terça-feira, 28 de agosto de 2007

Games e Educação em debate

Entre os dias 29 e 31 de agosto, no Campus da UNIRIO, acontece o 1º Colóquio de Pesquisas entre Mídia e Educação: diálogo entre culturas. O evento tem como objetivo promover a apresentação e discussão de pesquisas realizadas no Brasil, concluídas ou em fase de conclusão, na área de Educação e Mídia. A sessão de abertura acontecerá amanhã às 20 hs, no auditório da própria universidade, seguida de uma conferência proferida pela célebre Profª Lúcia Santaella.
E meio à programação - que envolve exibição de filmes, mesas redondas, apresentações de trabalhos, dentre outras atividades - gostaria de chamar a atenção para um GT exclusivamente voltado para o tema jogos eletrônicos. Neste espaço, na quinta-feira dia 30/08 às 14 hs, estarei participando de um debate com meu amigo Emmanoel Ferreira (UFRJ) em que defenderei o artigo “Conhecimento e Simulação. O que podemos aprender jogando MMORPG?”
Para os interessados, a UNIRIO fica na Av. Pasteur , 458, Praia Vermelha.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Lucien Sfez no Brasi

De influência capital no pensamento sobre a comunicação no Brasil, o professor Lucien Sfez desembarca por aqui para uma série de palestras e cursos. As datas ainda não estão todas definidas, mas Sfez já ministra um curso na PUCRS sobre Epistemologia da Comunicação, todas as 2as feiras, que vai até 10 de dezembro. Autor dos livros Crítica da Comunicação e A Saúde Perfeita: Critica de uma utopia, Sfez buscou, bem ao estilo francês, mostrar os mecanismos de poder e de construção de autoridade por trás do discurso científico e do elogio da técnica. Se nessa primeira obra, de certa forma se alinhava com o pressuposto pós-moderno de fim da comunicação, no segundo livro, que assumidademente revê os pressupostos do primeiro, o autor afirma que “enquanto os pós-modernistas tagarelavam sobre a justaposição dos sentidos e a perda de sentido, homens de ciência trabalhavam nos laboratórios e entregam de mãos nuas as novas verdades, as novas garantias do real, as novas certezas.” Assim, afirma que falar em fim das meta-narrativas não é mais possível quando a técnica cientifica se coloca como uma nova narrativa toda inclusiva e utópica a versar sobre o futuro da humanidade. Essa análise é centrada, especificamente, na questão da genética e no discurso sobre a saúde perfeita na qual ela se apoia, objeto de que trata também neste artigo. Sua obra se afina com os pesquisadores que trabalham com as perspectivas de sociedade de controle e sociedade do risco. A obra de Sfez não conta somente com esses dois livros, mas abarca vários outros títulos que ainda não possuem tradução em nosso país. Para saber mais sobre a passagem dele no Brasil, clique aqui.

sábado, 25 de agosto de 2007

"aSmallWorld" e "Diamond Lounge" - só entra com capital (simbólico ou econômico, mas de preferência com ambos)

Essa é para quem gosta de argumentar de maneira determinista a favor da internet, afirmando que este "novo" meio é democrático por natureza. Acaba de ser lançado um site de relacionamentos (tipo orkut) exclusivo para ricos e famosos, chamado "aSmallWorld". Em outubro, outro site baseado nas mesmas premissas entrará no ar: "Diamond Lounge". Neste último, cerca de cinco mil pessoas se inscreveram para fazer parte da rede social, mas apenas 5% foram aceitos. Mil convites foram distribuídos para atletas famosos, bilionários e estrelas de Hollywood, de acordo com a notícia publicada no portal da globo.com.

A patricinha Paris Hilton e o diretor Quentin Tarantino já aceitaram o convite para o "aSmallWorld". E você? Já recebeu o seu?

