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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Carnaval de rua do Rio - entre a tradição do carnaval pernambucano e a diversidade neoliberal do carnaval baiano



A expressão “País do Carnaval” vem sendo utilizada durante décadas para definir o caráter festivo e acolhedor do povo brasileiro. Uma propaganda poderosa que de boca em boca, através da literatura, das lentes e alto-falantes dos meios de comunicação foi capaz de atrair os olhares curiosos do mundo para os nossos festejos de rua. Mas, "o Brasil não é o 'país do carnaval', como se lê no título do romance de Jorge Amado e sim um país de 'muitos carnavais', como se ouve na canção de Caetano Veloso" (Risério, 1995, p. 90). Os festejos que ocorrem nas capitais do Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia, são três das formas mais consagradas e distintas de se fazer carnaval. Enquanto a folia carioca está apoiada nos desfiles luxuosos das escolas de samba, caracterizando-se, especialmente, pela sua condição de espetáculo e de competição, o carnaval pernambucano acontece ao som do frevo e está mais relacionado as idéias de tradição e participação popular. “O carnaval baiano, por sua vez, é reconhecidamente uma festa também de grande participação popular, embora muito mais afeita a hibridações e ao trânsito entre tradições e inovações do que, por exemplo, a folia carnavalesca pernambucana” (MIGUEZ, 2008, p. 97). Argumento esse de fácil comprovação quando se pensa no papel desempenhado pelo trio elétrico de Dodô e Osmar a partir da década de 1950, uma parafernália tecnológica que nas palavras de Fred de Góes (1982) modernizou o carnaval, introduzindo as guitarras elétricas e reconfigurando a forma de se brincar carnaval.

Essas diferenças entre as folias carioca, baiana e pernambucana são culturais, mas também econômicas, já que cada uma das manifestações requer uma estratégia diferenciada, uma forma particular de tornar o evento rentável. Patrocínio, comercialização de fantasias e bebidas, turismo e midiatização são alguns dos setores que fazem do carnaval uma indústria do entretenimento multimilionária.

Nesse sentido, volto minhas atenções nesse post para o carnaval do Rio de Janeiro, não aquele protagonizado pelas escolas de samba, mas sim o que ocorre nas ruas, com a participação de blocos e que renasceu com força total nos últimos anos, tornando-se uma segunda opção para brincar a festa de Momo. O Rio hoje conta com um carnaval paralelo ao que ocorre no sambódromo e que é caracterizado por uma estrutura reconhecidamente mais popular, que parece atrair um público mais jovem, que é embalado por samba, mas também por outros gêneros musicais e que, portanto, possui características próprias que merecem ser investigadas pontualmente. Aqui, me interessa o crescimento desse circuito e a disputa simbólica relacionada aos gêneros musicais e aos modelos de negócio que começam a ser testados no evento.

Em 2009, quando o carnaval de rua carioca já havia se tornado um grande sucesso, reunindo pessoas no centro da cidade e nas orlas ao som de bandas e blocos como o Afro-reggae, Monobloco, Banda de Ipanema, Cordão do Bola Preta, Simpatia É Quase Amor e tantos outros, a prefeitura decidiu abrir edital para selecionar o patrocinador oficial do evento. Ao vencer o edital, a cervejaria Antarctica ficou responsável por distribuir banheiros químicos e sinalizações pelos circuitos da festa, além de produzir panfletos com a programação. Em troca a empresa pôde explorar o carnaval para fortalecer sua marca diante dos foliões. Entendo esse acordo como o pontapé inicial para a profissionalização do carnaval de rua no Rio de Janeiro, um momento em que o evento é consagrado, ao mesmo tempo em que se torna necessário uma maior ingerência, despertando o interesse das entidades privadas, atraídas pelas possibilidades de geração de lucros. Em 2010 divulguei aqui no blog o evento “Desenrolando a Serpentina” em que vários setores envolvidos com o carnaval se reuniram para discutir questões relativas a organização da festa para 2011.

