segunda-feira, 30 de junho de 2008
Inclusão Digital no calendário municipal de comemorações
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Dot.com - (finalmente!) uma comédia portuguesa

Estréia amanhã (dia 27 de junho) nas telas cariocas a comédia portuguesa Dot.com, co-produção Brasil-Portugal dirigida por Luis Galvão Telles (de Tudo isto é fado). Tive a oportunidade de conferir o filme quando foi exibido no último Festival do Rio e recomendo: é bastante divertido. Não é nenhuma obra-prima do humor cinematográfico, mas quer saber? Proporciona pouco menos de duas horas de risadas descompromissadas e sinceras. E ainda nos permite entrar em contato com uma cinematografia que vai muito além de Manoel de Oliveira.
Ter uma produção portuguesa chegando aos cinemas do Brasil já devia ser motivo de comemoração: embora Portugal seja um país de reduzida atividade cinematográfica, e que de forma algo semelhante a um certo país da América do Sul também viva se debatendo em torno da baixa bilheteria interna de seus filmes, muito pouco ou quase nada da fornada anual de 10 longas-metragens se mostra capaz de atravessar o Atlântico. E quando determinado filme consegue ser lançado comercialmente no Brasil, este filme muito provavelmente (1) foi dirigido por Manoel de Oliveira (mais velho cineasta em atividade, com 100 anos), (2) fica duas semanas em cartaz (caso de Viúva rica solteira não fica, outra co-produção dirigida por José Fonseca e Costa, uma comédia de tintas queirosianas que merecia uma carreira mais digna) ou (3) se torna um inesperado sucesso de público no "circuitinho" por ir de encontro ao senso comum que associamos à cultura portuguesa (alguém se lembra de O fantasma, de João Pedro Rodrigues, que continha cenas de homossexualismo explícito e era protagonizado por um herói que, a dada altura, vestia uma roupa de borracha S&M e saía perambulando pelos lixões de Lisboa?).
Os méritos de Dot.com residem justamente em suas pretensões comerciais. O filme não nega que deseja ser querido pelo público. O humor não vem disfarçado por camadas e mais camadas de "questões intelectuais", embora nas entrelinhas haja, inegavelmente, uma reflexão sobre o modo como Portugal enfrenta os desafios da "modernidade" representada pela entrada na União Européia e pela dinâmica dos atuais fluxos simbólicos globais. Na cruzada dos moradores da aldeia turística de Águas Altas contra uma multinacional espanhola pelo direito manterem um website com o nome da cidade, podemos identificar, sim, uma discussão sobre identidade (nacional) e sobre o peso da tradição na sociedade portuguesa. Mas nada disso se sobrepõe à vontade de contar uma história e divertir a audiência.
O filme fez uma bela carreira em seu país de origem, conseqüência, dentre outros fatores já mencionados, de um uso estratégico da própria internet como ferramenta de divulgação (em dado momento, os personagens de Dot.com criam um movimento na internet para salvar o site da cidade, e precisamente o site deste movimento era utilizado para fornecer informações sobre o filme- pena que no momento o http://salvemnossosite.clix.pt se encontre indisponível).
Confiram! De preferência logo no primeiro final de semana, antes que os nossos distribuidores aprontem das suas e o filme saia logo de cartaz.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Call for papers - Congresso da ABCiber
***** ABCIBER - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM CIBERCULTURA
II SIMPÓSIO NACIONAL
PUC-SP
10 a 12 de novembro de 2008
Realização, promoção e organização: cf. ficha técnica adiante
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Referência: participação em painéis temáticos;
Prazo de inscrição: 14/07 a 01/08/2008;
Referência textual: resumo ampliado (3 páginas ou 10.800 caracteres);
Forma de proposição do resumo: remessa de arquivo via Internet;
Endereço de referência da Comissão Organizadora: cencib@pucsp.
Divulgação dos trabalhos aprovados: 20/08/2008;
Prazo final para apresentação do texto completo: 10/09/2008.
***** INFORMAÇÕES IMPORTANTES
[1] Os trabalhos inscritos deverão ser inéditos (isto é, elaborados exclusivamente para participação no Simpósio, não podendo ser apresentados nem publicados antes do mesmo).
