quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Heteropoda davidbowie

Nós já sabíamos que Bowie, além de ser o nome do camaleão do rock, era também nome de faca.

A novidade agora é que David Bowie é nome de um aracnídeo. Peter Jaeger, um biólogo alemão que batizou a espécie, disse que escolheu o nome do rockstar para a aranha na intenção de chamar atenção para a extinção de espécies raras. Ele adotou a estratégia com outros animais, ao batizá-los com os nomes de Nina Hagen e Udo Lindenberg, um roqueiro alemão.

Jaeger não foi o pioneiro nesta façanha. Um colega seu usou o nome de Neil Young para batizar uma espécie há um tempo atrás.

Pra quem quiser conhecer o aspecto da Heteropoda davidbowie, veja a foto neste link. O cientista disse ela lembra o figurino do padrinho na época de Ziggy Stardust and the Spiders from Mars.

Eu discordo, acho ela bege demais - apesar de ser muito bonita!

Rituais à beira do Douro

“Conto de fadas do Tejo ao Douro” ou “Porque precisamos dos Pontos Negros”


Não sofra, Ana Bacalhau, tens Portugal aos teus pés – a consagração do Deolinda

Ennio Morricone meets Carlos Paredes: ladies and gentlemen, the Dead Combo



Projeção mutante: a surpresa dos Noiserv

Querem acabar com essa vista




Os belíssimos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, sediaram nos dias 28 e 29 de agosto último o Festival Noites Rituais, vitrine anual da nova música pop/rock portuguesa que acontece há 18 primaveras na cidade banhada pelo Rio Douro. Foram ao todo 12 atrações musicais, distribuídas por dois palcos: o #1, dedicado às bandas consagradas, e o Ritual, que abrigou as bandas novas. Além dos concertos, a programação do Noites Ritual também compreendeu uma mostra fotográfica, uma feira “alternativa” (onde era possível encontrar de vinis e camisetas de banda a apetrechos sofisticadíssimos para usuários de cannabis) e sessões on repeat da primeira temporada do impagável talk show de Bruno Aleixo, obra-prima do humor português século XXI, num auditório com ar condicionado que me protegeu do calor por umas boas três horas.

Na sexta-feira, os trabalhos foram abertos pontualmente às 21h30, com a apresentação do One Man Hand no Palco Ritual – uma espécie de Legendary Tigerman dos pobres, obcecado por enfiar a expressão fuckin’ bitch em todos os versos que viessem pela frente. Felizmente para os meus ouvidos, foi uma apresentação curta, pois às 22h o Foge Foge Bandido, novo projeto de Manoel Cruz (dos Ornatos Violeta) já tomava de assalto o Palco #1. O cumprimentos dos horários, que em 99,9% dos Festivais costuma ser a maior fonte de irritação do público, aqui no Noites Ritual é obedecido à risca: e como o pessoal da organização parece estar contando o tempo com o auxílio de um cronômetro de precisão milissegundo, as apresentações acabam sendo excessivamente curtas. Não que o Foge Foge Bandido, com sua mistura de trovadorismo e experimentações à Radiohead, estivesse particularmente empolgante, mas nem o mais entediado dos presentes se recusaria a oferecer ao grupo de Cruz mais uns minutos de palco.

