sábado, 30 de junho de 2007

Shhhh!


Hoje não são incomuns os flertes da música eletrônica com certos gêneros de música considerados tradicionais. No Brasil os exemplos são muitos, que vão desde o Manguebeat até as misturas de Drum and Bass com MPB feitas por Marky e Patife, também passando pelas combinação de techno e música folclórica feita pelo Dj Mau Mau em seu projeto M4J. Em solo internacional, um dos bem sucedidos projetos que vão nessa direção é o Gotan Project que apostou na fusão do tango e da eletrônica angariando simpatizantes de todas as idades, como pode ser visto em sua apresentação semana passada no Canecão. Sabemos nós que hibridações de gênero não resultam somente em uma sonoridade que funde duas tendências, mas também implica em uma forma singular de valorar e escutar a música. Esse último ponto ficou bem claro no show. Afinal como devemos escutar uma música do Gotan Project? Como música eletrônica ou como tango? Da mesma forma que fez o público mais velho, sentados em uma mesa e observando atentamente e silenciosamente a performance, ou como a juventude que ocupou a pista de dança e que, ruidosamente, conversava, bebia cerveja e dançava, ao som da banda? Não nos é possível, e nem desejável respondermos a essa pergunta definitivamente, mas convém observar esse choque de perspectivas de escuta em relação aos gêneros híbridos. Não estou aqui dizendo que existe algum gênero “puro” e que possua um forma “certa” de ser escutado. Sabemos que todo o tipo de música nasce de cruzamentos, entretanto, gêneros mais tradicionais, como o tango, já institucionalizaram um certa forma de serem escutados que é automaticamente reconhecida por seus entusiastas, coisa que não acontece com o som do Gotan Project. Tanto isso é verdade que na primeira vez em que vieram no Brasil a sua apresentação se deu em um espaço que dispunha somente de uma pista de dança, ocupada esmagadoramente pelo público jovem. Vemos então que a forma de se ouvir um tipo de música se configura através de uma ideologia de audição que parte de convenções sociais que são negociadas tanto pelo público, como pela indústria cultural e que vão aos poucos sendo naturalizadas e passam a ser tomadas como transparentes (“sempre foi assim”). Para finalizarmos, imaginemos o quão bizarro foi a cena em que o parte do público fazia “shhhh” pedindo silêncio para se concentrar no solo de sanfona que estaria sendo prejudicado pelo excessivo barulho que vinha da pista de dança.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Hasta la vista!

Mal chegamos da COMPÓS...mas, eu e Heitor - meu orientando e pesquisador do LabCult- embarcamos amanhã para a Cidade do Mexico, para participar da 14a. Conferência Internacional da IASPM-International Association for the Study of Popular Music.O congresso acontece de 25 a 30 de junho e reúne referências da pesquisa em música.Infelizmente, o endereço do site estava quebrado até ontem.Por conta disto, reproduzo abaixo a programação, dentro do painel de Tecnologia e Indústria, onde estaremos apresentando nossos trabalhos.Achei os temas bem bacanas e vou comentando de lá os melhores trabalhos.


STREAM 3 TECHNOLOGY AND INDUSTRY

Panel 1: New Technology, New Economy and New Subjectivities in East Asian Popular Music – 25 MONDAY Auditorio Xavier Scheifler – 12:30-14:00
CHAIR: Guy Morrow guy.morrow@mq.edu.au OK

- Transformation of music industry in digital age: The case of South Korea
Jung-yup Lee (University of Massachusetts Amherst).
Hyunjoon Shin (Sungkonghoe University).
- Emerging Mobile Subjectivities in the Age of Portable Digital Music in the City
Yoshitaka Mouri (Tokyo National University of Fine Arts and Music).

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Panel 2: management – 25 MONDAY Auditorio Xavier Scheifler – 15:30-17:00
CHAIR: Jung-yup Lee

- Managerial Creativity
Guy Morrow (Macquarie University).
- MyMusicSpace: Independent Musicians’ Use of A Social Networking Website
Marjorie Kibby (University of Newcastle, Australia).
- Will You Be My Friend? Career Building Strategies, Technology and the Independent Artist
Paula Wolfe (Institute of Popular Music, University of Liverpool).

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Panel 3: Theoretical considerations 1 – 25 MONDAY Auditorio Xavier Scheifler – 17:30-19:00
CHAIR: Paula Wolfe pwolfe@liv.ac.uk OK

- Mash The System: Exploring The Effects of Sampling Technology in Contemporary Western Popular Song
Megan Evans (Sydney Conservatorium of Music).
- New Age: Tecnología y Sentido en la Música Contemporánea
José Miguel Ordóñez Gómez (Escuela Nacional de Música. UNAM).

