quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Programa Salto Para o Futuro na TVE

Dois professores do PPGCOM da UFF e do departamento de estudos de mídia participam do programa Salto para o Futuro da TVE. Hoje, Afonso de Albuquerque estará lá falando sobre TV Pública e, na quinta, é a vez da Professora Ana Lúcia Enne falar sobre TV Digital e Educação. O programa é ao vivo, às 19h.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Jogue para ouvir a nova do Mars Volta!


Depois do Radiohead, é hora do The Mars Volta inovar na divulgação/distribuição do seu mais novo trabalho. A Banda de rock americana disponibilizou em seu site oficial um quebra-cabeça de 15 peças. O prêmio pra quem conseguir montar a imagem é um single do quarto disco de estúdio do grupo "The Bedlam in Golliath" com lançamento previsto para o dia 29 de Janeiro.

Para jogar acesse www.marsvolta.com/puzzle/

Obs.: Não sei se a música é boa, pois ainda não consegui montar o bendito quebra-cabeça.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Vint Cerf no Infoetc

"A economia do mundo digital - seu processamento,armazenamento e distribuição - é tão diferente da economia física que os modelos que funcionam no mundo "real" podem não funcionar no mundo virtual.Como os modelos tradicionais no setor de direitos autorais dizem respeito à cópia, e como a cópia é muito fácil na Internet, como já disse, precisamos de modelos alternativos.De qualquer modo, o mundo corporativo é muito criativo quando se trata de ganhar dinheiro na internet. Deve haver espaço para experimentação, para deixar os criadores de conteúdo decidirem o que fazer com ele. Não se deve impor uma única filosofia à rede."

A citação faz parte da boa entrevista de Vint Cerf, um dos criadores (junto com Bob Kahn) dos protocolos de rede TCP/IP, um dos pilares da internet, na década de 70, ao André Machado na edição do Caderno de Informática do Globo de hoje. Confiram no impresso (ou versão digital para assinantes) Infelizmente, não saiu no globo online.

sábado, 17 de novembro de 2007

LCD!!

Não fui ver o LCD Soundsystem, que estava ontem no Rio. Tava morrendo de vontade, mas
achei carissimo, uma sacanagem pagar 200,00 por um show no Circo Voador.
Resisti, mas me deu uma dorzinha no coração - especialmente depois que li o post do Tom Leão comentando que o show foi ótimo, no blog dele.

Pra (meu) consolo, posto uma música dos caras - Get Innocuous - para embalar o sabadão.

Musica eletrônica e televisão

Para aqueles que se interessam pela relação entre música eletrônica e sua representação midiática, vale uma conferida na tese: "Dance, Culture, Television: an analysis of the politics of comtemporary dance culture and its televisual representations". O autor vai contra o senso comum que vê a cultura da música eletrônica como uma manifestação menor e apolítica. Com uma bibliografia atualizada, o autor se conecta a grande parte dos estudos sobre musica popular massiva hoje. Vale a pena conferir!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Um novo nome para o Ira! - Um caso legítimo do rock


Após a controvertida saída do cantor Nasi do grupo de rock paulistano Ira!, Edgar Scandurra vêm a público (leia-se comunidade da banda no Orkut) anunciar que ele e os outros membros remanescentes seguirão juntos, mas com um outro nome. Por enquanto, Scandurra, André Jung e Ricardo Gaspa atenderão por Trio, já que não vêem mais sentido em continuar usando o antigo nome.
Muitas bandas já passaram por situação parecida, mas tiveram atitudes diferentes. Humberto Gessinger, por exemplo ensaiou um insosso Gessinger Trio em 1996 quando seus outros dois companheiros decidiram abandonar os Engenheiros do Hawaii. O projeto fracassou e já no ano seguinte Gessinger reassumiu o nome da banda e segue ainda hoje como um verdadeiro exército de um homem só. Os Titãs ao que parece se quer pensaram na possibilidade de mudar de nome. Após a saída de Arnaldo Antunes o grupo emplacou um MTV Acústico e mesmo sem Marcelo Frommer e Nando Reis o grupo continua o mesmo, pelo menos no nome.
Talvez a diferença entre conservar ou não o antigo nome do grupo esteja relacionado a força legitimadora do cantor na música pop. Bandas seguem na maioria das vezes harmoniosamente sem um ou mais de seus integrantes originais quando estes são instrumentistas (caso do R.E.M., Manic Street Preaches e Red Hot Chili Peppers), mas tendem a se desfazer completamente quando perdem o seu vocalista principal (veja os extintos Queen, Nirvana e Audioslave).
Lógico que o tema merece uma análise mais aprofundada e que existem exceções, mas a cultura rock está cheia de exemplos nos quais bandas que perdem seu cantor tendem a assumir mais rápido a mudança e recomeçar a partir de um novo projeto, muitas vezes ambicionando novas sonoridades e para tanto, assumindo um novo nome. O caso do Ira! Deve ser acompanhado de perto pois apresenta uma situação diferenciada. Embora Nasi seja o cantor principal, é senso comum que o verdadeiro líder da banda é o Scandurra. Qual será a postura dos fãs?

Pirataria Legal

A banda sueca Lamont ganhou projeção internacional e shows esgotados até o final do ano sem ter vendido quase nenhum cd. Dá para acreditar? O pior é que dá.

Acontece que a banda foi "patrocinada" pelo site Pirate Bay (nome sugestivo, não?) de torrents para download e com isso, teve seu disco de estréia baixado mais de 100 mil vezes.

O esquema funcionou assim: a banda vendia um CD-R bem barato com uma capa arrumadinha, os fãs baixavam o single no site oficial e queimavam o cd com as músicas. O Pirate Bay gostou da idéia e resolveu promovê-la no site de downloads, colocando links para que as pessoas que freqüentam o Pirate Bay, pegassem o disco e conhecessem a banda. Bem, de qualquer jeito as músicas iriam parar lá. Melhor que fosse de uma maneira amigável.

Em entrevista ao G1, o vocalista Kristopher Åkesson diz: "não acreditamos que a renda de um artista em início de carreira na Suécia venha da venda de um número alto de discos. Pouquíssimos conseguem isso hoje em dia (...) É muito mais uma questão de fazer as pessoas conhecerem a banda, irem aos shows e comprarem coisas relacionadas ao Lamont. No final das contas, mais gente vai comprar o nosso disco. A partir do momento em que decidimos lançá-lo por contra própria, sem contrato com gravadora, é uma maneira ótima de conquistar fãs fora da Escandinávia"

Link para a matéria completa aqui.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Samba e Indústria cultural


Para a nossa alegria chega às prateleiras um novo livro sobre o samba, com vistas a combater a batida posição de que essa expressão cultural representa as puras raízes brasileiras. Para tanto afirma que o processo de elevação do samba a símbolo nacional é impensável se não notarmos o seu prestigio angariado junto às classes médias e sua promoção através da Indústria Cultural. Ainda não tive contato com o livro, soube de sua existência de resenhas. Entretanto, de cara uma questão me veio à mente: não é essa a tese de Hermano Vianna, no seu bem conhecido “Mistério do Samba”? Em todo o caso fiquei curioso, acho que vale a dica!