A solução encontrada pelo Noites Ritual para contornar a inevitável espera entre concertos no Palco principal é, de início, bem bacana, mas com o passar do tempo, ficar pulando de um palco para outro acaba sendo cansativo – e quanto mais lotados os Jardins vão ficando, mais difícil se torna o deslocamento em meio à carneirada que vai e vem. Quem preferiu criar raízes junto ao #1 perdeu a bela apresentação do Noiserv no Palco Ritual, qualquer coisa entre Nick Drake e Tindersticks com programação eletrônica, e ao fundo uma projeção de Corel Draw que ia sendo feita, desfeita e refeita ao sabor das canções. No mínimo, singelo – além de um ótimo aperitivo para o som atmosférico e cinematográfico do Dead Combo no Palco principal. A estilosa dupla de instrumentistas Tó Trips & Pedro Gonçalves fez uma apresentação bastante correta, mas que teria sido muito melhor caso uns pufes tivessem sido disponibilizados para a galera. Os destaques foram a minha favorita “Eléctrica cadente” e uma versão furiosa para “Temptation”, do mestre Tom Waits.
Hora de regressar ao Palco Ritual, onde o Peltzer já levava adiantado o seu eletro-rock sem grandes novidades, e que para piorar soava musicalmente incompatível com o timbre do vocalista. A esta altura, a imensa maioria dos presentes já se bandeava para o #1, prevendo que a ultra concorrida apresentação da Deolinda não deixaria muitos espaços vagos na platéia. Não deu outra: todo o furor e toda a expectativa depositada em torno da performance de Ana Bacalhau & cia se confirmaram diante dos meus olhos cansados, tamanha a energia e cumplicidade que fluíam livremente entre palco e audiência. E pensar que não faz muito tempo – mais precisamente, em outubro de 2008 – a Deolinda era apenas uma banda novata fazendo um concerto muito elogiado na Aula Magna da Universidade de Lisboa. A platéia – sobretudo a feminina – parecia saber de cor todos os versos de todas as canções do álbum êxito de vendas Canção ao lado, reagindo de forma entusiasmada aos hits “Fon fon fon fon” e “Movimento perpétuo associativo” (cujo verso referente ao Benfica foi espertamente alterado para uma menção ao FCP). O diálogo com a nossa música também está ali, na divertida “Garçonete da casa de fado”, toda ela cantada em “brasileiro”. E ninguém arredou pé até que as duas canções do bis (ou “encore”, como se diz por aqui) tivessem chegado ao fim.
No dia seguinte, os Jardins já se encontravam menos tumultuados, o que apenas reforçou o poder de atração exercido pela Deolinda na noite anterior. Os trabalhos foram abertos às 21h30 pelo Hot Pink Abuse no Palco Ritual, mais um exemplar de fotocópia musical levado a cabo por estas paragens (no caso, a matriz eram as bandas de guitarras sujas, batidas eletro e vocalistas femininas, tipo Yeah Yeah Yeahs). Nada de ofensivo ou de epifânico, embora houvesse uma música cantada em francês, chamada “Maria Antoinette”, que admito ter descido bem. Inaugurando a noite no palco principal, o panque-roque dos Pontos Negros, entre Strokes, Lou Reed e a Igreja Batista de Queluz. Cria de maior projeção midiática da gravadora Flor Caveira, os rapazes mostraram, num show curtinho de dar dó, canções de antigos EPs, do álbum “Magnífico material inútil” e um tema novinho em folha, nas quais se destacam as inteligentes e saborosas letras em português.
O sanduíche da noite foi bem pouco apetitoso. No palco Ritual, Paul da Silva emulava à perfeição o rock de Pearl Jam, Foo Fighters e congêneres – deu um sono... No #1, o som encorpado do Blind Zero – lançando seu último CD, “Luna park” – alcançava eventuais momentos empolgantes para logo em seguida patinar no óbvio, embora o esforço performático do vocalista fosse uma atração à parte. Coube ao Andrew Thorn encerrar o Palco Ritual, com um som entre o Franz Ferdinand e o Joy Division, mas sem nada de novo a acrescentar.
Já passava da meia-noite e meia quando o Mão Morta de Adolfo Luxúria Canibal & Cia subiu ao Palco Principal. Sobre a banda, as opiniões divergem: há quem considere as letras escatológicas e viscerais pura poesia, há quem não perceba a razão de tanto estardalhaço. Atrás de mim, havia um grupo de rapazes particularmente injuriado (“Mestes-me nojo!”, dizia um deles). Independente disso, não dá pra contornar a explosiva performance de Adolfo Luxúria Canibal, que se veste como um funcionário público das finanças enquanto vocifera o apocalipse moral da humanidade com uma voz gutural que faz o Tom Waits parecer um inocente menino do coro. Já era a segunda vez que conferia uma apresentação do Mão Morta – a primeira havia sido nas Festas Populares de Corroios – e dado o fato de se tratarem de eventos de perfis e apelos relativamente distintos, surpreendeu-me o line up dos shows ser praticamente o mesmo. Sintomaticamente, a diferença mais marcante esteve nas respectivas canções de abertura: enquanto em Corroios o show foi inaugurado com “Budapeste” (que está para o Mão Morta assim como, sei lá, “She don’t use jelly” está para o Flaming Lips, i.e., músicas-acessíveis-de-bandas-usualmente-esquisitas), no Noites Ritual a primeira do show foi uma longa canção declamada de 7 minutos sobre a caminhada noturna de um sujeito até uma maternidade.
A nota dissonante do Noites Ritual é que a sede do evento parece estar por um fio. Querem transformar os Jardins do Palácio num Centro de Convenções – manifestações contra essa iniciativa deram a tônica em alguns concertos (o discurso de Adolfo foi particularmente memorável). Maiores informações sobre isso podem ser encontradas em http://defesadopalacio.pegada.net/. Sei que a imensa maioria de vocês não tem nada a ver com isso, mas seria legal que um espaço tão bacana pudesse continuar a sediar eventos idem, como são as Noites Ritual.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para Nick Hornby, blogs de MP3 são melhores que lojas de disco

Nick Hornby, escritor que figura na minha lista top ten, escreve para o The Guardian sobre os blogs de MP3.
Apaixonado por música - paixão que foi belamente retratada no seu livro (que virou filme) High Fidelity - ele compara uma viagem na era pré-internet, quando voltávamos sempre com a bagagem superpesada por conta da quantidade de Cds, com a "viagem" que podemos fazer através de blogs que disponibilizam arquivos em MP3.
A matéria traduz uma experiência que todos conhecemos muito bem - a de fuçar atrás de novidades na internet, usando sistemas de reomendação e afins - mas como ele escreve muito bem, vale a pena conferir a dica (dada por Adriana Amaral no twitter).

