terça-feira, 15 de março de 2011

20% dos divórcios nos EUA é culpa do Facebook



O negócio tá bem mais sério do que a gente imagina. Um estudo recente da Academia Americana de Advogados Matrimoniais (AAML), revelou que um em cada cinco pedidos de divórcios citam o Facebook como a causa principal do fim do relacionamento.

Nós brasileiros que já nos apaixonamos perdidamento por uma rede social como essa sabemos que é realmente muito difícil manter uma relação quando o scrap do teu cônjugue tá cheio de mensagens de meninas de biquini que você nunca ouviu falar. Mas o caminho entre sentir ciúmes e pedir divórcio é longo, certo?

“Se eu estou falando com uma pessoa na internet mais vezes do que converso com a minha mulher/marido em casa, não é preciso ser muito inteligente pra concluir que eu tenho mais chances de desenvolver maior afeto por aquela pessoa, rola toda uma fantasia e uma expectativa por trás da tela do computador” explica a psicóloga clínica Steven Kimmons.”Eu tenho mais contato com essa pessoa. Vamos nos aproximando mais e mais. ”

Mas daí a gente se questiona: É natural que pessoas procurem na internet o que elas não têm em casa, ou a maneira como a rede se comporta nos facilita encontrar pessoas com quem temos mais afinidade a ponto de abrir mão de coisas importantes como o casamento?

A vice-presidente da AAML adiciona que hoje em dia os advogados sempre exigem dos clientes que eles mostrem a eles suas páginas no Facebook. “Eu quero que você se lembre que o juiz pode ler essas coisas, por isso nunca escreva algo que você não quer que o juiz leia”.

Se você der uma rápida pesquisa no Google, vai perceber que esses casos de divórcio envolvendo Facebook e outras redes sociais estão cada vez mais bizarros : É como certa vez citaram no Twitter. “Na internet você está constantemente produzindo provas contra você mesmo”.
O post acima pertence ao site Youpix

Mais uma prova de que o virtual é o real. É claro que no ambiente online nós temos mais possibilidades para dissimulações, mas tudo que fazemos lá também faz parte de nós.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tudo é Remix

Toda discussão sobre esse assunto desagua nas seguintes questões: Está o autor da obra "remix" criando de fato algo novo ou não? Tem o autor o direito de chamar tal obra de sua?
Seria mais simples de pensarmos sobre isso se não fossem as leis do Copy Right, condenando logo de primeira o "corta e cola", sem parar para pensar nas suas particularidades.
Partindo do princípio semoilógico de que todo discurso é um discurso outro e que só podemos estar dizendo o que dizemos porque isso já fora dito antes de alguma forma, é possível afirmar que tudo que fazemos é um remix, de tudo que dissemos, vimos e vivemos.

Um dos filmes de maior sucesso de Quentin Tarantino, Kill Bill, é pura "referência" e isso só prova o poder dessa linguagem. Clique aqui e assista um vídeo.


terça-feira, 1 de março de 2011

Sobre o vício dos jogos sociais

Os MMOSGs (Massive Multiplayer On-line Social Games) ou jogos sociais são aqueles games que foram criados para serem jogados coletivamente, "dentro" de um determinado site de rede social, com sua própria rede de amigos. Exemplos de jogos sociais são o Farmville (foto abaixo), Vampire Wars, City Ville, Café World, Social City (todos desenvolvidos para o Facebook).



No Orkut o que mais pegou, à semelhança do Face, foi o MiniFazenda. Esses jogos tem feito um sucesso enorme, chegando a impressionantes 94 milhões de usuários ativos por mês (quem chegou a essa marca foi o City Ville do Facebook, ultrapassando o antes favorito Farmville), segundo o site AppData, que mostra métricas de jogos sociais e outros aplicativos.



Esses joguinhos - que são muito criticados por seus gráficos toscos e narrativas pouco interessantes - tem uma capacidade absurda de "viciar" os usuários, que passam horas e horas diárias montando suas fazendas, cidades, clubes noturnos etc. Mas por que?

Uma série de fatores torna esses joguinhos viciantes:
1) A sociabilidade - quanto mais amigos jogarem com você, melhor será o seu desempenho no jogo;
2) Os laços afetivos - nesses jogos você acaba se tornando em muitos casos mais próximo de pessoas com quem pouco interagia, passando a ter laços afetivos mais fortes com elas;
3) A publicidade - são várias as mensagens publicitárias nos sites de redes sociais convidando os usuários a participarem dos joguinhos.
4) O sistema de recompensa - esse fator é a base de praticamente qualquer jogo, e não é diferente com os jogos sociais.
5) A visibilidade - atualizações sobre o desempenho do indivíduo nos jogos podem ficar visíveis para a sua rede de contatos.