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Panel 12: Radio - 26 TUESDAY - Auditorio Xavier Scheifler 12:00-13:30
CHAIR: Karen Collins collinsk@SYMPATICO.CA OK

- Rock Radio in Rio de Janeiro
Heitor Da Luz Silva (Universidade Federal Fluminense).
- El ‘Neo-Folklore’ en Las Programaciones de las Emisoras de Radio de Venezuela
Erin Vargas (Universidad Pedagógica Experimental Libertador –UPEL).
Alexander Lugo (Universidad Pedagógica Experimental Libertador –UPEL).

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Panel 6: Video game, Soap opera, and Videos - 26 TUESDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 17:30-19:00
CHAIR: Martha Ulhôa mulhoa1@gmail.com

- Grand Theft Audio? Popular Music and Interactive Games
Karen Collins (Carleton University).
- Industrialization of Popular Songs in Soap Opera Soundtracks
Carmen Lúcia José (Universidade São Judas Tadeu - Brasil).
Elisabete Alfed Rodrigues (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo ).
- What Are Little Children’s Music Videos Made of?
Antti-Ville Kärjä (University of Turku).

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27 jun. WEDNESDAY:– PLENÁRIA
Auditorio Sánchez Villaseñor – 9:30-11:30
Chair: Martha Ulhôa

- Ring My Bell: Cell Phones and the Japanese Music Market
Noriko Manabe (CUNY Graduate Center).
- Maybe The Music Industry Has Gone “Crazy? Probably…”: A Discussion On The Internationally Acclaimed DJ and Producer, Danger Mouse, and His Contribution To The Re-Configuration of The Industry of Today and The Future.
Sharadai Rambarran (University of Salford).
- Listening in Shuffle Mode
Marta García Quiñones (Universitat de Barcelona).
- P2P File Sharing and Pop-Rock Knowledge as a Global Microstructure
Motti Regev (The Open University of Israel).
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Panel 7: Constructing repertories - 27 WEDNESDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 12:00-13:30
CHAIR: Ruth Dockwray R.Dockwray@surrey.ac.uk OK

- Partnership and creation in popular song
Cláudia Neiva de Matos (Universidade Federal Fluminense / Universidade Federal do Rio de Janeiro ).
- Flamenco Discography: Canon and Repertory
Javier González-Martín (Universidad de Almería).
- The Paper Rolls for Mechanical Instruments as a Source to 19th Century Popular Music
Nils Grosch (Deutsches Volksliedarchiv).

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Panel 8: Musicology - 27 WEDNESDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 15:00-16:30
CHAIR: Nils Grosch nils.grosch@dva.uni-freiburg.de OK

- Forming The Diagonal Mix
Ruth Dockwray (University of Surrey).
- Where’s The Chorus? A Computational Approach for the Automatic Segmentation of Pop Songs
Daniel Müllensiefen (Goldsmiths College, University of London).
David Lewis (Goldsmiths College, University of London).
Geraint Wiggins (Goldsmiths College, University of London).
- Chords, Scales and Band Rehearsals: Better Material, Better Results? Changes in the Acquisition of Musical Skills
Ulrich Einbrodt (University of Niederrhein).

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Panel 9: Gender - - 27 WEDNESDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 17:00-18:45
CHAIR: Cláudia Matos - laparole@terra.com.br - OK

- Using Popular Music in Today’s Media Landscapes
Ann Werner (Linköping University).
- “You better be listening to my fucking music you bastard!” Female Diskjockeys’ Relations to Technology and the Transnational Electronic Dance Music Industry
Anna Gavanas (Uppsala University).
- Technical Equipment and Gender in the Consumption of Popular Music in the West German 1960s
Detlef Siegfried (University of Copenhagen).

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Panel 10: Scenes 1 - 28 THURSDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 12:00-13:30
CHAIR: Geoff King geoff.king@rmit.edu.au OK

- Rock & (Flamenco) Roll?: Hybrid Spaces and New Aesthetics in the Contemporary Flamenco Scene
Francisco Bethencourt Llobet (Newcastle University).
- Sound Amplification in Calypso Live Music of El Callao, Venezuela
Emilio Mendoza (Universidad Simón Bolívar, Caracas).
- Record Labels in Uruguay: De La Patria A La Cumbia.
Marita Fornaro Bordolli (Universidad de la República de Uruguay).

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Panel 11: Scenes 2 - - 28 THURSDAY - Auditorio Xavier Scheifler 15:30-17:00
CHAIR: Francisco Bethencourt LLobet f.j.bethencourt-llobet@ncl.ac.uk OK

- Not Fade Away: Baby Boomers and the Australian Music Industry
Geoff King (RMIT University).
- The Virtual Rap Scene in Quebec
Christopher M. Jones (Carnegie Mellon University).