Ah! E se quiserem conhecer o autor, além do ótimo High Fidelity, recomendo " A Long Way Down", sobre quatro potenciais suicidas que "engarrafam" o terraço de um prédio no centro de Londres, tentando se suicidar na noite de Ano Novo. É muito bom!

Balanço da Intercom 2009

De volta do Congresso da Intercom, vou confessar que, antes de ir, estava morrendo de preguiça de passar o fim de semana longo em Curitiba, longe do Rio e da família.

Mas, ia me arrepender se não fosse.

Adorei reencontrar um monte de amigos, conviver intensamente com alunos do PPGCOM e da gradução de Mídia e - claro - também assistir aos debates em torno dos trabalhos.

Fiquei dividida entre os Nps de Culturas Urbanas - onde eu e vários LabCultianos apresentaram trabalhos - e o de Cibercultura - que já coordenei e sempre gosto muito de frequentar.

Parabéns a Rose de Melo Rocha e Alex Primo, respectivamente Coordenadores dos dois NPs, pelo belo trabalho de seleção e organização.

E aos alunos da UFF, pelas ótimas apresentações.

Vale a pena conferir no site do evento e correr atrás dos trabalhos mais legais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Intercom

O 32º Intercom acontece em Curitiba, começando nesta semana. O aquecimento está acontecendo desde quarta-feira na Universidade Positivo com os eventos do Pré-Congresso, e do dia 4 ao dia 7 acontecem as oficinas e mesas-redondas. Programação completa em pdf aqui.

Um grupo de peso daqui do LabCult vai aparecer por lá. Segue abaixo a dica de quem apresentará trabalho.

No Núcleo de Pesquisa (NP) de Comunicação e Culturas Urbanas, estarão:
  • A Simone, que vai apresentar o trabalho Sleeveface.com: re-significações do vinil na cibercultura, em que ela fala sobre o consumo de LPs na atualidade. Dia e horário: 06.09, domingo, às 14h, na Sessão 11.
  • A Ariane, que fala sobre bandas virtuais no trabalho O Gorillaz é uma banda de mentira? Uma discussão sobre o papel das bandas virtuais na música massiva. Dia e horário: 05.09, sábado, a partir das 14h, na Sessão 4.
  • O Lucas, com o trabalho Apontamentos Sobre a Reconfiguração da Indústria Fonográfica a Partir das Estratégias de Comunicação da Banda “Cansei de Ser Sexy”, mesmo dia e horário da Ariane.
  • O Marcelo, que fala sobre a apropriação e os usos de conceitos do Bourdieu a partir do que ele escreveu em Bourdieu e as cenas musicais - limites e barreiras. Mesmo dia e horário de Lucas e Ariane, mas na Sessão 5.
E respectivamente, nos Grupos de Pesquisa (GPs) de Cibercultura e de Rádio e Mídia Sonora:
  • A Olívia fala sobre o uso da Internet pela população de baixa renda com o trabalho Lan houses e telecentros: semelhanças e diferenças na apropriação tecnológica de espaços de inclusão digital. Dia e horário: 06.09, domingo, às 14h.
  • E o Jefferson (Jeff) vai falar sobre o celular como novo suporte para a escuta radiofônica, conforme ele escreveu no artigo Oi FM no Celular: Um Novo “Lugar” para Ouvir Rádio. A fala dele acontece no sábado, 05.09, às 14h.
Bom Congresso, pessoal!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

“O funk apareceu para substituir o papa Bento XVI, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé”




Falando das influências de seu último disco, Danç-Éh-Sá, Tom Zé faz uma interessante análise musical e lingüística do funk carioca. “...o negócio mais excitante do mundo.”

O problema dos filmes médios


O assunto não tem diretamente a ver com a minha pesquisa, mas como ando mergulhado de cabeça em várias questões referentes à cultura lusa, o tópico “cinema português” não teria como não me interessar. E estando aqui em Lisboa, acompanhando algumas discussões de perto, percebo que o grande impasse do cinema português contemporâneo é, em alguma medida, bastante semelhante ao que o cinema brasileiro vem enfrentando desde a tal da Retomada. Com algumas diferenças substanciais, claro, decorrentes da própria dimensão dos respectivos mercados consumidores e das características particulares de cada “escola” de cinema (basta dizer que, enquanto o filme mais visto do cinema brasileiro bateu a marca de 12 milhões de espectadores, aqui o recordista conseguiu, com algum custo, chegar aos 200 mil – e talvez a única coisa que ambos possuam em comum seja o fato de apresentarem atrizes então em voga com pouca ou quase nenhuma roupa).