Partindo dessa busca por um modelo de organização para o carnaval de rua do Rio, gostaria de discutir a suposta declaração de Cláudia Leitte (cantora de axé music) que segundo o blog Casos da Cidade do Jornal Extra, do site “Diário do Rio” e de outros canais na internet pretende ainda em 2011 trazer para o carnaval de rua do Rio o seu bloco. Suposta porque apesar de ter gerado polêmica entre os foliões mais conservadores, não consegui confirmar essa informação no site oficial da cantora. De qualquer forma, considero interessante que a mais remota possibilidade de uma cantora de axé music se apresentar no carnaval carioca tenha gerado tamanha resistência:

“Mas acho que o desejo de Leite não deve se materializar. É que ela quer simplesmente trazer o estilo de carnaval da Bahia para o Rio de Janeiro e, Claudinha, não me leve a mal, isso não rola! Só um não-carioca, sem um pingo de consciência, vai pagar R$ 500,00 por um abadá no Papa (trio elétrico dela)! Tendo centenas de blocos desfilando… Espero que a Prefeitura do Rio não aceite essa bahianização do carnaval carioca”.

Essa “baianização” do carnaval carioca pode ser identificada em dois níveis: o primeiro deles é a capitalização da festa, ou seja, a transformação das entidades carnavalescas (blocos) em empresas de entretenimento que comercializam suas fantasias para os foliões. Esse aspecto é uma regra no carnaval baiano, já gerou diversas pesquisas acadêmicas e apesar de ser reconhecidamente uma forma de exclusão social e privatização do espaço público é ainda hoje o elemento central do carnaval de Salvador, a única forma de garantir que tantos artistas de peso estejam presente no evento. Afinal, a prefeitura não conseguiria por conta própria arcar com as os elevados cachês de artistas como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e de mais uma centena de artistas que se apresentam no carnaval. Nesse sentido, é a profissionalização da festa que pode acabar com o genuíno carnaval carioca. Profissionalização essa que já começa a ocorrer: o bloco de Carlinhos de Jesus, por exemplo, foi criticado por ter feito uso de cordas de isolamento e abadás.

Outra forma de se interpretar tal “baianização” é a incorporação do gênero axé music no carnaval carioca. Na sessão de comentários do site "Diários do rio" vários internautas apontaram a execução da música baiana durante a festa como uma forma de descaracterização cultural. Em 2009 o Bloco “A Coisa tá preta” de Preta Gil (filha de Gilberto Gil) fez sua estréia no carnaval de rua do Rio. O bloco desfilou sem cordas na praia de Ipanema e arrastou milhares de foliões ao som de sambas e de canções de axé music. Apesar do sucesso do projeto, presenciei a manifestação solitária de um folião que berrava ao lado do trio: “Preta Gil vai se f..., o Rio de Janeiro não precisa de você!”. Depois de ser vaiado, o manifestante abandonou o desfile. Esse evento revela que mesmo no carnaval, quando se fala de uma suspensão das leis e da inversão de papéis sociais, a legitimação continua sendo necessária: Quem pode se apresentar no carnaval? Quais músicas podem ou devem ser executadas? É legítimo tocar axé music no carnaval do Rio? E mesmo na Bahia, famosa pela diversidade musical, vale tudo? Daniela Mercury já foi vaiada ao entrar na avenida tocando música eletrônica. Hoje existem meia dúzia de blocos eletrônicos que chegam a contratar DJs internacionais, além dos blocos de samba, forró, reggae e rock que se misturam aos já tradicionais blocos de axé.

Entendo que essa tensão entre a tradição e o novo está relacionada diretamente aos gêneros musicais executados em cada festa. Se o axé tocado em Salvador é um gênero mais propício ao hibridismo musical, se aproximando de outros estilos sem nenhuma (ou pouca) preocupação com a conservação de suas raízes, o samba, carro-chefe do carnaval carioca, por sua vez, possui uma cena musical mais ligada tradição e que, portanto, vê a incorporação de elementos “estrangeiros” como uma forma de diluição de sua identidade cultural.