[2] Os textos serão avaliados e selecionados por uma Comissão Julgadora formada por membros da Diretoria e/ou do Conselho Científico Deliberativo da ABCiber (cf. adiante).
[3] Os painéis temáticos para apresentação dos papers serão organizados por afinidade temática e divulgados oportunamente.
[4] A Comissão Organizadora lançará site de referência em julho próximo, com informações detalhadas e progressivas sobre o evento (programação, estrutura dinâmica, valores para inscrição etc.).
[5] As despesas decorrentes da participação nos painéis, não podendo ser arcadas pela ABCiber, deverão ser cobertas com verba de origem.
***** REFERÊNCIAS PARA A EDIÇÃO DO TEXTO COMPLETO
Tema: livre, vinculado a pesquisa em desenvolvimento e inserida no amplo
âmbito de estudos da cibercultura.
Dimensão ideal do texto: entre 10 e 15 páginas (ou de 36 mil a 54 mil
caracteres), incluídas as notas de rodapé e a bibliografia.
Fonte/tamanho: Times New Roman, 12.
Sugestões ampliadas:
título: 17 (com letras maiúsculas, em negrito);
subtítulo: 15 (com maiúsculas e minúsculas, em negrito);
intertítulos (com tabulações diferenciadas)
tópico: 15 (maiúsculas e minúsculas, em negrito);
subtópico: 13 (idem);
item/subitem: 12 (idem).
Espaçamento: simples.
Normalização das citações: NBR 10520/2002 da ABNT.
Normalização das referências bibliográficas: NBR 6023/2002 da ABNT.
Resolução de fotos: compatível com impressão em off-set.
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
Direitos autorais para conteúdo online
Quem me mandou por e-mail foi o Eduardo Diniz, editor do próprio, que além de muito bem informado, é um querido amigo. Como estamos sempre juntos, este assunto já foi papo na nossa mesa de bar do fim de semana.
Acho interessante por tratar-se de mais uma proposta sobre direitos autorais para conteúdo na rede. Como todas as outras, tem prós e contras e vale debater.
Lei de direito autoral na Espanha abre espaço para 'salvar' ganhos de artistas na era digital
Publicada em 23/06/2008 às 08h49m
Rodrigo Pinto - O Globo OnlineRIO - A entrada em vigor na Espanha, na semana passada - após caloroso debate de 15 meses no parlamento - do chamado canon digital, pode iluminar o pobre debate em torno dos downloads e cópias ilegais no Brasil. Na prática, o governo espanhol determinou a taxação na compra de aparelhos tocadores de MP3 e MP4, celulares, pen drives e discos rígidos externos. O imposto recolhido será usado para pagar direitos autorais, cujo volume vem se reduzindo em todo mundo em função do abandono de mídias físicas - como o CD - como suporte para músicas, filmes e outros bens culturais.
Ao invés de coibir a chamada cópia privada como forma de garantir que consumidores continuem pagando direitos autorais na compra de CDs, por exemplo, o governo espanhol ampliou o recolhimento sobre itens de armazenamento e reprodução de arquivos digitais. O país europeu, assim, se colocou no córner oposto ao dos Estados Unidos, que defendem - e praticam - ações policiais e prisão de internautas que baixem arquivos sem pagar.
Ronaldo lembra que, desde 1998, quando foi aprovada a nova lei de diretos autorais no Brasil, está proibida a cópia privada.
- Inclusive para fins educacionais e científicos. Este debate traria de volta a possibilidade da cópia privada e para estes fins, o que era permitido na lei anterior, de 73. Não podemos continuar só na base do pode, não pode - critica.
No recente - e vertiginoso - processo de migração dos consumidores para a internet, os autores são a ponta mais frágil. Houve, nos últimos anos, quem imaginasse que, diante da enxurrada de downloads ilegais e CDs piratas, seria difícil remunerá-los. Mas o canon digital espanhol traz novas possibilidades, inclusive a de provedores de acesso serem incluídos no rateio dos recursos que pagarão autores em tempos de arquivos digitais trocados em alta velocidade e de forma incontrolável.
