HIBRIDISMOS MUSICAIS DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI
Herom Vargas
Ateliê Editorial
www.atelie.com.br
Estr. da Aldeia de Carapicuíba, 897
06709-300 – Cotia – SP
Assessoria de Imprensa:
Graziela Costa Pinto
grazielacp@uol.com.br
Tels.: (11) 3864-2908/9161-5797
Guardião do mangue, o caranguejo preserva o equilíbrio do ecossistema, alimentando-
se de detritos e oxigenando a lama ao revolvê-la. Não é à toa que se
tornou uma das principais imagens do Manguebeat, movimento estético-musical
de vanguarda criado por um grupo de jovens nos anos 90, entre eles, Chico
Science, líder da banda Nação Zumbi, e um de seus principais mentores.
Como o crustáceo, o Manguebeat se propôs a revolver a cena musical de
Recife para arejá-la ao sopro das vanguardas pop e das tecnologias eletrônicodigitais,
ligando-se também à cultura tradicional de Pernambuco, com criações
híbridas nas quais influências distintas se amalgamavam a favor da experimentação,
da crítica sociocultural e da recuperação das tradições populares. O movimento,
que tanto impacto teve para a identidade artístico-cultural do estado
nordestino e da cultura brasileira em geral, é tema de Hibridismos Musicais de
Chico Science & Nação Zumbi, do professor de comunicação Herom Vargas.
O foco são os dois primeiros discos lançados pelo grupo Chico Science &
Nação Zumbi (CSNZ) – Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996) –, produzidos
antes da morte de Science, em 1997. Vargas analisa em particular as
mesclas de ritmos e instrumentos afro-brasileiros (maracatu, alfaias, embolada,
por exemplo) com gêneros musicais globalizados (rock, rap e funk/soul) e os
hibridismos poético-musicais presentes nas canções. O híbrido é um conceito
que tem sido muito debatido em função dos estudos sobre pós-modernidade e
sobre cultura latino-americana; de natureza sincrética, desafia as noções correntes
sobre identidade, trazendo à cena combinações provisórias e inusitadas.
Segundo Herom Vargas, sua análise é fundamentada “no debate teórico-ideológico
que deu origem, em parte, à cena Mangue, entre as posições tradicionalistas
e ‘essencialistas’ dos armoriais, consubstanciadas em Ariano Suassuna, e as
posições antropofágicas e híbridas tomadas pelo Manguebeat”.
O livro divide-se em quatro capítulos. “Armoriais, Nacionalismo e Tradição
de Essência” destaca as posturas nacionalistas e tradicionalistas ligadas à cultura
pernambucana nas vozes de Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Ariano
Suassuna, com enfoque no Armorial (movimento estético criado nos anos 70,
que associa a arte sertaneja ao medieval ibérico), e faz um contraponto entre o
discurso purista da ditadura militar e o tropicalista do final de 60. Já “Hibridismos
do Mangue” apresenta o Manguebeat (conceitos, manifestos, emblemas
etc.), o contexto de seu surgimento, os paralelos com o tropicalismo, questões
de identidade cultural etc. “Chico Science & Nação Zumbi”, capítulo central do
livro, analisa o trabalho do grupo nos dois discos – capas, performances, letras,
estruturas rítmicas e arranjos instrumentais. Por fim, “Nação Zumbi e os Hibridismos”
retoma a produção da banda pós-Science e as discussões a respeito dos
hibridismos. A obra traz ainda um apêndice que analisa a miscigenação como
elemento-chave das dinâmicas musicais latino-americanas.
Herom Vargas é doutor em Comunicação e Semiótica, professor, membro da seção
latino-americana da International Association for Study of Popular Music (IASPMAL)
e líder do grupo de pesquisa Música, Cultura e Linguagens da Mídia (CNPq).