Bem, o carnaval de 2011 está próximo e talvez tenhamos mais pistas se o carnaval de rua carioca vai caminhar mais para a ortodoxia do carnaval pernambucano ou para a “diversidade neoliberal” do carnaval de Salvador.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sampler e Política

Por Rafael Dupim Souza

Nas noites de terça-feira, a TV Brasil exibe a série Mama África, uma coletânea de documentários sobre o continente. Em uma dessas noites assisti a “The Lions Trail”, traduzido como “M.Bude procurando o Leão”. Além de um emocionante passeio pelas sonoridades africanas, o filme relata os fatos por trás da musica "The Lion Sleeps Tonight", mundialmente conhecida como tema da animação “Rei Leão”, da Disney.

Como mostra o filme, essa música foi gravada pela primeira vez em 1939 por um cantor sul-africano, da etnia Zulu, chamado Solomon Linda. Mbube, que significa leão em Zulu, era o nome orginal da canção. Um sucesso absoluto na África do Sul, que vendeu mais de cem mil cópias na década de 30.

Dez anos depois, em 1949, a música chegou aos ouvidos do cantor popular americano Peter Seeger. Em seguida, Seeger regrava a música, tomando o cuidado de mudar algumas notas e o nome da canção. Para registrá-la, se vale de uma velha malandragem do music business escolhendo o pseudônimo de Paul Campbell. O que segue é a história de um super hit, que já arrecadou até hoje mais de 15 milhões de dólares em direitos autorais. O documentaário monta em paralelo imagens de Peter Seeger explicando na televisão a “inspiração” na música original e registros recentes da terra natal de Solomon Linda. O cantor morrera em 1962, miserável, sem parte na fortuna de Mbude.

Por coincidência, ou sincronicidade, esse documentário me apareceu nos mesmos dias em que lia um texto sobre a economia em torno da grande circulação de samples nas redes de informação. Foi o suficiente para relacionar o filme ao texto e me despertar para uma questão política bastante contundente à música na atualidade. É dessa questão que tratarei no texto de estréia no querido LabCult.

[Para registro, samples são amostras de sons (fragmentos de músicas) que na era digital tomaram grande importância por serem a base para a composição de músicas a partir de colagens (remixes, mash ups, etc).]

Há algum tempo, um dos sonhos de consumo de músicos e amadores que querem experimentar sonoridades é um sampler, equipamento que armazena amostras de som na memória e permite ao controlador acioná-las em loopings. Com esse equipamento é possível também aplicar os mais variados efeitos ao sample. O resultado é uma série de novas possibilidades de composição a partir de qualquer som previamente programado.

Como apresenta Paul Thebergé no artigo “Ethinic Sounds – the Economy and Discourse of World Music Sampling”, para fomentar esses aparelhos uma grande rede de músicos, produtores e programadores se articula em torno do comércio de sonoridades. Um dos focos principais desse mercado é a exploração de regiões remotas do globo em busca de sons e instrumentos exóticos.

Munidos de gravadores, esses novos bandeirantes captam sons tribais, folclóricos, etc. e os organizam em bancos de samples. Esses acervos são reunidos em pacotes e colocados à venda como matéria prima para composição de trilhas sonoras, músicas de pista, música ambiente, etc. O preço de um pacote de amostras do extremo oriente, por exemplo, chega a 750 dólares. Já o som de uma única flauta peruana pode sair por 2,95 dólares.

Provavelmente você já escutou uma cítara Indiana, um tambor africano ou um cantor árabe e ficou se perguntando de quem era aquela música. Grandes chances de ser um som selecionado entre as opções de um sequenciador operado por um europeu ou americano.

Como mostra Thebergé, a transfomação de sonoridades em mercadorias é legitimada por uma rede discursiva que confere valor e autenticidade a esses sons a partir de sua origem étnica. Por outro lado, o discurso procura embaçar a fonte original do som, que é o trabalho do músico de um país periférico que permitiu tal gravação.

Mas a questão não se encerra na disputa por direitos autorais. Quando o artista local não é creditado pelo som que deu origem ao sample é como se sua expressão não fosse considerada música. Para esse mercado, o instrumento tocado por um músico de origem diversa é quase como o canto de um pássaro. Uma expressão primitiva que se transforma em música somente quando reinserida no contexto da música ocidental. Sendo assim, não se considera necessário dar qualquer crédito ao autor do som. Como no caso Mbude, nada é repartido.