Tanto cá como lá, há uma vertente mais “autoral”, “experimental” ou coisa que o valha, que possui o seu público cativo e quase sempre recebe os subsídios estatais mais disputados – pois é o cinema “legitimado” criticamente responsável por levar o nome de Portugal para os festivais que rolam mundo afora. Quando acertam a mão e conseguem articular habilmente os elementos capazes de atrair público ao cinema (um rosto conhecido das telenovelas aqui, uma dose de erotismo ali, uma pitada de thriller acolá, servido numa travessa de cunho biográfico – veja o caso do recente “Amália” – ou com raízes na literatura), os portugueses também produzem seus blockbusters – e aí recomeça a guerra pelos subsídios estatais, que os criadores de êxitos consideram estar mal empregados nas mãos daqueles que fazem filmes para uma meia-dúzia de espectadores.


A dificuldade, e vocês já devem ter percebido onde eu quero chegar, me parece estar justamente na feitura do chamado “filme médio”, cuja produção sistemática em tese auxiliaria a manutenção de uma indústria cinematográfica em constante funcionamento, permitindo tanto o “filme de autor” quanto o blockbuster. Em outras palavras, filmes situados nem tanto ao Pedro Costa, nem tanto ao Tino Navarro, se é que vocês me entendem.


Há coisa de duas semanas estreou nas telas portuguesas um excelente filme médio, chamado “4 copas”, dirigido por Manuel Mozos, com um elenco sólido de caras razoavelmente conhecidas (com destaque absoluto para a encantadora Rita Pereira) e contando uma história sólida sobre lisboetas comuns, sem arroubos de cabecices desnecessárias mas também prescindindo de elementos gratuitos de choque. E a sessão na qual estive, às 16h50 de uma segunda-feira, estava até bastante preenchida. São produções como “4 copas” que me parecem indicar um caminho possível de ser seguido. Contudo, há quem discorde dessa posição. Outro dia, no “5 para a meia-noite” (um talk show bem bacana exibido pela RTP2 no início das madrugadas), o ator, produtor e diretor Nicolau Brayner defendia que apenas o blockbuster permitia à indústria local se firmar. Óbvio que essa é uma posição interessada – Brayner atua, produz e dirige filmes com pretensão comercial – mas para mim o buraco é mais embaixo. Ou mais no meio.

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E já que entramos no assunto “filmes”, começa hoje a terceira edição do MoteLx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, a decorrer até domingo no extraordinário Cinema São Jorge. A programação inclui premiéres internacionais, competição de curtas portugueses, documentários e duas masterclass, uma com Stuart Gordon (que dirigiu “Re-animator”) e outra com John Landis (sim, o mestre por trás de “Blues brothers” e o videoclipe de “Thriller”), cujo clássico “Um lobisomem americano em Londres”, em versão restaurada, ganhará uma sessão especial no sábado à noite. A destacar, a mostra Quarto Perdido, cujo objetivo é trazer a lume incursões portuguesas no cinema de gênero que foram esquecidas na poeira da história. Fazem parte do cardápio o curta “O leproso”, de 1975, baseado em conto de Miguel Torga, “A maldição de Marialva” (longa de 1990 que ousa misturar zumbis, demônios e o pano de fundo histórico do período quinhentista) e “A dança dos paroxismos” (btw, que título é esse, hein?), primeiro filme de Jorge Brum do Canto, que dizem ser inspirado pela atmosfera onírica do cinema experimenta-vanguardista dos anos 20. A sessão deste último contará com trilha sonora ao vivo, executada por Rita Redshoes e o sempre surpreendente Legendary “Paulo Furtado” Tigerman.

Mas como as coisas boas nunca vêm sozinhas, obrigando a gente a fazer escolhas, tinham que programar o MoteLx no mesmo final de semana da Festa do Avante!?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Partido Pirata sueco na revista Fórum

A revista Fórum do mês de agosto traz uma entrevista com Amelia Andersdotter, a coordenadora internacional do Partido Pirata sueco (veja a relação dos países que possuem partidos piratas no site do PPInternational). Criado em 2006, o PP já é o terceiro partido político da Suécia, com mais de 50 mil integrantes, e já conseguiu uma vaga no Parlamento Europeu.

A plataforma principal do partido inclui a reforma das leis de copyright, o fim do sistema de patentes e a garantia à privacidade online e offline aos usuários da internet. Confira a entrevista completa neste link.