terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lançamento do livro: "Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da Música"


O post está um pouco atrasado, mas vale a pena divulgar. Será lançado daqui a pouco, às 19h30, na livraria do Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, 316 (Rio de Janeiro), o livro Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da Música, de Ronaldo Lemos e Oona Castro (Editora Aeroplano).

Segue o texto de divulgação, enviado por Oona:

"O livro é resultado de um estudo sobre modelos de negócios abertos que realizamos ao longo de 2006 e 2007. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO, em parceria com o Overmundo, a FGV Opinião e a FIPE-USP. E contou com o patrocínio do IDRC (International Development Research Centre), órgão do governo canadense de apoio à pesquisa e desenvolvimento.

Publicado pela Aeroplano Editora, o livro faz parte da coleção Tramas Urbanas.

A obra baseia-se em relatórios e materiais produzidos pelos pesquisadores dessas instituições: mais diretamente, compuseram o grupo de pesquisa Ronaldo Lemos, Oona Castro, Hermano Vianna, José Marcelo Zacchi, Alessandra Tosta, Elizete Ignácio, Marcelo Simas, Monique Menezes, Arilson Favareto, Ricardo Abramovay e Reginaldo Magalhães.

Para saberem um pouquinho do se trata, vejam o que Hermano Vianna diz:

Que a indústria fonográfica mundial está em crise, disso ninguém duvida. Todo mundo anda procurando o "novo modelo de negócios". Escondido em Belém do Pará, o tecnobrega testa uma original economia criativa há anos, na marra. As músicas saem direto de estúdios de periferia e são distribuídas nos camelôs da cidade, animando gigantescas festas de aparelhagem, sem mais depender da grande mídia ou gravadoras. Um mundo paralelo cujo funcionamento é finalmente revelado neste livro, estudo pioneiro sobre as novas indústrias culturais que comandam a vida musical mais popular no Brasil de hoje. Quem quiser pensar o futuro da música não pode ignorar as lições tecnobregas da Amazônia digital. (Hermano Vianna)"

IPod e afins

Voltando ainda ao livro do Michael Bull - Sound Moves - que comentei no último post. A partir de uma pesquisa etnográfica com usuários de Ipods, o autor analisa a forma como os habitantes das metrópoles organizam, privatizam e "isolam" o espaço acústico da cidade nos seus trajetos cotidianos, produzindo ao mesmo tempo uma trilha sonora particular.
Desta maneira, produz-se o que ele chama de uma nova cultura "of personal mobile sound" - cultura que tem como características estas noções de personalização e mobilidade.
De maneira geral, o trabalho traz observações interessantes - especialmente porque é rico em exemplos etnográficos do uso de Ipods na vida urbana.
O problema é que a tese central baseia-se em algumas premissas que eu acho altamente discutíveis. São elas:

1) Sobre a frieza das relações sociais na cidade, ecoando um pouco a nostalgia da comunidade perdida que já discutimos tanto no LabCult (e dá-lhe Sennett e Simmell para sustentar os argumentos)
2) Sobre os espaços urbanos como "não-lugares" - citando o Marc Augé no livro de mesmo nome
3) Sobre a impossibilidade do jovem suportar o silêncio, o que vai explicar a necessidade de conexão e mediação tecnológica
4) Conexão que, por sua vez, não significa "verdadeira" relação social, mas sim isolamento do mundo ao redor.Ou seja - o autor conclui que o usuário de Ipod transnformou o espaço público da cidade no seu espaço privado.

Duvido das quatro premissas.

Eu li o livro pensando o tempo todo no trabalho do Michel de Certeau - o Invenção do Cotidiano ( não sei se é mesmo este o título). Penso no volume 2, mas de cabeça, pois não tenho o livro em mãos. É quando ele fala das apropriações e trajetos que fazemos na cidade e que vão dialogar e se sobrepor a outros trajetos desenhados por outros habitantes, tanto quanto com os trajetos pré-planejados dos urbanistas.