Como conlcui Thebergé, esse é um problema central da passagem da schizophonia (termo de Murray Shaffer que conceitua a separação do som de sua fonte, algo só possível com as técnicas de gravação e reprodução) para o que Steven Feld chama de schismogenesis. Essa palavra, ainda mais estranha, se refere à progressiva diferenciação e interação entre as culturas do mundo, que é intensificada pelos interesse eonômicos e industriais do mercado global.

Mbude e o mercado de samples ilustram um impasse. Cada vez mais a diversidade de culturas e modos de vida é representada nos fluxos informacionais, no entato, essas representações nao deixam de manter exlcuídas, da partilha do capital econômico e cultural, as vastas populações que deram origem a essas manifestações.





Clássico modelo de sampler da marca AKAI






quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rock in Rio 4 - Quatro motivos para prestarmos atenção

O pessoal do LabCULT sabe que eu adoro listas. É, listas de melhores, piores, promessas, fiascos e tudo que é possível organizar de forma hierárquica no emaranhado que é a nossa cultura popular massiva. Meu interesse, além de me divertir, está em comprovar na prática os argumentos do pesquisador Simon Frith, para quem o gosto musical é sim passível de discussão, e todos nós somos verdadeiros críticos culturais ávidos pela oportunidade de revelar e defender nossas opiniões.

Pois bem, todo mundo também já deve estar informado que o Rock in Rio vai acontecer novamente na cidade-sede do evento nos meses de setembro e outubro de 2011. Logo, eu e mais um monte de gente interessada em música já fizemos, mesmo que de forma descompromissada, listas com as atrações que esperamos ver nessa edição do festival. Calma! Não é esse o objetivo do post (isso pode entrar nos comentários), mas sim observar como o festival já tem provocado algumas discussões sobre música entre os internautas e refletido em seu planejamento algumas transformações do circuito musical.

Primeiramente cabe apontar como as oposições entre pop e rock, mainstream e underground, artistas nacionais e internacionais, e a tensão entre gerações são máximas que confirmam suas relevâncias no cenário musical, guiando as práticas de consumo e as estratégias de valoração. Embora os nomes das atrações ainda estejam longe de uma definição, a fala de Roberto Medina, idealizador do evento, que confirmou: “Meu sonho é trazer Lady Gaga e Shakira” já provocou polêmica. Paula Toller deu início a maré de críticas ao contestar o “não-reconhecimento às carreiras brazucas”. No entanto, alguns brasileiros participaram da coletiva de lançamento: Pitty, Ivete Sangalo, Toni Garrido, Sandra de Sá e Seu Jorge deram um tom “democrático” ao festival. Nenhum problema se o evento não trouxesse o termo “Rock” no título. Em enquete realizada pelo Jornal O Globo a participação de artistas pertencentes a outros gêneros que não o velho rock in roll foi rejeitada: “Rock é rock, não é axé, não é sertanejo, não é samba”, “Chega de axé e boy bands!!! Ivete Sangalo de jeito nenhum”. Mas é interessante observar (se não me engano o próprio Medina já comentou isso), que apesar do nome “Rock in Rio”, o festival sempre foi marcado pela mistura sonora: Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Daniela Mercury, Giberto Gil, Fernanda Abreu, Sandy e Júnior e Carlinhos Brown (ok, essa não foi uma boa experiência) já participaram do evento. Para evitar atritos o empresário vai repetir a estratégia de 2001, quando dividiu o festival em dias temáticos. A partir de Frith, Jeder Janotti propõe três campos fundamentais para a análise da música: as regras mercadológicas ligadas as práticas de consumo e endereçamentos dos produtos, as regras semióticas ligadas, por exemplo, a noção de autenticidade e regras técnicas ou formais (instrumentos, rítmo, etc) que são utilizadas em cada estilo musical. Entendo que esses três aspectos serão levados em consideração na hora da escalação dos artistas e sua organização nos chamados “dias temáticos”. Nesse sentido, Ivete e Shakira já não soam tão deslocadas.

