quinta-feira, 30 de julho de 2009
14o Festival Brasileiro de Cinema Universitário
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Mais notícias do MPB: "Zélia Duncan retira assinatura do Música Para Baixar"
Zélia Duncan retira assinatura do Música Para Baixar
Enviado por Jamari França - 20.7.2009 | 11h42mZélia está nos Estados Unidos e de lá enviou por e-mail sua posição:
“Eu nunca baixei uma música sequer. Já aceitei uma ou outra de amigos que me mandaram coisas raras, que não se encontram por aí, o que acho tão válido quanto aqueles cassetes que fazíamos antigamente, que copiávamos na casa de um amigo, ou dávamos de presente de aniversário com repertórios sortidos.
Eu realmente entendi de outra forma esse “manifesto” e lamento ver meu nome usado nas trincheiras dessa forma, pois eu defendo que a música não aparece na Internet por um passe de mágica. Alguém criou, alguém gravou, é a nossa profissão, não é um presente dos deuses.
O que sempre defendi foi que tenhamos uma opção para isso tudo, que possamos comprar com facilidade as canções que quisermos ter. Assim como o iTunes proporciona para quem tem cartão internacional, o que não é o meu caso, nem o da maioria esmagadora de brasileiros. Adoro a Internet, me fascina a possibilidade de democratizar, de divulgar, de ser independente, mas não apoio que as pessoas baixem indiscriminadamente as coisas, como se elas não tivessem dono, como se não fosse a nossa vida, nosso suor e nosso trabalho. Defendo as saídas que sejam benéficas para ambos os lados. Viva a Música Brasileira!”
Zélia explicou que não se trata de nenhum tipo de rompimento com Leoni – “eu o tenho em altíssima conta! É um guerreiro incansável e um artista que admiro muito” - nem com os demais signatários. Leoni recebeu com elogios a posição de Zélia:
- Zélia tem uma posição muito coerente. Não esperava menos da minha parceira e amiga. Admiro-a como artista e como pessoa pública, sempre se posicionando, mesmo quando o assunto é espinhoso. Sou a favor da pluralidade de idéias e acho-a indispensável para criarmos soluções boas para todo mundo. No fim das contas o que interessa é encontrarmos caminhos que sejam bons para a música brasileira,” disse Leoni por e-mail.
O assunto foi tema de matéria do Segundo Caderno de “O Globo” neste domingo (leia aqui) assinada por Leonardo Lichote que foi colocada no site e gerou algumas respostas coerentes e outras desbaratadas. Não é verdade que o artista nada ganha pelos discos vendidos nas gravadoras. Ele ganha um percentual por intérprete e um percentual por autor quando é o caso. Também recebe por execução em rádio e pelas músicas que toca nos shows.
O próprio Leoni me disse – “Não quero acabar com o direito autoral - boa parte da minha renda mensal vem daí, mas flexibilizá-lo para adaptá-lo ao novo mundo.”
O artista recebe, não é a parte do leão, que fica entre gravadora e loja. Acho de uma total arrogância dizer que o artista deve ganhar dinheiro mesmo é com show. Com que direito alguém se apropria do trabalho alheio e manda o espoliado se virar de outro jeito. Quem defende essa posição gostaria de ver seu trabalho expropriado desse jeito e alguém mandar que fosse ganhar dinheiro vendendo fruta na feira? Duvido. Se doesse no bolso de quem faz o download gratuito queria ver ele manter a mesma posição.
Se o artistas quer ceder seu trabalho de graça em nome de uma nova realidade de mercado, que o faça. Para se projetar é um mecanismo válido, para se manter sem contrato de uma gravadora é válido. É muito citado o caso dos Arctic Monkeys que se projetaram a partir da internet. Mas onde eles estão hoje? Dentro de uma gravadora. Os que têm se dado bem com esse esquema de venda direta são nomes que enriqueceram ou se projetaram através do velho esquema como Radiohead e Nine Inch Nails.
Para ficar bem clara a minha posição: sou contra o download ilegal e a favor da busca de novos modelos de comercialização de músicas. Sou contra os atravessadores e acredito que no futuro o artista se relacionará diretamente com o fã numa relação benéfica para s dois lados. No blog Música Líquida, de Leoni e Marcelo Pereira, há muito material a respeito e destaco a conferência de Michael Masnock no Midem sobre a experiência bem sucedida de Trent Reznor/Nine Inch Nails. Finalmente, não sou a favor de maneira alguma da penalização dos fãs que baixam músicas.