Assim, por que não pensar na cultura do Ipod nesta perspectiva - como uma "apropriação" do espaço acústico que dialoga e acrescenta uma nova "camada sonora" ao soundscape da grande cidade, que é povoada por inúmeros e múltiplos sons, ruídos, etc.?
Porque não usar uma idéia tão legal que é a da cidade polifônica?
Porque não explorar esta tensão entre indivíduo e coletivo e entre espaço público e privado - que sem dúvida são fundadoras da experiência da modernidade - de uma maneira mais sofisticada ?
E mais -de onde este povo tira esta afirmação de que "o jovem não se permite a verdadeira relação social" - só pq tá falando no seu telefone celular ou ouvindo o seu MP3 ? Nunca entendi o que é mesmo a tal verdadeira relação social - ou melhor, nunca entendi onde está a "falsa"...
Afinal, as mediações tecnológicas fundam a nossa experiência com o mundo também desde o início da modernidade.

Foi com estas afirmações que eu impliquei, mas , como disse, tem uma discussão legal sobre usos do Ipod, tem a fala dos informantes justificando suas escolhas e isto é bem interessante.

Deixo então a referência completa do livro, pra quem quiser conferir e comentar aqui.

Sound Moves - Ipod culture and urban experience -Michael Bull - Routledge, 2007

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Soundscape, ruídos e trilhas urbanas

Tenho lido alguns textos sobre soundscapes e paisagens sonoras.Por conta disto, não resisto a um comentário que, de outra maneira, seria quase banal. É sobre as sonoridades, barulhos, ruídos e músicas que dão personalidade a uma cidade, bairro ou ambiente.
Moro num bairro muito silencioso no Rio, o Cosme Velho. Terceiro andar de um prédio baixo, numa rua sem saída. Mesmo assim, estranhei o silêncio de Montreal à noite, logo que cheguei.Mas, estranhei mais ainda a galera local me perguntar se eu estava conseguindo dormir, uma vez que estava numa rua "muito barulhenta" da cidade.
Agora, me mudei para uma ruazinha ainda mais calma.Super silenciosa, mesmo.Moro num térreo, do lado de um restaurante. Espantosamente, nada de barulho externo. Por outro lado, apesar do pé direito alto, as paredes revestidas de madeira deixam passar o som do apartamento de cima...não claramente, mas a ponto de saber se tem gente em casa.

Mas, o que me provocou mesmo este post é -podem rir, mas vou dizer...bem, é a minha academia de ginástica. Acabo de chegar de lá. É que no Rio nunca malhei ao som de uma trilha legal - a não ser que leve meu MP3 Player.
Aqui, o som ambiente é um techno clássico, super bem equalizado, numa altura de festinha animada, que faz com que ninguém tenha que ouvir aquelas conversas chatas de marombeiro...E a academia ainda fica aberta até meia-noite. Inclusive sábados e domingos. É festa ou não é!!
Fico prestando atenção na textura das músicas, nas mixagens e esqueço que estou malhando...O que me lembra a vez que fui a Londres, no auge da popularização da música eletrônica por lá nos anos 90. Momento em que a paisagem sonora da cidade - da garota que limpava meu quarto no hotel à lojinha de sapatos mais simplezinha passando pelos garotos no metrô - estivesse também impregnada da sonoridade techno, na época ainda uma novidade no Brasil, mais ligada à cultura underground e jamais fazendo parte da trilha da faxineira.

Acho que vale a gente desnaturalizar um pouco esta conversa e pensar nas sonoridades que nos rodeiam e que dão sentido ao nosso cotidiano; outras que nos afastam de certos ambientes sem a gente nem mesmo saber porque.Não falo só de música, não. Falo da tal "paisagem sonora" que interessava a Murray Schafer no seu livro chamado The Soundscape, composta por ruídos e sonoridades de ordens diversas - dos celulares que tocam na sala de aula à feira na sua rua, do carro da pamonha aos tiros da Rocinha, passando pelo funk do Chapéu Mangueira - conforme Chico já cantou na música Carioca - e tantas camadas sonoras mais.