Também chamou minha atenção a repercussão on-line: Se em 2001 a internet ainda engatinhava por aqui, atualmente temos uma maior penetração da rede com direito a banda larga, celulares com acesso móvel e novidades ciberculturais como o Facebook e Twitter. Medina anunciou que encomendou uma pesquisa do Ibobe para sondar os interesses do público brasileiro, mas também lançou perfis em todas as redes sociais existentes. Alguém tem dúvidas de que a repercussão nas redes sociais será essencial para definir o time de atrações? Já estou até imaginando o Twitter bombando a cada atração anunciada. Voltando a enquete do Globo, o site Music News apontou que as indicações de artistas se mostraram tão diversificadas que chegam a gerar um impasse. Inevitavelmente lembrei da teoria da “cauda longa” do Anderson e seu argumento de um mundo de abundância sobrepondo-se a um mundo de escassez. Afinal, um festival desse porte não se sustenta (eu acho) em cultura de nichos.

Outro aspecto que merece destaque está relacionado ao valor dos ingressos. Se em 2001 os tickets custaram R$ 35,00, para 2011 foi anunciado um valor entre R$ 90,00 e R$ 180,00, o que já tem assustado muita gente, inclusive eu. Acredito que a atualização dos valores está fortemente relacionada a revalorização da performance ao vivo no atual cenário musical, como tem sido apontados em várias mesas de discussão sobre o assunto. Só para esclarecer, enquanto o formato CD perde cada vez mais importância como fonte de renda dos artistas, os shows continuam atraindo um grande público.

Por fim, gostaria de destacar a questão da música eletrônica. Na última edição do Rock in Rio o gênero musical contou com uma tenda alternativa para seus admiradores. Em 2011 a organização do evento quer ir além. Fala-se de um dia inteiramente dedicado a discotecagem. Aí fiquei pensando aqui comigo: Quais os “top DJs” que conseguiriam arrastar 120 mil pessoas (público diário do festival) para a arena do rock? Vale fazer uma listinha não é?

domingo, 13 de junho de 2010

Seminário Internacional Rumos da Cultura da Música

Olá pessoal,

Vou fazer um "spoiler" - um tanto quanto antecipado, com a intenção de assegurar que os interessados possam se organizar para comparecer - do Seminário Internacional Rumos da Cultura da Música: Audibilidades, Estéticas, Linguagens e Negócios, evento organizado pela professora Simone e com realização do LabCult, do PPGCOM da UFF e da Globo Universidade , que ocorrerá no MAM do Rio de Janeiro nos dias 05 e 06 de agosto deste ano.

O seminário - cujo objetivo principal é discutir sobre as reconfigurações que a indústria da música vem sofrendo principalmente a partir da década de 90 nas esferas tanto da produção, da circulação quanto do consumo - contará com palestras de nomes como Jonathan Sterne (McGill Univ), Jason Stanyek (New York University) e Kiri Miller (Brown Univ) entre os "internacionais" e Micael Herschmann (UFRJ), Adriana Amaral (UTP), Jeder Janotti Jr (UFBa), Marildo Nercolini (UFF) e Vinicius Andrade Pereira (UERJ) entre os "nacionais", além, é claro, da própria Simone Pereira de Sá (UFF).

No primeiro dia do evento Sterne fará a palestra de abertura às 14h às 15:30 haverá a primeira mesa (intitulada "Paisagens sonoras e mediação tecnológica") e às 17:15 a segunda mesa ("Os novos mediadores das cenas musicais – blogs, twitter, revistas eletrônicas"). O segundo dia tem início às 14h com a terceira mesa ("Performances musicais em games e plataformas musicais") e é seguido pela quarta e última mesa ("Novos negócios (análise da crise da indústria, novos atores, produção independente, cases de circulação da música na rede)" a partir das 16h. Estão previstas ainda apresentações artísticas e o lançamento de livro relacionado aos temas discutidos no seminário.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do blog do evento.

Será realmente uma oportunidade muito bacana para pensar uma série de questões do atual cenário musical.

Fica a (ótima) dica!