Para encerrar uma declaração de Leoni sobre a questão:
Esse é um assunto que causa muita dúvida e muito debate. Se tentarmos compreender esse novo mundo usando os conceitos antigos vamos ficar frustrados e saudosistas. Eu não acho que a realidade corresponda ao meu ideal. Num mundo perfeito as músicas seriam pagas por download ou streaming. E bem pagas. Acontece que ele não é assim e nenhum sistema de controle se mostrou viável. Todos os processos movidos pela RIAA contra usuários de música resultaram em fortunas para os advogados e nenhum centavo para artistas ou gravadoras. Eu concordo com o Gerd Leonhard sobre esse universo de Música 2.0, temos que desistir do controle e inventar alguma forma de compensação. Para mim o modelo que deve resolver esse problema é o do Spotify: acesso a todo o universo musical on-demand em troca de um pagamento pelo uso do serviço. Esse dinheiro é dividido entre os artistas em função do número de execuções que tiverem.
Eu venho escrevendo regularmente sobre o assunto no meu blog Música Líquida. Sugiro a leitura de alguns textos que sintetizam esse pensamento. Não quero acabar com o direito autoral - boa parte da minha renda mensal vem daí - mas flexibilizá-lo para adaptá-lo ao novo mundo. Alguns casos recorrentes vêem mostrando que, na internet, quanto mais se dá, mais se vende.
terça-feira, 21 de julho de 2009
"Senhoras e senhores, à vossa direita, o Rio Tejo"
“Adeus parceiros das farras
Dos copos e das noitadas
Adeus sombras da cidade
Adeus langor das guitarras
Canto de esperanças frustradas
Alvorada de saudade.
Meu coração como louco
Quer desgarrar-me do meu peito
Transforma em soluço a voz
Partir é morrer um pouco
A alma de certo jeito
A expirar dentro de nós.
Voam mágoas em pedaços
Como aves que se não cansam
Ilusões esparsas no ar.
Partir é estender os braços
Aos sonhos que não se alcançam
Cujo destino é ficar.
Deixo a minh’alma no cais
De longe canto sinais
Feitos de pranto a correr.
Quem morre não sofre mais
Mas quem parte é dor demais
É bem pior que morrer!
Quem morre não sofre mais
Mas quem parte é dor demais
É bem pior que morrer!”
Porque não há como ser contido em ritmo de fado.
E o poeta é um fingidor, lembrem-se disso.
***
Obter um número de identificação fiscal. Abrir conta bancária. Comprar um telemóvel. Arrendar um apartamento. Fazer um plano de internet móvel. Enviar para a CAPES os documentos que comprovam a minha chegada no campo. Confeccionar o passe da rede de transportes urbanos. Cadastrar-se no Centro de Saúde local. Encontrar um pneumologista. Comprar uma televisão (de preferência usada, na Feira da Ladra). Descolar um colchão. Entulhar o apartamento de bobagens compradas no Ikea. Passar no Pingo Doce. Decorar a parede da sala com o pôster de “Lost in translation”. Começar a pesquisa.
E no meio disso tudo, ainda arranjar tempo para se perder.
***
Agora que a bolsa PDEE/CAPES foi implementada e a passagem para Portugal devidamente comprada para o dia 25 de julho, posso compartilhar com todos os leitores do LabCULT a alegria por mais essa conquista. Entre os meses de agosto de 2009 e janeiro de 2010, residirei em Lisboa com o objetivo de desenvolver aquela pesquisa sobre a qual todo mundo já está careca de saber. Assim que conseguir me instalar, prometo desovar posts frequentes a respeito das minhas novas aventuras musicais lisboetas.
***
E, bem, tem outra coisa que eu queria compartilhar também...
Isso, sim, não tem preço. :-)
Até a volta!
domingo, 19 de julho de 2009
MPB agora significa Música para Baixar
Zélia Duncan, Léo Jaime e Leoni encabeçam manifesto que defende fã que baixa música
RIO - O tom é contundente: "Quem baixa música não é pirata, é divulgador!". Extraída do manifesto Música Para Baixar (MPB), a frase sintetiza o teor do texto que, no ar há uma semana, já arregimentou mais de 800 assinaturas on-line. Entre elas, as de artistas como Zélia Duncan (que reforçou seu apoio com o recado "é fundamental que isso aconteça", ao lado de seu nome), Léo Jaime, André Abujamra, Ritchie, Roger Moreira (Ultraje a Rigor) e Leoni - um dos idealizadores do manifesto (leia na íntegra) .