E aí, claro, o assunto ainda se desdobra em muitas outras questões ligadas à escuta. Por exemplo, a relação da memória afetiva com certos sons que nos transportam imediatamente para certos lugares. (pensem no som de badalar de sinos, de um apito de fábrica, de uma batucada ou do barulhinho que avisa quando chegou e-mail no computador).

Ou ainda a discussão sobre o quanto a escuta é cultural - ou seja, o quanto suportamos de barulho, que ruídos ou sonoridades são aceitáveis em certas (sub)culturas e como isto é negociado socialmente, nada tendo de "natural".

(É só lembrar da história do rock, que era considerada "barulho" pela geração anterior, que ouvia Frank Sinatra...)

Para discutir o assunto, além do livro citado acima, tem também o recém-lançado do Michael Bull, "Sound Moves" sobre I-pods usados como soundscape para a vida urbana. Estou lendo e implicando um pouco com o argumento central - que aposta no esvaziamento da vida pública e analisa o I-Pod como ferramenta para fortalecimento do individualismo. Mas, de qualquer maneira, tem lá umas questões "boas pra pensar" estas relações entre espaço urbano, cultura e identidade, que valem o investimento. Mesmo se a gente discordar das conclusões do cara.

Um filme bestial



Na próxima quinta-feira, dia 2 de outubro, dentro do Ciclo Tela Lusitana: Cinema Português Ontem e Hoje, o Cineclube Cinerama da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro exibe o magistral Recordações da Casa Amarela (1989, 119 minutos) de João César Monteiro. Vencedor do Leão de Prata (Melhor Direção) no Festival de Veneza daquele ano, Recordações... é o filme que consagrou internacionalmente o saudoso diretor português, além de ter iniciado a trilogia com o personagem João de Deus (interpretado pelo próprio Monteiro), que daria as caras novamente em A comédia de Deus (1996) e As bodas de Deus (1998). Iconoclasta, provocador e sem freios na hora de desafiar o conservadorismo luso, Monteiro era dado a experimentações e ousadias, como misturar Schubert e Quim Barreiros na trilha sonora de seus filmes, ou então como quando rodou Branca de Neve (2000), filme cujos 75 minutos de projeção transcorrem quase que inteiramente com a tela preta. Clicando aqui e aqui, é possível assistir a trechos de duas reportagens feitas pela RTP à ocasião do lançamento deste último, que nos permitem ter uma amostra do estilo mordaz a virulento do diretor.

Falecido em 2003, após concluir as filmagens do igualmente cáustico Vai e vem, Monteiro é figura que certamente deixa saudades, ainda mais tendo em vista o panorama da atual produção cinematográfica portuguesa, que estou tendo a chance de acompanhar no Festival do Rio e que, em breve, pretendo comentar aqui neste espaço.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Oi investe em Webcomics

O site online UNIVERSOHQ divulgou hoje que a OI começou a investir em webcomics, dando oportunidade para uma nova safra de escritores e desenhistas, ao seguir uma tendência de outros países. Em muitos lugares do mundo, os quadrinhos estão conquistando cada vez mais as companhias de telefonia móvel que ofertam HQS digitas exclusivas para seus usuários. O retorno financeiro e institucional para as operadoras e editoras envolvidas tem sido bastante satisfatório, de acordo com a matéria. Vamos ver se aqui, no 5o maior mercado de quadrinhos do mundo, isso vai dar certo. Para quem quiser ler a matéria completa, é só clicar aqui.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Filmes portugueses no Festival do Rio 2008

Saiu na última segunda-feira (22), encartado no exemplar para assinantes do jornal O Globo, a programação oficial do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, que começa na próxima quinta-feira. Como sempre, são muitos filmes tentadores para pouco tempo disponível, então a exemplo do ano passado, vou focar minha programação nos filmes portugueses, que dificilmente (dificilmente mesmo!) serão lançados comercialmente no circuito brazuca. Vale lembrar que a produção cinematográfica lusa não compreende muito mais do que dez filmes por ano: sob essa perspectiva, os QUATRO longas-metragens selecionados para a edição 2008 do Festival (bastante inferior, em termos numéricos, à lista do ano passado, com cerca de oito produções) permitem que o espectador faça uma idéia de a quantas anda o cinema português contemporâneo.

