Daniel Golding do Subject Navigator elege os 29 blogs que os interessados em games devem ler... e os melhores posts de 2008 aqui.
Preparem-se para uma viagem, já que um clique sempre leva a outro, e a outro, e a outro...
Confiram... e sugiram!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
CONCURSO PARA DOCENTE - UFRJ
Foram abertas 5 vagas para professor permanente da UFRJ/ECO (para quem acaba de se formar no doutorado ou está terminando o curso). As áreas são as seguintes: Comunicação e Filosofia; Comunicação e Psicologia; Comunicação e Antropologia; Comunicação e Artes; e Comunicação e Realidade Brasileira.
Informações sobre inscrições:
Local: Escola de Comunicação Social da UFRJ, Av. Pasteur, 250 fds - Praia Vermelha - CEP 22.290-240. Rio de Janeiro - RJ, na Secretaria dos Departamentos.
Tels.: 3873-5081 / 3873-5067 Tel. Fax.: 2295-9449
Válido inscrições por via postal e na Secretaria dos Departamentos
Encerramente das incrições: dia 21 de janeiro.
Informações sobre inscrições:
Local: Escola de Comunicação Social da UFRJ, Av. Pasteur, 250 fds - Praia Vermelha - CEP 22.290-240. Rio de Janeiro - RJ, na Secretaria dos Departamentos.
Tels.: 3873-5081 / 3873-5067 Tel. Fax.: 2295-9449
Válido inscrições por via postal e na Secretaria dos Departamentos
Encerramente das incrições: dia 21 de janeiro.
Estranha forma de vida nas telas
Maysa? Não, Amália Rodrigues (Sandra Barata Belo), no filme de Carlos Coelho da Silva, recém-lançado em Portugal
Até parece coincidência. No meu penúltimo post aqui no blog, tracei um panorama nada animador da relação que o público português vem estabelecendo com a produção cinematográfica nacional ao longo dos últimos anos. Eis que com algum atraso, só na semana passada vim a descobrir que no dia 4 de dezembro estreou nas telas lusitanas a muito aguardada cinebiografia de Amália Rodrigues. Simplesmente intitulada “Amália – o filme”, a película é dirigida por Carlos Coelho da Silva, cineasta desconhecido por estas paragens mas que é responsável pelo maior sucesso de bilheteria da história do cinema português, uma refilmagem modernosa (co-produzida pela SIC, ou seja, sem apoio do Estado) e algo erotizada do clássico queirosiano “O crime do Padre Amaro”, que bateu a louvável marca – para os padrões lusos, naturalmente – de 380 mil espectadores em 2005.
Semana passada, com pouco menos de um mês de exibição, “Amália” já havia ultrapassado os cem mil pagantes. Os produtores – nada mais nada menos do que a toda poderosa Valentim de Carvalho, a mais representativa empresa fonográfica portuguesa, em sua primeira investida na Sétima Arte – esperavam mais, talvez na expectativa de que o êxito do “Padre Amaro” se repetisse. Com três horas de duração, esmerada reconstituição de época, interpretação mimética de Sandra Barata Belo (mas sem o chamariz de Soraia Chaves pelada - ou vocês acham que o “Padre Amaro” foi o sucesso que foi por causa de sua bela dramaturgia?), é provável que a biopic da célebre fadista entre pra lista dos dez filmes portugueses mais vistos de sempre.
No site do Correio da Manhã, dizem as boas línguas que “Amália – o filme” já tem distribuição garantida no Brasil, pelas mãos da Flashstar, em data a definir (é torcer para o filme não ser lançado diretamente em DVD, porque algumas imagens do longa que conferi na internet me parecem bastante bonitas – embora excessivamente jaymemonjardinianas, se é que vocês me entendem). Outros países da União Européia em que Amália fez sucesso, como Bélgica, Luxemburgo e Holanda, devem ser os primeiros a receber o filme, já em abril. Por razões insondáveis, China, Egito, Arábia Saudita, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Argélia e Marrocos também já estão garantidos. O grosso da promoção internacional do longa deve ocorrer mesmo durante o próximo Festival de Berlim, quando mercados cinematográficos mais expressivos como EUA, França, Itália e Japão tentarão ser sensibilizados através do acordo com a distribuidora britânica Goldcrest.