- Tem gente que ganha muito dinheiro na internet e acaba se privilegiando da reprodução e dos downloads de conteúdo que outra pessoa criou. Nesse sentido, parece-me sensato que sites, provedores, patrocinadores, enfim, paguem direitos autorais - defende o compositor Roberto Frejat, parceiro de Cazuza, líder do Barão Vermelho (me recesso) e atualmente dedicado a seu trabalho individual.
Atualmente, já há tecnologia para rastreamento de downloads de arquivos digitais que permitiria a contabilização e o rateio - tal como é feito na execução em rádio - e a repartição por amostragem. Se, no dial, quem toca mais ganha mais, na troca de arquivo digital, que for mais baixado ou executado (no YouTube ou no MySpace, por exemplo) teria uma porção maior no rateio.
O assunto é polêmico e requer, de fato, mais e mais debate. Na Espanha, durante os 15 meses de dicussão, associações de internautas e produtores de eletrodomésticos criticaram duramente o imposto - antes restrito a CDs, DVDs, impressoras e gravadoras de CD/DVD.
"É um imposto injusto, porque incide com o mesmo valor sobre o celular que custa 50 euros e o que custa 500 euros", criticou, em depoimento ao site do jornal "El País", Víctor Domingo, presidente da Associação de Internautas da Espanha. No entanto, associações de autores, de editores de livros e de produtores cinematográficos comemoraram a mudança na lei.
domingo, 22 de junho de 2008
Jogos para a sala de aula e Spore

O site College@Home publicou uma lista das 25 melhores simulações e jogos para a sala de aula. A lista aponta, em sua maioria, jogos comerciais e conta com sugestões que vão de Dance Dance Revolution até Civilization III, inclusive o tão aguardado Spore de Will Wright. A pré-venda de uma edição limitada do jogo teve início dia 17 no Brasil e através do site www.spore.com.br é possível baixar a versão demo do Criador de Criatura que permite a construção de seres que depois formarão tribos e civilizações. A previsão de lançamento do jogo é setembro, mas uma busca por Spore no youtube já resulta em uma série de tutoriais para criação de organismos e criaturas em desenvolvimento.Mais um exemplo de jogos sendo levados à sério não só em sua função de entretenimento, mas também como ferramenta educativa.
Via Water Cooler Games.
Terror à moda ibérica


Domingo cinzento e chuvoso, nada melhor do que levar uns bons sustos debaixo da coberta. Acabou de chegar às locadoras o extraordinário terror espanhol O orfanato. O filme, que passou voando pelos cinemas cariocas, é dirigido por J.A. Bayona, mas o nome que chama mais a atenção nos créditos é o do produtor executivo Guillermo del Toro, cineasta nascido no México mas que realizou na terra de Almodóvar dois excelentes exemplares do gênero, A espinha do diabo e O labirinto do fauno.
Laura, a protagonista (interpretada por Belén Rueda), retorna ao velho orfanato no qual passou sua infância na companhia do marido e do filho adotado e soropositivo, com a intenção de reabrir o estabelecimento. Depois que o menino desaparece, supostamente raptado por seus amigos imaginários, Laura se vê obrigada a mergulhar no traumático passado do orfanato para reaver a criança. Diferentemente da atual produção hollywodiana na seara do terror, que prefere apelar para o gore explícito em diluições ultra-picaretas da proposta inaugurada pelo primeiro (e eficiente) Jogos mortais, ou então beber na fonte do horror asiático (que, particularmente, nunca me agradou) e suas garotinhas fantasmagóricas de cabelo escorrido, O orfanato insere-se num outro registro, que já havia sido explorado anteriormente na co-produção hispano-americana A sétima vítima (Darkness, 2002, de Jaume Ballagueró): uma casa sombria, uma atmosfera gótica trabalhada no nível da fotografia e do jogo de luzes e sombras, bons atores e uma recusa ao susto fácil. Bayona compreende muito bem que a vida real e a maldade humana são muito mais cruéis do que qualquer alma penada, o que transforma seu début cinematográfico num belo e triste (embora por vezes genuinamente assustador) ensaio sobre culpa e a possibilidade de redenção.