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Tim Festival 2007

Finalmente a organização do evento divulgou a programação. Dentre alguns já conhecidos e outras surpresas, ficou claro que a música eletrônica vem bombando esse ano. E não custa nada a gente comentar, né? Logo de cara, no dia 26 às 20h temos no palco Tim Volta, show da Björk logo após ao Antony and The Johnsons (será que o Antony vai fazer um dueto com ela, assim como na música Dull Flame of Desire do disco Volta). A primeira vez que a cantora veio ao Brasil foi, se não me engano, em 1998. Eu nem tinha idade pra gostar de Björk; nem lembro o que ouvia nessa época. No palco Novas Divas, que abre às 22h30 começa com Katia B (desconheço, alguém me ajuda) e depois vem a Cibelle que ainda é pouco conhecida no Brasil, mas é brasileira, sim senhor, e foi lançada lá fora pelo mesmo selo de Bebel Gilberto. Possui um senso de aventura e experimentalismo que não se encontra em nenhuma cantora de sua geração, além de possuir influências claras da bossa-nova, do Tropicalismo e das batidas eletrônicas de Lounge Music (recebi ajuda do Last.fm). Depois da Cibelle, temos Feist e Cat Power, que também estou louco pra ver, mas como não rola muita eletrônica, vamos passar por elas e chegar no Hot Chip. A banda inglesa que segue a linha de rock pra dançar, discopunk, new rave, como LCD Soundsystem, The Rapture e Klaxons, irá abrir o palco Novo Rock UK a partir das 23h30. Vai ser bom, mas não sei se vou assistir porque é provável que o show da Cat Power ainda não tenha terminado. Mas entra lá no myspace do Hot Chip e faça a sua escolha. Vamos encerrar o dia 26 de outubro por aqui e voltar no sábado.

Sábado, 27 de outubro. A música eletrônica começa a ferver a partir de 1h nos palcos do Tim Festa. O Tim na Pista (um dos palcos do Tim Festa) começa com Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo (nada contra, mas alguém me explica esses dois?), depois tem os DJs da MOO, Diogo Reis e Eduardo Christoph e o palco fecha com Guab, que eu não conheço. Tem também o Tim Disco House começando também à 1h com o excelente Lindstrom e fechando com o Toktok. No Funk Mundial, vai ter MC Gringo, Daniel Haaskman, DJ Sandrinho, Counte of Monte Cristal & Sinden (alguém me ajuda? o que é isso?), Diplo (que já tem praticamente dupla nacionalidade, sendo uma delas, brasileira) e por fim, DJ Marlboro. Pra terminar a odisséia eletrônica do Tim Festival, temos também o Tim Mash Up com o divertido Girl Talk, projeto do DJ Gregg Gills que consiste em fazer colagens e sampleamentos de diversas músicas nesses mash ups, fazendo todo mundo se acabar. Já li algumas críticas falando que o show é sensacional. Nunca se sabe o que esperar e ele costuma dançar no meio da galera. Vamos só ver como será aqui...

Por enquanto chega. Isso não é tudo que vem pro Tim. Deixei de colocar as atrações de jazz e algumas de rock. Já estou me preparando psicologicamente para a quantidade de dinheiro que vou gastar. Mas é a vida. Tudo em nome da música...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Os Sinais da Crise




Muito se fala sobre a chamada crise da indústria fonográfica. O tema chega a ser imprescindível em qualquer texto jornalístico sobre a cena musical ou trabalho acadêmico sobre tecnologia. Com tanta unanimidade sobre a questão, resolvi vasculhar as informações em sites de música tentando encontrar alguns sinais que evidenciam tal noção de crise e que apontam rumo a mudanças do mercado de música massiva. Não deu tanto trabalho...

No último dia 17 de Agosto o compact disc, o popular CD completou 25 anos. Já foram produzidos mais de 200 bilhões de CDs desde que a Sony e a Philips se uniram para desenvolver o formato digital que acabou dominando a forma de distribuir a música. Nos últimos dez anos, no entanto, a venda de discos sofreu uma queda brusca. Enquanto o consumo de arquivos digitas pela internet (downloads) só fez aumentar. Na Grã-Bretanha, por exemplo, as vendas de CDs caíram 10% e a compra de música pela rede cresceu em 50%.

Outra notícia interessante é que, em reflexo dessa queda, a Indústria fonográfica quer atenuar o prejuízo adaptando as atuais regras contratuais. O artista que sonha em fazer parte do elenco das grandes gravadoras, além de não receber participações superiores a 12% na venda de discos, terá que ceder participação nos lucros arrecadados com shows. A idéia, claro, desagradou os artistas já que, pelo menos no Brasil, o músico sempre se sustentou com o cachê das apresentações.