O trailer oficial e mais informações sobre “Amália – o filme” podem ser conferidas no site oficial da produção, bem aqui.
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Música e Cultura Portuguesa
JORNAL LIG
Vira e mexe, Simone pede pra que divulguemos no que andamos trabalhando (em todos os âmbitos). Por isso, aproveito pra deixar aqui no blog um link para a versão online de um jornal, que circula em Niterói, e para o qual contribuo com uma coluna semanal sobre cinema e vídeo há alguns meses. O jornal estava de "férias", mas voltará a ser rodado nessa semana. Enquanto isso, segue o link com uma versão de dezembro do LIG.
2009 - Ano "oficial" do funk...
O deputado Chico Alencar do PSOL-RJ apresentou um projeto de lei que visa definir o gênero carioca como "forma de manifestação cultural popular", garantindo assim, que o Poder Público passe a participar oficialmente com incentivos a produção e democratização do estilo musical. O projeto vem gerando muitas críticas, a maioria ainda apoiada nos argumentos de que o funk é patrocinado pelo tráfico, ou que as letras, com suas conotações sexuais, não devem ser associadas a cultura brasileira. A proposta também virou notícia nos principais veículos musicais no exterior que apontam como a lei vem enfrentando resistências. Defendendo a lei, Alencar lembrou perfeitamente como o samba, hoje um dos gêneros mais bem conceituados e legitimados do mundo, já sofreu preconceito. "Houve época em que, no Brasil, era proibido sambar! Hoje, é o funk que enfrenta toda ordem de preconceitos e tentativas de desmobilização por parte de segmentos da sociedade que discriminam manifestações culturais das classes menos abonadas, sobretudo as ligadas à cultura negra".Assumindo posição, o DJ Marlboro lembrou os empregos gerados pela cultura funk e citou a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que apontou cerca de R$127,2 milhões movimentados por ano em torno do gênero. O DJ também falou como os funkeiros são os novos ídolos da favela em contrapartida aos traficantes e como o estilo tem se popularizado nas pistas de dança no exterior. Segundo o jornal britânico The Guardian, o gênero vem se expandindo e já garantiu seu lugar no mainstream.
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Funk Carioca
sábado, 3 de janeiro de 2009
Bandas investem em versão Guitar Hero
Passei os últimos dois meses de 2008 saltando entre Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, ocupado com trabalhos, aulas e congressos. Em meio um compromisso e outro, aproveitei para realizar um sonho que alimentava há algum tempo: comprei meu primeiro console Play Station II. Escolhendo alguns jogos para levar, o Guitar Hero: Versão Aerosmith chamou minha atenção. Não por ser fã da banda, mas pelo tipo de produto que estava sendo oferecido. Já vi conjuntos lançando seus discos, DVDs,etc. – mas nunca seus games versão Guitar Hero.
Em casa, o conteúdo geral de GH me pareceu uma variável da lógica introduzida pelo popular do game Tetris, no final dos ano 80. Contudo, em vez de formas geométricas, o Guitar Hero apresenta notas musicais descendo as escalas do braço de um instrumento. Seguindo a proposta do Tetris - encaixar as figuras sem deixá-las chegar ao topo da tela - em Guitar Hero devemos executar as notas e escalas errando o mínimo possível. Do contrário, o jogador é “vaiado” pelo público e o show, encerrado. Na versão Aerosmith, o jogador torna-se componente da banda e deve executar as escalas seguindo as canções do grupo norte americano, acompanhado pelos avatares dos músicos.
Brincadeira de gente grande
Depois de passar horas jogando, fui em busca de informações sobre este game, na internet, e descobri que ele abriu a porta para um mercado novíssimo. As bandas estão investindo em sua versão Guitar Hero buscando agradar uma parcela específica do público jovem. Em vez de ouvir as canções ou assistir o show da banda, em Guitar Hero os fãs podem interagir com as canções preferidas de um modo inusitado e original: jogando!