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Panel 5: Theoretical considerations 3 - 29 FRIDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 12:00-13:30
CHAIR: Simone Pereira de Sá sibonei@terra.com.br OK

- Staging and Authenticity: Famous Musicians in Music Television
Martina Schuegraf (Hochschule für Film und Fernsehen Potsdam-Babelsberg „Konrad Wolf“).
- Música grabada, experiencia y conservación
Carlos Icaza Pérez (Universidad Nacional Autónoma de México).
- Punching for Recognition: The Untold Story of the Role of the Jukebox inJamaican Popular Music
Dennis Howard (University of the West Indies ).

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Panel 4: Theoretical considerations 2 - 29 FRIDAY - Auditorio Xavier Scheifler – 17:00-18:30
CHAIR: Dennis Howard howardennis@yahoo.com OK

- Digital Audio Culture and The Audible Past
Simone Pereira De Sá (Universidade Federal Fluminense).
- Objectifying Music: Media & Design Studies go to the Art Museum
Prasad Boradkar (Arizona State University).
Nabeel Zuberi (University of Auckland).

Ano Zero: música, mistério e videogame

A primeira pista foi uma camiseta promocional distribuída em um show da banda Nine Inch Nails, em fevereiro de 2007. Os Fãs descobriram que a indumentária continha letras destacadas, que juntas formavam a frase "I am trying to believe". Os internautas que resolveram digita-la em um site de buscas acabaram sendo arremessados para o ARG iamtryingtobelive.com. Dois dias depois, dando seguimento ao jogo, foi encontrado um pendrive dentro do banheiro masculino, durante um show da banda em Lisboa, Portugal. Quem achou o hardware pôde ouvir uma versão mp3, em alta qualidade, da então inédita "My Violent Heart". Em seguida, a canção acabou disseminada pela internet. Outro pendrive, contendo a mesma faixa, também foi localizado em Madri, na Espanha,no show seguinte.
Este jogo do tipo ARG faz parte campanha de divulgação do novo álbum da banda Nine Inch Nails, Year Zero, que saiu em abril, e foi comentado pela colega Adriana Amaral aqui mesmo, neste blog. O game se passa no ano utópico de 0000 e conta uma história sobre censura, paranóia e resistência contra um regime totalitário que teria dominado os EUA num futuro próximo. Pelo menos nove websites e um vídeo no site oficial da banda estão integram o jogo e oferecem pistas sobre o mistério. Além destes domínios e dos pendrives deixados nos banheiros por onde a banda NIN fez seus shows, o ARG “I am trying to belive” envolve ligações telefônicas que atordoam completamente o jogador, revelando ser uma interessante ferramenta de Marketing Viral.

O ARG figurando como elemento viral

A revista especializada da Escola Superior de Propaganda Marketing (ESPM), em sua edição de outubro do ano passado, noticiou que os “ARGs fazem o jogador interagir com o universo ficcional que cerca um determinado produto ou serviço, utilizando de maneira genial ferramentas de marketing viral”. Marketing Viral é um termo corrente que consiste em inserir, nas redes sociais, o nome de uma marca ou serviço – o termo faz referência ao modo que uma epidemia se propaga. A experiência no ARG não funciona sem que o jogador acesse outros ambientes da internet - ação que acaba servindo para mantê-lo em contato com produtos que “participam” do jogo, através da utilização de serviços espalhados pela rede. Para conseguir jogar, o usuário deve procurar informações em blogs e fotologs, perfis no Orkut, em sites como o Youtube, além de usar fóruns e MSN para traçar investidas junto aos demais participantes. No caso do Nine Inch Nails, o produto é o álbum Year Zero, incluindo suas canções.
Os ARGs são aparentemente jogos gratuitos, porém seus custos acabam sendo revelados durante a experiência, atrelados a outros tipos de serviços pagos – pois, para conseguir jogar, o sujeito deve enviar torpedos, fazer ligações de celular e em certos momentos até mesmo comprar uma revista ou jornal. Os ARGs podem nos ensinar um modo de usar com eficácia as técnicas do Marketing Viral, pois o usuário é colocado em contato com a marca durante todo o desafio, e acaba comentando sobre o jogo em diversos ambientes da internet. Estamos diante de ferramenta interessante que, nos tempos de convergência entre mídias, coloca seu usuário em interação com um produto ou serviço através de um videogame.