Eis os filmes:

Mostra Expectativa
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO
Miguel Gomes, Portugal/França, 2008, cor, 150 min, legendas eletrônicas em português, 12 anos
Com Sônia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho
Em Portugal, agosto é marcado por festividades. Movido pelo desejo de fazer um filme neste universo, o diretor sai em busca de um roteiro e de atores.
SEX, 26: Estação Vivo Gávea 5, 13h20 [GV501] e 19h [GV503]
SAB, 27: Estação Barra Point 1, 22h10 [BP110]
SEG, 29: Espaço de Cinema 3, 16h30 [EC324] e 24h [EC368]

Mostra Panorama
CALL GIRL
António-Pedro Vasconcelos, Portugal, 2007, cor, 124 minutos, legendas eletrônicas em português, 14 anos
Com Soraia Chaves, Ivo Canelas, Nicolau Breyner
Prostituta de luxo é contratada por um empresário para seduzir o presidente da câmara e poder chantageá-lo depois. Mas algo sai errado.
SAB, 27: Estação Vivo Gávea 1, 13h30 [GV106] e 17h50 [GV108]
DOM, 28: Estação Barra Point 2, 17h45 [BP213]
TER, 30: Espaço de Cinema 3, 13h45 [EC329] e 23h30 [EC334]

A CORTE DO NORTE
João Botelho, Portugal, 2008, cor, 122 minutos, legendas eletrônicas em português, 14 anos
Com Ana Moreira, Rogério Samora, Ricardo Aibéo
Jovem mulher investiga a história de sua ancestral, Rosalina de Souza, ex-prostituta que chocou a sociedade portuguesa no século XIX.
QUA, 1: Estação Vivo Gávea 4, 18h [GV428]
QUI, 2: Espaço de Cinema 3, 13h45 [EC343] e 21h45 [EC347]

O JULGAMENTO
Leonel Vieira, Portugal, 2007, cor, 105 minutos, legendas eletrônicas em português, 14 anos
Com Júlio César, José Eduardo, Alexandra Lencastre
Professor universitário alcóolatra vive atormentado pelas lembranças de sua prisão durante a ditadura de Salazar. Quarenta anos depois, ele reencontra o policial que torturou e matou um de seus companheiros. Atormentado, seqüestra o policial para que ele confesse seus crimes.
DOM, 28: Estação Botafogo 3, 14h15 [EB314] e 21h [EB317]
QUI, 2: Estação Barra Point 2, 18h15 [BP233]
TER, 7: Estação Botafogo 3, 12h15 [EB367]


Dos autores em cartaz, não conheço a obra de nenhum em particular, mas sei que de Leonel Vieira e António-Pedro Vasconcelos podemos esperar flertes com a linguagem mais narrativa clássica do cinema de entretenimento hollywoodiano. A contrapartida radical vem com João Botelho, diretor do formalmente ousado, beirando o experimental Quem és tu? e nitidamente inspirado pelos mestres João César Monteiro e Manoel de Oliveira. Curiosamente, dos filmes programados, o que me desperta maior expectativa é o longa de Miguel Gomes. Vale lembrar que foi numa Mostra Expectativa de dois ou três anos atrás que tivemos a chance de conferir o magistral Alice, talvez um dos grandes filmes portugueses de sempre.