- Existe um discurso oficial das gravadoras de que nós, artistas, somos prejudicados pela chamada pirataria digital. Queríamos mostrar que há uma outra forma de se olhar para a situação - explica Leoni. - O fã que baixa divulga nossa música de graça. Um ótimo exemplo é o caso do compositor americano Corey Smith, que põe suas músicas disponíveis de graça em seu site e à venda no iTunes. Ele fez um teste e tirou as canções do seu site. As vendas delas no iTunes caíram. E voltaram a crescer quando ele voltou a disponibilizá-las gratuitamente.
O manifesto nasceu no 1º Fórum Música Para Baixar, realizado no mês passado em Porto Alegre, como parte da programação do Fórum de Software Livre. Entre suas propostas, o movimento MPB defende a isenção de impostos para a música. Quer ainda debater junto ao Ministério da Cultura a flexibilização dos direitos autorais.
- Os direitos autorais nasceram para incentivar os artistas a produzirem sua obra para a sociedade. Hoje, isso se perdeu em distorções - avalia Leoni. - Uma escola pública de Taubaté foi impedida de fazer sua festa junina porque o Ecad cobrou direitos das músicas que seriam executadas. Eles não tinham dinheiro. Mas uma escola particular tem. Nesse caso, os direitos autorais servem para aumentar a distância entre o ensino público e o privado.
Assinado também por artistas novos emergentes como Macaco Bong e Teatro Mágico (outro que está entre os organizadores do documento), o manifesto define o movimento MPB como uma "reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na internet".- Estão aparecendo propostas perigosas de cercear a internet, criar uma vigilância sobre os usuários. É certo acabar com a liberdade de troca de informação da rede em nome de um negócio que está acabando? - pergunta o compositor, referindo-se às gravadoras e ao modelo fonográfico tradicional. - E, na internet, todo cuidado é inútil. É melhor eu pôr minhas músicas no meu site que encontrá-las no Lime Wire (site de compartilhamento) atribuída a outros autores, com qualidade baixa ou vírus.
Vale a pena publicar aqui a íntegra do manifesto, que pode ser encontrada no site do movimento MPB.
Para assiná-lo, acesse: www.petitiononline.com/mpb/
Manifesto Movimento Música para BaixarÉ a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.
Um mundo acabou. Viva o mundo novo!
O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).
Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.
Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.
Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.
O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.
O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.
Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.
O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.
O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Coldplay vende mais de 1 milhão de álbuns digitais nos Estados Unidos
Banda liderada por Chris Martin vende mais de 1 milhão de álbuns digitais nos Estados Unidos
De acordo com o NME.com, os britânicos do Coldplay foram os primeiros artistas a vender mais de um milhão de álbuns digitais nos Estados Unidos. Os números, que foram fornecidos pela auditoria Nielsen Soundscan, incluem os resultados de venda dos quatro álbuns de estúdio completos da banda, um disco ao vivo e o mais recente EP, o LeftRightLeftRightLeft.
No mundo todo, o Coldplay já vendeu mais de 2 milhões de álbuns no formato digital.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Gravadoras se rendem à cultura da web?
O texto, do jornalista Leonardo Lichote, diz que estamos em um "momento de virada da relação da indústria [fonográfica mundial] com o meio digital" e que este momento tem reflexos no Brasil. A virada significaria que a indústria começa a "trabalhar com o internauta na lógica da web na qual ele foi acostumado, usando a mesma oferta virtualmente infinita encontrada nos serviços de download ilegal, sem cobrar nada ou a um preço baixo".
Exemplos dessa mudança na indústria da música seriam:
- O site brasileiro Sonora (www.sonora.com.br), que, na lógica da cultura do acesso, permite escutar as músicas gratuitamente, e cobra R$ 19,90 mensais para o download.
- O site Spotify (www.spotify.com), que permite que os usuários escutem as músicas, junto com anúncios publicitários, gratuitamente, e sem anúncios publicitários a 9,99 libras mensais (o serviço ainda não está disponível no Brasil, mas o vídeo de propaganda do site está disponível no endereço acima).
- O site Qtrax (www.qtrax.com), que permite o download gratuito.
- Celulares, como o Nokia 5800 que, quando comprados, permitem que os consumidores baixem músicas por um período de um ano. Os arquivos são protegidos, não sendo permitido gravar as músicas em outros suportes, como um CD.
- Músicas vendidas em pen drive, como as coletâneas Pen Music da EMI.
- Músicas vendidas em estações digitais semelhantes a caixas automáticos, que podem ser baixadas para pen drives ou MP3 players, como a que existe na Fnac.