Se os filmes anteriores de Del Toro partiam de episódios históricos (no caso, a Guerra Civil Espanhola) para introduzirem o espectador em um mundo fantástico e liminar, no qual o sobrenatural e o terreno se misturavam com resultados quase sempre assustadores, O orfanato parte de um contexto mais intimista para se conectar, em alguma medida, com as matrizes culturais da tradição oral ibérica. Não conheço a fundo o contexto espanhol, mas cresci ouvindo as histórias contadas pela minha avó portuguesa sobre as bruxas das aldeias, o miado assustador dos gatos na madrugada e os sustos que as crianças pregavam umas nas outras construindo espantalhos a partir de panos velhos e pendurando os bonecos nas árvores. É um código diferenciado, no qual a percepção do sobrenatural e as fontes de medo partem mais dos elementos da natureza, do que da figura de um serial killer mascarado que propõe enigmas sádicos e obriga suas vítimas a amputarem a própria perna. A forma de lidar com essa liminaridade também me parece bastante particular: é como se os dois mundos existissem em coexistência pacífica, mantidos em equilíbrio pelo discurso religioso, por exemplo, e apenas ocasionalmente as fronteiras se dissolvessem, daí a retórica da fé (o "crer para ver" que perpassa todo O orfanato) ser mais importante no contexto ibérico do que no oriental, por exemplo.
Não é à toa que um dos maiores sucessos de bilheteria do recente cinema português tenha sido... um filme de terror, "o primeiro filme de terror português a sério", conforme propagandeado na contracapa do DVD de Coisa ruim (de Tiago Guedes e Frederico Serra, rodado em 2006 - dá pra baixar no Emule). Espécie de mix lusitano entre O exorcista e Amityville, Coisa ruim narra a história de uma família lisboeta que se muda para uma aldeia do interior de Portugal e começa a ser atormentada por estranhos fenômenos que, em alguma medida, materializam traumas e conflitos passados envolvendo a casa, até que o filho mais velho é vítima de possessão demoníaca e um padre é convocado. Tecnicamente, fica a léguas de distância da produção dos vizinhos espanhóis (embora apenas ocasionalmente esbarre no trash), mas não deixa de ser interessante perceber como a idéia de tradição, os mitos e folclores locais são incorporados na narrativa.
Fica o toque pro cinema brazuca que, noves fora as criações do Mestre Mojica, parece desperdiçar um farto material para filmes assustadores.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Live Nation 3 X 1 Gravadoras

E parece que a indústria fonográfica vai perder mais uma... Burburinhos apontam para uma saída “estratégica” da banda Rolling Stones do selo EMI. Depois de um contrato de 30 anos, a banda parece estar firmando um novo contrato com a Live Nation. Isso mesmo, a mesma empresa que retirou a Madonna da Warner e o Jay-Z da (qual era mesmo a gravadora do rapper?). Verdade que os Stones desmentiram a transação, mas quem vai acreditar nisso quando o que estamos assistindo é um escoamento crescente de grandes artistas das gravadoras. A justificativa para a mudança está associada à insatisfação dos artistas em limitar seus lucros nas vendas de CDs que despencam ladeira abaixo. Assim, as bandas estão menos interessadas nos tradicionais contratos de gravação e mais animadas com a possibilidade de lucrar em cima de turnês e merchandising. Não é por acaso que Madonna confirmou turnê na América Latina, inclusive no Brasil (já começaram a vender os ingressos?). “Shine in Light”, o documentário/espetáculo do Scorcese teve a trilha gravada pela rival Universal, o que para muitos é mais um sinal do rompimento. Enquanto isso a EMI, agora pertencente ao grupo Terra Firma anunciou corte de 2 mil pessoas. Será que a Live Nation também vai contratá-los? Mas a EMI teve uma boa notícia essa semana; o Coldplay já vendeu 125 mil cópias no primeiro dia de lançamento do novo disco “Viva La Vida”. Ou seja, sobrevida para as gravadoras!
A reportagem está na Reuters
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Festa na sexta!!
Dia 20/06
Produzida pelos alunos e professores.
No Antiqua Sapore - Rua Gomes Freire, 217 - Lapa
A partir das 22.00.
Ingresso: 5,00 mais 10,00 de consumação