Saiba mais sobre o jogo

Trent Reznor, líder da banda Nine Inch Nails, disse recentemente em entrevista à revista Bizz, que criou o ARG “ Iam trying to belive” para promover Year Zero e sua idéia foi "surrupiada" pela gravadora. “Fiz tudo sozinho, do meu bolso, porque sabia que se contasse a eles alguém ia querer inventar um jeito de colocar operadoras de celulares no meio, sei lá. Não sou contra ganhar dinheiro, mas é preciso ter alguma integridade, também. Aí, agora que eles viram que o negócio deu certo, já fiquei sabendo que eles chegam para outros artistas e falam 'Viu o que fizemos para o NIN? Podemos fazer um igual para você'.
Reznor parece ter acertado em cheio na sua estratégia – utilizando um jogo para promover seu disco - já que muitas empresas vêm usando a mesma receita no lançamento de seus produtos.

Cibercultura Remix

Repasso a chamada do colega André Lemos:

Para os que não estão em Salvador, o evento "Cibercultura:
Tecnologia, Sociedade e Cultura no Século XXI", que tem como tema
hoje a mesa Cibercultura Remix - Cultura Livre no Século XXI, será
transmitido ao vivo pela internet pelo link da UFBa, graças ao CPD/
UFBa. Quem quiser assistir online clique no link a partir das 19h.

(Link - http://video.ufba.br/cibercultura)

____________

"Cibercultura Remix.Cultura Livre no Século XXI".

Na mesa teremos três convidados especialíssimos:

Prof. Dr. Pedro Rezende, do dep. de Ciências da Comunicação da UnB,
um dos maiores especialistas em Software Livre do Brasil, Guilherme
Kujawski, jornalista, escritor, produtor cultural, responsável pela
revista Cibercultura e pelos agitos do Itaú Cultural, São Paulo, e
H.D. Mabuse, músico, artista multimídia, uma das cabeças pensantes do
grupo Re:Combo e Gerente de Design do C.E.S.A.R, Recife. A mediação é
de Messias Bandeira, músico, produtor cultural, doutor em Comunicação
pela Facom/UFBa e diretor da Faculdade do Mosteiro de São Bento.

O evento é fruto da parceria entre o ICBA e o Centro Internacional de
Estudos e Pesquisa em Cibercultura - Ciberpesquisa, do Programa de
Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Facom/UFBA).

terça-feira, 19 de junho de 2007

Jogando sério...

Esse mês foi publicada no Gamasutra uma matéria do game designer e pesquisador Ian Bogost, interessante por retomar a nossa discussão de alguns posts atrás sobre o papel social dos jogos e a relação entre os jogos e o massacre de Virginia Tech.
Bogost comenta a criação de um jogo amador sobre a tragédia de Virginia Tech que, assim como o Super Columbine Massacre RPG, causou críticas e polêmicas. Apesar da abordagem “não sofisticada e negligente” sobre o tema feita pelo V-Tech Rampage, Bogost nos provoca a não deixar o assunto de lado e desafia a indústria do videogame a criar um jogo sobre a tragédia, um jogo que ajude as pessoas a compreenderem e lidarem com os acontecimentos da melhor forma possível, através de um videogame.
Essa fala é característica de Bogost que trabalha na concepção e design de jogos “sérios”, ou pelo menos, com temas “sérios”, no estúdio Persuasive Games. Os newsgames, como são chamados esses jogos com temáticas atuais que fazem uma mistura entre “videogames e charges políticas”, vêm ganhando respaldo e conquistando espaço na mídia e nas grandes corporações.
Recentemente, o Persuasive Games anunciou uma parceria com o New York Times, onde será publicada uma série de newsgames do estúdio, começando com o jogo Food Import Folly, uma crítica à inspeção de comida nos Estados Unidos. Apesar de os jogos em parceria com o New York Times dependerem de uma assinatura paga ao TimesSelect, há vários outros jogos do estúdio disponíveis online, como o Presidential Pong baseado nas eleições americanas de 2008 e publicado no site da CNN.
Um outro exemplo de que estes jogos estão ganhando espaço é uma iniciativa bem interessante da mtvU, da Fundação de Direitos Humanos da Reebok e do International Crisis Group de promover um concurso para a criação de um jogo sobre o conflito em Darfur, no Sudão. O concurso, que visava unir o conhecimento tecnológico de estudantes ao ativismo tendo em vista combater o genocídio em Darfur, no Sudão, resultou no jogo Darfur is dying, criado por estudantes da University of Southern California. O jogo busca divulgar o conflito e a situação em que se encontram os moradores dos campos de refugiados em Darfur, aproveitando para sugerir algumas formas de ajudar na “vida real”. Ainda que a eficácia dessas formas – enviar uma mensagem para o presidente Bush, por exemplo – seja questionável, a idéia de utilizar o jogo como forma de divulgação me parece muito boa, especialmente em função do público-alvo que se quer mobilizar.
Outras iniciativas interessantes podem ser encontradas nos sites http://www.newsgaming.com/ e http://www.molleindustria.it/home-eng.php.
Muito mais do que a ideologia que querem transmitir ou, em alguns casos, apesar dela, esse tipo de produção é interessante não só por chamar atenção para a possibilidade utilização dos jogos com fins críticos e sociais, mas também por abrir caminhos para atingir novos públicos.