Lançamento
1º de março
das 19hs às 22hs
Livraria da Vila
Alameda Lorena, 1731
(11) 3062-1063
São Paulo, SP
Herom Vargas
Ateliê Editorial
www.atelie.com.br
Estr. da Aldeia de Carapicuíba, 897
06709-300 – Cotia – SP
Assessoria de Imprensa:
Graziela Costa Pinto
grazielacp@uol.com.br
Tels.: (11) 3864-2908/9161-5797
Guardião do mangue, o caranguejo preserva o equilíbrio do ecossistema, alimentando-
se de detritos e oxigenando a lama ao revolvê-la. Não é à toa que se
tornou uma das principais imagens do Manguebeat, movimento estético-musical
de vanguarda criado por um grupo de jovens nos anos 90, entre eles, Chico
Science, líder da banda Nação Zumbi, e um de seus principais mentores.
Como o crustáceo, o Manguebeat se propôs a revolver a cena musical de
Recife para arejá-la ao sopro das vanguardas pop e das tecnologias eletrônicodigitais,
ligando-se também à cultura tradicional de Pernambuco, com criações
híbridas nas quais influências distintas se amalgamavam a favor da experimentação,
da crítica sociocultural e da recuperação das tradições populares. O movimento,
que tanto impacto teve para a identidade artístico-cultural do estado
nordestino e da cultura brasileira em geral, é tema de Hibridismos Musicais de
Chico Science & Nação Zumbi, do professor de comunicação Herom Vargas.
O foco são os dois primeiros discos lançados pelo grupo Chico Science &
Nação Zumbi (CSNZ) – Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996) –, produzidos
antes da morte de Science, em 1997. Vargas analisa em particular as
mesclas de ritmos e instrumentos afro-brasileiros (maracatu, alfaias, embolada,
por exemplo) com gêneros musicais globalizados (rock, rap e funk/soul) e os
hibridismos poético-musicais presentes nas canções. O híbrido é um conceito
que tem sido muito debatido em função dos estudos sobre pós-modernidade e
sobre cultura latino-americana; de natureza sincrética, desafia as noções correntes
sobre identidade, trazendo à cena combinações provisórias e inusitadas.
Segundo Herom Vargas, sua análise é fundamentada “no debate teórico-ideológico
que deu origem, em parte, à cena Mangue, entre as posições tradicionalistas
e ‘essencialistas’ dos armoriais, consubstanciadas em Ariano Suassuna, e as
posições antropofágicas e híbridas tomadas pelo Manguebeat”.
O livro divide-se em quatro capítulos. “Armoriais, Nacionalismo e Tradição
de Essência” destaca as posturas nacionalistas e tradicionalistas ligadas à cultura
pernambucana nas vozes de Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Ariano
Suassuna, com enfoque no Armorial (movimento estético criado nos anos 70,
que associa a arte sertaneja ao medieval ibérico), e faz um contraponto entre o
discurso purista da ditadura militar e o tropicalista do final de 60. Já “Hibridismos
do Mangue” apresenta o Manguebeat (conceitos, manifestos, emblemas
etc.), o contexto de seu surgimento, os paralelos com o tropicalismo, questões
de identidade cultural etc. “Chico Science & Nação Zumbi”, capítulo central do
livro, analisa o trabalho do grupo nos dois discos – capas, performances, letras,
estruturas rítmicas e arranjos instrumentais. Por fim, “Nação Zumbi e os Hibridismos”
retoma a produção da banda pós-Science e as discussões a respeito dos
hibridismos. A obra traz ainda um apêndice que analisa a miscigenação como
elemento-chave das dinâmicas musicais latino-americanas.
Herom Vargas é doutor em Comunicação e Semiótica, professor, membro da seção
latino-americana da International Association for Study of Popular Music (IASPMAL)
e líder do grupo de pesquisa Música, Cultura e Linguagens da Mídia (CNPq).
Lançamento
1º de março
das 19hs às 22hs
Livraria da Vila
Alameda Lorena, 1731
(11) 3062-1063
São Paulo, SP

