daí que o Brasil começou a participar dos fóruns de discussão que agregavam pessoas do mundo inteiro ao redor de milhares de tópicos. Um acesso que era incrivelmente exclusivo e um tanto complicado acabou de ser indexado e democratizado. Para nossa alegria o Google comprou uma grande parte do acervo da Usenet e agora qualquer um pode consultar e postar nas listas cujo arquivo data de 1981 e totalizam mais de 700 milhões de posts. A diversidade é absurda: lá você pode encontrar desde paranóicos discutindo a morte de Kennedy (alt.assassination.jfk), até grupos racistas que pregam supremacia branca (alt.politics.nationalism.white). Para mim, especialmente, encontrei um grande acervo sobre o desenvolvimento da cena eletrônica dos anos 90 no grupo alt.rave. Já fiz grandes achados, aguardem os próximos posts!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Levando tiros


A TNGames lança nesse mês uma novidade para os jogadores de plantão: um colete simulador de impactos.
Baseado em tecnologia criada para atendimento médico remoto em um projeto, ainda em desenvolvimento, da Universidade de Texas Tech, esse colete dá mais um passo na aproximação entre jogador e personagem.
Se o controle do Wii ou os antigos tapetes e armas da Nintendo permitem a inserção do jogador no mundo do jogo a partir movimentos análogos aos do mundo real, esse novo produto possibilita essa interação na direção contrária – que os acontecimentos do jogo sejam sentidos fisicamente – em menor escala, é claro – pelo jogador.
Ainda que a idéia de instrumentos de feedback para jogos não seja nova – controles que vibram, volantes que resistem aos movimentos do jogador e cadeiras que simulam movimentos, por exemplo –, o 3rd space vest é especialmente interessante por envolver o corpo do jogador, possibilitando que o impacto de tiros tomados nos jogos em primeira pessoa (FPS), por exemplo, sejam sentidos por meio de oito pontos de impacto pneumáticos, quatro na frente e quatro atrás.
“Get pounded with body slams, crushed with G-forces, and blasted with bullet fire”, sugerem os vendedores. Se isso parece um pouco assustador, Mark Ombrellaro, o cirurgião responsável pela invenção que aguarda aprovação da FDA americana, garante que os sensores são suficientes para tornar o jogo divertido e interessante, sem machucar as pessoas. Ombrellaro aposta ainda que seu colete levará aos jogadores a mensagem de que há conseqüências por atirar nas pessoas. Será?
Mais do que a transdiciplinaridade ou a diversão dos jogadores, o que me pareceu interessante nesse colete – assim como nos outros instrumentos mais diretos de feedback – é o teste dos limites entre o mundo do jogo e o mundo real.
Será que esses impactos fossem mais fortes, causando algum tipo de dor física – hematomas etc. – os jogadores ainda teriam interesse? Em que ponto se quebra o “contrato” entre o jogador e o jogo que garante que aquilo é “só ficção”?
Mais ainda, ao invés de supor que esses “impactos” dariam aos jogadores a idéia de que atirar tem conseqüências – suposição que partiria do pressuposto tão discutido de que os jogos banalizam a experiência da violência –, não seria mais interessante pensar em como promover jogos que atuem transmitindo uma mensagem pacífica (o que de longe significaria que eles mesmos não envolvessem a violência, vide o September 12th do Frasca)?
Enfim, quem tiver a chance de conferir o colete ao vivo (U$ 169.99 no site da TNGames), por favor, dê notícias!!!

Via networked-performance.