Além do Aerosmith, Metallica e Red Hot Chilli Peppers já ganharam sua versão Guitar Hero. Steven Tyler e sua turma, por exemplo, faturaram mais com o game do que com seus dois últimos álbuns, de acordo com matéria publicada no caderno G1. A venda de músicas de grupos como Nirvana e Red Hot Chili Peppers duplicou depois que elas apareceram nesses jogos.
Um alento para indústria fonográfica
Pelo menos até o momento, Guitar Hero representa uma alternativa para as gravadoras driblarem a pirataria. Para baixar novas musicas e atualizar o repertório do jogo, o usuário deve possuir um console original de Play Station ou XBox. Por exemplo, uma versão de Guitar Hero, a World Tour, permite que o jogador crie suas próprias canções e compartilhe pela internet com os demais membros de sua comunidade. Desta forma, cria-se um fluxo original que pode inserir os consoles de videogame no time das plataformas de distribuição musical.
Em casa, o conteúdo geral de GH me pareceu uma variável da lógica introduzida pelo popular do game Tetris, no final dos ano 80. Contudo, em vez de formas geométricas, o Guitar Hero apresenta notas musicais descendo as escalas do braço de um instrumento. Seguindo a proposta do Tetris - encaixar as figuras sem deixá-las chegar ao topo da tela - em Guitar Hero devemos executar as notas e escalas errando o mínimo possível. Do contrário, o jogador é “vaiado” pelo público e o show, encerrado. Na versão Aerosmith, o jogador torna-se componente da banda e deve executar as escalas seguindo as canções do grupo norte americano, acompanhado pelos avatares dos músicos.
Brincadeira de gente grande
Depois de passar horas jogando, fui em busca de informações sobre este game, na internet, e descobri que ele abriu a porta para um mercado novíssimo. As bandas estão investindo em sua versão Guitar Hero buscando agradar uma parcela específica do público jovem. Em vez de ouvir as canções ou assistir o show da banda, em Guitar Hero os fãs podem interagir com as canções preferidas de um modo inusitado e original: jogando!
Além do Aerosmith, Metallica e Red Hot Chilli Peppers já ganharam sua versão Guitar Hero. Steven Tyler e sua turma, por exemplo, faturaram mais com o game do que com seus dois últimos álbuns, de acordo com matéria publicada no caderno G1. A venda de músicas de grupos como Nirvana e Red Hot Chili Peppers duplicou depois que elas apareceram nesses jogos.
Um alento para indústria fonográfica
Pelo menos até o momento, Guitar Hero representa uma alternativa para as gravadoras driblarem a pirataria. Para baixar novas musicas e atualizar o repertório do jogo, o usuário deve possuir um console original de Play Station ou XBox. Por exemplo, uma versão de Guitar Hero, a World Tour, permite que o jogador crie suas próprias canções e compartilhe pela internet com os demais membros de sua comunidade. Desta forma, cria-se um fluxo original que pode inserir os consoles de videogame no time das plataformas de distribuição musical.
O sentido do sentido (e da liberdade)
John Lancaster, em sua recente review sobre os videogames publicada na London Review of Books, retoma duas discussões recorrentes nos estudos dos games: a possibilidade de enquadrar os jogos como obra de arte e a proximidade entre jogo e trabalho. Sobre essa última, Lancaster cita a apresentação de Steven Poole, na FROG Conference de 2008 em Vienna, intitulada "Working for the man: against the employment paradigm in videogames".
Em sua apresentação, Poole critica a cada vez maior proximidade entre trabalho e jogo, defendendo que a expressão da língua inglesa "beat the game" é infundada: "From the game's point of view, you did not beat it. On the contrary, you did exactly what the game wanted you to do, every step of the way".
Apesar do pessimismo de Poole, para quem os jogos oferecem aos jogadores "meaningless jobs that replicate the structures of real-world employment", ele tem razão ao chamar atenção para a necessidade de um outro tipo de jogo. Um jogo mais livre, talvez... que, como sugere Lancaster, ofereça a real possibilidade de fazer algo novo, algo seu.
A pergunta é... que jogo seria esse? Será que é somente a liberdade de que fala Poole que está faltando para que os jogos dêem um passo além? A liberdade que permitiria que: "if you preferred, you could just take time to smell the coffee, with no shadowy boss figure watching your clock and tapping his foot"?