PS - Salve o novo presidente!




Yeeeeeees!!!!!!!!!!!!!

PS - O crédito da foto é da Ângela Prysthon.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Vida longa à COMPÓS

Sabe aquela sensação de ir para o show da banda que vc mais ama? Ou pra festa do amigo mais querido? Ou - pra quem gosta de Carnaval - voar para Salvador em fevereiro?
Talvez soe estranho comparar um Congresso acadêmico a estas experiências.
Mas,sem exagero nenhum, é mais ou menos assim que encaro o Congresso da COMPÓS todo ano,em junho.
Foi na COMPÓS,que frequento de maneira ininterrupta desde 1996, que descobri a vida acadêmica para além da minha Universidade.Já fui coordenadora de GT. Fiz parte da diretoria. E nos Grupos de Trabalho onde estive - Sociabilidade, Cibercultura e este ano,inaugurando o de Entretenimento - aprendi a fazer e receber críticas, conheci alguns de meus maiores amigos e comecei, de certa forma,a pensar dentro do campo da comunicação,a partir da experiência de imersão no GT,por dois dias seguidos debatendo cada trabalho apresentado.

Este ano, não foi diferente. Mais uma vez, retorno de Curitiba acabada, rouca, gripada mas renovada pela experiência que rolou na semana passada -de 13 a 17 de junho, na Universidade de Tuiuti.
As emoções foram muitas. Houve eleição para a nova diretoria e nossos queridos amigos Erick Felinto, Ana Silvia Médola e Denize Araújo venceram, substituindo outros três queridos: Afonso Albuquerque,Ángela Prysthon e Alex Primo.
O novo GT de Mídia e Entretenimento "bombou" - com ótimas discussões, boa presença de público e um coordenador, Jeder Janotti, totalmente eficiente e bacana.
A festa - a cargo da também "tri" querida Adriana Amaral - a DJ Lady A. - foi a melhor em muitos anos...
E a equipe da organização, comandada por Denize Araújo, foi impecável.
Estão todos de parabéns.
Mas, pra justificar o post afetivo, antes que ele fique piegas,vamos lá... Vale a pena conferir os trabalhos que estão online, na íntegra,no site. Atenção especial aos GTs de Entretenimento, Cibercultura e Sociabilidade,onde encontram-se trabalhos ligados à temática de nossas pesquisas.
Estão lá nossos trabalhos - meu e de Marildo (Entretenimento); e de Fernanda Costa e Silva (cibercultura).E muito mais trabalhos interessantes.Confiram. E não percam a próxima, que em 2008 será em São Paulo (Unip).

sábado, 16 de junho de 2007

Após ter morte decretada, dance music ressuscita

Esse era o título de uma matéria que saiu ontem no caderno "ilustrada" da Folha de São Paulo. Era o pretexto para o jornal falar - muito bem - do novo disco dos Chemical Brothers "We Are The Night", sem esquecer de dizer o quão insosso o penúltimo disco "Push The Button" era.

Em novembro de 2004 o jornal inglês "The Guardian" fez uma reportagem decretando a morte da dance music. As causas do falecimento eram apontadas como a falência dos grandes grupos britânicos, os discos sem relevância de artista outrora muito importantes como Moby, FatBoy Slim e Prodigy.

Mas, segundo Thiago Ney, que escreveu essa matéria da Folha, tudo mudou com o disco dos Chemical Brothers. Outras estréias destacadas na reportagem são Simian Mobile Disco com "Attack Decay Sustain Release", Justice e Digitalism. Há um quê de New Rave quando o repórter fala desses três duos e diz que elas "fazem uso de elementos do rock, como vocais, bateria orgânica e guitarras, para dar corpo a faixas dançantes".

E no Brasil são comentados os trabalhos novos do DJ Mau Mau, Nego Moçambique e o novato Propulse.

Para celebrar esse momento meio fênix que a Folha de São Paulo aponta, nada melhor do que dançar com vídeo Do It Again, dos Chemichal Brothers do disco "We Are The Night".