* * *

E aproveitando a oportunidade, faço meu jabá: dando prosseguimento ao ciclo Tela Lusitana: Cinema Português Ontem e Hoje, na próxima quinta-feira (25) será exibido o surpreendente longa-metragem de terror Coisa ruim, de Tiago Guedes e Frederico Serra, anteriormente comentado nesse blog. Maiores informações no blog do Cineclube Cinerama. Em breve, reunirei aqui no espaço do LabCULT uma compilação de todos os textos elaborados a propósito dos filmes da mostra.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Levemente doce, levemente salgado

Em tempo de tribos a Coca-cola, que não é boba nem nada, vêm fazendo sucesso com um projeto de marketing misto de programa de TV e gravação de CD/DVD difícil de nomear. Trata-se do "Estúdio Coca-cola Zero" que consiste em misturar bandas de gêneros musicais diferentes em um mesmo show. No site dá prá assistir as quatro mais recentes apresentações casadas entre o MPB da Vanessa da Matta e o rock Charlie Brown Jr; o reggae do Natiruts e o funk do DJ Marlboro; o sertanejo da dupla Chitãozinho e Xororó e o emo (emo é gênero musical?) do Fresno e mais recentemente o rock do Paralamas com o calipso do Calypso. Paralelo ao show, rolam espécies de reality-shows em que fãs trocam baladas e experimentam fazer parte de uma outra tribo.

Além da curiosidade que é ver Herbert Vianna tocar ao lado de Chimbinha e Joelma, o bacana é perceber como a noção de gênero musical é central nesse esquema. Se a princípio poderíamos pensar sob uma perspectiva pós-moderna e apontar tal colaboração como um evidente traço de perda das demarcações por gênero em reflexo a identidade contemporânea, mais fluída, sem perfis estabilizados que permite a qualquer um ouvir todos os tipos musicais sem choques culturais, o projeto acaba por ratificar a importância da categorização por gênero na administração da música massiva. Uma vez que o foco está na mistura proposital de ritmos bastante díspares e esta diferença entre os artistas é medida acima de tudo a partir do gênero musical ao qual pertence, o que assistimos é mais do que uma dobradinha entre bandas, é um provocação entre estilos musicais no qual se espera que os elementos tradicionais de cada estilo compareçam em palco. Nessa lógica, quanto mais distantes os gêneros, melhores são os resultados. Ouvindo Calypso com uma pegada rock e o Paralamas com direito a reboladas percebemos que os gêneros ficam mais evidentes quando são expostos a alterações.

Trilhas sonoras dos games

Como já contei, tenho frequentado o curso do Jonathan Sterne sobre Sound Studies aqui na McGill. A bibliografia e as discussões estão muito boas.

Por conta disto, leio no momento - e queria recomendar - um livro interessantissimo. O tema são as trilhas musicais dos games. Infelizmente, o livro ainda não foi lançado e estou com a cópia de uma versão no prelo. Mas, ainda sai em 2008.
O nome é Game Sound, An Introduction to the history, theory and Practice of Video Game Music and Sound Design.Cambridge, MIT Press, 2008.A autora, Karen Collins.

É muito informativo, traz análises da "função" não só das músicas como tb do som em diversos gêneros de games, abordando aspectos deste tema pouquissimo explorado.
O assunto me chamou atenção pela primeira vez quando teve aquele concerto aí no Rio (Video Games Live) que roda o mundo, e é uma apresentação de uma orquestra tocando as trilhas de games. Na época, fiquei louca com esta história, pois fez um super sucesso e o povo comparecia vestido com cosplays - as roupas dos personagens prediletos dos games.Pensei em escrever um artigo, mas acabei - como tantas outras idéias - deixando meio na gaveta por conta da falta de tempo.
Depois, no ano passado - graças ao Luiz Adolfo, que fez a mediação - orientei um trabalho de graduação que discutia a trilha sonora do game Final Fantasy. Claro que aprendi muito com o trabalho e percebi a lacuna bibliográfica sobre o tema.
Agora, este livro vem trazer umas discussões bem bacanas.
Vcs conhecem mais algum trabalho ? Quem souber de mais alguma coisa, passa aí nos comentários dicas pra gente, pois acho um tema muito rico para ser explorado.