Deixo as análises para os pesquisadores de música do LabCULT.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Noites lisboetas #6 - o dia em que apanhei um cravo no chão e o coloquei na lapela
Desde que dei início à minha atual pesquisa, secretamente alimentava grandes expectativas diante da possibilidade de algum dia estar em Portugal durante o 25 de abril. Quando soube que o último LUSOCOM ocorreria uma semana antes do 35º. Aniversário da Revolução dos Cravos, não pensei duas vezes antes de prolongar minha estadia em Lisboa por mais uns diazinhos. E em que se pese o fato de o meu primeiro 25 de abril em Portugal ter sido ocupado com questões outras, desagradáveis demais para serem relatadas em todo o seu pormenor aqui neste espaço, garanto que fiz a escolha certa.
Nesse sentido, não apenas o 25 de abril em si como o modo pelo qual ele vem sendo comemorado em Portugal fornecem algumas pistas interessantes nesse sentido. Para lembrar os portugueses de que no dia 24 de abril de 1974 eles foram dormir não podendo falar e escrever certas coisas, e acordaram no dia seguinte com este direito fundamental restituído, a revista semanal Visão lançou uma edição especial simplesmente genial do ponto de vista da sinergia entre os setores gráfico e de criação, na qual as diversas matérias eram veiculadas como que submetidas ao famigerado “lápis azul” da censura salazarista, de modo que os leitores pudessem perceber a quantidade de coisas a que eles não teriam acesso se a censura ainda vigorasse.
É óbvio que quem estiver atrás de um approach mais conservador da Revolução (!) vai encontrar motivos para se esbaldar, sobretudo sintonizando a TV aberta portuguesa: há documentários biográficos, mesas redondas e a inoxidável reprise do longa-metragem Capitães de Abril, de Maria de Medeiros, circa meia-noite. Mood semelhante pon
Decerto há coisas mais interessantes para se ver... Faltando uma semana para o 25 de abril, começaram a pipocar em Lisboa alguns shows comemorativos, de longe as iniciativas possuidoras da proposta mais original de sempre: reunir artistas de várias gerações em torno do “espírito de abril” – o que é consideravelmente distinto de se falar nas “canções de abril”, pois embora as trovas de Zeca Afonso e seus contemporâneos sejam de uma beleza deslumbrante, vamos combinar que algumas dessas músicas já deram o que tinham que dar. Movida por esse impulso contracorrente, a boate Music Box organizou uma série de concertos intitulada “Lisboa, Capital, República”, que durou três noites: a primeira, que contou com o veterano cantautor Sergio Godinho (reposnável por impregnar “Os vampiros”, de Zeca, dum surpreendente espírito rock and roll), o duo brasileiro Couple Coffee e o chicobuarquiano JP Simões, foi das coisas mais lindas e musicalmente intensas que tive o prazer de testemunhar. As noites seguintes aglutinariam estilos e artistas tão distintos entre si quanto o fado de Camané e o hip hop de Sam the Kid.
Mas o grande barato do 25 de abril é e sempre será caminhar a esmo pelas ruas do centro de Lisboa, deixando-se levar pelas passeatas que saem da rotunda do Marquês de Pombal e deságuam no Rossio, descendo a Avenida da Liberdade abaixo, ao som de uma cacofonia de palavras de ordem e no compasso de todos aqueles que ganham as ruas na esperança de se fazerem ouvir.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Project Natal agita cenário mundial dos games
Segundo a assessoria da Microsfot, em nota colhida no site Gizmodo, o “ sensor do Project Natal é o primeiro do mundo a combinar, em um mesmo aparelho, uma câmera RGB, sensor de profundidade, microfone e processador especial. Ao contrário de câmeras e controles 2D, o Project Natal acompanha o movimento do seu corpo em 3D, enquanto responde a comandos, instruções e até mesmo mudança de tom na sua voz. Além disso, ao contrário de outros dispositivos, o sensor "Projeto Natal" não depende apenas da luz. Ele pode reconhecer você apenas olhando para seu rosto, e não só reage a palavras mas entende o que você diz. Se você passa instruções a outros jogadores num jogo de futebol americano, eles respondem a seus comandos.
Vale ressaltar que além de ter a colaboração de Steven Spielberg, a equipe de produção do Project Natal conta com o brasileiro Alex Kipman, natural da capital do Rio Grande do Norte e que batizou o projeto com o mesmo de nome de sua cidade de origem, em referência ao sentido da palavra, que no latin sigfica nascer.
Ao assistir o vídeo promocional do Project Natal, no youtube, pergunto: estaria a Microsoft inaugurando uma tendência no mercado de games, capaz de atrair um novo público desacostumado a jogar videogames, como fez o WII alguns anos atrás? Podemos dizer que este console da Nintendo está com seus dias contados, fadado ao esquecimento, diante do que o usuário pode fazer experimentando o Project Natal