Certamente estamos à procura de uma forma de liberdade... de uma liberdade que produza sentido. Mas não é o sentido da experiência que precisa ser construído de forma que o trabalho (porque jogo envolve trabalho e, cada vez mais – se não sempre –, trabalho envolve jogo) signifique e agregue? Cada vez estou mais convencida de que a liberdade precisa ser trabalhada não por si só, mas com um objetivo ou vários objetivos e possibilidades, para que se possa criar uma (ou inúmeras) experiências com significados que se estendam para além do momento do jogo.
Se não, o único significado da parada para o café será o protesto contra a estrutura do jogo... e esse, ainda que seja válido, é limitado e contextual e não o tipo de sentido que extrapola e modifica.
Em sua apresentação, Poole critica a cada vez maior proximidade entre trabalho e jogo, defendendo que a expressão da língua inglesa "beat the game" é infundada: "From the game's point of view, you did not beat it. On the contrary, you did exactly what the game wanted you to do, every step of the way".
Apesar do pessimismo de Poole, para quem os jogos oferecem aos jogadores "meaningless jobs that replicate the structures of real-world employment", ele tem razão ao chamar atenção para a necessidade de um outro tipo de jogo. Um jogo mais livre, talvez... que, como sugere Lancaster, ofereça a real possibilidade de fazer algo novo, algo seu.
A pergunta é... que jogo seria esse? Será que é somente a liberdade de que fala Poole que está faltando para que os jogos dêem um passo além? A liberdade que permitiria que: "if you preferred, you could just take time to smell the coffee, with no shadowy boss figure watching your clock and tapping his foot"?
Certamente estamos à procura de uma forma de liberdade... de uma liberdade que produza sentido. Mas não é o sentido da experiência que precisa ser construído de forma que o trabalho (porque jogo envolve trabalho e, cada vez mais – se não sempre –, trabalho envolve jogo) signifique e agregue? Cada vez estou mais convencida de que a liberdade precisa ser trabalhada não por si só, mas com um objetivo ou vários objetivos e possibilidades, para que se possa criar uma (ou inúmeras) experiências com significados que se estendam para além do momento do jogo.
Se não, o único significado da parada para o café será o protesto contra a estrutura do jogo... e esse, ainda que seja válido, é limitado e contextual e não o tipo de sentido que extrapola e modifica.
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games
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Bacalhau & rabanadas
Fiquei os últimos dias matutando como desejar a todos os amigos LabCULTianos, colaboradores e leitores deste blog, os tradicionais votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo e blá blá blá. Aí resolvi criar uma playlist no Imeem (site para onde migrou o saudoso serviço de podcasting da anywhere.fm) com algumas músicas - portuguesas, naturally - que descobri durante minha última viagem à Terrinha e que podem servir, à sua maneira, para embalar as vossas festas de final de ano. Por enquanto eu coloquei apenas oito canções, mas a idéia é alimentar a playlis durante essa semana e a próxima com os sons que forem surgindo na minha cabeça.
Depois o projeto é transformar o [todagentetodaparte] num podcast independente do meu objeto de pesquisa, uma forma de compartilhar com vocês algumas músicas que a gente vai descobrindo pelo caminho e que, como sói acontece com as coisas bacanas, não merecem ficar guardadas na gaveta ou enclausuradas num personal music player.
Então é isso. Boas festas a todos, um 2009 pleno de realizações, defesas arrasadoras e fartíssimas bolsas-sanduíche [hehe], além de muita música poptuguesa nas idéias.
Até janeiro!
Depois o projeto é transformar o [todagentetodaparte] num podcast independente do meu objeto de pesquisa, uma forma de compartilhar com vocês algumas músicas que a gente vai descobrindo pelo caminho e que, como sói acontece com as coisas bacanas, não merecem ficar guardadas na gaveta ou enclausuradas num personal music player.
Então é isso. Boas festas a todos, um 2009 pleno de realizações, defesas arrasadoras e fartíssimas bolsas-sanduíche [hehe], além de muita música poptuguesa nas idéias.
Até janeiro!
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