Claro que depois de um certo tempo os usuários tendem a "encher" o saco de alguns desses joguinhos, mas aí sempre aparece um novo para manter o vício...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Agenda Calls for Papers

Postezinho de ordem prática, para animar a galera a mandar trabalhos, após o carnaval, para ótimos periódicos e revistas para publicação. =P

  • MATRIZES, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da USP, Qualis B1, recebe artigos para edição nº8, 1º semestre de 2011. Até 01/março/2011.
  • Revista CONTEMPORÂNEA, da Pós-Com da UFBA, Qualis B2, recebe artigos para a edição de abril de 2011, cujo tema é "A comunicação na passagem dos séculos". Até 15/março/2011.
  • Revista GALÁXIA da PUC-SP, Qualis B2, aceita trabalhos para o número 21 da revista, a ser publicado em julho de 2011. Até 20/março/2011.
  • Revista CIBERLEGENDA, do PPGCOM da UFF, Qualis B3, recebe trabalhos sobre o tema "Sonoridades" para sua edição de maio-junho de 2011. Até 25/março/2011.
  • E-Compós, periódico científico da Associação Nacional de Pós Graduação em Comunicação, Qualis B1, recebe artigos de temas livres para sua 1ª edição de 2011. Até 30/março/2011.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre paisagem urbana e sustentabilidade

Quem já foi a Curitiba ou viu fotos de lá costuma ficar impressionado com a organização e funcionalidade dos meios de transporte na cidade, além de com sua própria paisagem urbana, tida como muito bela. Quem foi o responsável pela atual configuração da metrópole foi Jaime Lerner, que foi prefeito da cidade por três vezes (o último mandato terminou em 1992) e governador do Paraná duas vezes (tendo o último mandato acabado mais recentemente, em 2003).

O urbanista ganhou projeção mundial com suas propostas de cidade sustentável, com seu lema de que "a cidade não é o problema, é a solução" e, por que não dizer, com seu carisma também. Hoje ele dá uma série de palestras mundo afora e, mesmo com seu inglês meio a la Joel Santana, arranca aplausos, risos e admiração das plateias. O vídeo abaixo, que está no site TED - Ideas worth spreading - mostra uma fala dele em 2007:



Apesar de toda a euforia que parece girar em torno de Jaime e suas ideias de transporte coletivo, reciclagem de lixo, moradias mais próximas aos trabalhos das pessoas etc., algumas pessoas o criticam, por exemplo, pelo fato de que ele teria levado Curitiba à falência devido aos altos custos de seus projetos ou ainda porque ele não seguiria seus próprios preceitos, utilizando seu carro como meio de transporte principal (veja os comentários relacionados ao vídeo "O canto da cidade de Jaime Lerner" postado acima).

Ainda assim, a grande maioria parece ter enorme apreço pelo cara, tanto que ele atualmente realiza trabalhos de consultoria para as Nações Unidas para assuntos de urbanismo.

O ponto principal que me chama atenção nisso tudo é a pergunta: é possível, de verdade, uma grande cidade, uma metrópole, com milhares e muitas vezes milhões de habitantes, sustentável? Acho que tem questões de ordem material muito sérias nesses projetos sustentáveis todos - como a viabilidade econômica - mas há também questões de cunho cultural. Vivemos imersos em uma cultura que pede, aliás, impõe a rapidez, a eficiência, a praticidade, a praticamente qualquer custo. Ao mesmo tempo, essa mesma cultura demanda preocupação ecológica, sustentabilidade, biodiversidade. Sei que muitos afirmam que não se trata de uma dicotomia, que uma vertente não é oposta à outra mas, na prática, em uma hipotética luta de vale-tudo entre uma e outra, quem ganha?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Good Copie Bad copie

Pessoal,

encontrei este curto documentário sobre a questão dos direitos autorais no mundo digital da atualidade! Muito legal!



Além de relatar os conflitos com a industria fonográfica os documentaristas vão além e mostram o cenário da industria cinematografica digital na Nigéria e o fenômeno tecnobrega no Pará! Muito interessante para pensar a explosão das mediações na cultura mundial hoje!! Vale a pena ver!

sábado, 22 de janeiro de 2011

mãe na flip

Aproveitando a (boa) matéria de capa do caderno Prosa & Verso (jornal O Globo) de hoje anunciando a vinda do poeta, romancista, músico (o único deslize da reportagem de Guilherme Freitas é ter omitido a existência da ótima banda Governo) e artista plástico português valter hugo mãe (escrito assim mesmo, com letras minúsculas) na próxima FLIP, bem como o lançamento de dois de seus últimos livros pelas editoras 34 e Cosac & Naify, deixo-vos na tarde deste sábado quente com a ensolarada composição "(Diz) a verdade", de vhm e Paulo Praça, para o álbum "Disco de cabeceira", deste último.

Quem quiser ouvir apenas a canção pode clicar aqui. Mas eu recomendo efusivamente a visualização do videoclipe, logo abaixo. É pop made in Portugal com a bênção de António Variações em seu melhor. Porque felizes são aqueles que têm senso de humor.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Banco de dados de matérias de jornais sobre televisão

Gostaria de compartilhar o que, pra mim, foi um achado recente. Para quem pesquisa qualquer assunto sobre televisão na forma de matérias de jornais, existe um site da PUC-Rio que possui um excelente banco de dados ao alcance de um clique nesse link.