Talvez por conta disso, o cast das gravadoras tem diminuido. A EMI não renovou o contrato com a banda mineira Pato Fu e eles acabaram reassumindo o posto de banda independente (mas dá mesmo pra chamar um artista de peso como o Pato Fu de independente? Talvez seja hora de repensar o uso do termo) e mesmo bandas comerciais como o Roupa Nova e o Calypso se viram muito bem sem a proteção das multinacionais. O notório crescimento de selos brasileiros como Deckdisc, Lua Discos e Biscoito Fino, de um lado renovam a cena e de outro contribuem no fatiamento do mercado ameaçando ainda mais as "multi".

Por fim, a ainda dupla Sandy e Júnior lançou seu novo/ velho disco acústico pela MTV, cheio de hits e com vendagem já superior a 50 mil cópias, o que garante um “suadíssimo” disco de ouro. É que desde 2004, a indústria, “reconhecendo” a crise, mas colocando a culpa na pirataria (aquela dos camelôs), reduziu pela metade a meta de vendas, tornado a tarefa menos árdua. Será mesmo?

domingo, 19 de agosto de 2007

Mancada no Senado

O companheiro André Vouga me chamou a atenção, durante a semana, para um deslize do senador Arthur Virgílio (PSDB) cometido há alguns meses atrás, que serve para refletir o potencial de um estilo de game que vem ganhando espaço, no Brasil. Em meio ao seu discurso, o político disse ter tomado ciência uma notícia “terrível”. Segundo Virgílio, a empresa americana Arkhos Biotech acenava com uma proposta para a privatização da Floresta Amazônica. O parlamentar classificou o fato como uma ofensa ao país e convidou os diretores da empresa para dar maiores explicações em uma reunião com a subcomissão da Amazônia.

Virgílio, porém, não imaginava que estava sob efeito de mais um exemplo dos novíssimos ARGs – Alternate Reallity Games. Este tipo de jogo envolve os participantes em um mundo paralelo, que se caracteriza por misturar realidade e ficção, confundindo por muitas vezes a cabeça dos jogadores. A empresa Arkhos Biotech faz parte do ARG Zona Incerta, relacionado ao Guaraná Antártica, no país. Segundo a assessoria do fabricante, nosso produto “aderiu a uma ferramenta de marketing inovadora e diferenciada, o ainda pouco explorado alternate reality game (ARG), jogo que convida os consumidores da marca a desvendar um mistério. A ação, neste caso gira em torno da fórmula secreta do Guaraná Antarctica”. Os internautas são desafiados a ajudar Gastão Bittencourt na investigação do desaparecimento de seu irmão, Miro Bittencourt, funcionário da empresa, que tem informações sobre a fórmula secreta do Guaraná Antártica. A partir de um site principal, os usuários devem circular pela Internet em busca de pista para o mistério.
A mancada de Arthur Virgílio rende até hoje piadas e comentários na internet – além comprovar os efeitos, ainda pouco explorados, dos chamados jogos de realidade alternativa. Em uma das gozações, os iternautas elegem o dia 29/03 - data em que o político fez a declaração. Semanas depois, o parlamentar disse que cumpriu seu dever de proteger a Amazônia e que decidiu tratar o tema no Senado porque não teve tempo para checar a fonte da informação.

sábado, 18 de agosto de 2007

Pankadão no Araguaia


Da série " apropriações tecnológicas" trash...
Deste carro de som escuto um Kraftwerk aos berros enquanto teclo, na beirinha do Rio Araguaia.

Nouvelle Vague no Brasil

Eu já ia fazer um post aqui, super revoltado, falando da não vinda do Nouvelle Vague ao Rio de Janeiro. Até onde eu sabia, o projeto de dois músicos franceses que tocam clássicos dos pós punk e outros rocks numa levada meio bossa nova com excelentes cantores convidados, iria apenas para Recife participar do Festival No Ar Coquetel Molotov.



Então, muito espertamente, resolvi entrar no site do NV, apenas para confirmar minhas suspeitas e eis que vejo lá nas datas um dia dedicado ao Rio de Janeiro. Meus olhos quase se encheram de lágrimas. Dia 14 de setembro estarei assistindo a banda, não sei ainda onde, nem por quanto, mas que eu estarei lá, pode ter certeza.